Almofada para risco sistémico leva a 1,5 mil milhões de aumentos de capital nos bancos

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Económico

Para a Caixa Geral de Depósitos foi determinado no fim do ano 1% de buffer para risco sistémico; para o BCP 0,75%; para o Novo Banco 0,75%; para o Banco BPI 0,50%; para o Santander Totta 0,50% e para a Caixa Económica Montepio Geral 0,25%. O maior peso é para a CGD: 600 milhões. No BCP é pouco mais de 300 milhões. Para o Novo Banco perto de 300 milhões e para o BPI cerca de 150 milhões.

Não é novidade, mas ganha relevância numa altura em que se discute qual o montante de aumento de capital para a Caixa Geral de Depósitos.

Até ao fim do ano há mais um ‘buffer’ de capital a acrescentar ao rácio individualizado que o BCE impôs à Caixa ainda no fim de 2015 (em função do risco da carteira de crédito) e que é por regra secreto.

Esse novo ‘buffer’ (almofada) de capital, que é uma segurança que o BCE exige a bancos que têm risco sistémico (O-SIIs na versão inglesa), para a CGD é de 1 ponto percentual, o que na Caixa significa mais 600 milhões de euros. Já para Janeiro de 2017.

Mas essa almofada é aplicada a todos os bancos sistémicos, não apenas à CGD. O Banco de Portugal no fim do ano passado disse quem eram os bancos com risco sistémico e quanto é que tinham de aumentar o capital por força dessa categoria.

O BCP, por exemplo tem de a acrescentar ao seu rácio de common equity tier 1, mais 0,75 pontos percentuais, o que se traduz em pouco mais de 320 milhões de euros.

O Novo Banco, tendo em conta os activos ponderados pelo risco de final de 2015, tem de reforçar o capital em pouco mais de 280 milhões, segundo contas do Económico.

Por sua vez o BPI precisa de aumentar os seus fundos próprios em 0,50%, por via desta nova imposição, em perto de 150 milhões de euros.

Pelas nossas contas, e tendo por base os números de 2015, este ano a almofada de capital para o Santander Totta é de cerca de 100 milhões.

Segundo as nossas contas, o Montepio teria que reforçar o capital de 2015, altura em que o Banco de Portugal anunciou a nova almofada de capital para risco sistémico, em menos de 50 milhões.

Para Caixa Geral de Depósitos foi determinado 1%; para o Banco Comercial Português 0,75%; para o Novo Banco 0,75%; para o Banco BPI 0,50%; para o Santander Totta, SGPS 0,50% e para a Caixa Económica Montepio Geral 0,25%.

Diz o Banco de Portugal que “para este efeito, conforme previsto nas disposições legais e regulamentares, procede-se à divulgação dos grupos bancários identificados como O-SIIs em 2015 e as respectivas reservas de fundos próprios em percentagem do montante total das posições em risco. Esta reserva deverá ser constituída por fundos próprios principais de nível 1 em base consolidada e deverá ser cumprida a partir de 1 de Janeiro de 2017”.

Tudo somado, este ano, esta nova almofada de capital para acautelar riscos sistémicos, para os seis bancos custa aos seus accionistas perto de 1,5 mil milhões de euros em fundos próprios.