Arquivo para a categoria ‘Credores’

Pimco, Goldman Sachs e Novo Banco são os maiores credores do BES. Veja a lista

Sexta-feira, Junho 7th, 2019

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Eco

Pimco, Goldman Sachs e Novo Banco são os maiores credores do BES. Veja a lista

Foram reconhecidos quase cinco mil credores do BES. Mas apenas 10 grandes entidades concentram a maior fatia do montante reclamado. Exigem 2,1 mil milhões de euros. Quem são?

Mais de 40 fundos da Pimco reclamam do BES aproximadamente de 560 milhões de euros. É o maior credor reconhecido pela comissão liquidatária do banco falido de acordo com as listagens entregues no Tribunal do Comércio de Lisboa na semana passada. Seguem-se o Goldman Sachs e o Novo Banco, que exigem 315 milhões e 277 milhões de euros respetivamente.

Aproximadamente 5.000 credores foram reconhecidos pela comissão de liquidação do BES, reclamando à instituição pouco mais de 5.000 milhões de euros na sequência queda aquando da medida de resolução aplicada pelo Banco de Portugal à 22h45 de domingo, 3 de agosto de 2014.

Na sua grande maioria são pequenos clientes da instituição falida. São sobretudo portugueses, mas também há estrangeiros. Entre eles estão os antigos gestores do banco, como Ricardo Salgado, por exemplo. Ainda assim, quase metade do valor reclamado (e validado pela comissão liquidatária) vem de apenas dez grandes entidades que foram agora reconhecidas como credoras do BES: exigem mais de 2,1 milhões de euros. Quem são?

10 maiores credores do BES

CredorEurosMontantePimcoGoldman SachsNovo BancoBES FinanceBTGGoldenTree AssetBlackRockTrinity InvestmentsTDC PensionskasseCQS0100M200M300M400M500M600MGoldman Sachs● Montante: 314 411 832

Fonte: Comissão Liquidatária do BES

10 mil lesados do BES sem indemnização

Sexta-feira, Junho 7th, 2019

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Sic com som

Metade das 21 mil pessoas que reclamam créditos ao banco Espírito Santo não foram reconhecidos como credores pela comissão liquidatária. 8 mil são emigrantes.

Há 21 credores a reclamar mais de 50 milhões ao BES. Só dois são portugueses: veja quais

Sexta-feira, Junho 7th, 2019

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Expresso

Pimco e Goldman Sachs estão na liderança dos credores do BES, lista que engloba grandes fundos e bancos internacionais. De Portugal, constam o Novo Banco e a Fidelidade

Há 21 credores a reclamar, cada um, mais de 50 milhões de euros ao Banco Espírito Santo (BES), entidade que está em liquidação. Ao todo, pedem o ressarcimento de 3,2 mil milhões de euros. Desse conjunto de investidores, apenas dois são portugueses: o Novo Banco e a Fidelidade.

Este conjunto de 21 nomes com créditos reclamados superiores a 50 milhões totalizam 3,2 mil milhões de euros, ou seja, quase dois terços dos 5,1 mil milhões de euros que foram reconhecidos pela comissão liquidatária presidida por César Brito.

A gestora de ativos americana Pimco é a líder das credores do BES, segundo a lista de créditos reconhecidos pela comissão liquidatária, entregue na passada semana no Tribunal do Comércio de Lisboa e consultada pelo Expresso. Pede 551,8 milhões, devido aos investimentos feitos por vários dos seus fundos. É, aliás, assim que o grande leque de investidores surge na lista de credores: através de vários fundos e entidades que colocaram os seus investimentos em títulos da instituição financeira anteriormente liderada por Ricardo Salgado.

A Pimco é uma credora sénior. Não havendo credores privilegiados nem garantidos, são os seniores aqueles que têm prioridade no reembolso, em relação aos credores subordinados. Contudo, neste momento, também para os próprios credores seniores têm poucas perspetivas de recuperação, tendo em conta que, com os dados de final de 2018, a situação patrimonial do BES é totalmente deficitária: o ativo representa 2,85% de todas as responsabilidades.

O Goldman Sachs surge em segundo lugar, com 313,9 milhões de euros, sendo que continua a correr também a luta judicial com o Banco de Portugal para que seja considerado credor do Novo Banco e não do BES “mau”.

A grande maioria dos credores – 2,2 mil milhões de euros – resulta da transferência de dívida sénior do Novo Banco para o BES “mau” a 29 de dezembro de 2015, quando o Banco de Portugal assim o decidiu para capitalizar o primeiro (que tinha, em 2014, ficado com os ativos considerados saudáveis do BES).

Também o Grupo Novo Banco está no elenco definido pela comissão liquidatária: é o terceiro maior credor, reclamando 289,3 milhões de euros. A segunda entidade portuguesa na lista é a Fidelidade, seguradora que pede 50 milhões, uma informação já noticiada pelo Expresso.

BES reconhece reclamações de cinco mil credores. Exigem mais de 5.000 milhões de euros

Segunda-feira, Junho 3rd, 2019

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BES reconhece reclamações de cinco mil credores. Exigem mais de 5.000 milhões de euros

A comissão liquidatária do BES recebeu 32.500 reclamações deduzidas por quase 24 mil reclamantes. Mas só reconhece 20% dos credores, que exigem mais de 5.000 milhões de euros.

Ricardo Salgado reclama 10 milhões ao BES

Segunda-feira, Junho 3rd, 2019

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Negócios

Os antigos gestores do BES integram a lista de cinco mil credores que foram reconhecidos pela comissão liquidatária da instituição. Ricardo Salgado é o que apresenta o valor mais elevado. Saiba o que reclama cada um.

À exceção de um, todos os antigos administradores que foram considerados pela comissão liquidatária como os culpados pela insolvência do BES reclamaram créditos.

Ricardo Salgado encabeça esta lista, ao reclamar mais de 9,9 milhões de euros. Seguem-se Morais Pires, que exige 5,6 milhões, Manuel Espírito Santo Silva e José Maria Ricciardi, que pedem ambos cerca de 2,5 milhões, e ainda Ricardo Abecassis, com 1,4 milhões. Os restantes administradores apresentaram todos reclamações de créditos inferiores a um milhão de euros. Feitas as contas, estes antigos gestores do BES reclamam um total de 24,3 milhões à comissão liquidatária.

BES: Lista entregue em tribunal reconhece 5.057 milhões a 4.955 credores

Segunda-feira, Junho 3rd, 2019

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Notícias ao Minuto

As listas dos credores reconhecidos e não reconhecidos do BES hoje entregues em tribunal pela comissão liquidatária do banco reconhecem créditos de 5.057 milhões de euros a 4.955 credores, segundo um comunicado divulgado no ‘site’ da instituição.

O total dos créditos reconhecidos, incluindo capital, juros remuneratórios e moratórios ascende ao valor global de 5.056.814.588,00 euros, dos quais 2.221.549.499,00 euros são créditos comuns e 2.835.265.089,00 euros são créditos subordinados, não havendo quaisquer créditos garantidos ou privilegiados”, lê-se no comunicado.

Segundo adianta, foram incluídos 4.955 credores na lista dos credores reconhecidos, dos quais 2.707 são credores que apresentaram reclamações e 2.288 correspondem a credores “que não apresentaram reclamações, mas cujos créditos foram reconhecidos com base nos elementos da contabilidade ou que, por outro motivo, eram do conhecimento da comissão liquidatária”.

Do total de 23.960 reclamantes que reivindicaram créditos ao BES, 21.253 viram as suas reclamações recusadas, não tendo por isso os respetivos créditos sido reconhecidos.

Os motivos justificativos do não reconhecimento constam da lista apresentada em tribunal, mas a comissão liquidatária salienta desde logo que “10.590 reclamantes apresentaram reclamações em que o único fundamento invocado é a mera titularidade de ações representativas do capital social do BES”, não sendo este um motivo válido.

“Os acionistas do BES, pelo simples facto de serem acionistas do BES, não são titulares de qualquer crédito de natureza patrimonial sobre o BES ou garantido por qualquer bem integrante da massa insolvente do BES, pelo que não podem — em nenhum caso, nessa qualidade e apenas pela qualidade de acionista que invocam — ser reconhecidos como credores do BES”, explica.

De acordo com o comunicado, quer o número total de credores reconhecidos, quer o valor total dos créditos reconhecidos e a sua graduação só ficarão definitivamente fixados com o trânsito em julgado da sentença de verificação e graduação de créditos a proferir no processo de liquidação.

Feita a entrega das listas de credores, decorrerá agora entre 03 de junho e 01 de agosto o exame das reclamações e demais documentação, após o que terá lugar a fase de impugnação da lista dos credores reconhecidos, entre 02 de agosto e 02 de setembro.

Conforme explica, “qualquer interessado pode impugnar a lista dos credores reconhecidos, com fundamento na indevida inclusão ou exclusão de créditos, na incorreção do montante ou da qualificação dos créditos reconhecidos”, devendo a impugnação ser “efetuada através de requerimento dirigido ao juiz do processo de liquidação, sendo obrigatória a constituição de mandatário para o efeito”.

Salientando que a apresentação das listas de credores do BES “é um marco relevante na evolução do processo judicial de liquidação da instituição”, a comissão liquidatária diz ter recebido entre 21 de julho de 2016 e 08 de março de 2019 (período em que decorreu o prazo de reclamação de créditos) cerca de 32.500 reclamações deduzidas por 23.960 reclamantes.

Da lista dos credores reconhecidos consta a identificação de cada credor, a natureza do crédito, o montante de capital e juros à data do termo do prazo das reclamações, a taxa de juros moratórios aplicável e, se aplicável, as condições suspensivas ou resolutivas a que os mesmos estejam sujeitos.

As listas foram disponibilizadas ‘online’ pelo tribunal, com acesso através do ‘link’ e palavra passe que consta de um aviso enviado a cada credor reconhecido e não reconhecido, e no qual constam os fundamentos da decisão, mas os que o pretenderem podem solicitar a consulta das reclamações mediante agendamento prévio através do site agendamento.bes.pt.

Ainda disponível está, a partir de hoje, uma linha telefónica de apoio, cujo número consta do aviso enviado aos interessados e que está acessível nos dias úteis, das 09:00 às 17:00.

Credores do BES recorrem para Supremo e insistem em “inconstitucionalidade”

Quinta-feira, Maio 2nd, 2019

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Económico

Investidores internacionais recorreram para o Supremo da sentença do Tribunal que considerou legal a resolução. Insistem que medida é ilegal e dizem que justiça “falhou” e que “é insatisfatória” a explicação.

Um grupo de 17 obrigacionistas subordinados que incluiu uma das maiores gestoras de ativos da América Latina, fundos de investimento internacionais e um gestor de fundos de pensões de funcionários públicos norte-americanos recorreram para Supremo Tribunal Administrativo (STA) da sentença do Tribunal Administrativo de Lisboa (TAL) que concluiu que a decisão do Banco de Portugal (BdP) de resolver o BES foi legal, constitucional e que era inevitável. Investidores internacionais insistem que medida de resolução “padece do vício de constitucionalidade” e que Tribunal fez “uma má apreciação”, pelo que avançam agora com recurso para o Supremo.

O Jornal Económico teve acesso ao recurso do grupo de 17 credores subordinados, representados pelo escritório de advogados Vieira & Associados, que deu entrada a 16 de Abril após a primeira derrota para os acionistas e credores subordinados do antigo BES que contestaram na justiça a resolução do antigo banco adotada em 03 de agosto de 2014 pelo BdP.  Caso decisão do STA volte a ser negativa, investidores podem ainda recorrer para o Tribunal Constitucional dado que as principais alegações na acção inicial, e que mantêm-se, prendem-se com questões constitucionais suscitadas pela separação do BES em “banco bom” e “banco mau”, numa medida que foi requerida a nulidade junto do TAL que adotou um acórdão-piloto no contexto da concentração de processos decidida pelo presidente do tribunal. Ou seja, dos 24 processos em causa, foram escolhidos dois por reunirem toda a informação necessária e por esta ser comum a todos. Entre os autores estão a massa insolvente do Espírito Santo Financial Group e os credores subordinados do BES, “hegde funds” e outros titulares de obrigações subordinadas.

 

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BES: Venezuela exige dois mil milhões ao Fundo de Resolução

Domingo, Março 17th, 2019

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Económico

A reclamação de créditos pela petrolífera estatal venezuelana PDVSA refere-se à compra de papel comercial e obrigações, bem como dinheito em contas à ordem do BES.

A empresa Petróleos da Venezuela (PDVSA) exige o pagamento de mais de dois mil milhões de euros referentes à compra de papel comercial ao Fundo de Resolução (FdR), entidade que pagará aos credores comuns 31,7% das perdas do BES.

A reclamação de créditos  refere-se à compra de papel comercial e obrigações, bem como dinheito em contas à ordem. E foi entregue à comissão liquidatária do BES, na passada sexta-feira, 8 de março, último dia do prazo para os “lesados” reclamarem os seus créditos em sede de liquidação.

Esta notícia pode ser lida na sua totalidade na edição desta semana do Jornal Económico (acesso pago).

“A PDVSA e as suas filiais portuguesas PDV Europa e Petrovenez Portugal, reclamaram créditos no valor superior a dois mil milhões de euros, no âmbito do processo de liquidação de património do BES”, revelou ao Jornal Económico Miguel Matias, advogado da petrolífera venezuelana, no âmbito do processo de reclamação que surge quatro anos e meio depois da intervenção no banco que foi liderado por Ricardo Salgado.

 

 

Comissão liquidatária do BES recebeu 34 mil reclamações de créditos

Domingo, Março 17th, 2019

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TSF

Lista de créditos reconhecidos e não reconhecidos deve ser apresentada nas próximas semanas, mas número elevado de reclamações pode atrasar processo.

Cerca de 34 mil particulares e entidades públicas e privadas apresentaram reclamações de créditos junto da comissão liquidatária do BES, disse fonte conhecedora do processo à Lusa.

Apenas na semana passada entraram três mil reclamações de créditos. O prazo para as reclamações acabou na sexta-feira passada, dia 8 de março.

Depois das reclamações de créditos apresentadas, nas próximas semanas deverá ser conhecida a listagem de créditos reconhecidos e não reconhecidos pela comissão liquidatária do Banco Espírito Santo (BES).

Contudo, o processo pode atrasar-se devido ao elevado número de reclamações, à complexidade jurídica e ao facto de muitos credores terem apresentado várias reclamações e de ter de ser feito esse trabalho de despistagem. As reclamações foram enviadas tanto por carta como por ‘e-mail’.

Entre os que pedem o pagamento de créditos junto do BES estão milhares de pessoas particulares, mas também entidades privadas e públicas, como o Novo Banco, a Autoridade Tributária, o Fundo de Recuperação de Créditos dos lesados do papel comercial ou grandes fundos de investimento internacionais penalizados pela resolução do BES.

O Jornal Económico noticia hoje que a empresa Petróleos da Venezuela exige o pagamento de mais de 2.000 milhões de euros referentes a papel comercial e obrigações e que essa reclamação de créditos foi enviada na sexta-feira da semana passada à Comissão Liquidatária do BES.

O mesmo jornal diz ainda que o Fundo de Recuperação de Créditos dos lesados do papel comercial do BES reclamou créditos no valor de 513 milhões de euros (424 milhões de euros de capital reclamável mais juros).

Foi este fundo que pagou as indemnizações aos 2.000 investidores em papel comercial vendido pelo BES, tendo em contrapartida ter ficado com os seus créditos sobre o BES e entidades relacionadas com o banco, pelo que é este que litigará em contra o banco pelos danos causados e que, caso os tribunais decidam a favor, receberá as compensações.

A comissão liquidatária do BES deverá reconhecer créditos de credores privilegiados (como a Autoridade Tributária) e de credores comuns (como fornecedores), mas poderá indeferir pedidos de credores que tenham alguma subordinação, caso de investidores que compraram produtos financeiros, assim como acionistas.

Os credores cujos créditos sejam rejeitados (a decisão será enviada a todos em carta registada com a respetiva explicação jurídica) têm de impugnar essa decisão junto do Tribunal de Comércio de Lisboa. O prazo para o fazer é de dez dias (corridos).

Após a resolução do BES, cumprindo a lei, a consultora Deloitte fez contas a quanto teriam recebido os credores comuns se o BES tivesse sido liquidado, em vez da resolução, tendo considerado que recuperariam 31,7%.

Esse valor terá de ser pago pelo Fundo de Resolução bancário aos credores do BES.

Contudo, há dúvidas sobre quando pagará esse valor o Fundo de Resolução, podendo ser apenas no fim do processo de liquidação do BES, o que poderá demorar anos.

A Lusa questionou o Banco de Portugal sobre o tema, mas até agora sem resposta.

Santa Casa apanhada na queda do BES

Sexta-feira, Janeiro 11th, 2019

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Negócios

Foram perdas de 2 milhões de euros aquelas que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa já registou nas suas contas devido ao BES. A entidade, que é agora acionista do Montepio, viu-se penalizada pelas obrigações do banco, que está em liquidação.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através do seu fundo de pensões, é uma das “lesadas” do Banco Espírito Santo, em processo de liquidação. A entidade, quando era presidida por Pedro Santana Lopes, saiu prejudicada pelas obrigações da instituição financeira que tinha em carteira. Foram mais de 2 milhões de euros de perdas.

O fundo de pensões da Misericórdia de Lisboa surge na lista de credores na liquidação do BES, já que o seu mandatário terá pedido a consulta do processo de liquidação que corre no juízo do Comércio da Comarca de Lisboa. Ainda não é uma credora reconhecida, uma vez que essa listagem só será feita em março.

Questionada, a assessoria de imprensa da Santa Casa, que tem Edmundo Martinho como provedor, respondeu ao Negócios que tudo se deve a um investimento que saiu prejudicado pela decisão do Banco de Portugal de 29 de dezembro de 2015.

“Em 2015, em consequência da transferência das obrigações sénior BES detidas pelo Fundo de Pensões SCML no valor de 2,6 milhões de euros, do Novo Banco para o BES, as contas do fundo de pensões registaram uma imparidade por referência a essas obrigações de cerca de 90%, originando um impacto negativo de cerca de 2,3 milhões de euros”, responde aquela fonte.

Ou seja, há mais de três anos, foi logo registado o embate da retransmissão de dívida nas contas consolidadas: aqueles 2,3 milhões foram dados como “perdidos”. Agora, está apenas inscrita a possibilidade de aqueles títulos de dívida virem a render 300 mil euros, perto de 12% do valor investido.

Este é o montante que, à partida, a Santa Casa antecipa receber na liquidação do BES. Conforme noticiou o Negócios esta quinta-feira, a comissão liquidatária já recebeu reclamações referentes a 21.830 credores, em setembro.

A Misericórdia ainda poderá tentar recuperar um montante do valor investido pelo seu fundo de pensões superior ao contabilizado. Tal depende da consideração da comissão liquidatária e do tribunal de que é efetivamente um credor comum (sénior) da instituição.

Isto porque os credores de um banco não podem ficar mais prejudicados numa resolução bancária (como a de 3 de agosto de 2014 do BES) do que ficariam se, naquela data, o banco tivesse ido logo para liquidação. A lei impõe que, quando isso acontece, tais credores têm de ser indemnizados pelo Fundo de Resolução.

No caso do BES, a Deloitte já concluiu que os credores comuns (como obrigacionistas seniores) têm de receber 31,7% do investimento. Ou seja, se tal valor não for alcançado na liquidação do banco, que corre em Lisboa, o Fundo de Resolução tem de indemnizar até alcançar aquela percentagem.

Depois de apanhada na queda do BES, a Santa Casa tornou-se, entretanto, acionista do Banco Montepio com uma posição abaixo de 1%, equivalente a 75 mil euros, montante reduzido depois da polémica política criada quando esteve em cima da mesa a colocação de 200 milhões de euros.

As contas do fundo de pensões SCML registaram uma imparidade […]
de cerca de 90%, originando um impacto negativo de cerca de 2,3 milhões.