Arquivo para a categoria ‘António Ramalho’

António Ramalho: “Grosso dos problemas” do Novo Banco está em 44 créditos

Terça-feira, Abril 10th, 2018

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Expresso

O líder do Novo Banco recusa-se a dar os nomes dos donos dos 44 créditos mais problemáticos, mas explica que estes “têm como característica o facto de ou serem créditos imobiliários sem garantias, ou serem créditos por exemplo à compra de empresas com garantia de ações”

Depois de ter apresentado prejuízos históricos em 2017, ainda não se sabe qual será o rumo tomado pelo Novo Banco para este ano.

“Quero que o Novo Banco, o mais depressa possível, passe de um banco que tem problemas, em reestruturação, para um banco vencedor e com soluções”, garantiu António Ramalho, líder do Novo Banco, em entrevista ao “Jornal de Negócios” e à “Antena 1” esta segunda-feira.

Segundo Ramalho, não é possível antecipar resultados para 2018. Contudo, deixou uma promessa. “Faremos tudo e o melhor que podermos para o banco rapidamente passar a uma fase de lucros. Mas não estou num “sprint” de lucros, estou numa maratona de sustentabilidade. Este banco precisa de sustentabilidade a prazo e todo o sistema financeiro precisa de sustentabilidade a prazo. Isto é uma maratona”, explicou.

De acordo com o líder da instituição, o mecanismo de capitalização contingente do Novo Banco está dividido em duas estruturas: “44 créditos fundamentais, onde está o grosso dos problemas, e um conjunto de créditos granulares que têm já alguns sinais de imparidades, mas que são geridos como um todo. Mas para ter uma ideia, 89% das nossas imparidades são para empresas, portanto, nós não temos nenhumas imparidades adicionais feitas sobre particulares que sejam estranhas”, revelou.

António Ramalho recusou-se a dar os nomes dos donos dos 44 créditos mais problemáticos, mas explicou que estes “têm como característica o facto de ou serem créditos imobiliários sem garantias, ou serem créditos por exemplo à compra de empresas com garantia de acções, ou serem créditos a sectores sobre os quais nós, neste momento, não temos apetite qualquer de risco, como seja a actividade desportiva, os partidos políticos ou atividades religiosas, para dar só um exemplo daquilo que é a definição de apetite de risco”.

António Ramalho confirma: Estado pode ter de voltar a injetar capital no Novo Banco

Domingo, Abril 8th, 2018

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Observador

António Ramalho confirma: Estado pode ter de voltar a injetar capital no Novo Banco

 

António Ramalho já tinha indicado que as imparidades não estão terminadas. Mas confirma, em entrevista ao Negócios e Antena 1, que o Fundo de Resolução pode voltar a ser chamado a capitalizar o banco.

António Ramalho já tinha indicado que as imparidades no Novo Banco não estão terminadas. Mas o presidente-executivo da instituição confirma, em entrevista à Antena 1 e Negócios, que o Fundo de Resolução pode voltar a ser chamado a capitalizar o banco — o que provavelmente implicará novos empréstimos estatais ao organismo público que é alimentado com contribuições dos bancos (mas que tem necessitado de empréstimos do Estado).

Em entrevista ao Jornal de Negócios e Antena 1, o presidente do Novo Banco diz que novas injeções pelo Fundo de Resolução são “um assunto que não devemos nem tentar antecipar”. Mas “também não devemos pôr de fora, do ponto de vista das possibilidades, que isso possa isso acontecer”. E que montantes podemos estar a falar? “Depende das perdas [que forem reconhecidas nos ativos delimitados] e dos rácios [de capital com que o banco fica depois desse reconhecimento dessas perdas]”.

O mecanismo de capitalização contingente prevê que o Fundo de Resolução venha a assumir perdas nos tais ativos problemáticos até 3,89 mil milhões de euros, na medida em que esses prejuízos venham a degradar os rácios de capital, para menos do que o limite mínimo regulamentar. Essas perdas podem ser reconhecidas num horizonte de dez anos.

 

Mas o acordo de venda do Novo Banco prevê, ainda, cenários adicionais de entrada de mais capital público, como revela a decisão da Comissão Europeia que aprovou a transação. Uma segunda medida em caso de necessidades adicionais de capital vai até 400 milhões de euros, assegurados por via da emissão de instrumentos de capital TIER2 (uma emissão que será feita até ao final do primeiro semestre).

Se não for possível atrair investidores privados, um risco que António Ramalho desvalorizou na conferência de imprensa, o Fundo de Resolução volta a ser chamado a subscrever estes instrumentos.

Por fim, o próprio Estado pode ser chamado a injetar capital público no banco se a avaliação feita no quadro do SREP (Supervisory Review andEvaluation Process) — um teste que revela a situação de uma instituição de crédito em termos de requisitos de fundos próprios e o modo como responde ao risco —  concluir que o nível de capital do Novo Banco está abaixo do exigido. O Fundo de Resolução tem de entrar se não for possível encontrar uma solução privada junto do acionista Lone Star ou no mercado.

António Ramalho: BCE já deu luz verde. Venda do Novo Banco está “muito próxima”

Sexta-feira, Outubro 6th, 2017

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Eco

O presidente do banco garantiu que o BCE já emitiu todas as autorizações necessárias, concluindo assim que o negócio “está muito próximo de terminar”.

 

Na madrugada desta quarta-feira foi conhecido que a oferta de recompra de dívida própria pelo Novo Banco, lançada com o objetivo de conseguir uma poupança de 500 milhões de euros foi concluída. Esta operação era uma das condições essenciais para que se fechasse a venda do Novo Banco à Lone Star, cujo contrato de promessa foi assinado já em março passado, que deverá agora ser concretizada até 20 de outubro.

Contudo, o presidente do Novo Banco mostrou-se convencido que a concretização do negócio poderá ser mais rápida: “Está muito próximo de terminar”, afirmou. Além desta operação de diminuição de passivo do Novo Banco, para a venda ser concretizada são necessárias autorizações de reguladores e supervisores, desde logo os europeus. Questionado sobre se já há ‘luz verde’ do BCE, Ramalho disse que em causa estão múltiplas autorizações, mas adiantou que há várias que já chegaram, como é o caso da que autoriza a Lone Star a comprar o Novo Banco.

“São muitas as autorizações do BCE. Há uma autorização para os novos artigos dos estatutos, já temos. Há uma aprovação para os novos membros do Conselho [de Administração], está em curso, há uma aprovação para autorizar a Lone Star como comprador, já existe. Há uma autorização para que o capital e a liquidez estejam autorizados pelo BCE, já está dada”, explicou.

Quanto à aprovação da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia ao plano de reestruturação do Novo Banco, que também é uma condição precedente à venda, António Ramalho disse que falta a “formalização final”. “É um assunto mais da Lone Star e do Governo português, sabemos que a carta de compromissos do senhor ministro das Finanças foi assinada e estamos à espera da formalização final”, afirmou.

Questionado sobre o que implica o plano de reestruturação do Novo Banco, negociado entre a Lone Star, Governo e Bruxelas, António Ramalho disse que só será divulgado “depois de a transação estar concluída”. 

Novo Banco acusa Banco de Portugal de prejudicar contas de 2016

Sexta-feira, Abril 14th, 2017

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Público

O banco que sucedeu ao BES e foi vendido ao Lone Star acumulou um prejuízo de 788,3 milhões no ano passado. Imparidades voltaram a pesar. O crédito concedido recuou.

A fotografia mais actualizada do banco que está a ser vendido ao fundo norte-americano Lone Star mostra um Novo Banco mais “limpo”, mais leve mas também com menor capacidade de gerar rentabilidade para além de efeitos financeiros e da redução de custos. Essa menor capacidade também resulta da descida do crédito concedido. Nos depósitos, o banco justifica as perdas com a decisão do Banco de Portugal sobre os obrigacionistas seniores.

No comunicado em que apresenta os resultados do exercício de 2016, o Novo Banco destaca alguns dos constrangimentos à sua actividade, nomeadamente que o “desempenho do resultado financeiro foi influenciado pelo facto de as taxas de juro de referência continuarem em terreno negativo e pela necessidade de estabilizar o financiamento da actividade através dos recursos de clientes”.

E neste contexto, destaca que “este objectivo foi condicionado pelos efeitos da retransmissão [decidida pelo supervisor] das emissões de obrigações sénior, em 29 de Dezembro de 2015, que teve como consequência o downgrade [revisão em baixa] dos “ratings” de depósitos de longo prazo o que, conjugado com o adiamento da venda do Novo Banco em 15 de Setembro de 2015 [também da responsabilidade do Banco de Portugal], levou a uma redução dos depósitos de alguns grandes clientes institucionais e empresariais”.

Sobre os depósitos, o banco esclarece assim que “apesar da ligeira recuperação no quarto trimestre, o valor de 25,6 mil milhões de euros representa uma redução de 1,8 mil milhões face ao período homólogo do ano anterior, repetindo que se trata de uma “evolução que não foi alheia à retransmissão de obrigações para o BES”. Uma decisão que já chegou a tribunal, depois dos grandes obrigacionistas envolvidos como os fundos Blackrock e Pimco terem avançado com acções judiciais contra a decisão da entidade liderada por Carlos Costa.

O Novo Banco sublinha, por outro lado, que neste capítulo “o ano de 2016 caracterizou-se por um reforço da confiança dos particulares, traduzido num crescimento de 832 milhões de euros em novos depósitos de clientes de retalho face a 2015”. Um reforço que não foi suficiente, reforça ainda, para contrabalançar “a decisão do Banco de Portugal em retransmitir cinco emissões seniores para o perímetro do BES, com fortes repercussões na captação de recursos de clientes”

Ramalho. Se Estado ficar no capital é porque o Novo Banco vale

Sexta-feira, Fevereiro 24th, 2017

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Observador

Ramalho. Se Estado ficar no capital é porque o Novo Banco vale

 

O presidente do Novo Banco, António Ramalho, não quer comentar as negociações em curso, mas sempre vai dizendo que se o Estado ficar com uma perninha no banco é porque ele vale.

O presidente do Novo Banco diz que uma eventual manutenção de uma participação pública no capital da instituição, no quadro da operação de venda em curso. António Ramalho não quer comentar as negociações entre o Banco de Portugal e o fundo americano Lone Star, mas deixa esta nota.

“Se o Estado português, ou alguma entidade pública, ficar com as ações seguramente que é porque o banco vale e essas ações, mais tarde, poderão ser vendidas a bom preço”, afirmou o gestor em Évora à margem de uma conferência. Ramalho foi questionado acerca da hipótese de o Novo Banco não ser vendido na totalidade, mas apenas parcialmente, o responsável defendeu que “a melhor opção” será a que “permitir ao banco ficar mais sólido e dar um maior contributo à estabilidade do sistema financeiro, que é, neste momento, um desígnio nacional”.

O Banco de Portugal anunciou esta segunda-feira o início de um processo de negociações exclusivas e definitivas com Lone Star e, segundo informação noticiada por vários órgãos, está a ser negociada uma solução mista em que o Estado, neste caso através do Fundo de Resolução, poderia ficar com uma participação minoritária, para vender mais tarde. Esta possibilidade sempre esteve em cima da mesa, por exemplo, a proposta dos chineses do Minsheng Bank, que ficou pelo caminho, propunha a compra de uma participação maioritária, mas não a totalidade do Novo Banco, com planos para fazer mais tarde uma dispersão do capital em bolsa.

Nas negociações com a Lone Star, a manutenção de uma participação pública no Novo Banco poderia ser uma alternativa para a partilha de risco entre o investidor privado e o Estado, face à exigência de garantias públicas feita na proposta do fundo americano. No entanto, e enquanto entidade incluída no perímetro do Estado, qualquer exposição do Fundo de Resolução adicional ao montante que foi mobilizado para recapitalizar o antigo BES, e que já entrou as contas públicas, terá impacto no défice ou na dívida.

O Governo tem afirmado, e António Costa repetiu-o esta quarta-feira no Parlamento, que não quer dar garantias do Estado que protejam os futuro acionista dos riscos de perdas em créditos. E esta “linha vermelha” tem sido um dos focos do processo negocial que dura há vários meses e ainda sem prazo para terminar, para além de agosto, que foi o deadline imposto pela Comissão Europeia.

Para António Ramalho, o tempo é de descrição e não de declarações. Vincando que a sua missão é “gerir adequadamente o banco”, António Ramalho escusou-se também a revelar se existe algum prazo para finalizar o processo de venda: “Não me pergunte a mim o que é de César. César determinará os prazos”.

Ramalho recordou, contudo, que tem estado “naturalmente otimista” em relação a este processo.

“O banco é um banco que tem valor, que tem os seus problemas, que tem a sua maratona para correr, mas vamos corrê-la”, afiançou, à margem da conferência, subordinada ao tema “As Novas Culturas e Tendências do Setor Agrícola”.

António Ramalho lembrou hoje que, quando chegou ao NB, há seis meses, “disse que tinha vindo para ficar”. “Julgo que isso era um elemento essencial para a estabilidade do banco e aquilo que o banco precisava, que os clientes e os colaboradores exigiam. A Lone Star, ao ter dito o que disse, foi exatamente com o mesmo objetivo, de preservar o que de melhor há no banco e a sua relação com os clientes e os colaboradores”, reagiu.

Presidente do Novo Banco é acionista do site ECO

Sexta-feira, Fevereiro 24th, 2017

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Correio da Manhã

Líder da instituição bancária investiu 12 500 euros quando ainda estava na Infraestruturas de Portugal.
António Ramalho, presidente do Novo Banco, é um dos 33 investidores do site ECO – Economia Digital, que foi lançado a 10 de outubro do ano passado. De acordo com documentos a que o CM teve acesso, o gestor foi um dos empresários que, a 20 de junho de 2016, subscreveu o aumento de capital da Swipe News, a empresa que detém o site de informação económica. Na altura em que realizou esta operação, António Ramalho estava à frente da Infraestruturas de Portugal, mas em agosto desse ano assumiu a presidência do Novo Banco.

O gestor investiu 12 500 euros, cerca de 1% do capital total (1,205 milhões de euros). Entretanto, o CM sabe que António Ramalho já demonstrou a intenção de vender a sua posição, sendo que os outros acionistas têm direito de preferência sobre as suas ações. A alienação deve acontecer na próxima assembleia geral da Swipe News.

O CM questionou António Ramalho se não considera existir um conflito de interesses no facto de o presidente do terceiro maior banco português ser acionista de um site de informação económica, mas, até ao fecho desta edição, não obteve resposta. Recorde-se que o Novo Banco se encontra sob intervenção do Estado, e em processo de venda (os norte-americanos da Lone Star estão em negociações exclusivas com o Banco de Portugal), e o ECO acompanha de perto a atividade da instituição.

Na sua página, o ECO identifica 13 dos seus acionistas, mas os restantes, como António Ramalho, não integram essa lista. Entre os investidores da Swipe News estão António Mota (Mota-Engil, com 250 mil euros), o banco Haitong (150 mil) Luís Guimarães (da Polopique, 100 mil), João Brito e Cunha (Eunea) e Ana Maria Caetano (Parinama), ambos com investimentos de 75 mil. A Internacional Trade Wings, de Mário Ferreira, dono da Douro Azul, colocou 67 500 euros. De referir ainda os investimentos de 50 mil euros da APCL (de Humberto Costa Leite), da CIN (de João Serrenho) e da Brainmade (de Paulo Padrão, promotor do projeto, e ex-diretor de comunicação do BES).

Já a empresa Projetos Especiais – Consultores de Comunicação (de João Viegas Soares) fez um investimento de 30 mil euros. A Amorim SGPS (de António Amorim), a Rising Ventures (de Gabino Oliveira) e João Cotrim Figueiredo, antigo diretor-geral da TVI e ex-presidente do Turismo de Portugal investiram, cada um, 25 mil euros.

 

 

 

Presidente do Novo Banco diz que “problema de reputação” da banca penaliza sector

Domingo, Fevereiro 19th, 2017

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Negócios

O presidente do Novo Banco disse este sábado, no Algarve, que a banca em Portugal tem um “problema de reputação” que está a penalizar fortemente o sector, perante os reguladores e na capacidade de atrair capital.

“No presente, estamos a ser fortemente penalizados por dois elementos que têm a ver exclusivamente com a reputação”, disse António Ramalho, frisando que é “particularmente difícil”, por aquilo que aconteceu no passado, atrair novos accionistas para o mercado.

“Depois da destruição de capital que foi feita, é quase impossível, naturalmente, que tenham capacidade de atrair capital”, observou, quando discursava num painel que reuniu dirigentes do sector da banca, no âmbito do V Fórum Empresarial do Algarve.

Segundo o responsável, enquanto esse problema de reputação não for assumido, os agentes do setor bancário vão continuar “cheios de boas intenções, dizendo que as empresas têm dificuldades de financiamento e nós com pouca resposta para lhes dar”.

À margem da sessão, António Ramalho frisou que a reputação “é um elemento central” e que é preciso não perder de vista que os bancos “não são empresas iguais às outras”, uma vez que têm dividendos a pagar aos accionistas, mas também à sociedade.

O V Fórum Empresarial do Algarve decorre até domingo, organizado pelo LIDE Portugal, decorre até domingo num hotel de Vilamoura.

O Novo Banco é o banco de transição que ficou com os activos menos problemáticos do Banco Espírito Santo (BES), alvo de uma intervenção das autoridades em 3 de Agosto de 2014, e que está em processo de venda.

Marcelo só fala depois de perceber esquema de financiamento

Terça-feira, Dezembro 20th, 2016

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Diário de Notícias

Presidente da República não vai comentar para já solução apresentada pelo Governo para os lesados do BES

O Presidente da República disse hoje que ainda desconhece a solução apresentada pelo Governo para os lesados do BES e que vai tentar “perceber qual é o esquema em termos de financiamento” para depois comentar o acordo.

“Para já, não vou dizer nada, porque ainda não percebi exatamente qual é o esquema. Vou tentar perceber qual é o esquema em termos de financiamento, depois digo-vos”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no final de uma visita à Sinagoga de Lisboa.

O chefe de Estado, que antes desta visita esteve num centro de apoio social e numa igreja anglicana, repetiu várias vezes que ainda não conhece a solução para atenuar as perdas dos lesados do Banco Espírito Santo (BES): “Não conheço. Eu andei todo o dia, como sabem, em compromissos e cerimónias, e ainda não pude conhecer”.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que possivelmente falará do assunto na terça-feira.

“Como eu não conheço a solução, eu o máximo que posso é amanhã [terça-feira], havendo uma ocasião para nos encontrarmos, poder dizer o que penso do acordo. Hoje não tive oportunidade, foram testemunhas do que foi a minha vida”, declarou.

“Eu sei que querem saber coisas sobre a matéria, mas eu amanhã [terça-feira], se puder, digo-vos”, reiterou.

O Governo apresentou hoje à tarde o mecanismo que permitirá minorar as perdas de cerca de 4000 clientes do BES que compraram papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES), que foi à falência, e cujo reembolso nunca receberam.

Presidente do Novo Banco reafirma que “prioridade específica” é venda direta

Sexta-feira, Setembro 23rd, 2016

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Observador

O presidente do Novo Banco reafirmou que esta quinta-feira que a “prioridade específica” é a venda direta da instituição financeira.

O presidente do Novo Banco reafirmou esta quinta-feira que a “prioridade específica” é a venda direta da instituição financeira e considerou “uma boa notícia” que “os quatro concorrentes aparentemente estejam a criar condições para poderem fazer as suas ofertas”.

Sem querer tecer comentários sobre a possibilidade de haver novos concorrentes à compra do banco, António Ramalho justificou esta posição com “todos os acordos de confidencialidade” e “questões de princípio”.

António Ramalho, que falava aos jornalistas à margem da conferência “O Turismo como pilar da economia nacional”, promovida pelo banco a que preside e que esta quinta-feira à tarde decorreu na Universidade do Algarve, adiantou que a administração e o Fundo de Resolução aguardam, para já, “as melhores condições para que essa transação seja feita”.

Questionado pelos jornalistas sobre a hipótese de a venda do banco passar pela entrada em bolsa, aquele responsável disse não querer falar “em mais soluções”, quando “as que estão em cima da mesa estão a correr bem”.

Segundo António Ramalho, apesar dos prejuízos registados no primeiro semestre de 2016, a administração está “particularmente concentrada no equilíbrio do balanço”, pelo que aponta 2017 como “o ano da conta dos resultados”.

Esta semana, o presidente do Novo Banco dirigiu uma carta aos seus colaboradores, já publicada na comunicação social, na qual assume algumas prioridades para o banco, nesta fase.

Na missiva, António Ramalho refere que a administração “continua a apoiar intensamente o Fundo de Resolução na venda direta” e que está em vias de “terminar os trabalhos essenciais à preparação de um eventual IPO [Oferta Pública Inicial] para institucionais”.

A conferência promovida pelo Novo Banco no Algarve foi encerrada pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

Ramalho cria equipe para gerir soluções de capital do Novo Banco e quer comissão executiva

Quinta-feira, Setembro 22nd, 2016

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Económico

O CEO do NB quer alterar os estatutos e escolher um modelo de governance que terá uma equipa de administração não executiva e uma comissão executiva, esta composta por sete elemento. Veja aqui a carta de António Ramalho aos colaboradores do Novo Banco na integra.

O novo presidente do Novo Banco dirigiu uma carta aos colaboradores. De todas as mensagens destacamos que a administração do banco está a trabalhar com o Fundo de Resolução para uma solução accionista que passará por uma entrada em bolsa (IPO).

O maior accionista, neste cenário, poderia ser quem ficasse com mais acções (um figurino accionista semelhante ao dos CTT), parece transparecer das palavras do CEO do Novo Banco.

Outra novidade na carta é a proposta, que tem de ser feita ao BCE, de um modelo de governação “ajustado às novas exigências regulatórias”, que passa pela “convergência das exigências de capital com os outros bancos nacionais e ibéricos”. Nesse sentido já foram apresentados novos estatutos ao BCE, e já foram fixados os perfis que completarão selectivamente a Comissão Executiva e aguarda-se a definição dos administradores independentes.

Segundo o Económico sabe a proposta consiste em ter sete administradores executivos (à semelhança da CGD).

Fontes admitem que José Bettencourt que entrou no Novo Banco pelas mãos do anterior presidente do Novo Banco, Eduardo Stock da Cunha como chefe de gabinete do presidente, possa passar a administrador, mas a informação não foi confirmada.

Finalmente um terceiro ponto importante na carta, é que o side bank pode ser transferido para um side bank de toda a banca nacional, de que há muito se fala no governo e Banco de Portugal. “Somos o banco mais avançado na separação conceptual dos seus activos supérfluos através do conceito de “side Bank” o que nos permitirá beneficiar de quaisquer instrumentos que, no futuro, se poderão criar para endereçar esse problema comum à Banca portuguesa e europeia”, diz António Ramalho.

A notícia da carta foi avançada pelo Jornal de Negócios.

Eis a carta obtida pelo Económico na integra:

“Faz hoje um mês que tomei posse como CEO do Novo Banco. Desde essa data elegi três prioridades como essenciais a esta fase do nosso Banco.

A primeira assenta numa nova responsabilidade na gestão do capital que envolve o Management na resolução do problema accionista que ainda nos afecta. Nesse sentido, continuamos a apoiar intensamente o Fundo de Resolução na venda directa, estamos em vias de terminar os trabalhos essenciais à preparação de um eventual IPO para Institucionais e criámos uma equipe designada CPO-Capital Project Office para desenvolver e apresentar várias soluções de capital, alternativas e complementares ao processo em curso.

A segunda, mais lenta mas mais importante no longo prazo, consiste no estudo de uma solução comercial para o futuro, que terá, na digitalização e na relação de proximidade aos clientes, os seus maiores desafios. Menos visível já existe uma equipe a trabalhar alguns temas específicos para assegurar o arranque rápido desta iniciativa.

A terceira consiste na definição de um modelo de governação ajustado às novas exigências regulatórias, assegurando a convergência das exigências de capital com os outros bancos nacionais e ibéricos e o aumento da nossa reputação bancária essencial à nossa actividade comercial. Nesse sentido já foram apresentados novos estatutos ao BCE, já foram fixados os perfis que completarão selectivamente a Comissão Executiva e aguarda-se a definição dos administradores independentes.

Todas estas iniciativas realizadas num mês têm sido explicadas em diversas reuniões na rede de retalho, na rede private e na rede empresas. Mas neste mês também se notou uma renovada atenção dos actuais concorrentes à compra directa do nosso Banco, bem como um novo interesse por novos investidores potenciais em ambiente de IPO.

Não existe assim, objectivamente, nenhuma razão, para que o Banco não encontre um ou vários accionistas neste processo de venda em curso, nesta ou noutra modalidade. Temos todos consciência que esta operação, sendo realizada da melhor forma possível nas actuais condições de mercado, contribuirá, quer para um futuro desafiante para o nosso Banco, quer para a estabilização de todo o sistema financeiro português.

Sabemos que ainda surgem esporadicamente, ainda que de forma cíclica, ideias vagas sobre a divisão do Novo Banco. Mas, hoje tais ideias não são credíveis porque estão desactualizadas.

E estão desactualizadas porque o Banco tem estado na primeira linha do desinvestimento em actividades não “core”.

Primeiro pelo exemplo da venda de activos como o BESI ou mais recentemente os processos de venda do NB Asia e BES Venetie, que contribuem para recentrar o Banco na sua actividade doméstica antecipando o que outros tenderão a fazer.

Segundo, porque somos o Banco mais agressivo na venda de património imobiliário estimando atingir vendas superiores a 500 Milhões de Euros ainda neste ano.

Terceiro, porque somos o banco mais avançado na separação conceptual dos seus activos supérfluos através do conceito de “Side Bank” o que nos permitirá beneficiar de quaisquer instrumentos que, no futuro, se poderão criar para endereçar esse problema comum à Banca portuguesa e europeia.