BPI pagou 14,5 milhões para o Fundo de Resolução Europeu no ano passado

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De acordo com a apresentação feita pelo presidente executivo, Fernando Ulrich, em 2015 o BPI contribuiu com 14,5 milhões de euros para o Fundo de Resolução Europeu, no primeiro ano dessa contribuição.

Já para o Fundo de Resolução Nacional foram 2,8 milhões de euros, abaixo dos 2,7 milhões de 2014, e 700 mil euros para o Fundo de Garantia Depósitos, abaixo dos 3,3 milhões despendidos no ano anterior.

Em 2015, o BPI pagou ainda 13 milhões de euros de Contribuição Extraordinária sobre o Setor Bancário, menos 2,6 milhões do que os 15,6 milhões de euros de 2014.

No total, o BPI contabilizou em 2015 31 milhões de euros com aquilo a que chamou ‘custos especiais’ na sua apresentação de contas aos jornalistas, acima dos 21,5 milhões de euros de 2014, sendo esse aumento justificado pela contribuição para o Fundo de Resolução Europeu.

Este fundo europeu foi criado no âmbito do novo enquadramento de resolução bancária, que entrou em vigor no início deste ano e que coloca a nível europeu a eventual resolução de algum grande banco, impondo ainda novas regras no caso dos resgates bancários.

Para financiar eventuais resgates bancários, desde 01 de janeiro de 2016 os bancos europeus, portugueses incluídos, passaram a contribuir para o fundo do Mecanismo Único de Resolução europeu, estimando-se que em dez anos esse fundo esteja dotado com 55 mil milhões de euros.

Por causa das resoluções do BES e do Banif, neste momento os bancos portugueses enfrentam uma dupla contribuição, pagando tanto para o fundo de resolução português como para o europeu.

Dinheiro Digital com Lusa

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