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Emigrantes lesados do BES já podem levantar depósitos

Domingo, Agosto 5th, 2018
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Os emigrantes lesados do BES que aderiram à solução de 2015/2017 assinada pela Associação dos Emigrantes Lesados do BES (AMELP), poderão mobilizar até 50% do total do depósito que lhes tenha sido constituído para uma conta à ordem. A notícia foi avançada pelo LusoJornal.

Esta informação «vai permitir às pessoas já poderem ter acesso aos depósitos até aqui bloqueados» explicou ao LusoJornal Helena Esteves Batista, vice-Presidente da AMELP.

«A AMELP tem levado a cabo várias reuniões de negociações com o Novo Banco, representada por Luís Marques e Helena Esteves Batista, com os advogados Nuno da Silva Vieira e Daniela Guimarães em representação da Vieira Advogados».

Os Emigrantes lesados que aderiram à solução de 2015/2017 devem dirigir-se ao Novo Banco, entre os dias 13 de agosto e 10 de setembro de 2018 para fazerem o pedido.

«Após este período, não será mais possível efetuar a mobilização do depósito para uma conta à ordem» alerta Helena Esteves Batista ao LusoJornal. «Informamos que o valor transferido apenas ficará disponível durante o mês de setembro, o mais tardar até ao dia 28 de setembro».

A notícia publicada dá conta de que esta é uma etapa importante porque até aqui, mesmo os Emigrantes Lesados que tinham aderido a esta solução, não podiam ainda mobilizar o dinheiro.

«A mobilização inclui não só o capital, como também os juros corridos até à data de mobilização».

Entretanto, os dirigentes da AMELP garantem que «o pedido referido não altera em nada as condições da solução assinada relativamente ao restante valor».

Quanto aos dois produtos para os quais ainda não há solução – EGP e EuroAforro 10 – a AMELP afirma que continua a “trabalhar em conjunto com o Novo Banco e com o Governo, para que uma solução seja encontrada” diz Helena Esteves Batista.

A próxima reunião de trabalho da AMELP com o Novo Banco está agendada para 24 de setembro.Revista port

Cerca de 150 lesados do BES continuam sem solução para perdas

Sexta-feira, Agosto 3rd, 2018

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Dinheiro Vivo

Há quatro anos que 150 emigrantes da Venezuela e clientes das sucursais financeiras exteriores aguardam por uma solução para as suas perdas.

Cerca de 150 emigrantes da Venezuela e clientes das sucursais financeiras exteriores do Banco Espírito Santo (BES) continuam à espera de serem compensados pelas perdas que sofreram, na sequência da medida de resolução aplicada ao banco a 3 de agosto de 2014.

“Apesar da disponibilidade do governo para encontrar uma solução para os emigrantes e clientes das sucursais financeiras do BES, continuamos a aguardar a constituição do grupo de trabalho para analisar a nossa situação”, afirma António Borges, presidente da ABESD-Associação de Defesa dos Clientes Bancários. “Ficamos obviamente satisfeitos que mais este grupo de lesados do BES esteja a iniciar a resolução do seu problema, mas temos de recordar que falta resolver o tema as sucursais financeiras exteriores do BES, que abrangem muitos clientes e as comunidades de emigrantes da Venezuela”, adianta, citado num comunicado da ABESD divulgado esta sexta-feira.

A ABESD reclama uma solução “para todos os lesados do grupo BES/GES” e pede que “todos os lesados que foram vítimas de venda fraudulenta de produtos bancários” por parte do grupo, que era liderado por Ricardo Salgado, “tenham a possibilidade de participar nesse mesmo mecanismo de resolução”. Lembra que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários já tinha admitido a existência “dessa mesma venda desajustada do perfil dos clientes” do grupo BES/GES, em documentação que foi partilhada, nomeadamente, com o governo, o Banco de Portugal e os deputados.

Associação de lesados do BES lamenta que emigrantes estejam de fora da solução

Sábado, Junho 23rd, 2018

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Negócios

A associação dos clientes do BES lesados pelo fim do banco queixaram-se hoje que os emigrantes e clientes das sucursais no exterior continuam fora da solução para serem indemnizados pelas suas perdas.

Em comunicado, a Associação de Defesa de Clientes Bancários congratula-se por terem começado hoje a ser indemnizados os lesados do papel comercial, mas aponta que “infelizmente, os emigrantes e clientes das sucursais financeiras exteriores não estão abrangidos na referida solução”.

A associação espera que, “ainda antes do início do Verão”, haja uma reunião com o gabinete do primeiro-ministro, António Costa.

Hoje foi paga pelo fundo de recuperação de créditos uma primeira parcela de 120 milhões de euros, de um total de 267 milhões, depositada nas contas dos lesados no Novo Banco, que sucedeu ao BES em 2014.

Aos emigrantes e clientes no estrageiro ainda falta a constituição de um grupo de trabalho com o Governo para que tenham a mesma oportunidade de recuperar parte do dinheiro que perderam.

“Ficamos obviamente satisfeitos que mais este grupo de lesados do BES esteja a iniciar a resolução do seu problema, mas temos de recordar que falta resolver o tema as sucursais financeiras exteriores do BES”, afirma a associação.

As comunidades de emigrantes da Venezuela e África do Sul estão entre as afectadas pelo fim do BES.

A solução encontrada para os clientes que começaram a receber não os compensa totalmente pelas perdas, uma vez que quem fez aplicações até 500 mil euros recebe 75 por cento, num máximo de 250 mil euros, e para aplicações acima de 500 mil euros recupera apenas 50%.

Depois do pagamento hoje da primeira parcela da indemnização pelo fundo de recuperação de créditos (que recorreu para isso a um empréstimo do Estado), as restantes duas parcelas da indemnização serão pagas em 2019 e 2020.

Em troca de receberem as indemnizações, os lesados passaram para o fundo os créditos que têm sobre o BES e entidades relacionadas com o banco, de modo a que seja este a litigar em tribunal contra o banco pelos danos causados.

Lesados do BES reclamam cumprimento de promessa de Costa e César

Domingo, Maio 27th, 2018

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Dinheiro Vivo

Grupo de lesados do BES/Novo Banco está concentrado na Batalha transmitindo em colunas de som passagens da comissão de inquérito à gestão do BES.

Um grupo de lesados do BES/Novo Banco está hoje concentrado junto à Expo salão, na Batalha, onde prossegue o congresso do PS, exibindo cartazes, bandeiras pretas e transmitindo em colunas de som passagens da comissão de inquérito à gestão do BES. Entre palavras de ordem “queremos o nosso dinheiro”, “palavra dada, palavra honrada”, “queremos que o Governo cumpra”, ouvem-se, repetidamente, as vozes, entre outros, da deputada do BE Mariana Mortágua, do governador do Banco de Portugal Carlos Costa ou do ex-presidente do BES, Ricardo Salgado. Baterias improvisadas completam o protesto, que se tornou mais barulhento quando o secretário-geral do PS, António Costa, chegou à Expo salão, para o segundo dia de trabalhos do 22.º Congresso.

À agência Lusa, António Silva, do grupo de lesados do papel comercial e lesados emigrantes, justificou a presença para “reclamar a promessa que o PS fez”. “Foi uma promessa pré-eleitoral em que nos disseram que se fossem para o Governo nos pagavam na íntegra”, afirmou António Silva, reafirmando que os lesados foram vítimas de uma “burla” quando fizeram a subscrição dos produtos que julgavam garantidos.

“Depois o PS veio dizer que o PSD limpou as mãos como Pilatos e prometeu que se fosse para o Governo que nos pagava na íntegra e já vão dois anos e meio e agora estão a inventar acordos, alegando que as associações estão a aceitar esses acordos”, referiu António Silva, de 55 anos, do Porto, para salientar que as associações foram constituídas para defender os lesados “e não para aceitar acordos” em que “roubam uma parte do capital”. Já Luís Filipe Santos, de 65 anos, da Covilhã, prometeu não desistir até ao fim dos seus dias para “recuperar o resto” do seu capital.

“Para me calarem fizeram-me um reembolso antecipado”, declarou, afirmando desconhecer o paradeiro do resto do capital. O antigo emigrante assegurou que se baterá até ao fim dos seus dias para recuperar o dinheiro que diz pertencer-lhe, exigindo, ainda, o pagamento de juros e de prejuízos morais. Por seu turno, Júlia Pereira, de 70 anos e que foi emigrante durante 40, justificou a presença às portas do congresso do PS com promessas por cumprir.

“Vim cá porque o sr. António Costa e Carlos César disseram ao meu marido que se entrassem para o poder o assunto iria ser resolvido e até à data de hoje nada feito, absolutamente nada feito”, lamentou Júlia Pereira, a morar em Espinho, enquanto segurava uma bandeira de França. A ex-emigrante acrescentou nada ter contra o PS, mas avisou: “Há dois anos fizemos a mesma coisa e o PSD foi abaixo, e se eles não fizerem nada também vêm abaixo nas próximas eleições”. “Porque vamos fazer-lhe a vida negra, porque eles prometeram e não é só promessas, entram para o Governo e depois nunca mais querem saber de problema nenhum”, afirmou Júlia Pereira.

Na manifestação, onde além das colunas, o protesto ouve-se, também, de baterias improvisadas e megafone, múltiplos cartazes querem lembrar igualmente aos congressistas socialistas o que os lesados chamam de “roubalheira”. “Somos lesados do acordo socialista” e “Carlos César prometeu, onde está a palavra?” são algumas das palavras inscritas nos cartazes, num protesto que promete durar o todo o dia.

O BES, tal como era conhecido, acabou em 03 de agosto de 2014, quatro dias depois de apresentar um prejuízo semestral histórico de 3,6 mil milhões de euros. O Banco de Portugal, através de uma medida de resolução, tomou conta da instituição fundada pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação, ficando os ativos e passivos de qualidade num ‘banco bom’, denominado Novo Banco, e os passivos e ativos tóxicos no BES, o ‘banco mau’ (‘bad bank’), sem licença bancária.

Recentemente, uma fonte oficial da sociedade gestora do fundo de recuperação de créditos, Patris, disse à Lusa que quase 99% dos lesados tinham pedido adesão ao fundo. A mesma fonte indicou que os lesados que já pediram a adesão representam também 99% do capital reclamável, que ronda, na totalidade, os 433,8 milhões de euros.

Em causa está a solução encontrada para as cerca de 2.000 pessoas que subscreveram papel comercial aos balcões do BES, pensando tratar-se de produtos sem risco. Esta solução prevê o pagamento de 75% das aplicações até 500 mil euros (com limite de 250 mil euros) e de 50% para valores acima de 500 mil euros, devendo para o efeito os lesados começar a receber nos próximos dias o contrato final de participação no Fundo de Recuperação de Créditos, já registado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e através do qual vão receber parte do dinheiro aplicado.

Através deste fundo deverão vir a ser pagos pelo menos cerca de 280 milhões de euros (de um total de 430 milhões de euros) em três tranches ao longo de 2018, 2019, 2020. O dinheiro para esse pagamento vem do Estado, sob a forma de empréstimo, ou através de empréstimo bancário, mas garantido pelo Estado. Para o grupo de lesados do papel comercial e lesados emigrantes esta não é a solução efetivamente pretendida, passando antes a resposta pela utilização da provisão de 1.837 milhões de euros existente para os ressarcir na totalidade dos montantes reclamados.

BES: Lesados da Venezuela e África do Sul acreditam que haverá solução para os seus casos

Quarta-feira, Outubro 4th, 2017

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Diário de Notícias

A presidente da Associação de Lesados da Venezuela disse hoje que têm corrido bem os contactos com o Governo e disse acreditar que será encontrada uma solução para os lesados do BES da Venezuela e África do Sul.

“Pensamos que está aberta uma solução para os lesados da Venezuela e África do Sul, muito parecida com a que há para os lesados do papel comercial”, disse à Lusa Sara Freitas, que regressou já à Venezuela depois de ter estado em Portugal en contactos com responsáveis do Governo para debater uma solução que compense parcialmente o dinheiro perdido.

A porta-voz destes lesados, que esteve reunida em São Bento com Mariana Melo Egídio, assessora do gabinete do primeiro-ministro, afirmou que ainda este mês responsáveis da associação deverão ser ouvidos no parlamento.

O objetivo é que posteriormente comecem a elaborar um fundo de recuperação de créditos semelhante ao que está a ser constituído para os lesados do papel comercial vendido pelo BES.

Os lesados da Venezuela e África do Sul sofreram com o colapso do Banco Espírito Santo (BES), depois de terem comprado produtos financeiros nas sucursais exteriores do banco que nunca foram reembolsados.

Estes clientes investiram dinheiro em vários produtos vendidos pelo banco, desde logo papel comercial da ESI, mas ficaram de fora da solução negociada com o Governo por estes títulos terem sido adquiridos em sucursais externas do BES.

Há ainda outros produtos vendidos pelo BES que fizeram estes clientes perder dinheiro, como títulos de empresas do Grupo Espírito Santo, caso da Escom (que atuava sobretudo em Angola).

Sara Freitas disse à Lusa que, dos lesados da Venezuela, estão em causa 150 contas (cada uma pode ter mais do que um titular) no total de cerca de 60 milhões de euros.

Já da África do Sul os lesados são cerca de 100 e o investimento perdido de 53 milhões de euros.

BES: Solução para os lesados emigrantes? Nós explicamos

Sexta-feira, Agosto 18th, 2017

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Eco

BES: Solução para os lesados emigrantes? Nós explicamos

 

Três anos depois da resolução do BES, os lesados do papel comercial vão começar a recuperar o dinheiro investido. Mas para os emigrantes não é assim tão simples. Nem todos os produtos estão incluídos.

ilhares de lesados do Banco Espírito Santo (BES) vão reaver parte dos seus investimentos em papel comercial vendido ao balcão da instituição financeira. Inicialmente, foram incluídos apenas os clientes residentes em território nacional na solução encontrada — vão recuperar até 75% dos seus investimentos nestes produtos. Mas o Novo Banco, que resultou da resolução do BES, acabou por apresentar também uma nova solução aos lesados emigrantes. Mas, atenção, nem todos os produtos estão incluídos nesta proposta. Se faz parte dos 1.440 não residentes que não aderiram à solução encontrada em 2015, perceba como pode recuperar o seu dinheiro.

Nem todos os produtos estão incluídos

Foi em 2015 que foi apresentada a primeira solução aos emigrantes lesados, mas 20% dos clientes optou por ficar de fora por considerar que era injusta. Agora é apresentada uma nova solução, que é semelhante à que foi entregue agora aos clientes residentes. Em contrapartida, os lesados têm de aceitar desistir das ações judiciais contra o Novo Banco.

A proposta aplica-se aos produtos EuroAforro 8, Poupança Plus 1, PoupançaPlus 5, Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6 e Top Renda 7. De fora da solução estão, para já, o Euro Aforro 10 e o EG Premium, mas “o Novo Banco e o Governo garantiram que também haverá solução” para estas aplicações. Neste caso, são 628 clientes do EG Premium, que investiram 75 milhões de euros, e mais 1.216 do Euro Aforro10, que investiram 71 milhões. Já em 2015 não foi possível apresentar qualquer proposta para estes produtos.

“Este é um passo essencial na solução das questões com os não residentes, ficando apenas por definir uma solução para os veículos denominados EG Premium e EuroAforro 10, para os quais o banco está ainda a estudar uma solução comercial adequada”, afirmou o presidente do Novo Banco, António Ramalho, à Reuters.

solução prevê a recuperação de 75% do valor investido, num prazo médio de três anos. E é constituída por três depósitos a prazo: um a cinco anos, com uma taxa de 1%, com o valor da venda das obrigações no âmbito do exercício de gestão de passivos (LME, na sigla em inglês); um a dois anos, com uma taxa de 0,5%, no montante resultante da diferença entre 60% do capital investido pelo cliente e o valor da troca das obrigações; e outro depósito a prazo no qual, ao longo de três anos, será sucessivamente depositado pelo banco 5% do valor investido para que o cliente receba no final 75% do valor investido.

Se está interessado em subscrever esta proposta terá de o fazer até ao final de agosto. O banco vai receber os lesados emigrantes do BES entre 11 e 28 de agosto, ficando ainda a proposta “dependente do sucesso do LME”, considerando o Novo Banco que se trata de “um passo essencial na solução das questões com os não residentes”.

Aceitou a primeira proposta? Banco acena com taxas até 6,84%

Segundo o Novo Banco, a solução comercial é “para os 20% de clientes não residentes que detêm títulos de diversos veículos e que não aderiram à solução comercial encontrada em 2016”. E não para os clientes que aceitaram a primeira proposta. Estes receberam obrigações do Novo Banco que atingem a maturidade daqui a 30 anos e sem cupão anual, títulos esses que o banco está agora a recomprar com perdas para os investidores.

No âmbito do processo de venda ao Lone Star, ficou previsto que só se concretizaria o negócio caso o banco liderado por António Ramalho conseguisse uma “almofada” de capital de 500 milhões de euros com a troca de dívida. A proposta é focada nos grandes fundos, mas também abrange os emigrantes lesados que aceitaram a primeira solução.Neste processo podem receber juros entre 1% e 6,84% em depósitos com prazos de três a cinco anos, sendo o objetivo de permitir a estes investidores recuperarem parte do montante investido.

Novo Banco contacta lesados emigrantes a partir de 16 de Agosto

Quarta-feira, Agosto 16th, 2017

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Negócios

Os clientes lesados do Novo Banco que estão no estrangeiro vão começar a ser contactados a fim de lhes ser explicada a solução encontrada para recuperarem 75% do capital investido.

O Novo Banco e a associação que representa os emigrantes que são clientes do Novo Banco e têm aplicações bloqueadas em veículos criados pelo BES, chegaram a acordo para a recuperação de 75% do capital investido. Um acordo que foi conhecido na semana passada.

Esta terça-feira, 15 de Agosto, o Novo Banco revelou que vai começar a contactar os clientes em causa a partir de 16 de Agosto, ou seja, a partir de amanhã.

“O Novo Banco inicia amanhã, dia 16 de Agosto, o processo de contactar os seus clientes não residentes para explicar detalhadamente a solução comercial proposta a semana passada e obter o acordo individual de cada emigrante, no âmbito do acordo estabelecido com a AMELP”, pode ler-se no comunicado enviado às redacções.

“A proposta terá que ser subscrita até final de agosto e fica igualmente dependente do sucesso do LME”, adianta a mesma fonte.

Ainda há 1.440 emigrantes clientes do Novo Banco com aplicações de cerca de 60 milhões bloqueadas em veículos criados pelo BES. Em causa estão os investimentos aplicados nos veículos Euro Aforro 8, Poupança Plus 1, Poupança Plus 5, Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6 e Top Renda 7.

O entendimento alcançado permite recuperar até 75% daquele montante, desde que os clientes aceitem manter dois depósitos a prazo no Novo Banco.

Os primeiros depósitos serão constituídos com o valor que a instituição vai pagar pelas obrigações do Novo Banco em que os veículos têm as poupanças dos clientes aplicadas. Em causa estará um montante equivalente a 60% do montante investido.

Um dos depósitos terá o prazo de cinco anos, sendo remunerado com uma taxa de juro de 1% ao ano. Já o segundo terá um prazo de dois anos e paga uma taxa de 0,5%.

Além disso, o Novo Banco compromete-se a fazer, durante três anos, entregas anuais nestes depósitos de valores equivalentes a 5% do capital investido, perfazendo um total de 75%.

Emigrantes lesados do BES com “uma mão cheia de nada”

Sábado, Agosto 12th, 2017

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TVI

Mais de 300 clientes do ex Banco Espírito Santo concentraram-se em frente à sede do Novo Banco e estiveram depois na baixa, em frente ao Banco de Portugal, onde lhes foi prometida uma reunião com os responsáveis do regulador. Mas primeiro têm que enviar um email

As três centenas de lesados pelo ex-BES, uma esmagadora maioria emigrante, continuaram esta tarde de sexta-feira em protesto em frente ao Banco de Portugal (BdP), na baixa de Lisboa, após marcha desde a sede do Novo Banco.

Além da eventual reunião, combinada para breve, na instituição liderada por Carlos Costa, a delegação da Associação Movimento Emigrantes Lesados Portugueses (AMELP) foi acolhida pela chefe de gabinete do governador do BdP, que lhes pediu para enviarem uma mensagem de correio eletrónico expondo a situação concreta para agendar um encontro com os responsáveis do regulador, tendo os manifestantes começado a desmobilizar em seguida.

Viemos com uma mão cheia de nada. Receberam-nos muito cordialmente, mas disseram para mandarmos um ‘e-mail’. Queremos a reunião antes de 30 de agosto porque é o prazo para responder às propostas do Novo Banco”, disse à Lusa a tesoureira da AMELP, Cidália Santos Silva.

Os emigrantes lesados da instituição financeira, protestaram, desde as 11:30,  à frente da sede do Novo Banco, em Lisboa, e tentaram mesmo furar o cordão policial. Uma delegação representativa destes ex-clientes subiu para ir falar com a administração. Nesse entretanto, os manifestantes tentaram furar o cordão policial e os ânimos exaltaram-se.

Foram cerca de duas dezenas de emigrantes que levantaram e empurraram contra a polícia as grades que protegem o edifício. Após alguns minutos de tensão, o reforço do corpo de intervenção da PSP contrariou a investida e o protesto seguiu barulhento, mas pacífico.

A associação que representa os emigrantes lesados do BES  revelou na terça-feira um “entendimento” com o Novo Banco e o Governo do PS, que passa pela recuperação de 75% do dinheiro investido dos produtos Euro Aforro 8, Poupança Plus 1, Poupança Plus 5, Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6 e Top Renda 7.

A reportagem da TVI no local constatou que muitos dos associados que se estão a manifestar não sabem desse acordo e, aqueles que sabem, não concordam com uma recuperação de apenas 75% do dinheiro investido.

Ou 100% ou nada. Prefiro ficar sem nada, mas o que é isto?”, dizem.

Estes clientes do ex-BES reclamam ainda em relação a dois produtos financeiros em que investiram e que ainda não têm solução. Em causa, está um investimento total de 140 milhões de euros em EG Premium e Euro Aforro 10.

Queixas que estão também na origem dos insultos aos dirigentes da AMELP, que foram recebidos pela administração presidida por António Ramalho, colocando em causa a bondade das suas intenções.

Segundo dirigentes da associação, que representa os emigrantes lesados do BES, os “elementos agitadores” serão clientes lesados do papel comercial que não aceitaram o acordo já firmado entre outra associação, o Novo Banco e o Governo, os quais terão conseguido “infiltrar-se” nos autocarros que se dirigiram a Lisboa e se concentraram a partir das 11:30.

“Houve garantia da administração e do Governo de que até outubro serão depositados 15% das poupanças de quem tinha o produto Aforro 10. Estão a trabalhar para resolver as situações ainda pendentes, que precisam de ser negociadas. A administração do Novo Banco compreendeu o descontentamento das pessoas. Ainda não têm uma solução, mas vão tentar encontrá-la o mais rápido possível”, disse o presidente da AMELP, Luís Marques.

Emigrantes e lesados do BES levantam e empurram grades contra a polícia

Sexta-feira, Agosto 11th, 2017

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Notícias ao Minuto

Cerca de duas dezenas dos emigrantes lesados pelo ex-BES que estão hoje a manifestar-se à porta do Novo Banco, levantaram e empurraram contra a polícia as grades que protegem o edifício.

Após alguns minutos de tensão, o reforço do corpo de intervenção da PSP contrariou a investida e o protesto segue barulhento, mas pacífico.

Mais de 300 emigrantes, que se queixam de ser lesados pela gestão do resolvido BES, estão hoje a protestar na sede do Novo Banco, em Lisboa, pretendendo ir em seguida para o edifício do Banco de Portugal, na Rua do Ouro.

Helena Batista, vice-presidente da Associação Movimento Emigrantes Lesados Portugueses (AMELP), disse hoje à Lusa os manifestantes estão ali para “mostrar às pessoas que há boa vontade e um compromisso com a administração para – queremos acreditar – encontrar uma solução para todos”.

“Creio que vai chegar a bom porto muito em breve, com estes problemas resolvidos”, salientou.

Aquela responsável informou ainda que os manifestantes vão em seguida protestar junto do edifício do Banco de Portugal na rua do Ouro, em Lisboa, sendo que, entretanto, uma delegação irá ser recebida pela administração do Novo Banco.

Os emigrantes e clientes do ex-BES queixam-se de dois produtos financeiros em que investiram e que ainda não têm solução, tendo investido mais de 140 milhões de euros em “EG Premium” e “Euro Aforro 10”.

A associação que representa os emigrantes lesados do BES revelou terça-feira um entendimento com o Novo Banco e o Governo do PS, que passa pela recuperação de 75% do dinheiro que investiram em produtos Euro Aforro 8, Poupança Plus 1, Poupança Plus 5, Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6 e Top Renda 7.

Contudo, os clientes dos produtos Euro Aforro 10 e EG Premium ainda esperam uma solução que estará ainda a ser trabalhada. As pessoas que aceitarem estas propostas terão de desistir das ações judiciais contra o Novo Banco e seus trabalhadores.

À sede do Novo Banco (ex-BES) chegaram cinco autocarros, com manifestantes, que se juntaram a cerca de uma centena de pessoas que já se encontrava no local, munidos de bandeiras de França e da Suíça, muitos cartazes, apitos, chocalhos e buzinas.

A PSP organizou um grande cordão de segurança em volta do edifício da instituição bancária, com grades reforçadas para prevenir eventual invasão e o trânsito está cortado no troço em que a rua Barata Salgueiro se cruza com a avenida da Liberdade.

Solução para emigrantes do Novo Banco depende da compra de dívida

Sexta-feira, Agosto 11th, 2017

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Negócios

A solução que o Novo Banco acordou com os clientes emigrantes com poupanças bloqueadas em veículos do BES depende do sucesso da aquisição de dívida da instituição. Proposta prevê a recuperação de 75% do capital investido.