Arquivo para a categoria ‘Comissão de Inquérito’

PS quer perceber porque é o Banco de Portugal não vendeu Novo Banco em 2015

Segunda-feira, Setembro 28th, 2020

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Económico

João Paulo Correia, deputado do PS, explicou que quer uma comissão parlamentar de inquérito sobre o Novo Banco que parta da resolução do BES, em 2014, até aos dias de hoje. Nomeadamente, o PS quer saber porque é o Banco de Portugal interrompeu a venda do Novo Banco quando havia “três propostas muito boas”.

O âmbito da proposta do PS para a criação de uma comissão de inquérito parlamentar (CPI) sobre o Novo Banco abarca os primeiros momentos de vida da instituição financeira, nomeadamente, porque é que o Banco de Portugal (BdP) decidiu não vender o banco em setembro de 2015, altura em que havia “três propostas muito boas”.

O deputado socialista, João Paulo Correia, em intervenção no plenário da Assembleia da República sobre o debate para a criação de uma CPI ao Novo Banco — apresentaram propostas o Chega, BE, IL e PS — afirmou que “é importante escrutinar porque é que em setembro de 2015 foi decidido interromper a venda do Novo Banco quando o BdP anunciou publicamente que existiam três propostas muito boas, mas decidiram não vender o Novo Banco”.

“Em setembro de 2015, o BdP — basta ler os comunicados da época, que estão disponíveis — dizia que o Novo Banco era atrativo. Em três meses e meio, o BdP foi obrigado a retransmitir dois mil milhões de euros de obrigações séniores do Novo Banco para o BES, para salvar o Novo Banco de uma resolução, e essa decisão pesou muito no rating da República e os juros da dívida disparam. Temos de saber porquê” realçou o deputado.

Mas antes deste momento, há outros dois que são “incontornáveis” na criação do Novo Banco e que o PS também pretende averiguar com a CPI. “O Novo Banco existe porque o BES faliu, e o BES faliu por causa de má gestão. E o Novo Banco existe porque foi opção da autoridade de resolução e do Banco de Portugal e do Governo [da altura] e, no dia em que anunciaram a constituição do Novo Banco, prometeram um banco bom e que os ativos problemáticos tinham ficado no BES”, disse João Paulo Correia.

E reforçou: “sabemos que isto hoje não é verdade. Sabemos que mais de 90% dos processos que geraram perdas no Novo Banco e que têm justificadas injeções do Fundo de Resolução têm origem no BES”.

Numa palavra, “o PS pretende uma CPI desde o dia da resolução até aos dias de hoje”, dando à proposta do PS o âmbito alargado, nomeadamente o processo de venda do Novo Banco, finalizado em 2017.

“Tínhamos três opções”, lembrou o deputado socialista. O banco “ou era vendido como foi vendido — só apareceu uma proposta — ou era liquidado ou nacionalizado. Pelos dados que temos hoje, a liquidação e a nacionalização teria um custo muito elevado, como teria em 2015 e por isso é que optaram por não vender”.

A proposta do PS pretende ainda “perceber porque é a auditoria apresenta 140 desconformidades à administração do Novo Banco e temos de saber se estas carteiras de ativos têm sido, ou não, vendidas ao desbarato”, disse João Paulo Correia.

O PS defendeu a criação de uma CPI sobre o Novo Banco depois da audição parlamentar do CEO da instituição de crédito, António Ramalho, no passado dia 15 de setembro.

 

O que os partidos querem saber no inquérito ao Novo Banco?

Segunda-feira, Setembro 28th, 2020

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Eco

O que os partidos querem saber no inquérito ao Novo Banco?

O Parlamento deu “luz verde” a três propostas, do BE, PS e IL, para a constituição de comissão de inquérito ao Novo Banco. Saiba o que visa cada uma delas.

O Parlamento votou e aprovou três propostas de inquérito parlamentar ao Novo Banco. O caso foi insólito e até suscitou dúvidas aos próprios deputados, que acabaram por concordar em fechar um texto único numa reunião da conferência de líderes a realizar “brevemente”.

Em causa estão as redações do BE, PS e Iniciativa Liberal. Estes dois últimos documentos mereceram voto contra do PSD, sendo que a proposta bloquista mereceu aprovação unânime e foi aquela que reuniu o maior consenso na Assembleia da República.

O objetivo da proposta do BE passa por “avaliar as causas das perdas do Novo Banco imputadas ao Fundo de Resolução, identificar as decisões que lhe deram origem e os seus responsáveis políticos, compreender se poderiam ter sido evitadas, e apurar os atos da atual gestão do Novo Banco do ponto de vista da defesa do interesse público”, indica o documento.

vai também avaliar a resolução do BES pelo Banco de Portugal, o processo de venda do Novo Banco ao fundo Lone Star, a atuação dos órgãos societários no Novo Banco na venda de ativos que conduziram a injeções do Fundo de Resolução e a atuação destes e de outros intervenientes, enquanto decisores públicos, incluindo do Governo. Foca-se, por isso, na resolução, na venda e na gestão da instituição.

O PS pretende igualmente “apurar e avaliar as práticas de gestão” do BES, mas também analisar a medida de resolução do banco falido e a “constituição do balanço de abertura do Novo Banco”.

Outro ponto em que a proposta socialista se foca é a avaliação da “retransmissão de obrigações seniores do Novo Banco para o BES em liquidação”. O PS quer ainda “apreciar e averiguar os processos de venda do Novo Banco” e avaliar a gestão de Ramalho e a atuação dos governos nestas matérias.

Já a Iniciativa Liberal considera que o Novo Banco “tem-se revelado um peso financeiro grande” desde a sua criação. Deste modo, o partido liderado por João Cotrim de Figueiredo pretende avaliar a atuação do Banco de Portugal na supervisão do BES e resolução, averiguar se a venda do Novo Banco foi “diligentemente” negociada, avaliar a gestão do Novo Banco e, por fim, analisar os resultados da auditoria da Deloitte.

Precisamente, no início deste mês, foi finalmente conhecido o teor dessa auditoria externa ao Novo Banco. Na altura, o Governo revelou que “o relatório descreve um conjunto de insuficiências e deficiências graves” no Novo Bancoapontando para perdas líquidas superiores a quatro mil milhões de euros na instituição.

 

Rio sugere auditoria ao Novo Banco pelo TdC e aprova proposta de inquérito do BE

Terça-feira, Setembro 22nd, 2020

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Negócios

O presidente do PSD sugeriu que seja realizada uma auditoria ao Novo Banco por uma instituição pública como o Tribunal de Contas (TdC) e disse estar disponível para aprovar a proposta de comissão de inquérito feita pelo Bloco de Esquerda.

Em entrevista ao programa Polígrafo da SIC Notícias, na segunda-feira à noite, Rui Rio defendeu ainda que o Estado não deveria colocar “nem mais um tostão” no Novo Banco enquanto não conferir “a conta corrente” que tem com esta instituição, embora admitindo que os contratos são para cumprir.

“O que temos de fazer é arranjar uma instituição pública, talvez o Tribunal de Contas, que faça auditoria que nos inspire confiança”, afirmou, desvalorizando a auditoria recentemente realizada pela consultora Deloitte.

Questionado se é contra uma nova injeção no Novo Banco no próximo Orçamento do Estado, Rio respondeu: “Não exatamente, o Governo tem uma responsabilidade enorme, foi o Governo que assinou o contrato de compra e venda do Novo Banco”.

“Em minha opinião, não podemos dar nem mais um tostão ao Novo Banco enquanto não aferirmos a conta corrente com o Novo Banco. Se o dinheiro era devido e o Novo Banco apresentar faturas de novas perdas, aí temos de pagar e atacar o contrato que o Governo assinou”, disse.

Quanto à criação de uma comissão de inquérito sobre o tema – que irá ser votada na próxima sexta-feira, com propostas no parlamento de PS, BE, Iniciativa Liberal e Chega -, Rio declarou ser a favor, mas não considera necessário que o partido apresente um texto próprio.

“A questão do Novo Banco é tão grave que evidentemente temos de fazer uma comissão de inquérito. Eu li o pedido redigido pelo BE, está certo, estou de acordo, voto a favor”, adiantou o líder social-democrata.

Rio reiterou que os vários processos de aquisição de imóveis abaixo do valor de mercado pelo Novo Banco deveriam ser investigados pelo Ministério Público e estranhou a rapidez com que a Procuradoria-Geral da República decidiu que não deveria emitir uma providência cautelar para impedir novas operações deste tipo.

“Até posso concordar com isso, o que fico admirado é que, quando levam tantos anos a investigar tantas coisas, em 30 dias – e 30 dias do mês de agosto – cheguem à conclusão de que não há nenhuma evidência que as coisas tenham sido vendidas ao desbarato”, sublinhou.

Sobre o próximo Orçamento do Estado, Rio recusou sempre dizer se estaria disponível para viabilizar um documento em vésperas da presidência portuguesa da União Europeia, caso o documento não seja aprovado à esquerda.

“A minha resposta é absolutamente irrelevante porque o primeiro-ministro deu essa resposta há duas ou três semanas, quando disse ao Expresso que no dia em que para aprovar um Orçamento precisar do PSD o Governo acabou”, disse, remetendo para o Presidente da República a resposta à solução para uma eventual crise política num período em que o parlamento não pode ser dissolvido.

Sobre a polémica que envolveu a participação de António Costa na Comissão de Honra do recandidato à presidência do Benfica Luís Filipe Vieira – que, entretanto, retirou o nome do primeiro-ministro -, Rio invocou o seu histórico contra a promiscuidade entre futebol e política desde os tempos em que contestou o ‘totonegócio’ no parlamento.

“Fui contido propositadamente (…). Eu tenho essa marca, não tenho de ser muito efusivo porque tenho a razão do meu lado há muitos anos”, apontou, considerando que, mais do que pelos processos judiciais ainda em curso, o apoio de Costa a Vieira foi criticável por o dirigente desportivo ser um dos grandes devedores ao Novo Banco.

Novo Banco. Oposição pressiona criação de comissão de inquérito

Segunda-feira, Agosto 17th, 2020

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Expresso

Novo escândalo sobre o Novo Banco empurra caso para uma comissão parlamentar. Nenhum partido da oposição se opõe

Com a divulgação, esta semana, de mais um contrato polémico envolvendo o Novo Banco e sem ser conhecido ainda o resultado da auditoria, a oposição está a pressionar o PS para a criação de uma comissão de inquérito. A aprovação está quase garantida no Parlamento, falta saber qual será o âmbito e o timing dessa comissão. Se o PSD, o Bloco de Esquerda e o Chega defendem já o recurso a esse instrumento para apurar factos e responsabilidades — André Ventura já entregou uma proposta nesse sentido —, os outros partidos consideram que é vital conhecer antes os resultados da auditoria ao Novo Banco. Mas nenhum exclui a possibilidade de um inquérito parlamentar.

Rui Rio sublinhou que há quatro anos a seguradora GNB Vida valia €620 milhões e depois foi vendida por €123 milhões. “Ainda falta saber quem é o último beneficiário desta coisa”, questionou o líder social-democrata no Twitter em reação à notícia do “Público” sobre a venda da seguradora com um desconto de 70% coberto por ajuda estatal. Ainda do lado do PSD, o deputado Duarte Pacheco afirmou que as crescentes dúvidas em relação ao Novo Banco deverão levar inevitavelmente a uma comissão de inquérito que avalie o modo como foi “feita a venda do banco”. Na mesma linha, o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soa­res, defendeu ontem, num artigo de opinião no “Público”, que, “se falham os poderes executivos na defesa do interesse público, chegará a hora de a Assembleia da República fazer o que lhe compete: um inquérito à gestão do Novo Banco”.

Relatório secreto sobre atuação de governador mais perto da Assembleia da República

Sábado, Março 2nd, 2019

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Económico

BE vai pedir o relatório que avaliou a actuação do Banco de Portugal no caso BES para analisar falhas do supervisor que poderão ser extensíveis à CGD.

O Bloco de Esquerda quer ter acesso ao relatório interno que avaliou a atuação do supervisor no caso BES, para confrontar o governador do Banco de Portugal (BdP) na nova comissão parlamentar de inquérito (CPI) à gestão da Caixa, que pretende ir mais longe do que a anterior no apuramento dos factos que provocaram perdas de milhões de euros no banco público. O documento contou com o apoio técnico da consultora  Boston Consulting Group (BCG) e tem mais de 600 páginas, mas as suas conclusões, apontadas como muito críticas à atuação de Carlos Costa, nunca foram reveladas. A nova Lei da Transparência Bancária deve afastar nova recusa de envio do documento à Assembleia da República.

“Este documento permite avaliar a atuação do supervisor e as falhas encontradas nos mecanismos de supervisão. É do interesse da nova CPI à Caixa compreender  como o supervisor funciona e quais são as suas fragilidades, que também podem ser aplicadas à CGD”, revelou ao Jornal Económico Mariana Mortágua, deputada bloquista, realçando que a nova Lei de Transparência Bancária “dá mais poderes às CPI para conseguir chegar a informação importante como esta”.

O presidente da segunda CPI à gestão da CGD, Luís Leite Ramos, avançou, por seu turno,  ao JE que  a auditoria interna do BdP pode ser solicitada no âmbito da audição de Carlos Costa como regulador, já que este deverá ser chamado ao Parlamento também na condição de ex-administrador da CGD (entre 2004 e 2006).

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Bloco de Esquerda quer aproveitar comissão da Caixa para obter relatório secreto sobre o BES

Sexta-feira, Março 1st, 2019

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Observador

 

Bloco de Esquerda quer aproveitar comissão da Caixa para obter relatório secreto sobre o BES

Já se tentou o mesmo na comissão de inquérito do BES e, também, do Banif, mas o chamado “relatório Costa Pinto” nunca saiu do secretismo. Mas a nova lei da transparência pode desbloquear a divulgação.

O Bloco de Esquerda quer ter acesso ao relatório secreto feito há quatro anos pela consultora Boston Consulting Group — conhecido como o “relatório Costa Pinto” — que avaliou a forma de atuação do Banco de Portugal em relação ao Banco Espírito Santo e à sua liderança, nos três anos que antecederam o colapso do banco de Ricardo Salgado. Esse relatório nunca viu a luz do dia mas acredita-se que conterá muitos reparos críticos à atuação do Banco de Portugal e do próprio governador, Carlos Costa. Já se tentou o mesmo na comissão de inquérito do BES e, também, na do Banif, sem sucesso — mas o Bloco de Esquerda acredita, avança o Jornal Económico, que a nova Lei da Transparência Bancária poderá ajudar a desbloquear a divulgação do documento.

“Este documento permite avaliar a atuação do supervisor e as falhas encontradas nos mecanismos de supervisão. É do interesse da nova CPI à Caixa compreender como o supervisor funciona e quais são as suas fragilidades”, afirmou Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda (BE), em declarações ao Jornal Económico publicadas esta sexta-feira. Na opinião da deputada bloquista, essas “fragilidades também podem ser aplicadas à Caixa Geral de Depósitos”.

No passado, o Banco de Portugal recusou divulgar esse documento, defendendo que não tinha relação com os temas em apreciação nas comissões de inquérito. O relatório originou um pacote de 19 recomendações feitas pelo próprio Banco de Portugal para melhorar a sua atuação em casos futuros. Ou seja, o relatório ajudou o Banco de Portugal a fazer mudanças que são públicas, mas as críticas subjacentes (no caso do BES) nunca foram reveladas.

O BE quer que o relatório da responsabilidade do economista do Banco de Portugal João Costa Pinto, acompanhado por Maximiano Pinheiro e Norberto Rosa, seja divulgado tendo em conta que a lei entretanto aprovada “dá mais poderes às comissões parlamentares de inquérito para conseguir chegar a informação importante como esta”. A nova legislação não só permite a divulgação dos nomes dos maiores devedores dos bancos mas, também, dá mais poderes parlamentares no acesso a informação “relevante” que ajude a dar “transparência sobre operações de capitalização de instituições de crédito com recurso a fundos públicos”.

Comissão à Caixa quer ouvir mais de 50 personalidades. De Carlos Costa a Sócrates, veja a lista

Sexta-feira, Março 1st, 2019

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Eco

Comissão à Caixa quer ouvir mais de 50 personalidades. De Carlos Costa a Sócrates, veja a lista

São mais de meia centena que os deputados querem ouvir: um primeiro-ministro, vários ministros das Finanças, os presidentes da CGD, as auditoras EY e Deloitte e os devedores.

á de tudo. Antigos presidentes da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e até o atual, Paulo Macedo. Antigos administradores do banco, como Norberto Rosa ou até Tomás Correia (hoje em dia envolto em polémica por causa da Associação Mutualista). Há governadores do Banco de Portugal, atual e anterior. Há auditores, a começar pela EY. Há um ex-primeiro-ministro (José Sócrates) e vários antigos ministros das Finanças. E também há grandes devedores do banco, como Joe Berardo ou Manuel Fino.

Ao todo, são mais de 50 personalidades que os deputados da II comissão parlamentar de inquérito à recapitalização da CGD e à gestão do banco — é a terceira ao banco do Estado — vão querer ouvir nos próximos três meses. Não vai haver tempo para todos. Seguindo a lógica de três audições por semana, isto dá para 36 audições, no máximo, até final de maio. Já todos os grupos parlamentares perceberam que vão ter de chegar a um consenso. Como já chegaram relativamente aos primeiros três nomes: EY, Carlos Costa e Vítor Constâncio. São mais de meia centena. É muito? O PS ainda não apresentou a sua lista.

Quem é quem?

Banco de Portugal

  • Carlos Costa – Governador do Banco de Portugal (2010-até ao momento) e antigo administrador da CGD (2004-2006)
  • Vítor Constâncio – Ex-governador do Banco de Portugal (2000-2010)
  • João Costa Pinto – Ex-presidente do conselho de auditoria do Banco de Portugal (2014-2018)

Auditores e revisores de contas

  • EY – Auditora responsável pela auditoria independente à CGD
  • Deloitte – Auditora da CGD
  • Oliveira Rego & Associados – Manuel de Oliveira Rego – Revisor oficial de contas da CGD

CGD

  • António de Sousa – Presidente da CGD (2000-2004)
  • Vítor Martins – Presidente do conselho de administração da CGD (2004-2005)
  • Carlos Santos Ferreira – Presidente do conselho de administração da CGD (2005-2007)
  • Fernando Faria de Oliveira – Presidente da CGD (2008-2010)
  • José de Matos – Presidente da CGD (2011-2015)
  • Paulo Macedo – Presidente da comissão executiva da CGD (2017-até ao momento)
  • Oliveira Cruz – Vice-presidente da CGD (2000-2004)
  • António Maldonado Gonelha – Vice-presidente da CGD (2004-2007)
  • Nuno Fernandes Thomaz – Vice-presidente da comissão executiva da CGD (2011-2013)
  • Francisco Bandeira – Administrador da CGD (2005-2008) e vice-presidente da CGD (2008-2011)

 

  • José Ramalho – Administrador da CGD (2000-2008)
  • Almerindo Marques – Administrador da CGD (2000-2004)
  • Mira Amaral – Administrador da CGD (2000-2004)
  • Tomás Correia – Administrador da CGD (2000-2003)
  • Celeste Cardona – Administrador da CGD (2004)
  • Norberto Rosa – Administrador da CGD (2004-2013)
  • Armando Vara – Administrador da CGD (2005-2008)
  • Jorge Tomé – Administrador da CGD (2008-2012)
  • Rodolfo Lavrador – Administrador da CGD (2008-2013)
  • António Nogueira Leite – Administrador da CGD (2011-2013)
  • Jorge Cardoso – Administrador da CGD (2013-2014)
  • José Pedro Cabral Santos – Administrador da CGD
  • Sérgio Monteiro – Administrador do CaixaBI (2011)
  • Eduardo Paz Ferreira – Comissão de auditoria da CGD (2011-2013)
  • Vasco d’Orey – Diretor de risco da CGD (2000-2010)
  • José Rui Gomes – Diretor de risco da CGD (2010-2015)
  • Alexandre Santos – Diretor da CGD

Políticos

  • José Sócrates – Ex-primeiro-ministro de Portugal (2005-2011)
  • Manuel Pinho – Ex-ministro da Economia e da Inovação (2005-2009)
  • Joaquim Pina Moura – Ex-ministro das Finanças (1999-2001)
  • Guilherme d’Oliveira Martins – Ex-ministro das Finanças (2001-2002
  • Manuela Ferreira Leite – Ex-ministro das Finanças (2002-2004)
  • António Bagão Félix – Ex-ministro das Finanças (2004-2005)
  • Luís Campos e Cunha – Ex-ministro das Finanças (2005)
  • Teixeira dos Santos – Ex-ministro das Finanças (2005-2011)
  • Vítor Gaspar – Ex-ministro das Finanças (2011-2013)
  • Maria Luís Albuquerque – Ex-ministro das Finanças (2013-2015)
  • Francisco Esteves de Carvalho – Ex-secretário de Estado do Tesouro e das Finanças (2002-2004)
  • Luís Morais Leitão – Ex-secretário de Estado do Tesouro e das Finanças (2005)
  • Carlos Costa Pina – Ex-secretário de Estado do Tesouro e das Finanças (2005-2011)
  • Manuel Luís Rodrigues – Ex-secretário de Estado das Finanças (2011-2015)
  • Fundação Joe Berardo deu prejuízo de 124 milhões à CGD.Mário Cruz/Lusa

Devedores

  • Joe Berardo – Metalgest e Fundação Berardo
  • Matos Gil – Artlant (La Seda)
  • Manuel Fino – Investifino
  • Diogo Gaspar Ferreira – Vale do Lobo, QDL e Birchview
  • Rui Horta e Costa – Vale do Lobo
  • Luís Horta e Costa – Vale do Lobo
  • Joaquim Barroca – Grupo Lena

BE quer ouvir antigo governador do BdP Vítor Constâncio na comissão de inquérito da CGD

Domingo, Fevereiro 24th, 2019

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Negócios

Vítor Constâncio, segundo a deputada do BE, “tem a particularidade de ter sido o governador não apenas neste período da Caixa, mas também quando operações semelhantes ocorreram no BES ou no Banif”.

O BE quer ouvir o antigo governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio na comissão parlamentar de inquérito à gestão da Caixa Geral de Depósitos, uma “figura central” com responsabilidades de supervisão, que não esteve presencialmente nas anteriores comissões.

A II comissão parlamentar de inquérito à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e à gestão do banco tomou hoje posse, na Assembleia da República, em Lisboa, sendo presidida pelo deputado do PSD Luís Leite Ramos.

À agência Lusa, a deputada do BE Mariana Mortágua – que integra esta comissão – adiantou que a lista das pessoas a ouvir “não está ainda fechada”, até porque “há um entendimento entre os grupos parlamentares que subscreveram a comissão para que os nomes sejam discutidos em conjunto de forma a tornar os trabalhos mais eficazes”.

Por isso, aquilo que o BE identificou foram apenas “três grupos de nomes a chamar”, sendo estes os administradores da CGD que tomaram decisões de crédito, os clientes mais importantes e, por último, os supervisores e auditores.

“Para além do atual Governador do Banco de Portugal [Carlos Costa], que também tem que dar explicações, é importante também ouvir o Governador do Banco de Portugal no tempo em que a maior parte das operações ocorreram, que é Vítor Constâncio”, defendeu.

Vítor Constâncio, segundo a deputada do BE, “tem a particularidade de ter sido o governador não apenas neste período da Caixa, mas também quando operações semelhantes ocorreram no BES ou no Banif”.

Na anterior comissão de inquérito, recordou, Vítor Constâncio não foi ouvido porque estava no Banco Central Europeu (BCE).

“Tem usado essa sua posição como forma de responder por escrito e não conseguimos ainda que viesse a uma comissão de inquérito”, explicou.

Como “neste momento já não está no BCE”, Mariana Mortágua disse esperar que agora Vítor Constâncio se desloque à Assembleia da República.

“Penso que seria uma figura central, da parte da supervisão, uma vez que era dele a responsabilidade de supervisão nos anos 2006, 2007, 2008, quando a maior parte destes créditos ocorreram”, justificou.

Mariana Mortágua adiantou ainda que “seria importante ouvir quem fez o relatório da auditoria, perceber as dificuldades que encontrou, algumas incongruências e algumas questões que o relatório possa suscitar”.

Para o BE, tendo em conta o tempo limitado da comissão de inquérito, “tem que ser um leque de audições muito bem pensado”, porque “essa parcimónia vai ser importante ao longo do processo”.

“O primeiro grupo é o dos administradores da Caixa que tomaram decisões de crédito, que pertenciam aos conselhos de crédito ou que ratificaram as decisões de crédito mais importantes e nos períodos mais importantes, alguns deles já vieram à Assembleia da República em comissões anteriores e vai ser importante confrontá-los com os novos dados”, detalhou.

O segundo grupo, para Mariana Mortágua, “diz respeito a clientes mais importantes”, ou seja, “perceber o outro lado destes créditos porque houve uma grande concentração num pequeno número de clientes e muitos deles que acabam por estar na órbita, das mesmas instituições e das mesmas empresas”.