António Ramalho: “Grosso dos problemas” do Novo Banco está em 44 créditos

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Expresso

O líder do Novo Banco recusa-se a dar os nomes dos donos dos 44 créditos mais problemáticos, mas explica que estes “têm como característica o facto de ou serem créditos imobiliários sem garantias, ou serem créditos por exemplo à compra de empresas com garantia de ações”

Depois de ter apresentado prejuízos históricos em 2017, ainda não se sabe qual será o rumo tomado pelo Novo Banco para este ano.

“Quero que o Novo Banco, o mais depressa possível, passe de um banco que tem problemas, em reestruturação, para um banco vencedor e com soluções”, garantiu António Ramalho, líder do Novo Banco, em entrevista ao “Jornal de Negócios” e à “Antena 1” esta segunda-feira.

Segundo Ramalho, não é possível antecipar resultados para 2018. Contudo, deixou uma promessa. “Faremos tudo e o melhor que podermos para o banco rapidamente passar a uma fase de lucros. Mas não estou num “sprint” de lucros, estou numa maratona de sustentabilidade. Este banco precisa de sustentabilidade a prazo e todo o sistema financeiro precisa de sustentabilidade a prazo. Isto é uma maratona”, explicou.

De acordo com o líder da instituição, o mecanismo de capitalização contingente do Novo Banco está dividido em duas estruturas: “44 créditos fundamentais, onde está o grosso dos problemas, e um conjunto de créditos granulares que têm já alguns sinais de imparidades, mas que são geridos como um todo. Mas para ter uma ideia, 89% das nossas imparidades são para empresas, portanto, nós não temos nenhumas imparidades adicionais feitas sobre particulares que sejam estranhas”, revelou.

António Ramalho recusou-se a dar os nomes dos donos dos 44 créditos mais problemáticos, mas explicou que estes “têm como característica o facto de ou serem créditos imobiliários sem garantias, ou serem créditos por exemplo à compra de empresas com garantia de acções, ou serem créditos a sectores sobre os quais nós, neste momento, não temos apetite qualquer de risco, como seja a actividade desportiva, os partidos políticos ou atividades religiosas, para dar só um exemplo daquilo que é a definição de apetite de risco”.

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