Arquivo para a categoria ‘Dívida’

Dívida de €234 milhões da Escom afeta Novo Banco

Domingo, Julho 21st, 2019

Citamos

Expresso

O antigo BES tem uma herança pesada, e a Legacy é um exemplo. Os créditos a esta entidade, antiga Escom, estão à venda numa operação com custos para o Estado

Uma das entidades do universo Escom, hoje Legacy, é uma das grandes devedoras do Novo Banco. E é uma das sociedades cujos créditos em incumprimento estão agora a ser vendidos pelas instituição financeira. São €234 milhões, agora desvalorizados, os que estão a ser alienados a fundos compradores de ativos tóxicos, numa transação que pode trazer mais perdas para o Estado.

A Legacy Investments Assets Group Limited, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, é a quarta maior devedora do Novo Banco no conjunto de créditos que estão a ser alienados no âmbito do projeto Nata 2, em que está à venda uma carteira global de €3,3 mil milhões. O crédito está registado por €234 milhões, segundo informação obtida pelo Expresso, mas não se sabe qual o nível de imparidades associadas, ou seja, de perdas já reconhecidas.

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Orçamento pagou dívida de Berardo ao Novo Banco

Domingo, Junho 23rd, 2019

Citamos

Observador

Orçamento pagou dívida de Berardo ao Novo Banco

 

As imparidades associadas aos créditos concedidos a Berardo contribuíram para que o Novo Banco precisasse de uma maior injeção do Fundo de Resolução, noticia o Expresso.

Os contribuintes portugueses já pagaram parte das dívidas de Joe Berardo, escreve este sábado o semanário Expresso, explicando que a dívida do comendador ao Novo Banco contribuiu para que aquele banco tivesse pedido 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução — uma entidade pública cuja despesa conta para efeitos do défice orçamental.

Segundo explica aquele jornal, no ano passado o Novo Banco aumentou as imparidades relativas aos créditos concedidos à Fundação Berardo — isto significa que o banco reconheceu que a confiança na recuperação do dinheiro emprestado diminuiu.

Em 2018, o Novo Banco recebeu uma injeção de 792 milhões de euros do Fundo de Resolução, dos quais 430 milhões vieram através de empréstimo do Orçamento do Estado. Já em 2019, o Novo Banco precisou de uma injeção de 1.149 milhões de euros (dos quais 850 milhões vieram do Orçamento do Estado) — sendo que, como explica o Expresso, os créditos concedidos a Berardo contribuíram para o aumento das perdas do banco.

Os empréstimos do Estado ao Fundo de Resolução deverão ser reembolsados pelas contribuições das entidades que contribuem para o seu financiamento, mas não se prevê que isso aconteça antes de 2046.

A dívida de Berardo ao Novo Banco é de 327,7 milhões de euros — sendo que não é conhecido o valor do aumento das imparidades que diz respeito a esta dívida.

Joe Berardo tem dívidas ao Novo Banco, Caixa Geral de Depósitos e BCP, os três bancos que estão a tentar executar as dívidas do comendador, da sua holding Metalgest e da Fundação Berardo. A principal intenção dos bancos é a penhora das obras de arte da coleção Berardo, que permitirá o pagamento de parte da dívida — embora as obras de arte estejam blindadas através da posse pela associação Coleção Berardo e pelos acordos com o Estado.

 

BIC põe Banco de Portugal em tribunal por causa do BES

Quarta-feira, Janeiro 2nd, 2019

Citamos

Económico

O banco liderado por Fernando Teixeira dos Santos espera recuperar alguma parcela.

Depois do Banco Invest, o BIC (EuroBic) impugnou a decisão do Banco de Portugal sobre a retransmissão de dívida sénior que estava no Novo Banco para o Banco Espírito Santo (BES), refere o “Jornal de Negócios” desta sexta-feira.

“O Banco BIC Português SA ‘EuroBic’ faz parte de um grupo de investidores institucionais que não impugnou o ato administrativo do Banco de Portugal de 29 de dezembro de 2015, de retransmitir cinco emissões de obrigações sénior, originalmente emitidas pelo BES e transmitidas para o Novo Banco por via da medida de resolução de agosto de 2014”, explica a instituição bancária numa nota enviada ao diário de economia.

A deliberação custou, pelo menos, 16 milhões de euros ao EuroBic. O banco presidido pelo antigo ministro das Finanças português espera recuperar alguma parcela.

 

 

Venda da Comporta aprovada em assembleia geral. Vanguard e Amorim são os novos donos

Quarta-feira, Novembro 28th, 2018

Citamos

Eco

Venda da Comporta aprovada em assembleia geral. Vanguard e Amorim são os novos donos

A assembleia geral da Gesfimo deu “luz verde” à venda dos ativos turísticos da Herdade da Comporta. O fundo Vanguard Properties e a Amorim Luxury são os novos donos.

assembleia geral da Gesfimo deu “luz verde” à venda dos ativos turísticos da Herdade da Comporta. A Vanguard Properties, dirigida por José Cardoso Botelho, e a Amorim Luxury, da empresária Paula Amorim, são oficialmente os novos donos,pagando 158,2 milhões de euros pelos ativos imobiliários que eram detidos pelo Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado da Herdade da Comporta.

Em reação à aprovação da venda, Paula Amorim considerou que este “é um passo decisivo num longo processo em que nos envolvemos com empenho e sentido de responsabilidade”. A empresária referiu ainda que o consórcio que integra “acredita no potencial da Comporta” e do país “enquanto destino residencial e de turismo de qualidade” e na “capacidade empreendedora para a desenvolver”, assim como num “modelo de desenvolvimento que garanta a sustentabilidade da região, crie emprego, traga mais abertura a outras pessoas e realidades, investimento de qualidade e qualifique os espaços públicos”.

O acordo para a compra de parte da Herdade da Comporta já tinha sido assinado a 23 de outubro e aguardava deste então pela aprovação em assembleia-geral. A aprovação surgiu depois de o Ministério Público e de o Tribunal Central de Instrução Criminal terem dado o “ok” ao seguimento do processo de alienação, tendo em conta que estes ativos se encontravam arrestados porque 60% do fundo é detido pela Rioforte, sociedade do falido Grupo Espírito Santo (GES).

“Será uma transação excelente para a Caixa, que também acreditou no projeto e por isso investiu o seu dinheiro. O erário público não vai ser indiretamente afetado por esta operação, pelo contrário”, disse José Cardoso Botelho na semana passada, ainda antes de ter sido aprovada a venda dos ativos.

Com a aprovação da venda, começa agora o processo de liquidação do fundo. A assembleia-geral da Gesfimo, sociedade que gere o Fundo da Herdade da Comporta, reuniu esta terça-feira de manhã em Lisboa.

Novo Banco faz roadshow. Quer levantar 400 milhões de euros

Sábado, Junho 23rd, 2018

Citamos

Eco

Novo Banco faz roadshow. Quer levantar 400 milhões de euros

O Novo Banco vai propor a recompra de obrigações sénior e realizar um roadshow para se financiar em até 400 milhões de euros, anunciou num comunicado enviado à CMVM.

 Na nota enviada à CMVM, o Novo Banco começa por anunciar “a potencial emissão de até 400 milhões de euros” de “instrumentos de dívida subordinada, com maturidade de dez anos e uma call option” no quinto aniversário da data da emissão, “sendo expectável que se qualifiquem como instrumentos de fundos próprios Tier 2. Diversas reuniões com investidores institucionais terão lugar em Lisboa e Londres a partir de 22 de junho de 2018″, escreve o Novo Banco.

Ao que o ECO apurou, a companhia está a convidar investidores institucionais portugueses, bancos, fundos e seguradoras para uma apresentação sobre a operação em Lisboa, a ter lugar esta sexta-feira, às 13h, com a administração do Novo Banco. Na segunda e terça-feira, as apresentações terão lugar em Londres. O objetivo desta operação é melhorar os rácios de capital da instituição.

Esta angariação de capital abre a porta a uma segunda operação: o Novo Banco pretende, depois, recomprar ou trocar obrigações existentes, nomeadamente a troca de obrigações sénior pelas novas obrigações subordinadas, para redução de encargos com juros. Assim, os atuais obrigacionistas sénior, que não participaram no programa de recompra de obrigações levado a cabo em outubro do ano passado (LME)podem agora trocar os seus títulos por dinheiro ou por novas obrigações subordinadas.

“O Novo Banco anunciou hoje [sexta-feira] o lançamento de uma oferta de aquisição e de uma oferta de troca dirigidas a alguns dos titulares de obrigações sénior do grupo localizados fora dos Estados Unidos, permitindo aos investidores qualificados dessas obrigações a venda por contrapartida em dinheiro ou a troca pelos novos instrumentos de dívida subordinada. As ofertas deverão terminar a 28 de junho de 2018, com liquidação financeira estimada a 6 de junho de 2018″, lê-se também no comunicado.

O Novo Banco assegura que “não pretende efetuar mais recompras de obrigações sénior através de operações open market, ofertas de aquisição ou ofertas de troca das obrigações sénior nos próximos 24 meses”. Desta forma, considera o Novo Banco, “a oferta confere aos detentores das obrigações que sejam elegíveis uma alternativa de liquidez antes da data de maturidade das obrigações abrangidas pela oferta e/ou oportunidade de reinvestimento em novos instrumentos de dívida subordinada a ser emitida pelo banco”.

Esta emissão de dívida serve para reforçar o capital do Novo Banco e foi acordada aquando da sua venda ao fundo de investimento Lone Star, em outubro de 2017. Segundo o acordo com a Comissão Europeia, caso não consiga ser colocada junto de investidores privados, o Fundo de Resolução (entidade que consolida nas contas públicas) terá de ficar com os títulos que o mercado não subscrever.

Já na quinta-feira, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) emitiu 500 milhões de euros em dívida Tier 2 a uma taxa de 5,75%, a última etapa do reforço do capital do banco público, acordado entre o Estado português e a Comissão Europeia em 2017 e que ascende a cerca de 5.000 milhões de euros.

 

Bancários indignados e revoltados com perdão do BCP e Novo Banco ao Sporting

Terça-feira, Maio 8th, 2018

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Negócios

Se for confirmado o perdão de 94,5 milhões de euros, “está-se perante uma situação causadora de justificada indignação e que exige esclarecimentos imediatos por parte dos referidos bancos”, refere a Febase.

“Bancários manifestam justificada indignação e revolta por perdão de dívida ao Sporting”. É este o título do comunicado emitido pela Federação do Sector Financeiro (Febase), um sindicato afecto à UGT, em reacção às notícias que dão conta que os BCP e o Novo Banco aceitaram perdoar quase 100 milhões de euros ao clube de Alvalade e que hoje faz manchete no Correio da Manhã.

“Veio hoje a público que o Millennium BCP e o Novo Banco terão perdoado 94,5 milhões de euros ao Sporting”, sendo que “se esta notícia corresponder à verdade, está-se perante uma situação causadora de justificada indignação e que exige esclarecimentos imediatos por parte dos referidos bancos”, refere o comunicado.

O presidente do clube de Alvalade escreveu num artigo de opinião publicado no Diário de Notícias que nos “últimos meses” conseguiu “negociar uma melhoria das condições da reestruturação financeira”, baixando de 135 para 40,5 milhões o valor da dívida ao BCP e  ao Novo Banco, através dos Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) detidos por estes.

O corte, de 94 milhões, significa ainda que em vez de 44 milhões, o clube passa a precisar de reembolsar apenas 17,5 milhões para conseguiu a manutenção da maioria do capital na SAD. Montante que Bruno de Carvalho assegura irá estar disponível já no início da próxima época.

“A confirmarem-se tais factos, é natural o aprofundamento da decepção e revolta dos trabalhadores face à perda sucessiva de condições de trabalho, à recusa de aumentos de retribuições e à apresentação de propostas de actualizações salariais ridículas, por parte de tais bancos”, acrescenta a Febase.

O sindicato lembra que o BCP “congelou e diminuiu rendimentos dos seus trabalhadores, situação que ainda não foi totalmente reposta e reparada”, enquanto o Novo Banco “recorreu a um despedimento colectivo e promoveu extinções de muitas centenas de contratos de trabalho”.

“Actos de gestão danosa como o noticiado perdão têm de merecer veemente condenação por parte dos trabalhadores bancários, sublinhando-se que tornam ainda mais imorais e ilegítimos o agravamento das referidas condições de trabalho e a recusa de aumentos salariais dignos.

 

 

Centeno: Resolução do BES criou “risco incalculável”. Custos podem ser maiores

Quarta-feira, Janeiro 10th, 2018

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Observador

Centeno: Resolução do BES criou “risco incalculável”. Custos podem ser maiores

Mário Centeno diz que a decisão do Banco de Portugal em dezembro de 2015 custou centenas de milhões ao Estado. Secretário de Estado admite mais custos para o Estado devido a processos judiciais.

O ministro das Finanças disse esta quarta-feira que a resolução do Banco Espírito Santo (BES) em agosto de 2014 criou um risco incalculável sobre o sistema financeiro, que só ficou quantificado com a venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star, e que a decisão do Banco de Portugal de transferir dívida sénior em dezembro de 2015 do Novo Banco para o BES custou centenas de milhões de euros ao Estado português. A venda do banco não impede que haja mais custos para o Estado.

Depois de um pedido feito há três meses, o ministro das Finanças e o seu secretário de Estado Adjunto, Ricardo Mourinho Félix, compareceram na Comissão parlamentar de Orçamento e Finanças para responder aos esclarecimentos pedidos pelo PCP ao processo de venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star. Miguel Tiago, do PCP, questionou o ministro com o futuro dos trabalhadores do banco e o do seu peso na economia portuguesa, assim como a sua presença em território nacional, mas foram as garantias que o Estado deu ao comprado que mais aqueceu o debate.

O deputado do PSD, António Leitão Amaro, perguntou ao ministro se o Estado assumiu mais responsabilidades com o Lone Star, que podem implicar mais custos para os contribuintes para além do limite estabelecido de 3,89 mil milhões de euros, depois de os deputados terem acesso ao acordo quadro entre o Estado e o Lone Star.

Segundo o secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, o risco existe. “Sim, existe essa possibilidade, não vale a pena esconder”, disse, explicando que essas garantias adicionais que foram assumidas estão relacionadas com os custos dos processos judiciais que existem em torno da resolução e das questões que esta criou, que são uma decisão tomada pelo Estado e logo não podem ser assumidos pelo comprador. Se o Estado não assumisse esses custos, argumenta, ninguém compraria o banco.

“No cenário alternativo que era imputar esses custos ao comprador não haveria nenhum comprador e o banco não seria vendido”, disse o secretário de Estado.

O ministro das Finanças respondeu também que a venda do banco era necessária para determinar qual era o risco que recaia sobre o sistema financeiro. “Todas as decisões tomadas desde a resolução até à não venda em agosto de 2015, a alteração feita ao perímetro de resolução [decidida pelo Banco de Portugal em dezembro de 2015]. Todas as contingências que aconteceram durante este período resultaram num custo brutal enquanto o processo de venda não foi concluído. (…) O risco que a República correu durante este período foi enorme e isto teve consequências, naturalmente, em todo o processo. Ao fazer-se uma resolução com um Fundo de Resolução que não está capitalizado, está a transferir-se para cima de todo o sistema financeiro um risco que todos aqueles que lidam com o sistema financeiro consideravam que não era sustentável”, disse.

Segundo Mário Centeno, a decisão do Banco de Portugal de transferir a responsabilidade pelo reembolso da dívida sénior do Novo Banco para o Banco Espírito Santo teve custos concretos nas contas do Estado, agravando as taxas de juro sobre a dívida pública portuguesa, e que em 2016 e parte de 2017 teve um custo de centenas de milhões de euros sobre o financiamento do Estado nos mercados.

Há 850 milhões de euros no Orçamento para o Novo Banco

Mário Centeno tentou ainda explicar os custos que o Estado pode vir a ter com o Novo Banco para além do acordo — explicações essas que não satisfizeram os deputados, especialmente à direita -, argumentando que os 3,89 mil milhões de euros que estão previstos no acordo-quadro existem para cobrir eventuais custos decorrentes diretamente da venda do banco, que existem desde que a resolução foi aplicada ao BES.

“O que é crucial que entendamos hoje, no final desta audição, é que o acordo-quadro não é uma garantia porque o Estado não se substitui ao Fundo de Resolução no cumprimento das suas obrigações. É um mecanismo de financiamento, de facilitação de liquidez, a uma instituição que esta no perímetro das Administrações Públicas, que tem um conjunto de responsabilidades em cima que a tornam facilmente insolvente e essa insolvência tem um efeito cascata sobre o sistema financeiro que é preciso acautelar. Não há alternativa”, disse o ministro.

O governante explicou então que no orçamento há ainda uma almofada de 850 milhões de euros, que deve continuar a existir nos orçamentos seguintes, como último recurso para lidar com estes custos que possam surgir, que o ministro diz que limita os custos a 850 milhões de euros anuais.

 

Fundo de Resolução com buraco de 4,8 mil milhões de euros

Segunda-feira, Janeiro 8th, 2018

Citamos

Eco

A entidade reconheceu uma imparidade de 4,9 mil milhões ainda antes de concluir a venda do Novo Banco. Resultado? Recursos próprios afundaram para 4,8 mil milhões negativos.

O Fundo de Resolução reconheceu como perdido o montante que injetou no Novo Banco em 2014. O valor, que ascende a 4,9 mil milhões de euros, foi reconhecido mesmo antes de ter sido formalizada a venda do banco que resultou da resolução do Banco Espírito Santo. Em resultado, e de acordo com o relatório e contas referente a 2016 publicado pela entidade liderada pelo vice-governador do Banco de Portugal, Luís Máximo dos Santos, o Fundo registou um buraco de 4,8 mil milhões de euros.

“No final do exercício de 2016, os recursos próprios do Fundo de Resolução apresentavam um saldo negativo de 4.760 milhões de euros, o que representa uma redução de 4.648 milhões de euros face ao nível de recursos próprios observado no ano anterior”, lê-se no documento publicado no site oficial, como já tinha sido avançado pelo Jornal de Negócios (acesso pago).

“No final do exercício de 2016, os recursos próprios do Fundo de Resolução apresentavam um saldo negativo de 4.760 milhões de euros, o que representa uma redução de 4.648 milhões de euros face ao nível de recursos próprios observado no ano anterior.”

Relatório e contas referente a 2016 do Fundo de Resolução

Segundo o Fundo de Resolução, “esta variação é justificada, essencialmente, peloreconhecimento, com base em critérios de prudência, de uma imparidade correspondente a 100% da participação detida pelo Fundo de Resolução no capital social do Novo Banco (-4.900 milhões de euros)”. Além disso, a entidade liderada por Máximo dos Santos acrescenta que o valor da participação — 4,9 mil milhões de euros — “não corresponde ao valor da receita a receber pelo Fundo de Resolução pela venda da participação no Novo Banco”.

A venda do Novo Banco só aconteceu em outubro do ano passado e incluiu a venda de 75% ao fundo norte-americano Lone Star. Os restantes 25% ficam nas mãos do Fundo de Resolução. Nessa venda, o Fundo não registou perdas, uma vez que já estava reconhecido em antecipação por via de imparidades constituídas em 2016. “Foi reconhecida, por prudência e para efeitos contabilísticos, uma imparidade a 100% da participação.”

Bancos podem ter de pagar 16,5 milhões por venda do Novo Banco

No relatório e contas referente a 2016, o Fundo de Resolução refere ainda que os bancos arriscam pagar, através da entidade liderada por Máximo dos Santos, mais de 16,5 milhões de euros pela venda do Novo Banco. “Poderá, eventualmente, resultar que o Fundo venha a incorrer numa despesa de 16.503,5 milhares de euros (dos quais 9.671,4 milhares de euros se referem a encargos respeitantes a 2014 e 2015, e 6.832,1 milhares de euros a encargos respeitantes a 2016)”, assinala o relatório.

Em causa está o pagamento de assessorias financeiras e jurídicas associados ao processo de venda da instituição financeira liderada por António Ramalho. Quem contratou este tipo de serviço foi o Banco de Portugal, mas estes serviços foram integrados no regime que implica que as despesas decorrentes da aplicação das medidas de resolução fiquem a cargo do Fundo de Resolução.

Novo Banco. Investidores com seguros sobre a dívida vão receber

Segunda-feira, Outubro 9th, 2017

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Dinheiro Vivo

A oferta de recompra de dívida do Novo Banco constituiu um evento de reestruturação de crédito, segundo o comité de decisões de crédito da ISDA.

A oferta de recompra de dívida do Novo Banco constitui um evento de reestruturação de crédito, pelo que os detentores de contratos de seguros vão ter direito a receber um valor ainda por apurar. A decisão foi tomada esta sexta-feira, por unanimidade, pelo comité de decisões de crédito da ISDA (International Swaps and Derivatives Association).

O comité formado por 15 membros do mercado financeiro, volta a reunir na próxima segunda-feira para determinar quais os ativos que podem ser incluídos num leilão para apurar o valor a pagar aos detentores de contratos de seguros de crédito contra o risco num título, ou CDS (Credit Default Swaps).

Em causa, está um valor nocional líquido de 300 milhões de dólares de CDS, segundo a Reuters. Os CDS são, em geral, produtos financeiros utilizados pelos investidores para se protegerem de incumprimentos ou riscos em títulos. O Novo Banco concluiu no dia 4 de outubro uma oferta de recompra de dívida que implicava perdas até à maturidade dos títulos.

O banco garantiu a recompra de 4,74 mil milhões de euros de obrigações. A operação era uma das condições para a compra do banco pela norte-americana Lone Star, que deverá ocorrer em breve. A decisão desta sexta-feira é favorável aos investidores em CDS ao contrário da tomada em relação à transferência, no final de 2015, de obrigações do Novo Banco para o banco ‘mau’ criado para ficar com os ativos tóxicos do ex-Banco Espírito Santo.

Os vários lesados afectados pelo BES/GES

Sexta-feira, Agosto 11th, 2017

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Negócios

Há várias associações de lesados do BES que procuram soluções para os seus subscritores. Papel comercial e dívida sénior são visados.