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Fernando Ulrich enviou carta a Carlos Costa para repor “a verdade dos factos”

Segunda-feira, Março 13th, 2017

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Eco

Fernando Ulrich enviou carta a Carlos Costa para repor “a verdade dos factos”

 

 

O presidente do BPI enviou uma carta ao governador do Banco de Portugal onde contestou afirmações que Carlos Costa fez, em entrevista ao Público, sobre os alertas de Ulrich para a situação do GES.

O presidente do conselho de administração do BPI, Fernando Ulrich, enviou uma carta ao governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, para repor “a verdade dos factos” sobre os alertas que fez, em 2013, em relação ao Grupo Espírito Santo (GES), revela este sábado o Público. A ação de Ulrich foi provocada por afirmações de Carlos Costa ao jornal, desvalorizando os alertas que o banqueiro lhe terá feito sobre a fragilidade do GES.

Em entrevista ao Público, o governador do Banco de Portugal desvalorizou o papel de Fernando Ulrich nas chamadas de atenção para o problema do GES. Reconhece que o presidente do BPI lhe entregou um documento, tal como tinha sido revelado pela reportagem da Sic, mas garante que “nesse momento, o Grupo GES já tinha sido identificado como uma das grandes entidades devedoras do sistema.” E diz mesmo: “O BPI entregou um documento que foi devidamente tido em conta, embora não acrescentasse ao que já conhecíamos.”

Foi esta última afirmação que Ulrich contestou na carta enviada agora ao governador. “Esta afirmação não é correta, por isso enviei uma carta ao sr. governador do Banco de Portugal, na qual reponho a verdade dos factos”, conta o presidente do BPI, num email enviado ao Público.

Conforme recorda o jornal, Fernando Ulrich disse na comissão parlamentar de inquérito ao BES que enviou uma carta ao então ministro das Finanças, Vítor Gaspar, alertando para a concentração de dívidas de entidades do GES no Fundo ES Liquidez. Contudo, nesta comissão Ulrich não referiu a carta que terá enviado em agosto a Carlos Costa, com os mesmos avisos. A Sic noticiou que os dados referidos nesta carta ao governador terão sido fundamentados por uma análise de uma equipa de técnicos do BPI, feita com dados do conhecimento público.

 

 

Ulrich: Estado ‘só’ gastou no máximo €6,4 mil milhões com a banca em 16 anos

Sexta-feira, Janeiro 20th, 2017

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Expresso

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, defende que “o Estado protegeu os contribuintes”, para concluir que quem mais perdeu “foram os bancos e os seus acionistas: €35 mil milhões em capital”.

Fernando Ulrich, tirou esta quarta-feira duas conclusões sobre o estado da banca em Portugal nos últimos 16 anos (2001 a 17 de janeiro de 2017): “Houve uma destruição verdadeiramente brutal de capital na banca”, e ao contrário do que se diz, “o esforço suportado pelo Estado e pelos contribuintes foi muito baixo quando comparado com o dos acionistas. O Estado protegeu bem o interesse dos contribuintes”.

E socorre-se das contas feitas pelo banco a que preside: entre 2001 e 2017 a destruição de capital na banca “é brutal”.

Exemplifica, apontando a história de cinco bancos do sistema – CGD, BCP, BES/Novo Banco, Banif e BPN. Estes bancos, diz, “destruíram €35 mil milhões em capital injetado pelos seus acionistas” em 16 anos. Ou seja, “o equivalente a 19% do do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016.”

Isto para concluir que, afinal, o Estado “protegeu bem os contribuintes” e, ao contrário do que se diz, perdeu nestes bancos muito menos do que os acionistas perderam durante o mesmo período. “Até agora o esforço efetivamente suportado pelo Estado e pelos contribuintes foi muito baixo quando comparado com o dos acionistas e o que foi suportado pelos outros países”, afirma Ulrich.

Segundo as contas feitas pelo BPI, as perdas com estes bancos pode variar entre os €4,4 mil milhões e os €6,4 mil milhões, ou seja, o equivalente a 2,4% a 3,5% do PIB, respetivamente. Isto porque, com base nas contas feitas pelo BPI, as perdas com o BPN atingiram €5441 milhões, as perdas do Banif ascenderam a €2591 milhões e o valor dos resultados retidos pela CGD no período em análise chegou aos €2369 milhões. Todas estas parcelas somam €10.401 milhões.

Considerando, como faz o BPI, que as perdas de resultados na Caixa são recuperáveis, a soma do BPN e Banif até agora atinge €8032 milhões.

Nos ganhos do Estado estão contabililizados €3969 milhões, correspondentes a €820 milhões do pagamento de juros das obrigações convertíveis em capital, os CoCos, €23 milhões de juros do empréstimo ao Fundo de Resolução, €643 milhões com as comissões conbradas por garantias estatais em 2008 e €2483 milhões de dividendos atribuídos pela Caixa.

Se aos €10.401 milhões se subtrair os €3969 milhões de ganhos do Estado, as perdas ascendem a €6,4 mil milhões. Mas se tivermos em conta os €8032 milhões, então as perdas do Estado serão inferiores, de €4,4 mil milhões. Um número manifestamente pequeno face aos €35 mil milhões destruídos em capital pela banca e suportados pelos seus acionistas.

É a partir deste universo que Fernando Ulrich contesta a ideia de que “os custos dos bancos têm sido suportados pelos contribuintes. É mentira”.

Assim como faz questão de dizer que “o Estado hoje tem mais espaço de manobra para fazer mais coisas”, do que “tinha há alguns anos”. E justifica dizendo que o Estado deixou de ter risco face aos bancos a quem emprestou dinheiro em 2012, os chamdos CoCos, porque “estão pagos e o Estado ganhou dinheiro com os bancos por via destes empréstimos”.

No final das contas do BPI, Ulrich conclui que o BPI deu a ganhar €167 milhões de juros dos Cocos pagos aos Estado.

“Razoável era ter zero perdas na venda do Novo Banco”

Domingo, Setembro 6th, 2015

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Expresso

Como vê a hipótese de as perdas com a venda do Novo Banco serem superiores ao previsto, o que terá de ser assumido pelos restantes bancos, entre os quais o BPI?

Não sei o que estava previsto… O BPI foi candidato à compra do Novo Banco, estamos sujeitos a um compromisso de confidencialidade. E não tenho informação para poder comentar. Não sei porque não se chegou a acordo com a Anbang nem qual é a proposta da Fosun, nem a da Apollo, não sei qual a perda prevista para o Fundo de Resolução nem como vai ser contabilizada. Não sei nada, nem quando é que se vai saber alguma coisa.

Seria prudente adiar a venda do banco?

Não tenho elementos para me pronunciar.

Se o Novo Banco não for vendido agora, aceita participar no aumento de capital que será necessário?

Não vou comentar, não tenho informação.

Mas que perdas considera que seriam razoáveis ter nesta operação? Ou pelo menos, que seriam aceitáveis?

O razoável era ter zero perdas.

Um dos muitos cenários em cima da mesa seria, caso a Apollo comprasse o Novo Banco, tentar uma fusão com o BPI. Como classifica essa hipótese?

Também ouvi dizer, mas não sei de nada.

Assumiu que a compra do Novo Banco era uma oportunidade única. Porque foram excluídos? Este é um campeonato que não era para o BPI?

Tenho dificuldade em responder. Apresentámos uma oferta não vinculativa e o Banco de Portugal (BdP) não a aprovou e, pelo que nos foi dito, o critério principal foi o preço. Por esse motivo, o nosso preço seria o sexto, pois os outros cinco passaram e nós não. Na fase seguinte, houve acesso a informação confidencial mas nós não estávamos lá. É preciso esperar pelo desfecho do processo para comparar a nossa proposta com a que vencer.

Quem deve pagar afinal aos lesados do papel comercial?

É público que esse assunto se transformou numa matéria de grande divergência de opiniões entre a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e o BdP. Não vou pronunciar-me porque não estudei o assunto de forma suficientemente cuidada. E também sou parte interessada porque o tema pode ter a ver com o Fundo de Resolução.

Estão a ser definidos diferentes rácios de capital pelo BCE para cada banco. Quais são os fixados para o BPI?

O BCE estabelece conversas bilaterais com cada banco supervisionado em que é comunicado o rácio que tem de cumprir em 2016 e é fornecida uma explicação. Isso já foi feito em 2015, mas pelo BdP, agora é feito por uma equipa conjunta do BCE e do BdP. As reuniões já começaram e estão a correr normalmente. É feita uma análise do que se considera serem os riscos a que o banco está sujeito e depois calcula-se o rácio que o banco deve ter.

Carlos Tavares escapou a Ricardo Salgado mas não a Fernando Ulrich

Terça-feira, Março 24th, 2015

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Negócios

O presidente da CMVM foi alvo de duras críticas da parte de Fernando Ulrich durante a sua audição, nomeadamente no tratamento dado ao fundo ES Liquidez. Já Ricardo Salgado poupou censura Carlos Tavares, ouvido hoje na comissão de inquérito.

Ricardo Salgado deixou claro um alvo de ataque: Carlos Costa. O presidente do regulador do mercado de capitais escapou: mesmo a “volatilidade” das acções do BES foi atribuída à indefinição do governador e …

Dinheiro do BESA foi transferido para sociedades de “responsáveis do BES e do BESA

Terça-feira, Março 17th, 2015

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Negócios

Da conta que o BES Angola tinha no BES saiu dinheiro para “entidades mencionadas nos meios de comunicação social como tendo ligação a responsáveis do BES e/ou do BESA”, conclui a segunda parte da auditoria forense que o Banco de Portugal pediu ao banco, a que o Negócios teve acesso.

Houve “entidades mencionadas nos meios de comunicação social como tendo ligação a responsáveis do BES e/ou do BESA” que receberam fundos com origem na conta que o BES Angola tinha no BES, e que chegou a ter um descoberto bancário superior a 3.000 milhões de euros, conclui a segunda parte da auditoria forense ao BES pedida pelo Banco de Portugal, a cujo sumário executivo o Negócios teve acesso.

O documento não faz qualquer referência à identidade dos responsáveis do BES e do BESA cujas sociedades terão recebido esses fundos. De acordo com informações já referidas na imprensa, terá havido transferências de dinheiro para a Savoices, sociedade “offshore” de Ricardo Salgado, e para a NewBrook, entidade “offshore” de Álvaro Sobrinho.

Segundo o sumário executivo do segundo bloco da auditoria realizada pela Deloitte, houve ainda transferências da conta do BESA no BES para “para entidades relacionadas com o BES”, cuja identidade também não é identificada.

 

O documento refere que estas transferências decorreram entre 1 de Janeiro de 2009 e 30 de Junho de 2014.

Fernando Ulrich desmente Vítor Gaspar

Terça-feira, Março 17th, 2015

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Negócios

Audição de Fernando Ulrich com som

O presidente do BPI desmentiu Vítor Gaspar, revelando aos deputados que avisou o ex-ministro das Finanças sobre os problemas do GES e do BES “entre o final de Maio e o início de Junho de 2013”. Ulrich diz que revelou a Gaspar a sua “preocupação com a situação no GES e no BES”. O antigo governante disse à CPI que, enquanto foi ministro, nos contactos com agentes do sector financeiro, nunca teve alertas sobre a situação do GES e do BES.

“Falei com Vítor Gaspar, não consigo precisar o dia, mas ele era ministro das Finanças. Foi em finais de Maio, princípios de Junho de 2013. Nessa conversa, um dos assuntos que referi foi a minha preocupação com a situação no GES e no BES”, afirmou o presidente do Banco BPI no início da sua audição na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

Fernando Ulrich fez questão de dizer que estava a esclarecer as declarações do ex-ministro das Finanças a CPI, em que Vítor Gaspar afirmou que, entre Junho de 2011 e Julho de 2013, nos contactos que teve com agentes do sector financeiro, não lhe foi transmitida qualquer preocupação com o BES ou o GES. “Eu considero-me agente do sector financeiro”, esclareceu Ulrich.

 “Vítor Gaspar actuou de imediato porque em menos de 24 horas fui contactado por um alto funcionário do Banco de Portugal, que me disse que o ministro levantou este assunto junto do governador e o governador instruiu-me para falar consigo. Fui ao BdP e nessa conversa expliquei mais em detalhe as razões de ser das minhas preocupações em relação ao BES e ao GES”, esclareceu Ulrich.

 “O que aconteceu depois não sei. Mas todas as partes envolvidas fizeram o que tinham a fazer. O ministro actuou porque contactou o BdP e o BdP actuou imediatamente”.

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