Antiga PT condenada a multa de 1,1 milhões por papel na queda do GES

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Notícias ao Minuto

Falta de informação prestada às autoridades sobre o eminente colapso da holding que servia de base à família Espírito Santo valeu uma condenação nos Estados Unidos.

O famoso investimento de 900 milhões de euros na Rioforte a poucos meses do colapso total do Grupo Espírito Santo foi alvo de uma investigação nos Estados Unidos e a conclusão já é conhecida.

Devido a múltiplas violações do código norte-americano e à falta de informações transparentes prestadas às autoridades sobre o GES, e a Rioforte, a Pharol, atual PT, foi condenada a pagar uma multa milionária.

“A Portugal Telecom deverá, no espaço de 10 dias da publicação desta ordem, pagar uma coima na quantia de 1,25 milhões de dólares (1,11 milhões de euros) à Securities and Exchange Comission [SEC] a ser transferida para o fundo geral do Tesouro dos Estados unidos”, pode ler-se no comunicado oficial revelado esta madrugada pela autoridade do mercados norte-americanos.

Para a SEC, a PT tinha “meios insuficientes para avaliar as imparidades dos investimentos de curto prazo” nas empresas do Grupo Espírito Santo e ao apostar 897 milhões de euros na Rioforte sem qualquer explicação, acabou por colocar em dúvida a própria sustentabilidade.

A falta de transparência na prestação de informações sobre o GES, a Rioforte e sobre as próprias contas foi também apontada pela SEC como uma irregularidade grave, principalmente tendo em conta que “82% dos investimentos de curto prazo da Portugal Telecom e 85% do seu dinheiro e equivalentes monetários estavam investidos ou depositados em entidades do BES e do GES no dia 31 de dezembro de 2013”.

Fica assim fechado nos Estados Unidos, sem contestação da empresa portuguesa, um processo que fez correr muita tinta em todo o mundo e que foi um ponto central de discussão de inquérito ao caso BES no parlamento português. A ‘troca de galhardetes’ entre Mariana Mortágua e o ex-líder Zeina Bava ficaram na memória de todos os portugueses como os momentos mais intensos da discussão.

Para a Pharol, a multa não podia chegar em pior altura: a empresa procura reduzir custos através de um programa de reestruturação promovido pela nova dona Altice e tenta aguentar o impacto das dificuldades da sua participada brasileira Oi.

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