Arquivo para a categoria ‘Eduardo Stock da Cunha’

Novo Banco adiciona administradores não-executivos e ‘chairman’ à equipa de gestão

Quarta-feira, Agosto 10th, 2016

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Expresso

O objetivo da mudança é que o Novo Banco passe a ter uma comissão de auditoria interna constituída por administradores não-executivos. Para tal ser possível, vai ser necessário alterar os estatutos da instituição bancária

Saiu Stock da Cunha, está prestes a entrar António Ramalho. Estas não serão as únicas mudanças dentro do Novo Banco para os próximos tempos. O modelo de governo do banco vai sofrer alterações, conta o “Jornal de Negócios” esta quarta-feira, de forma a reforçar os mecanismos de controlo da equipa na liderança da instituição.

A administração do Novo Banco irá passar a integrar administradores não-executivos, incluindo um “chairman”. O objetivo desta mudança é que o Novo Banco passe a ter uma comissão de auditoria interna constituída por administradores não-executivos.

Este comité assumirá o papel de fiscalizar a atuação de gestão em matérias financeiras. Neste momento, esta competência é atribuída ao conselho fiscal, órgão que não faz parte da administração.

Para estas alterações se virem a concretizar, vai ser necessário alterar os estatutos do Novo Banco. Pelo que apurou o “Negócios”, essas mudanças já estão a ser preparadas.

A adoção deste modelo de governação do Novo Banco só deverá avançar depois de António Ramalho assumir funções. Para isso, falta a luz verde do Banco Central Europeu, que ainda estará a avaliar o perfil do novo presidente da instituição.

Novo Banco completa dois anos com estreia do terceiro presidente

Segunda-feira, Agosto 1st, 2016

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Negócios

Vítor Bento, Stock da Cunha e António Ramalho. São três os gestores estão ou estiveram à frente do banco que ficou com grande parte da operação do antigo Banco Espírito Santo. Para os três, o objectivo foi e é vender o banco.

1 de Agosto de 2014: o Banco Espírito Santo, já fora da alçada de Ricardo Salgado, está em queda abrupta na Bolsa de Lisboa. Está já em preparação a queda do BES e a sua transformação numa outra entidade livre do que tem de tóxico, nomeadamente a exposição a Angola. É dois dias depois, no domingo 3, que essa transformação acontece. Chama-se resolução e com ela grande parte da operação do BES segue para um banco de transição.

 

3 de Agosto de 2014: nasce o Novo Banco. “O conselho de administração do Banco de Portugal deliberou, no dia 3 de Agosto de 2014, aplicar ao Banco Espírito Santo, S.A. uma medida de resolução. A generalidade da actividade e do património do Banco Espírito Santo, S.A. é transferida, de forma imediata e definitiva, para o Novo Banco, devidamente capitalizado e expurgado de activos problemáticos”, anuncia o Banco de Portugal.

 

Vítor Bento, que substituíra Salgado no BES em Julho, aceita ficar no Novo Banco, ao lado de José Honório e João Moreira Rato. O mandato do conselho de administração tem dois anos. Devia estender-se, portanto, até 3 de Agosto de 2016. Mas a vida do Novo Banco não foi tão linear. E Vítor Bento há muito que deixou de fazer parte dela.

 

Esta segunda-feira, 1 de Agosto de 2016, é o primeiro dia de António Ramalho à frente do Novo Banco. É o terceiro presidente. Sai da Infraestruturas de Portugal, entidade que fundiu a Estradas de Portugal e a Refer, para a instituição financeira que está em processo de venda. Há duas modalidades para a alienação do banco mas só em Setembro, segundo avançou o Diário de Notícias na semana passada, se deverá saber qual segue em frente. Na venda a investidores estratégicos, foram apresentadas quatro propostas (uma delas é apenas uma carta de “intenções”, do BCP), a que se juntam a do BPI, Lone Star e Apollo/Centerbridge; a alienação em mercado poderá ser aprovada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários se apenas destinada a investidores institucionais e não no retalho. Não se sabe, por isso, se terá de participar numa nova fusão bancária.

 

Certo é que o Novo Banco vai já no segundo processo de venda porque o primeiro foi um fracasso. Ambos foram feitos com Eduardo Stock da Cunha à cabeça da instituição financeira depois de ter vindo substituir Vítor Bento em Setembro de 2014. Foi precisamente a venda que levou à saída de Vítor Bento.

 

O agora “chairman” da SIBS, que era CEO antes de passar pelo Novo Banco, discordava da estratégia do governador Carlos Costa: não queria uma venda imediata mas sim a sua recuperação e inversão da situação financeira. Como não conseguiu levar a sua ideia avante, Bento bateu com a porta. E foi em Londres que o Banco de Portugal procurou por Stock da Cunha, que veio com uma licença sem vencimento do Lloyds. A licença acabava em Março deste ano mas foi estendida até ao Verão. Não mais que isso.

 

Stock da Cunha sai sem conseguir vender o banco, o que já teve influência noutras entidades. Aliás, uma das justificações faladas para que a resolução do Banif não fosse feita através da constituição de um banco de transição mas sim com uma venda directa a outra entidade foi o fracasso da primeira venda do Novo Banco, segundo foi dito na comissão de inquérito ao Banif.

 

Stock da Cunha sai, também, sem o colocar a dar lucros. Na sexta-feira, o banco anunciou um novo resultado líquido negativo, desta vez de 362,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2016, superiores ao do mesmo período do ano anterior.

 

Desafios que ficam para António Ramalho, que assume esta segunda-feira, 1 de Agosto, a tarefa de liderar o Novo Banco. Um banco que tem estabilidade na liderança da concorrência: tirando na Caixa, onde José de Matos está de saída para dar lugar a António Domingues, os restantes bancos têm estado intactos. Nuno Amado permanece à frente do BCP. Fernando Ulrich continua a ser o líder do BPI e António Vieira Monteiro segue como timoneiro do Santander Totta.

Presidente do Novo Banco despede-se dos trabalhadores destacando melhorias alcançadas

Sexta-feira, Julho 15th, 2016

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Negócios

O ainda presidente do Novo Banco mandou uma carta aos trabalhadores a agradecer o esforço dos últimos dois anos, destacando as melhorias na liquidez e no resultado operacional, pedindo que continuem a empenhar-se sob a liderança de António Ramalho.

Na carta com data de 12 de Julho, mas que chegou aos trabalhadores no dia 13, Eduardo Stock da Cunha faz um balanço dos quase dois anos em que liderou o Novo Banco, desde Setembro de 2014, considerando “inquestionável a recuperação encetada desde então em vários domínios”, nomeadamente na “liquidez e, mais recentemente, na rendibilidade operacional”.

“Sabemos que ainda há muito a fazer e os profissionais do Novo Banco terão de manter ‘aquele’ esforço extra que, no final, terá assegurado a sobrevivência e a viabilidade da nossa instituição. Estou confiante que agora, com o Dr. António Ramalho ao ‘leme’ e a melhor equipa de banca em Portugal, o Novo Banco continuará a responder adequadamente aos desafios de liquidez, capital e rendibilidade – bem como às necessidades de desinvestimento em áreas que, a seu tempo, definimos e à participação no processo de venda da posição accionista do Fundo de resolução, liderado pelo Banco de Portugal”, lê-se na carta enviada aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso.

Eduardo Stock da Cunha garante que a liderança do Novo Banco – que assumiu em Setembro de 2014, substituindo Vítor Bento, que então tinha renunciado ao cargo por não concordar com a estratégia do Banco de Portugal para a instituição – foi uma “missão” que abraçou com “empenho e determinação” e diz que foi mesmo com “grande orgulho” que o fez.

O ainda presidente considera que, nestes dois anos, o Novo Banco mostrou ser uma instituição financeira “de referência” e “essencial” em Portugal e agradece o empenho de todos os trabalhadores nesse processo, incluindo aqueles “que, por razões várias, nomeadamente no âmbito do processo de reestruturação, não puderam continuar no banco”.

Com a saída de Eduardo Stock da Cunha, para regressar ao britânico Lloyds Banking Group, o Banco de Portugal anunciou esta semana que o novo presidente do Conselho de Administração do Novo Banco será António Ramalho a partir de 01 de agosto.

Ramalho, actual presidente da Infraestruturas de Portugal (empresa que resultou da fusão da Estradas de Portugal com a Refer), tem 55 anos e uma experiência de cerca de 30 anos no sector bancário.

Começou na banca em 1985 no Grupo Champalimaud, tendo passado por vários bancos do grupo, e mais recentemente esteve na administração do BCP, entre 2010 e 2012, onde foi vice-presidente.

O Novo Banco é o banco de transição que resultou da resolução do Banco Espírito Santo (BES), em agosto de 2014, tendo ficado com os activos e passivos considerados menos problemáticos.

Ainda assim, o banco tem vindo a acumular prejuízos, que foram 980,6 milhões de euros em 2015, justificando mais de metade do prejuízo ainda com o ‘legado’ do BES.

Quanto ao resultado operacional (antes de impostos, imparidades e provisões), esse foi positivo em 125 milhões de euros em 2015.

Já no primeiro trimestre deste ano, os resultados foram negativos em 249,4 milhões de euros. Ainda assim, o resultado operacional foi de 78,9 milhões de euros.

O Novo Banco está em processo de venda, tendo o BdP recebido até final de Junho quatro propostas de compra, não tendo divulgado os nomes dos interessados. A intenção é fechar este processo ainda este verão.

Enquanto decorre este processo, o banco tem em marcha um plano de reestruturação, que acordou com a Comissão Europeia, o qual passa pelo desinvestimento em alguns negócios, alienações de activos, mas também significativos cortes de custos, nomeadamente com redução de trabalhadores.

O compromisso com Bruxelas passa por reduzir em 1.000 pessoas o número de efectivos até final de 2016. O Novo Banco tinha, no final de 2015, 6.571 funcionários em Portugal e 740 nas actividades internacionais.

No entanto, como parte significativa dos trabalhadores já saiu, nomeadamente através de um programa de reformas antecipadas, e a venda de unidades no estrangeiro implica também a redução de pessoal, e 256 trabalhadores aceitaram a rescisão, neste momento está em curso o despedimento colectivo de 56 trabalhadores do banco e de mais 13 funcionários de empresas do grupo, como a seguradora GNB Vida.

 

António Palma Ramalho sucede a Stock da Cunha no Novo Banco

Terça-feira, Julho 12th, 2016

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Notícias ao Minuto

Já foi nomeado o próximo presidente do Conselho de Administração do Novo Banco.

O Banco de Portugal fez saber, em comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso, que nomeou António Palma Ramalho como novo presidente do Conselho de Administração do Novo Banco.

“O Dr. António Ramalho tem, como é público e reconhecido, uma longa experiência de gestão no setor financeiro. Nos anos mais recentes, foi Presidente do Conselho de Administração da Unicre (2006 a 2010) e membro do Conselho de Administração Executivo do Banco Comercial Português, S.A. (2010 a 2012)”, pode ler-se na mesma nota divulgada pelo regulador.

Palma Ramalho, cuja nomeação produz efeitos a 1 de agosto, sucede assim a Eduardo Stock da Cunha, que regressa ao Lloyds Banking Group, “tal como estava previsto”, enfatiza o Banco de Portugal.

“O Banco de Portugal agradece ao Dr. Eduardo Stock da Cunha pela dedicação e excelência demonstradas no exercício das suas funções, que foram determinantes para a consolidação e o reforço do Novo Banco”, é ainda sublinhado.

Por fim, é dada a garantia de que este processo de transição acautelará os “objetivos traçados para o Novo Banco, bem como a execução do plano de reestruturação oportunamente discutido com as autoridades europeias”.

 

Eduardo Stock da Cunha afirmou que o Novo Banco tem condições para dar lucro em 2018

Quarta-feira, Julho 6th, 2016

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Observador

No Jornal de Negócios, Stock da Cunha afirmou que ainda existe muito para limpar da herança deixada pelo BES, mas que o Novo Banco é um dos bancos portugueses mais competitivos.

Eduardo Stock da Cunha, presidente do Conselho de Administração do Novo Banco, afirmou em entrevista ao Jornal de Negócios que apesar de faltar “limpar ainda bastante”, o Novo Banco terá capacidade para apresentar lucro em 2018.

Na entrevista, o responsável pela instituição criada em 2014, na sequência da falência do Banco Espírito Santo, afirmou que ainda falta limpar bastante da má herança deixada: “Quando digo limpar significa gerir as situações.Mas também afirma que o banco está a “gerir muito melhor a rendibilidade operacional” e que “tem condições para dar lucro em 2018”.

Stock da Cunha diz ainda que o processo de transformação do Novo Banco já está muito avançado, mas que ainda “falta definir muita coisa”, nomeadamente a parte do plano que diz respeito à venda do Novo Banco Ásia, “o processo do famoso BICV, de Cabo Verde” e ainda o BES Vénétie.

Ao mesmo tempo, garante que a instituição é um dos bancos portugueses mais competitivos em custos operativos e que em menos de um ano, já foram reduzidos em 40% os gastos anuais. E ainda que, no primeiro semestre de 2016, o banco conseguiu, em imobiliário, 250 milhões de euros.

Já sobre o entendimento com o Governo, o presidente do conselho de administração do Novo Banco garante ter “excelente relação” com o ministro das Finanças e o secretário de Estado do Tesouro”, ainda que o descreva como um “relacionamento indireto”.

Stock da Cunha diz que preço do Novo Banco abaixo dos 2 mil milhões está em linha com o sector

Quarta-feira, Julho 6th, 2016

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Económico

“Quando se vê o segundo maior banco português a valer em bolsa pouco mais de mil milhões de euros, não se pode esperar um valor muito alto pelo Novo Banco. Temos de ser um pouco realistas”, disse o presidente do Novo Banco.

“Quando se vê o segundo maior banco português a valer em bolsa pouco mais de mil milhões de euros [BCP], não se pode esperar um valor muito alto pelo Novo Banco. Temos de ser um pouco realistas”, disse o presidente do Novo Banco em entrevista à SIC, quando questionado pela venda abaixo dos dois mil milhões de euros, “as propostas ao que sabemos estão todas abaixo dos 2 mil milhões de euros, menos de metade da capitalização inicial”, diz o entrevistador, um número que Eduardo Stock da Cunha não desmente.

Questionado sobre os prejuízos consecutivos do Banco, Eduardo Stock da Cunha responde que “um banco que recuperou 45 milhões de euros em depósitos no primeiro trimestre e no segundo trimestre já recuperou mais 400 milhões de euros em depósitos de particulares e negócios, é um banco extremamente activo”.

O resultado do Novo Banco ainda vai ser negativo em 2016, embora muito menos negativo do que em 2015, ainda será negativo em 2017 e terá resultados positivos em 2018, é a trajectória normal de um banco que herdou um legado muito difícil, diz  Stock da Cunha ao jornalista José Gomes Ferreira da SIC.

“Visitámos [administração do Novo Banco e equipe do Banco de Portugal] 45 investidores institucionais, e só queríamos saber se um banco com estas características [bridge bank] tinha interesse para esses investidores e a resposta que obtivemos foi – «talvez, debaixo de certas condições»”.

“O trabalho que eu fiz seria o mesmo”, disse o CEO do banco, é independente do futuro do banco: quer seja nacionalização, quer seja uma venda a um banco concorrente, uma venda a um private equity, ou a vários investidores institucionais. “Teria sempre a mesma atitude de criar valor e delinear uma estratégia que eu penso que é a mais adequada para o Novo Banco”, diz o banqueiro que regressa ao Llodys Bank no fim deste mês.

“O Novo Banco é bom em digital”, diz Stock da Cunha que tem sido um dos defensores da importância do digital na banca.

Sobre a ideia do Governo de criar um banco mau, Eduardo Stock da Cunha diz que é falar “um pouco no vazio”, é uma ideia “a explorar”, “se houver uma situação que permita melhorar a rendibilidade da banca portuguesa e com isso ajudar ao crescimento da economia portuguesa, penso que o Novo Banco colaborará encantado”, disse, realçando que para já não passa de uma ideia.

A venda do Novo Banco está a decorrer, tendo sido entregues no último dia de Junho quatro propostas: Apollo/Centerbridge; BPI; Lone Star; e BCP (manifestação de interesse sem preço).

Sobre o Brexit, Eduardo Stock da Cunha diz que não há vencedores, nem vencidos com a saída do Reino Unido da União Europeia.

“Portugal tem pouco investimento, e temos um problema nas exportações que não evoluem positivamente como era esperado. Devíamos pensar todos como melhorar a situação. Preocupa-me que estejamos todos a discutir as sanções de uma coisa que se vai resolver, e não estejamos a pensar como é que vamos transformar um país que tem um crescimento anémico e uma taxa de desemprego elevada há vários anos, num país com uma taxa de crescimento de 4% ou 5% ao ano, e uma taxa de desemprego não superior a 7% e 8%, temos o exemplo aqui ao lado, que se chama Irlanda, onde já cresce 10% ano”, diz Stock da Cunha.

É preciso saber traçar um rumo, perceber onde é que Portugal se pode distinguir, diz o banqueiro, mas é preciso sobretudo (e é aqui que o português mais falha) executar com disciplina e precisão, e corrigir o que tem de ser corrigido, conclui Eduardo Stock da Cunha à SIC Notícias.

António Ramalho na calha para liderar o Novo Banco

Quarta-feira, Junho 29th, 2016

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Observador

O antigo vice-presidente do BCP foi proposto ao Governo pelo Banco de Portugal e não terá gerado oposição. As ofertas para a compra do Novo Banco devem ser apresentadas até dia 30 de junho.

O Banco de Portugal propôs António Ramalho para a liderança do Novo Banco. Ramalho parece ser um nome consensual dentro do Governo e deve suceder a Eduardo Stock da Cunha na presidência da instituição.

O Governo não é obrigado a pronunciar-se sobre o caso, já que a escolha do presidente do Novo Banco cabe a Carlos Costa, governador do Banco de Portugal.

Carlos Costa deve mesmo escolher António Ramalho, atual líder da Infraestruturas de Portugal e antigo vice-presidente do BCP, como sucessor para Stock da Cunha, que assumiu a liderança do Novo Banco em setembro de 2014, depois de Vítor Bento.

A escolha de Ramalho como presidente do Novo Banco surge durante “a fase decisiva de entrega das propostas” para a compra do banco, informa o Jornal de Negócios que acrescenta que a venda é “ensombrada pelos danos colaterais do Brexit”.

As ofertas pela instituição devem ser apresentadas até ao final desta quinta-feira, dia 30 de junho.

 

Saída de Stock da Cunha sem impacto na venda do Novo Banco

Quarta-feira, Maio 25th, 2016

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Diário de Notícias

Venda deve ficar concluída até agosto, altura em que Stock da Cunha regressa ao Lloyds. Analistas afastam implicações negativas

A saída de Eduardo Stock da Cunha da liderança do Novo Banco, que deverá ocorrer em agosto, não terá impacto no processo de venda da instituição, que está a decorrer e cuja expectativa é que esteja concluído no verão, dizem os analistas.

Stock da Cunha poderá assim regressar ao banco britânico Lloyds, onde trabalha com Horta Osório. Uma decisão que ainda não estará completamente fechada e que dependerá também do calendário da venda do Novo Banco, já que o objetivo é deixar este dossiê fechado, apurou o DN/Dinheiro Vivo junto de fonte próxima do processo.

A saída, “embora não fosse prevista antes do início do processo de venda, não deverá ter nenhuma implicação negativa”, diz Tiago da Costa Cardoso, gestor da XTB. A mudança “não deverá ter nenhuma implicação negativa já que as reformas impostas por Stock da Cunha estão deliberadas e não se previa a execução de medidas adicionais”.

Além disso, defende o mesmo analista, a saída do presidente executivo do Novo Banco “coincide com a data expectável da venda do banco pelo que a única consequência será, e tendo em consideração o desfecho da venda, qual o grupo de trabalho que irá encabeçar a direção futura do banco”.

Também Albino Oliveira, da Patris Investimentos, não vê impacto na saída de Stock da Cunha. “O regresso ao Lloyds era esperado”, começa por dizer, uma vez que “após as medidas que Stock da Cunha implementou, o Estado procura agora uma solução para o banco”.

Já Pedro Lino, responsável da Dif Brokers, considera que a saída de Stock da Cunha não terá impacto mas por razões diferentes: “O processo de venda está fragilizado desde o início, uma vez que a administração já estava a prazo.” O especialista explica que “não foi dado tempo para reestruturar nem recuperar a instituição de forma a ser possível a venda a um outro banco ou em bolsa”.

Albino Oliveira refere ainda que “as notícias do seu regresso em agosto poderiam levar-nos a pensar que o processo de venda poderia ser concluído já nos próximos meses. Contudo, tendo em conta os atrasos que o processo sofreu no passado, é sempre possível que novos atrasos possam ocorrer”.

Bruxelas alargou o prazo de venda do Novo Banco para agosto de 2017 mas o objetivo é que seja vendido até julho deste ano. A equipa liderada por Sérgio Monteiro, ex-secretário de Estado dos Transportes, está a trabalhar em dois cenários: na venda direta a institucionais ou na dispersão em bolsa, podendo ser vendido apenas uma parte do capital, incluindo uma participação minoritária. A equipa já esteve em road show por várias capitais financeiras, a reunir com potenciais investidores e, ao que apurou o DN/Dinheiro Vivo, o calendário está a ser cumprido.

A hipótese de nacionalização, contudo, não está excluída, pelo menos para António Costa. O primeiro-ministro já disse várias vezes que no Novo Banco “todas as soluções estão em cima a mesa”.

O legado de Stock

A expectável saída de Stock da Cunha não surpreendeu. O gestor já tinha dito, em fevereiro, que só ficava no Novo Banco até ao verão. Agora já terá tudo definido com Horta Osório para regressar ao banco britânico. Até porque, a concretizar-se a venda no calendário previsto, o novo acionista quererá nomear a sua equipa de gestão.

À frente do Novo Banco, Stock da Cunha iniciou uma série de reformas, destacando-se sobretudo a reestruturação ao nível dos recursos humanos. Inicialmente estava previsto um corte de mil funcionários, número depois reduzido para 500 trabalhadores. Destes, a maior parte saiu por mútuo acordo e 69 funcionários foram abrangidos por um despedimento coletivo: 56 do Novo Banco e 13 de associadas.

Stock da Cunha, na apresentação de resultados de 2015 – quando oficializou prejuízos de 980 milhões de euros, penalizado por créditos problemáticos herdados do BES e pela anulação dos benefícios por impostos deferidos ativos -, definiu como objetivo para 2016 duplicar o resultado operacional para 230 milhões e aumentar os depósitos em 6%, para fixar o rácio de capital core Tier 1 acima dos 12%. O responsável também fixou a meta de vender 700 milhões de euros em ativos imobiliários até ao final do ano, na lógica de alienação de ativos não-core – no primeiro trimestre já foram vendidos 106 milhões.

Novo Banco: Solução para emigrantes lesados ativa desde 22 de abril

Segunda-feira, Maio 9th, 2016

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Notícias ao Minuto

A solução comercial do Novo Banco para 1.600 clientes, que correspondem a 20% do total dos emigrantes lesados que aceitaram a proposta daquela instituição financeira, foi concretizada a 22 de abril, permitindo-lhes recuperar até 90% do capital investido.

“Estamos a concretizar o nosso compromisso”, realçou à agência Lusa fonte oficial do banco liderado por Eduardo Stock da Cunha, acrescentando que, “apesar da enorme complexidade, o Novo Banco não descansou enquanto não concluiu e implementou a solução comercial proposta aos clientes”.

Estes 1.600 clientes do ‘Euroaforro 8’ correspondem a perto de 100 milhões de euros de aplicações e são cerca de 20% do total de clientes que aceitaram a solução comercial.

Esta alternativa dada pelo Novo Banco foi aceite por 80% dos clientes emigrantes e prevê, no primeiro momento, a constituição de um depósito a prazo e a transferência das obrigações, no valor global de 60% do capital investido, e a constituição de um outro depósito que garante a recuperação, em seis anos, de 90% do capital investido.

No total, são cerca de 7.000 os clientes emigrantes que foram lesados com aplicações vendidas pelo ex-Banco Espírito Santo (BES), intervencionado pelas autoridades no verão de 2014, com aplicações cujo valor global ascende a 720 milhões de euros.

Falta o desenvolvimento desta solução comercial para os detentores de aplicações nos veículos Poupança Plus e Top Renda.

As soluções apresentadas pelo Novo Banco desde outubro de 2014 envolveram um total de cerca 12.500 clientes e um valor aplicado perto de dois mil milhões de euros, sendo que as soluções apresentadas, no caso das séries comerciais e na gestão discricionária de carteira, distintas da acima mencionada, tiveram uma aceitação de 99%.

No final do ano passado, o Novo Banco comunicou que era “expectável que o processo de liquidação e a implementação da solução comercial – entrega das obrigações e constituição dos depósitos a prazo aplicáveis – seja concluído no prazo de três meses a contar da data de início da votação, isto é, no decorrer de abril de 2016”.

Novo Banco quer vender o Moza Banco

Sábado, Maio 7th, 2016

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Económico

O banco em Moçambique detido em 49% pelo Novo Banco está à procura de comprador. Os restantes 51% pertencem à Moçambique Capitais.

O Novo Banco quer vender 49% do Moza Banco e procura comprador, soube o Económico. Isto é, se houver uma proposta o Novo Banco está disposto a vender, segundo fontes ligadas ao processo. Esta decisão é uma novidade face ao que estava previsto no fim do ano passado.

No projecto de reestruturação que o presidente, Eduardo Stock da Cunha, apresentou ao Fundo de Resolução e depois à Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia que traçou um plano de reestruturação a discutir com o Ministério das Finanças, estava previsto o Novo Banco vender as operações internacionais de Cabo Verde, França, Macau e os escritórios em Londres, deixando de fora Espanha e Moçambique.

Em Moçambique a decisão de não vender a operação prendia-se com a impossibilidade de alienação por um valor considerado justo.

Uma notícia na agência noticiosa moçambicana Zitamar News associa a nova decisão de venda do Moza, conhecido por Moza Banco antes da alteração para Moza em 2015, às novas fragilidades do Novo Banco que teve prejuízos de mais de 900 milhões em 2015. “Entrou recentemente em problemas adicionais o que poderá ter precipitado a decisão de venda dos 49% do Moza”, dizia a notícia.

A manifestação da decisão da venda surge em resposta à questão sobre uma notícia da agência moçambicana Zitamar News, que noticiou que o Atlas Mara, do ex-CEO do Barclays Bob Diamond, aguarda uma aprovação oficial do Banco de Moçambique para poder incorporar o banco BancABC – que a sociedade financeira Atlas Mara adquiriu em 2014 – no quarto maior banco de Moçambique: o Moza Banco.

Diz a agência que o acordo passará pela sociedade financeira pan-africana Atlas Mara comprar os 49% do Moza ao “complicado banco português Novo Banco”.

A notícia faz assim referência ao facto de existirem direitos de preferência definidos num acordo entre os dois accionistas que tornam a venda dos 49% complicada sem o acordo dos accionistas maioritários, a Moçambique Capitais. Esta sociedade de accionistas moçambicanos começou por considerar que a passagem automática da participação do BES África (49% do capital) para as mãos do Novo Banco, aquando da Resolução do BES, violou o acordo de preferência entre accionistas do Moza Banco.

A sociedade que controla 51% do Moza considerou na altura que esta substituição era uma violação do contrato, já que não tinha sido dada preferência à Moçambique Capitais. Mas a administração do Novo Banco na altura argumentou que não se tratava de uma real mudança accionista mas sim de uma cisão, imposta pelo Banco de Portugal, do anterior accionista.

O interesse da sociedade de Bob Diamond no Moza Banco começou por ser notícia na Bloomberg, em 2015, mas na altura o processo de venda do Novo Banco com o respectivo perímetro já definido, não permitiu que a operação evoluísse. O processo de venda do Novo Banco foi adiado, e está previsto para Julho deste ano. Mas desta vez já não há nenhum compromisso para que faça parte do perímetro de venda.

Após a aprovação do acordo, o Moza vai assumir a operação do BancABC em Moçambique, mas a Atlas Mara será a accionista maioritária no banco maior (pós fusão) diz a Zitamar. Não está claro se uma nova injecção de capital será necessária para Atlas Mara garantir uma participação maioritária numa joint-venture.

O acordo para unir o Moza com o BancABC é a reminiscência de um acordo que o Atlas Mara fez no Ruanda em 2015, quando comprou uma posição minoritária no Banque Populaire du Rwanda e o fundiu com um banco pequeno que já tinha comprado, resultando na maioria de uma sociedade dona de um banco maior.

O problema com o Moza, é que o maior accionista, a Moçambique Capitais não quer vender, essa era pelo menos a posição antes da actual crise de dívida soberana que assola o país.

A Zitamar News revela na sua notícia que negociações de última hora tiveram lugar na semana passada entre a gestão do Atlas Mara e Paulo Ratilal, Presidente executivo do Moza e filho do seu maior accionista, o governador Prakash Ratilal entende negociações de última hora estavam ocorrendo na semana passada entre a gestão da Atlas Mara.

A fusão irá cimentar a posição do Moza como quarto maior banco de Moçambique, afastando-o do  5º que é o  Barclays e aproximando-o do terceiro, o Standard Bank. Os dois maiores bancos são  o Millennium Bim e o BCI.

O Moza, que tem sede na capital Maputo, é a quarta maior instituição financeira de Moçambique com uma quota de mercado de 5,4% e 54 agências, de acordo com seu website. Tem activos de cerca de 62 milhões de dólares (57 milhões de euros), de acordo com seu relatório anual mais recente.

O BancABC também opera na Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

A holding de investimento em instituições bancárias em África, Atlas Mara, anunciou, num comunicado publicado a 20 de Outubro de 2015 pela agência Reuters, a sua intenção de fazer três novas aquisições naquele continente.