Arquivo para a categoria ‘Banco Santander Totta’

Económico Fundos é o novo nome dos fundos do ex-BES Angola

Terça-feira, Novembro 22nd, 2016

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Negócios

A sociedade Económico Fundos é responsável em Angola pela gestão de fundos de pensões e de investimento e tem agora como accionista principal (62%) o Banco Económico e a GNB Gestão de Activos (35%).

O Governo angolano autorizou a mudança da denominação social de um fundo de pensões detido pelo antigo Banco Espírito Santo Angola (BESA), controlado agora pelo Banco Económico, conforme despacho do ministro das Finanças angolano.

De acordo com o documento assinado pelo ministro Archer Mangueira (na foto), de 14 de Novembro e ao qual Lusa teve hoje acesso, a denominação social da sociedade gestora de fundos de pensões BESA ACTIF é autorizada a passar para Económico Fundos, validando desta forma a deliberação anterior, em assembleia-geral.

A sociedade Económico Fundos é responsável em Angola pela gestão de fundos de pensões e de investimento e tem agora como accionista principal (62%) o Banco Económico e a GNB Gestão de Activos (35%), uma das maiores sociedades gestoras de fundos de investimento portuguesas, estando o restante capital disperso por pequenos accionistas.

Antes do colapso do BES em Portugal, a BESA ACTIF era detida a 62% pelo BESA, e 35% do capital social pertencia à Espírito Santo Participações Internacionais (ESAF).

Intervencionado a 4 de Agosto de 2014, devido ao crédito malparado em Angola, estimado em mais de três mil milhões de euros, o BESA foi transformado, por decisão dos novos accionistas e conforme exigência do banco central angolano, em Banco Económico, a 29 de Outubro de 2014, avançando também um aumento de capital.

A operação foi então contestada pela administração do BES, mas em Junho de 2015 avançou a fase final, com a introdução da nova imagem corporativa, que passou a ser controlado maioritariamente, em 39,4%, pelo grupo petrolífero estatal Sonangol.

O BES, que tinha o controlo maioritário do banco (55%) desapareceu da estrutura accionista, vendo a participação diluída no aumento de capital, o mesmo acontecendo com a sociedade Portmill, que perdeu a quota de 24%.

Já o Novo Banco, a instituição que ficou a operar com os activos ‘bons’ do BES, ficou, entre outras mais-valias potenciais, com uma participação de 9,72%, por conversão de 53,2 milhões de euros do anterior empréstimo do BES, no valor de 3,300 mil milhões de euros à data da intervenção estatal.

Maiores bancos privados passam de lucros a perdas agregadas de 133,5 milhões

Segunda-feira, Novembro 14th, 2016

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Público

Lucros de BPI e Santander Totta não foram suficientes para impedir um cenário global “vermelho” na banca privada.

Os quatro maiores bancos privados que operam em Portugal tiveram, em termos agregados, prejuízos de 133,5 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, o que compara com lucros registados no mesmo período de 2015.

Nos primeiros nove meses do ano passado apenas o Novo Banco registou prejuízos, mas este ano também o BCP apresentou resultados negativos até Setembro, pelo que os lucros de BPI e Santander Totta não foram suficientes para impedir um cenário global “vermelho” na banca privada. Assim, fazendo as contas, entre Janeiro e Setembro deste ano os quatro maiores bancos privados registaram no conjunto prejuízos de 133,5 milhões de euros, que contrastam com lucros agregados de 173,5 milhões do mesmo período de 2015.

Analisando por instituição, os maiores prejuízos cabem ao Novo Banco — o banco de transição que resultou da resolução do Banco Espírito Santo — que apresentou esta quinta-feira resultados negativos de 359 milhões de euros até Setembro, ainda assim melhor do que os prejuízos de 418,7 milhões de euros dos primeiros nove meses de 2015.

O banco — que está em processo de venda e que tem levado a cabo uma intensa reestruturação, com reduções de custos — destacou, contudo, que conseguiu no terceiro trimestre um lucro marginal de 3,7 milhões de euros, o que acontece pela primeira vez desde que foi criado, em 3 de Agosto de 2014.

Também o maior banco privado português, o BCP, registou até Setembro um prejuízo de 251,1 milhões de euros, que compara com os lucros de 264,5 milhões de euros de igual período do ano passado, justificando que os resultados contabilísticos foram influenciados negativamente sobretudo pelo reforço nas imparidades (perdas potenciais), nomeadamente para crédito.

Já o Banco BPI conseguiu, até Setembro, fazer crescer os lucros em 21,2% para 182,9 milhões de euros, em resultado de uma melhoria da actividade doméstica para 57,5 milhões, mas principalmente da actividade internacional (sobretudo a operação em Angola, onde tem o BFA) com 125,4 milhões de euros.

Na sexta-feira à noite, o BPI divulgou ao mercado o impacto nas suas contas do acordo que fez com a operadora angolana Unitel para a venda de 2% do Banco Fomento de Angola (ficando o BPI com 48,1% e a Unitel com 51,9%, que assim passa a controlar o banco angolano). Se essa operação já estivesse concretizada, à data de 30 de Setembro o BPI teria tido um prejuízo de 25 milhões, em vez de lucro, devido à inversão do resultado da actividade internacional, que passaria de 125 milhões positivos para 84 milhões negativos.

Por fim, o Santander Totta voltou a registar um desempenho positivo, com um lucro de 293,7 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, uma subida homóloga de 66,2%. Do resultado líquido do Santander Totta até Setembro, nove milhões de euros dizem respeito à integração de actividade bancária do Banif, que adquiriu no final de 2015 por 150 milhões, mas o banco detido pelo espanhol Santander já disse que espera que no futuro esse investimento venha a render ainda mais.

Quanto ao banco público Caixa Geral de Depósitos, o maior a operar em Portugal, este ainda não apresentou resultados referentes aos primeiros nove meses do ano, depois de entre Janeiro e Junho ter tido prejuízos de 205,2 milhões de euros, valor que compara com os lucros de 47,1 milhões de euros do período homólogo.

A CGD tem estado no centro de uma polémica devido aos membros da administração liderada por António Domingues, que tomou posse em 31 de Agosto deste ano, rejeitarem apresentar as declarações de rendimentos e património junto do Tribunal Constitucional.

 

Vieira Monteiro pede mais esclarecimentos sobre venda do Novo Banco

Quinta-feira, Novembro 3rd, 2016

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Negócios

Em 2014, foi lançado um concurso para a venda do Novo Banco com um caderno de encargos. O Santander participou mas o processo falhou. A venda foi retomada mas não se sabe se os princípios são iguais aos do primeiro concurso.

António Vieira Monteiro tem uma dúvida sobre o actual processo de venda do Novo Banco porque não sabe se o caderno de encargos é o mesmo que existiu no primeiro concurso internacional, cancelado em Setembro de 2015.

“Se [o novo processo] obedecer a princípios diferentes [do primeiro], obriga a um novo caderno de encargos e a uma nova abertura do processo”, indicou Vieira Monteiro na conferência de imprensa de apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano.

O Novo Banco está, neste momento, a ser vendido. O antigo secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, lidera o processo de alienação da instituição financeira, por contratação do Banco de Portugal, tendo iniciado procedimentos em paralelo que podem conduzir a um de dois fins: ou uma venda directa a um investidor estratégico ou a dispersão do capital por vários investidores.

Esta sexta-feira têm de ser entregues as ofertas vinculativas para quem quer mesmo participar no processo. 

Não foi divulgado publicamente um caderno de encargos neste processo, iniciado em Janeiro, ao contrário do que aconteceu no primeiro concurso internacional, lançado em Dezembro passado e cancelado em Setembro. O Santander participou neste concurso mas acabou por não ser um dos finalistas.

Neste momento, o Santander Totta assume-se como estando concentrado no crescimento orgânico mas não descarta aquisições. É a posição do banco há vários anos, incluindo antes da aquisição do Banif no âmbito da resolução.

Certo é que, nos procedimentos actualmente em curso para o Novo Banco, o Santander Totta não está presente. Nem na venda directa (sabe-se que são apenas quatro e não inclui o b

Banca espanhola prepara assalto final a Portugal

Terça-feira, Outubro 25th, 2016

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Dinheiro Vivo

O fraco crescimento da economia está a deixar os bancos portugueses mais débeis e, logo, mais suscetíveis de aquisição por parte de estrangeiros.

A banca espanhola está conquistar Portugal. Há nove séculos, D. Afonso Henriques conquistou Lisboa aos mouros. Agora, é a vez de os espanhóis conquistarem o centro financeiro do país, não pela força mas pelo poderio económico. Não foi necessário qualquer cerco a Lisboa, bastando a Espanha aproveitar a fraca rentabilidade dos nossos bancos, fruto em parte do nível elevado de crédito malparado. O fraco crescimento da economia, que deve rondar 1% este ano, torna o setor bancário uma presa fácil para as entidades estrangeiras. Este é o cenário pintado pelo jornal online “El Español”. A ideia não é nova. Mais de meia centena de notáveis portugueses chegaram a aventar a hipótese de escrever um manifesto contra a espanholização do setor financeiro, acabando por elaborar apenas um conjunto de reflexões sob o título “Reconfiguração da Banca em Portugal”. Duas ideias centrais do documento de reflexão, datado de 28 de abril de 2016: a excessiva concentração nas mãos de acionistas de uma só nacionalidade pode prejudicar o nosso país e, por outro lado, o Banco Central Europeu (BCE) não devia impor soluções cujos custos são suportados exclusivamente pelo país em causa.

Barclays Portugal, Banif, BPI O caminho que levou ao domínio espanhol começou com o Santander, que entrou em Portugal nos anos oitenta do século passado, através do Banco de Comércio e Indústria. Depois, no ano 2000, consolidou a sua posição ao converter-se no acionista maioritário do Banco Totta & Açores. Foi o primeiro passo para a criação da filial portuguesa do atual Banco Santander Totta. No entanto, o grande passo em frente aconteceu quando o Bankinter comprou, no último outono, o negócio de retalho do Barclays Portugal. Não demorou muito para que o Santander se impusesse ao Banco Popular e à norte-americana Apollo para ficar com o controlo do Banif, que colapsou em dezembro de 2015. Pagou apenas 150 milhões de euros, sendo que o banco resgatado recebia uma injeção de capital na ordem dos 2,25 milhões de euros de dinheiros públicos. “O triste caso do resgate do Banif indicia a adoção de um paradigma inaceitável, que não pode ser replicado em casos futuros. Se o que parece é, a atuação do BCE neste caso, em vez de viabilizar soluções com menores custos e igualmente credíveis, antes reflete uma estratégia que coloca a banca privada nacional na dependência de um muito escasso número de bancos de um país estrangeiro”, referem os subscritores do documento de reflexão “Reconfiguração da Banca em Portugal”. Em abril, foi a vez de o CaixaBank lançar uma segunda OPA sobre o Banco Português de Investimento (BPI). Apesar dos problemas colocados pela empresária angolana Isabel dos Santos, tudo se resolveu e o controlo do BPI deverá estar concluído ainda em 2016. BCP e Novo Banco Desde o início do ano que se ouvem rumores sobre o interesse de vários bancos espanhóis no Millenium BCP, sendo que o Sabadell é tido como um sério pretendente. Este banco espanhol controla 5% do BCP. Para já, certa é a entrada dos chineses da Fosun.

O Novo Banco (NB) é um peso morto dentro do setor. Custou 4,9 mil milhões ao Fundo de Resolução, o sistema solidário dos bancos, ao qual o Estado emprestou 3,9 mil milhões de euros. Tal como sucedeu com o Banif, e tendo em conta os prejuízos que vem acumulando, o NB pode acabar por ser vendido por um valor simbólico. Seja como for, tem de ser vendido até agosto de 2017, mas a verdade é que, caso a sua alienação não aconteça até ao final deste ano, terá lugar a redução de mais 500 postos de trabalho, corte adicional de 100 milhões de euros e fecho de mais 100 balcões, O Banco de Portugal está a analisar quatro propostas pelo Novo Banco: a do fundo Lone Star, da Apollo/Centerbridge, do BPI e uma manifestação de interesse do BCP, sem preço mas dizendo que podia avaliar o ativo noutras condições de mercado. O CaixaBank já veio dizer que a prioridade é a consolidação do BPI, dando a entender que o NB não é prioritário, afirmação que não exclui totalmente a operação de compra de mais um banco português por uma entidade espanhola.

Montepio assume possíveis impactos “adversos” com relatório da Deloitte sobre o BES

Terça-feira, Julho 19th, 2016

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Negócios

As intervenções no Banco Espírito Santo e no Banif levantam incertezas nos bancos portugueses. Porque os impactos continuam a não ser exactos. São riscos que tanto o Montepio como o Totta assumem em prospectos que têm de publicar para emitir obrigações hipotecárias.

O Montepio admite que o relatório da Deloitte sobre o Banco Espírito Santo, que conclui que os credores comuns têm de receber 31,7% na liquidação do banco, pode trazer efeitos “adversos” para a instituição financeira. A palavra de ordem do banco em relação às consequências da intervenção do Banco de Portugal é incerteza. A mesma que o Santander Totta usa também para falar da intervenção no BES.

“Se a taxa de recuperação apresentada no relatório for legalmente vinculativa e se for superior ao que efectivamente se verificar na liquidação do BES [“mau”], o Fundo de Resolução pode necessitar de contribuições adicionais pedidas aos bancos portugueses, incluindo o emitente [Montepio], para a pagarem a diferença”.

A citação é do prospecto, com data de 14 de Julho, publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, em que a Caixa Económica Montepio Geral se propõe a fazer um programa de emissão de 5 mil milhões de euros em obrigações hipotecárias. Também na semana passada, o Santander publicou um prospecto sobre o programa de obrigações hipotecárias de 12,5 mil milhões de euros. Neste tipo de documentos, as empresas emitentes têm de indicar os factores de risco que os subscritores das obrigações vão enfrentar e o Novo Banco é um deles.

Em relação às consequências daquele relatório da Deloitte, a caixa económica sob o comando de José Félix Morgado defende que terá um “efeito adverso nos resultados, negócios e condição financeira do emitente”. A maior parte dos créditos comuns do BES à data de 3 de Agosto de 2014 foram transferidos para o banco de transição, o Novo Banco. Contudo, permanecem ainda alguns credores comuns no BES, como os ligados à Oak Finance, num veículo montado pelo Goldman Sachs, e como a provisão para o papel comercial da ESI e Rioforte vendido no BES. À partida, os créditos comuns no BES “mau” ascendem a 3 mil milhões de euros, pelo que a taxa de recuperação de 31,7% obriga a que recebam mil milhões. Se não obtiverem este dinheiro na liquidação do BES “mau”, processo cujo pontapé de saída já foi dado, os credores comuns têm direito a receber a diferença pelo Fundo de Resolução, isto é, os bancos.

“As futuras contribuições [para o Fundo de Resolução] continuam indefinidas e vão depender, em grande medida, do que vier a ser conseguido no processo de venda do Novo Banco. É impossível prever a extensão das potenciais consequências para o emitente daí advindas”, indica ainda o prospecto do Montepio. O Novo Banco está a ser negociado, decorrendo a avaliação das quatro propostas recebidas. Não ocorrendo a venda a investidores estratégicos, deverá seguir-se após o Verão a modalidade de venda em mercado a institucionais. Mas o dinheiro a ser obtido pela alienação será abaixo dos 4,9 mil milhões de euros injectados a 3 de Agosto de 2014, como já admitiu o ainda presidente da administração do Novo Banco Eduardo Stock da Cunha. Sem venda até Agosto de 2017, haverá liquidação ordeira, declarou já António Costa perante a Comissão Europeia.

O Fundo de Resolução e, portanto, os bancos, têm de compensar a diferença entre a injecção de capital de 3 de Agosto e o que vier a ser obtido na alienação do Novo Banco. Seja por contribuições regulares seja por contribuições especiais, a responsabilidade é do Fundo. Mas há dúvidas, como sublinha o Santander Totta no seu relatório: “Embora se espere que o financiamento seja estruturado de forma a não prejudicar a solvência de qualquer banco e para preservar a estabilidade financeira da economia portuguesa, não é possível, nesta fase, se a venda será suficiente ou não e, no caso de não serem, o impacto específico e a contribuição especial para o sector bancário português, incluindo o emitente, é também incerto”.

Dúvidas judiciais

A incerteza é a palavra de ordem e o Montepio e o Santander Totta já têm, no passado, e à semelhança dos restantes grandes bancos nacionais, custos com a resolução do BES. Os bancos concederam um empréstimo ao Fundo de Resolução, aquando da intervenção, de 700 milhões, 70 milhões dos quais da responsabilidade da caixa económica, detida pela associação mutualista com o mesmo nome. O Totta tem, por sua conta, 116,2 milhões.

Além das potenciais perdas decorrentes de uma venda abaixo dos 4,9 mil milhões de euros, há ainda os riscos judiciais. “O volume de litigância associada ao processo é elevada, não estando devidamente claras as potenciais perdas em que o Fundo de Resolução pode incorrer como resultado destas acções ou com a venda do Novo Banco (seja totalmente vendida seja com alienação de alguns activos). Um resultado adverso pode afectar negativamente os resultados, a actividade empresarial e a condição financeira do emitente”, continua o documento.

Ainda há os custos com o Banif

Tudo isto diz respeito apenas à resolução do BES. Mas em Portugal também o Banif foi alvo de intervenção por parte do Banco de Portugal. E aqui também há dúvidas. A resolução do Banif imputou perdas ao Fundo de Resolução (um encargo de 489 milhões de euros), que, sem verbas para fazer face a esse custo, teve de pedir um empréstimo ao Tesouro naquele montante.

“Não se pode antecipar o impacto potencial que a resolução do Banif pode ter no emitente”, diz o Montepio. O Santander, que comprou o Banif por 150 milhões de euros mas que também contribui para o Fundo de Resolução, faz o mesmo comentário que a caixa económica.

 

BPI e Santander também estudam compra do Novo Banco

Sexta-feira, Junho 3rd, 2016

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Económico

Além do Millennium bcp e da Apollo, também o BPI e o Santander estão a estudar a compra do Novo Banco, no processo de venda que está a ser relançado pelo Banco de Portugal.

Além do Millennium bcp, também o BPI e o Santander estão a estudar a eventual compra do Novo Banco, no processo de venda que está a ser relançado pelo Banco de Portugal (BdP), apurou o Económico junto de fontes do sector financeiro.

O BPI e o Santander, que também participaram na primeira tentativa de venda, que teve lugar no ano passado, estão entre as várias entidades nacionais e internacionais que acederam ao ‘data room’ com os elementos da operação. Além do BCP, do BPI e do Santander, também a Apollo acedeu ao ‘data room’, tal como o Económico noticiou anteontem.

Desde o anúncio do relançamento do processo de venda que os bancos espanhóis que controlam o Santander Totta (Grupo Santander) e o BPI (CaixaBank) são tidos como favoritos à compra do Novo Banco. Mas a entrada em cena do BCP, numa jogada que é bem vista pelo poder político português, veio baralhar essas expectativas. No entanto, o BCP está a ser fortemente penalizado na bolsa, desde que surgiram as primeiras notícias sobre o eventual interesse no Novo Banco, dado que essa operação, a ocorrer, implicará um aumento de capital. Ontem, as acções do BCP atingiram um novo mínimo histórico em 2,67 cêntimos por acção.

A segunda tentativa de venda do Novo Banco está a ser conduzido pelo Fundo de Resolução, que contratou o antigo secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, para conduzir o processo de venda, que decorre em moldes distintos da primeira tentativa.

Tal como o Económico noticiou, o actual concurso abre a porta a duas possibilidades: a venda em bolsa ou a venda directa a investidores estratégicos, que têm de ser obrigatoriamente bancos, seguradoras ou investidores que já tenham participações no sector.

O caderno de encargos refere que “os investidores estratégicos que participem no Procedimento de Venda Estratégica não poderão participar no Procedimento de Venda em Mercado como ‘Cornerstone Investor’ [investidores de referência], nem como investidores institucionais”.

Em ambos os casos, o principal critério para a escolha dos investidores será a “atractividade da componente financeira”, ou seja, o preço final oferecido pelo Novo Banco. Recorde-se que o Fundo de Resolução tem a recuperar 4,9 mil milhões de euros que injectou no Novo Banco aquando da sua criação, em Agosto de 2014, na sequência da resolução do BES.

O Novo Banco tem de ser vendida no máximo até Agosto de 2017, depois de a Comissão Europeia ter estendido por um ano a data para a sua alienação.  O banco teve resultados negativos de 980,6 milhões de euros em 2015, tendo justificado mais de metade do prejuízo ainda com o ‘legado’ do BES.

BCP e Santander defendem a existência de um banco público, pelo menos para já

Terça-feira, Maio 17th, 2016

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TVI

CGD está em mudança de equipa de gestão, devendo ser realizada em breve a assembleia-geral em que será nomeado António Domingues – atual administrador do BPI – como sucessor de José de Matos

Os presidentes do BCP e do Santander Totta defenderam que é importante existir um banco público forte como a CGD em Portugal, pelo menos para já, depois de nos últimos anos ter existido um movimento favorável à privatização.

As declarações foram feitas durante a conferência “O presente e o futuro do setor bancário”, num hotel em Lisboa esta terça-feira, durante o painel de debate que juntou alguns dos principais presidentes de bancos a operar em Portugal.

O presidente do Santander Totta, Vieira Monteiro, recordou a sua passagem de 12 anos pela Caixa Geral de depósitos (CGD) para considerar que este banco é fundamental no apoio ao desenvolvimento da economia portuguesa.

Durante muito tempo, achei que [a CGD] podia ser privatizada. Hoje, atendendo ao momento, a manutenção como entidade pública é importante”, afirmou o responsável pelo banco detido pelo espanhol Santander.

Uma posição semelhante foi partilhada pelo presidente do BCP, Nuno Amado, referindo contudo que a manutenção da CGD como entidade totalmente pública é importante “num período transitório”.

Temos de ter um sistema bancário com alguma diversificação. Tem de ter uma componente privada forte, tem de ter neste período transitório uma componente pública importante e uma componente cooperativa”, defendeu hoje o presidente do BCP, Nuno Amado.

No passado, quando ainda era presidente do Santander Totta, Nuno Amado defendeu que a CGD devia ser privatizada passado o período de crise, devido à distorção de concorrência que considera que um banco público implica no setor bancário.

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, José de Matos, não participou no debate que juntou os principais responsáveis pelos bancos em Portugal.

Veja também: Todos querem o banco mau, menos os próprios banqueiros

O banco público está em mudança de equipa de gestão, devendo ser realizada em breve a assembleia-geral em que será nomeado António Domingues – atual administrador do BPI – como sucessor de José de Matos.

A privatização da CGD nunca avançou mas foi muito falada durante o anterior Governo, liderado por Passos Coelho. O anterior primeiro-ministro nunca assumiu publicamente, contudo, a intenção de avançar com uma alienação parcial do banco a investidores privados.

Santander desvaloriza oferta sobre Novo Banco e diz querer crescer organicamente

Quarta-feira, Abril 27th, 2016

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Negócios

José António Álvarez explicou que o Santander tem “dois objectivos em Portugal”: “finalizar em Outubro a integração do Banif”, comprado por 150 milhões de euros no ano passado, e ganhar quota de mercado.

O administrador-delegado do Grupo Santander, José António Álvarez (na foto), desvalorizou esta quarta-feira, 27 de Abril, a possibilidade de fazer uma oferta pelo Novo Banco, salientando que “segue os desenvolvimentos em Portugal”, mas que o objectivo “é crescer organicamente”.

“No ano passado analisámos o Novo Banco e colocámos uma oferta não vinculativa. Seguimos os desenvolvimentos em Portugal, mas o nosso objectivo em Portugal é crescer de forma orgânica, o que estamos a fazer”, afirmou o responsável do banco espanhol, que opera em Portugal através do Santander Totta.

O crescimento orgânico refere-se ao aumento dos resultados dentro do actual perímetro do banco, ou seja sem recorrer a compras.

José António Álvarez explicou que o Santander tem “dois objectivos em Portugal”, o primeiro dos quais “finalizar em Outubro a integração do Banif”, que o banco espanhol comprou por 150 milhões de euros no ano passado.

“Estamos nessa integração. O segundo tema é ganhar quota de mercado, no qual temos vindo a crescer”, acrescentou.

José António Álvarez foi ainda instado a comentar o decreto-lei aprovado recentemente pelo Governo português para as instituições de crédito – que permite levantar os bloqueios estatutários a alguns accionistas e que poderá permitir uma resolução para o conflito do catalão Caixabank no BPI -, mas escusou-se dizendo: “Desconheço a lei”.

No final de Janeiro, aquando da apresentação de resultados anuais, o presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro, repetiu que “o Banco Santander é um grande banco e está sempre atento a tudo aquilo que se passa à sua volta“.

“Naturalmente, olhará mais uma vez para o processo do Novo Banco. Mais do que isso, não posso dizer porque não sabemos quais os contornos do que vai haver, se estão enquadrados, ou não, na nossa política”, continuou, dizendo que aguarda a publicação do caderno de encargos.

A segunda tentativa de venda do banco que resultou dos activos saudáveis do BES após a resolução do Banco Espírito Santo, prevê um de dois caminhos: a dispersão em bolsa de parte do capital do Novo Banco ou a operação de venda directa da instituição a um investidor, uma opção em que os grupos espanhóis, como o Santander e o CaixaBank, são os candidatos mais fortes.

O objectivo é abrir o leque de opções e garantir o máximo de competitividade do processo, que tem de ter um desfecho até ao final de Julho, avançou em Março o Negócios.

Santander “segue desenvolvimentos” do processo de venda do Novo Banco

Quarta-feira, Abril 27th, 2016

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Dinheiro Vivo

José António Álvarez “segue os desenvolvimentos em Portugal”, mas que o objetivo “é crescer organicamente”.

O administrador-delegado do Grupo Santander, José António Álvarez, desvalorizou hoje a possibilidade de fazer uma oferta pelo Novo Banco, salientando que “segue os desenvolvimentos em Portugal”, mas que o objetivo “é crescer organicamente”.

“No ano passado analisámos o Novo Banco e colocámos uma oferta não vinculativa. Seguimos os desenvolvimentos em Portugal, mas o nosso objetivo em Portugal é crescer de forma orgânica, o que estamos a fazer”, afirmou o responsável do banco espanhol, que opera em Portugal através do Santander Totta.

O crescimento orgânico refere-se ao aumento dos resultados dentro do atual perímetro do banco, ou seja sem recorrer a compras. José António Álvarez explicou que o Santander tem “dois objectivos em Portugal”, o primeiro dos quais “finalizar em outubro a integração do Banif”, que o banco espanhol comprou por 150 milhões de euros no ano passado.

“Estamos nessa integração. O segundo tema é ganhar quota de mercado, no qual temos vindo a crescer”, acrescentou. José António Álvarez foi ainda instado a comentar o decreto-lei aprovado recentemente pelo Governo português para as instituições de crédito – que permite levantar os bloqueios estatutários a alguns acionistas e que poderá permitir uma resolução para o conflito do catalão Caixabank no BPI -, mas escusou-se dizendo: “Desconheço a lei”. –

BCP: Salgueiro diz que Marcelo e Costa se “atravessaram” após contacto de Bruxelas

Sexta-feira, Março 25th, 2016

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Sábado

O antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos, João Salgueiro, revelou, no programa “Negócios da Semana” da SIC Notícias, que as instâncias europeias pressionaram o BCP a não reforçar o capital africano no banco. A intervenção terá sido feita através de um telefonema, o que levou o primeiro-ministro António Costa a agir.
“Isto foi comunicado ao banco [BCP], não sei se telefonicamente ou como é que foi, que mais africanos não é possível”, reproduziu o antigo banqueiro, que é apontado como porta-voz do movimento anti-espanholização da banca.
“Já sabemos qual é o banco que vai para lá. Por acaso é um banco espanhol. Mas é uma coincidência”, acrescentou Salgueiro. “Não posso falar do nome dos outros”. Questionado por José Gomes Ferreira se se trata do Sabadell, o responsável respondeu “não sei, não sei, não posso falar do nome dos outros”.

João Salgueiro sugere que Bruxelas considerava que a entrada de investidores europeus – potencialmente espanhóis – “eram favas contadas”, mas que o primeiro-ministro e o presidente da República “atravessaram-se” em relação a essa decisão.
Isto porque, tal como o Expresso noticiou no fim-de-semana, o Governo de António Costa autorizou Isabel dos Santos a entrar no capital do BCP em contrapartida da saída da empresária angolana do capital do BPI. Esse movimento facilitaria o pagamento do valor remanescente dos 750 milhões de euros em CoCo’s injectados pelo Estado e que ainda estão no BCP, e a resposta à exigência do BCE de redução da exposição do BPI a Angola.
O Governo não vira a cara “a resolver os problemas que necessitam de ser resolvidos” no sistema financeiro. “Foi o que fizemos com o Banif, com o BPI e é o que faremos com o Novo Banco e com todos, porque há que virar a página da instabilidade sobre o nosso sistema financeiro”, afirmou Costa no sábado.

Esta quarta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa aplaudiu a actuação do Governo no sector garantindo quese justifica a “intervenção dos órgãos de soberania, em articulação com os reguladores” para defender a estabilidade do sistema financeiro.
“Mais vale prevenir que remediar, não pode haver ostracismos, não deve haver dependências – a pensar no princípio da independência nacional”, disse Rebelo de Sousa.
As declarações coincidem ainda com o surgimento de um manifesto contra a “espanholização” da banca portuguesa, depois de o Santander Totta ter comprado o Banif por 150 milhões de euros.
“Achei logo uma imprudência aceitarmos a forma como foi feito o resgate do Banif, porque vai fixar o paradigma dos casos seguintes”, considerou João Salgueiro no programa.