Arquivo para a categoria ‘GNB Vida’

João Leão defende mais esclarecimentos do Novo Banco sobre compradores de ativos

Sexta-feira, Setembro 11th, 2020

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Observador

 

O ministro das Finanças diz que não ficaram dissipadas as dúvidas sobre o envolvimento ou não da Lone Star na compra de ativos do Novo Banco. E defende aumento do salário mínimo “com significado”.

O ministro das Finanças entende que a questão do último beneficiário das compras de imóveis e outros ativos do Novo Banco, que tem gerado polémica, “é um assunto que merece toda a atenção” e que “tem de ser mais bem esclarecido“.

“O contrato [de venda do banco à Lone Star] previa que o Novo Banco não vendesse os ativos a partes relacionadas, e não resulta claro que isso não tenha acontecido”, diz João Leão, embora reconheça que “também não resulta claro o oposto”.

Em causa está saber se a Lone Star, que comprou o Novo Banco ao Estado em 2017, está ligada de alguma forma à compra dos ativos que o banco liderado por António Ramalho herdou do BES e que tem vendido com preço abaixo da sua avaliação. A auditoria da Deloitte não deixou este aspeto claro, embora a administração do banco garanta que conhece o último beneficiário desses negócios.

A verificar-se seria uma quebra contratual. “Poderia ser evidência de não cumprimento de um aspeto do contrato”, refere João Leão, que, cauteloso, sublinha que “teria de falar com o Fundo de Resolução e com o Banco de Portugal, que são as entidades que acompanham a execução do contrato”.

E vai o Governo emprestar mais dinheiro para cobrir perdas do Novo Banco? João Leão considera que “seria extemporâneo dizer se será necessária uma nova transferência” de verbas para o Fundo de Resolução bancária, no âmbito do Orçamento do Estado para 2021. O ministro lembra que o ano ainda vai a meio e sublinha que é necessária uma análise muito cuidadosa da auditoria feita pela Deloitte às contas do Novo Banco e do BES até 2018.

 

 

Novo Banco: PSD vai propor auditoria da Inspeção-Geral das Finanças à venda da GNB Vida

Sexta-feira, Setembro 11th, 2020

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Económico

Parlamento determina a cada ano quatro auditorias. Grupo parlamentar do PSD vai formalizar em janeiro a proposta de avaliação da IGF à alienação da GNB Vida pelo Novo Banco.

O PSD vai propor que uma das quatro auditorias recomendadas no próximo ano pelo Parlamento seja à alienação da GNB Vida pelo Novo Banco. A intenção, manifestada pelo deputado social-democrata Duarte Pacheco esta semana aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças (COF), apenas será formalizada em janeiro do próximo ano, mas o parlamentar vincou ao Jornal Económico que o grupo parlamentar vai avançar com a decisão.

A Assembleia da República determina a cada ano ao Governo duas auditorias da Inspecção-Geral das Finanças (IGF), a par de duas outras auditorias que são solicitadas ao Tribunal de Contas. Há vários anos que os partidos dividem entre si, a fim de evitar votações prolongadas, a escolha das auditorias, com dois dos temas a recair sobre a sugestão dos partidos à esquerda e outros dois à direita.

Duarte Pacheco afirma que o grupo parlamentar do PSD já decidiu que a determinação de auditoria pelo partido em 2021 vai ser uma avaliação da IGF à alienação da GNB Vida, concretizada pelo Novo Banco em 2019 a fundos geridos pela Apax. O negócio tem estado sob polémica devido às perdas associadas à alienação, mas também depois de ter vindo a público que a Deloitte, responsável pela auditoria ao Novo Banco/BES foi a entidade responsável por assessorar o negócio da alienação.

A Deloitte Espanha assessorou o Novo Banco na venda GNB Vida, num processo que foi desencadeado em 2017 e concluído em 2019, tal como noticiado pelo Jornal Económico, na sexta-feira passada, apesar da Deloitte & Associados, SROC – a entidade independente escolhida para fazer a avaliação determinada pelo Governo em fevereiro de 2019 e que abrange os atos de gestão do BES/Novo Banco entre 2000 e 2018 – num comunicado enviado às redações, ter afastado qualquer impedimento de realizar a auditoria independente.

No relatório de auditoria, tornado público esta semana no site do Parlamento depois de expurgado das matérias consideradas confidenciais, a Deloitte refere que assessorou a venda da GNB Vida, no capítulo referente à dependência e conflito de interesses, onde concluiu que “não foi identificada nenhuma situação que impedisse ou aconselhasse a não aceitação do trabalho” de análise aos atos de gestão do BES/Novo Banco entre 2000 e 2018.

O tema esteve em discussão na COF, esta terça-feira, depois dos deputados rejeitaram a proposta do PAN para uma interpelação ao Banco de Portugal (BdP) para que este avançasse com “carácter de urgência” para uma “nova avaliação independente a operação de alienação da seguradora GNB Vida pela Novo Banco” – por essencialmente discordarem do pedido “interpelação” – e numa altura em que o Parlamento se prepara para votar a constituição de uma nova comissão de inquérito.

A conferência de líderes da Assembleia da República agendou na quarta-feira para dia 25 de setembro o debate e votação das propostas de constituição de comissões de inquérito sobre o Novo Banco, que já conta com o projeto do Bloco de Esquerda e do Chega!, mas a que ainda se poderão juntar projetos de outros partidos.

BE defende nulidade da auditoria da Deloitte ao NB. Vê conflito de interesses

Sexta-feira, Setembro 4th, 2020

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Dinheiro Vivo

Segundo o partido, há um “conflito de interesses” uma vez que a Deloitte Espanha assessorou o banco na venda do GNB Vida concluída em 2019.

O Bloco de Esquerda defende que a auditoria da Deloitte aos atos de gestão do Novo Banco deve ser considerada nula devido a um possível conflito de interesses da consultora. Em causa a auditoria pedida pelo Governo para avaliar os atos de gestão do BES e do Novo Banco entre 2000 e 2018, sobretudo na venda de ativos, tendo em conta a injeção de dinheiros públicos através do Fundo de Resolução. O BE aponta uma denúncia, também noticiada pelo Jornal Económico (acesso pago), indicando que a Deloitte Espanha assessorou o Novo Banco na venda da GNB Vida que foi desencadeada em 2017 e concluída em outubro do ano passado, com perdas avultadas de 250 milhões de euros.

“O que a auditoria da Deloitte não refere é que a própria Deloitte foi assessora do Novo Banco para a venda da GNB, e isso coloca em causa a auditoria”, sublinha a deputada do BE, Mariana Mortágua. “Como pode um consultor de uma venda auditar de forma independente essa venda? E a resposta é não pode. Que credibilidade tem essa auditoria? Não tem”, conclui a deputada. Esta auditoria não garante seriedade, rigor, independência, nem a defesa do interesse público. A auditoria não refere a desvalorização na GNB Vida, não refere as ligações entre o comprador e um corrupto condenado [Greg Lindberg] e também não refere que a própria Deloitte foi assessora financeira do Novo Banco na venda do GNB Vida e, portanto, tem uma responsabilidade partilhada. Pressão sobre Costa e Marcelo A auditoria especial pedida pelo Governo e que a Deloitte entregou esta semana, foi defendida pelo primeiro-ministro, Presidente da República e Assembleia da República e agora o Bloco quer que sejam retiradas conclusões.

“Achamos que é importante que o Presidente da República e o Governo também tirem as suas conclusões sobre esta auditoria”, frisou Mariana Mortágua. “Da mesma forma que foi entendido pelo Presidente da República e pelo Governo que esta auditoria era importante para analisar as próximas injeções no Novo Banco, é preciso agora considerar nula a auditoria e os seus resultados”, defendeu a parlamentar, lembrando que os contribuintes ainda podem ser chamados a injetar 950 milhões de euros ao abrigo do mecanismo de capital contingente previsto no acordo de venda à Lone Star em 2017. O partido apresentou uma proposta para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito aos atos de gestão no Novo Banco depois da resolução do BES e espera que os restantes partidos com assento parlamentar a aprovem.

Deloitte não conseguiu identificar últimos donos dos fundos que compraram activos ao NB

Sexta-feira, Setembro 4th, 2020

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Público

Auditores concluíram que Novo Banco não dispunha de “informação adicional” para fazer o escrutínio sobre os compradores dos activos. António Ramalho garante ter respondido à Deloitte nos termos da lei.

A auditoria especial da Deloitte ao Novo Banco não conseguiu identificar o nome dos últimos proprietários dos fundos institucionais que adquiriram os activos da instituição com descontos que chegaram, nalguns casos, a 80%.

Após passar para a esfera do fundo de private equity norte-americano Lone Star, em Outubro de 2017, o Novo Banco desenvolveu um padrão de negócio sustentado na venda das carteiras de activos (imóveis e empresas) a fundos de investimento, muitos deles de origem anglo-saxónica, de que se desconhecem os últimos beneficiários, ou seja, os seus verdadeiros proprietários.

Em linguagem de auditor, a Deloitte explica que, embora as operações tenham cumprido as regras de mercado, identificou que os fundos envolvidos na aquisição das carteiras de activos do Novo Banco, já depois de 2017, possuíam “estruturas complexas” e que solicitou esclarecimentos às áreas de compliance da instituição chefiada por António Ramalho. E foi elucidada de que o banco tinha uma declaração das sociedades gestoras dos fundos (os adquirentes dos activos) a confirmar que os seus participantes não possuíam posições superiores a 25%.

Em regra, as sociedades gestoras só são obrigadas a revelar detalhes sobre os seus investidores (como os nomes), caso estes controlem participações acima de 25%. Uma situação que abre a porta a que, no topo da pirâmide, possam ocorrer movimentações e concertações que escapam à malha pública.

Na prática, ao não conseguir determinar os últimos proprietários dos activos vendidos, a Deloitte inferiu que o Novo Banco não dispunha na sua posse de “informação adicional” para poder fazer o escrutínio sobre as relações que se estabelecem entre diferentes partes. Ou seja, em termos teóricos, embora os participantes de um fundo não tenham mais de 25%, todos podem estar, ou não, a operar de forma relacionada, sem que se saiba.

Uma fonte do PÚBLICO deu outro exemplo, para justificar o modus operandi das sociedades de private equity: “Um fundo com sede em Londres tem investidores que operam através do Luxemburgo, e estes, por sua vez, são detidos por veículos do Panamá e das Bahamas, que são controlados por sociedades de Delaware.”

O Novo Banco garante que “prestou todos os esclarecimento pedidos pela Deloitte sobre este tema”. E assegura que “cumpriu os procedimentos estabelecidos na legislação em vigor para este efeito, designadamente na Lei 83/2017, de 18 de Agosto”. A instituição afirma que o relatório da Deloitte “confirma expressamente” esses procedimentos.

Venda da GNB Vida na mira da Deloitte

Um dos negócios destacados no documento da Deloitte, por ter gerado perdas para o Novo Banco, que resultaram em chamadas de capital público ao Fundo de Resolução, prende-se com a venda da GNB Vida, agora designada Gama Life.

Como o PÚBLICO já noticiou, a 18 de Setembro de 2018, o Novo Banco anunciou a alienação da GNB Vida por 190 milhões de euros ao Bankers Insurance Holdings, controlado pelo Global Bankers Insurance Group, do investidor Greg Lindberg. Na altura, Lindberg estava já a ser alvo de averiguações por fraude fiscal e pagamentos indevidos ao Partido Republicano nos Estados Unidos. Investigações do domínio público.

Em Novembro do mesmo ano, a título pessoal, Greg Lindberg submeteu a sua oferta à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), e a operação não se pôde concretizar. O regulador exigiu que o investidor “desaparecesse” da fotografia.

Contrariamente a outras situações idênticas, que ocorreram noutras geografias no mesmo período e envolvendo o investidor, em que se optou por anular os acordos e lançar novo concurso de venda, o Novo Banco prosseguiu. E a meio de 2019, o norte-americano foi substituído por fundos geridos por outro fundo norte-americano, o Apax.

O habitual é que os acordos contemplem uma cláusula a prever que, até à sua execução, haja a possibilidade de o preço do negócio ser ajustado. E foi o que se verificou no caso da GNB Vida e gerou perdas para o Novo Banco. Em Outubro de 2019, “no seguimento do comunicado de 12 de Setembro de 2018, o Novo Banco concretizou a venda da GNB Vida à GBIG Portugal, sociedade totalmente detida por fundos geridos pela Apax.” E o preço caiu para 123 milhões, ou seja, menos 67 milhões de euros do que o comunicado um ano antes.

Para CEO da Gama Life foi nomeado o homem de confiança de Lindberg na Europa, o italiano Matteo Castelvetri, que tem como número dois Alistair Wallace Bel, o director de estratégia e operações do norte-americano.

E ainda hoje não há conhecimento sobre os actuais donos da seguradora, não se sabendo os nomes dos últimos beneficiários dos tais fundos geridos pela Apax que investiram. A 15 de Agosto, o PÚBLICO avançou que as várias sociedades e veículos abrangidos na compra da seguradora partilham, ou partilharam no momento do fecho do acordo, a mesma morada de Londres das firmas participadas por Greg Lindberg.

A propósito das conclusões da auditoria especial encomendada à Deloitte, que aponta para uma perda potencial de 4042 milhões de euros (que inclui os 3,9 mil milhões de capital contingente), o Ministério das Finanças e o Banco de Portugal vieram defender que o recurso do Novo Banco ao auxilio público (negociado com o Lone Star) estava devidamente justificado.

Ontem, em nota divulgada no seu site oficial, o BdP sublinhou ainda: “A auditoria especial detectou também insuficiências nos actos de gestão praticados no período em análise [de 2000 até 2018], com especial incidência e gravidade no período de actividade do BES” e que essas situações “estão já a ser alvo de uma análise cuidada por parte do Banco de Portugal, incluindo no quadro do Mecanismo Único de Supervisão, ao qual foi remetido o relatório da auditoria especial.”

Esta quarta-feira o Novo Banco realizou uma conferência de imprensa para comentar o trabalho da Deloitte, antes da comunicação social ter tido acesso ao conteúdo do relatório (que continua por divulgar). António Ramalho, presidente do banco, comparou a equipa de gestão, que lidera, com bombeiros que foram chamados a apagar um fogo, elogiando-a, e afirmando que o incêndio foi “fogo posto”.

Novo Banco emprestou 60 milhões aos compradores da seguradora GNB Vida

Sexta-feira, Setembro 4th, 2020

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Eco

Novo Banco emprestou 60 milhões aos compradores da seguradora GNB Vida

Banco adianta que a operação de venda incluiu um “vendor loan” correspondente a 50% do preço final que a Apax pagou pela seguradora, cerca de 120 milhões de euros.

O Novo Banco emprestou cerca de 60 milhões de euros ao investidor que comprou a seguradora GNB Vida, por 123 milhões de euros, numa operação que gerou perdas de 250 milhões de euros para a instituição liderada por António Ramalho.

É o próprio banco que adianta, numa apresentação que foi distribuída esta quarta-feira pelos jornalistas, que a operação de venda da seguradora à GBIG Portugal, uma sociedade totalmente detida por fundos geridos pela Apax, “incluiu a concessão de um vendor loan correspondente a 50% do preço, à taxa de juro adequada às condições do mercado”.

Sublinha logo a seguir que a “transação foi realizada num processo organizado de venda, competitivo e transparente, seguido em permanência pelo Fundo de Resolução e pelo compliance do Novo Banco”.

Este vendor loan é um empréstimo que o banco faz ao comprador de determinado ativo ou conjunto de ativos. Embora seja um procedimento normal emprestar dinheiro ao investidor que lhe adquire um ativo, os bancos portugueses já referiram que não têm por hábito fazê-lo por cá. Por exemplo, Miguel Maya, presidente do BCP, esclareceu que: “A venda da carteiras de ativos o BCP não financiou. Mas numa situação específica, desde que bem protegido por capitais próprios adequados, de um cliente de relação, podíamos ter feito”.

A exceção parece ser o Novo Banco, que também tinha dado crédito ao fundo Anchorage para financiar a aquisição de uma carteira de imóveis designada Viriato, e que veio a ser uma das operações que suscitou polémica em torno banco, por vários motivos: não há certezas sobre quem serão os beneficiários finais de uma transação que gerou uma perda de 160 milhões.

No caso da GNB Vida, a alienação também gerou dúvidas. Segundo o Público, a venda da GNB Vida, agora designada GamaLife, à GBIG Portugal deu origem a uma queixa, apresentada a 13 de janeiro deste ano, junto da ESMA, Autoridade Europeia de Mercados e Títulos, e subscrita por quem tem envolvimento e interesse direto no Novo Banco.

A venda da seguradora ficou fechada em outubro de 2019, depois de contactados 65 investidores num processo que resultou, no final, em quatro propostas vinculativas. O valor final foi de 123 milhões de euros acrescido de uma componente variável até 125 milhões de euros, indexada a objetivos de distribuição de seguros vida em Portugal por um período de 20 anos.

O banco explica que a deterioração do valor da companhia seguradora é, em grande parte, atribuível a fatores independentes do processo de venda. “Não tivesse ocorrido a venda, a que o banco estava obrigado, teriam de ser reconhecidas elevadas imparidades ao valor da participação no capital” da GNB Vida, diz o Novo Banco.

Empresário Greg Lindberg condenado a sete anos e três meses de prisão nos EUA

Terça-feira, Agosto 25th, 2020

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Económico

Greg Lindberg, antigo dono da Bankers Insurance Holdings, que foi vendida à Apax Partners e que comprou a GNB Vida ao Novo Banco em 2019, foi considerado culpado por um tribunal da Carolina do Norte, em março deste ano, e condenado a uma pena de prisão de sete anos e três meses.

O magnata norte-americano do setor segurador, Greg Lindberg, foi condenado a uma pena de prisão de sete anos e três meses por tentativa de suborno um comissário dos seguros do estado da Carolina do Norte, Mike Causey, a troco de benefícios regulatórios para a Global Bankers Insurance Group (GBIG), noticiou o “The Wall Street Journal“.

Gred Lindberg foi considerado culpado por um tribunal da Carolina do Norte, em março deste ano, tendo sido agora condenado a uma pena de prisão de sete anos e três meses. A publicação dá conta de que a equipa de advogados de defesa de Greg Lindberg pretende interpor recurso da decisão.

Em cada um dos 50 estados norte-americanos existe um comissário do setor segurador e, embora as suas funções variem de estado para estado, regra geral, prendem-se com a proteção dos consumidores e regular a atividade.

O empresário norte-americano era o detentor da holding Bankers Insurance Holdings que, por sua vez, é dona da subsidiária GBIG que, em setembro de 2018, selou um acordo para comprar a seguradora GNB Vida ao Novo Banco — hoje, GamaLife — por 190 milhões de euros.

No entanto, este acordo entrou em compasso de espera porque a GBIG desistiu de comprar a italiana Pramerica Life Itália devido às reticências que o regulador italiano tinha em relação à capacidade financeira e à idoneidade da entidade compradora, tal como noticiou o Jornal Económico, em março de 2019.

Entretanto, a Bankers Insurance Holdings é vendida a fundos geridos pela Apax Partners, que é uma firma de private equity, com sede em Inglaterra e presença internacional.

Em outubro de 2019, o Novo Banco comunicou ao mercado a venda da GNB Vida por 168 milhões à Bankers Insurance Holdings, agora detida pela Apax Partners. Na nota dirigida ao mercado, a instituição financeira referiu que o negócio se fez por 168 milhões de euros, justificando que o novo preço equivalia “para a base comparável de ativos subjacentes ao preço de 190 milhões de euros anteriormente comunicado, dado o decurso de tempo e a venda de imóveis da seguradora verificados entretanto”.

Esta operação teve luz-verde da Comissão Europeia e da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), em junho e agosto de 2019, respectivamente.

O jornal “Público“, em agosto deste ano, avançou não apenas que a venda da GNB Vida, em outubro de 2019, resultou em perdas de 268,2 milhões de euros para o Novo Banco, justificando nova chamada de capital ao Fundo de Resolução (FdR), ao abrigo do mecanismo de capital contingente, como também que existirão indícios de relações entre a Apax Partners e Greg Lindberg, levantando dúvidas sobre a idoneidade do comprador da seguradora.

O FdR já reagiu ao preço da operação e a ASF e a GamaLife já desmentiram quaisquer ligações com Greg Lindberg. Por um lado, o FdR, em comunicado, esclareceu que a venda da GNB Vida à Apax Partners “se mostrava, face aos cenários possíveis, como a solução que minimizava as perdas para o mecanismo de capitalização contingente, ao mesmo tempo que permitia dar cumprimento ao compromisso assumido pelo Estado junto da Comissão Europeia” e garantiu que “o valor da venda correspondeu ao valor da melhor oferta recebida na sequência de um processo de venda aberto e competitivo”.

Por outro lado, a ASF, em comunicado, explicou que “em momento algum se pronunciou sobre a operação de venda, mas apenas sobre a idoneidade e a capacidade dos novos acionistas para assegurar a gestão sã e prudente da GNB – Companhia de Seguros de Vida” e que efetuou “múltiplas diligências”, não tendo apurado “qualquer ligação entre Greg Evan Lindberg e o grupo adquirente da GNB Vida”.

Por sua vez, a GamaLife garantiu que não tem “qualquer relação” com Greg Lindberg.

 

 

Rui Rio insiste: “Falta saber quem é o último beneficiário” da venda da seguradora GNB pelo Novo Banco

Terça-feira, Agosto 25th, 2020

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Observador

Rui Rio insiste: “Falta saber quem é o último beneficiário” da venda da seguradora GNB pelo Novo Banco

O presidente do PSD considerou que “falta saber quem é o último beneficiário” da venda da antiga seguradora GNB Vida, operação que gerou perdas compensadas com verbas do Fundo de Resolução.

O presidente do PSD, Rui Rio, considerou esta terça-feira que “falta saber quem é o último beneficiário” da venda da antiga seguradora GNB Vida, operação que gerou perdas compensadas com verbas do Fundo de Resolução.

“Em 2016, no balanço do Banco Bom, a GNB Vida valia 620 milhões de euros. Em Junho de 2019 tinha capitais próprios de 391 milhões de euros. Três meses depois é vendida por 123 milhões de euros. As perdas, que dizem ser de 268 milhões de euros, pagaram os contribuintes. E ainda falta saber quem é o último beneficiário desta coisa”, considerou Rui Rio, numa publicação na rede social Twitter.

Na segunda-feira o jornal Público avançou que a seguradora GNB Vida (agora designada Gama Life), “foi vendida em outubro de 2019, a fundos geridos pela Apax Partners, com um desconto de 68,5% face ao valor contabilístico inscrito no balanço de 30 de junho daquele ano”.

A operação “gerou uma perda para a instituição financeira de 268,2 milhões de euros” e serviu para o presidente do Novo Banco, António Ramalho, “justificar novo pedido de injeção de dinheiros públicos”, explicou o Público. No entanto, aditou o jornal, “não é apenas a variação acentuada de valores a suscitar controvérsia, são os sinais de que as autoridades nacionais e europeias desvalorizaram os indícios de ligação do comprador da Gama Life ao magnata do setor segurador Greg Lindberg, condenado já este ano pela Justiça norte-americana por corrupção e fraude fiscal”.

Em setembro de 2018, o banco de António Ramalho tinha comunicado ao mercado que a GNB Vida tinha sido vendida por 190 milhões de euros à Bankers Insurance Holdings, pertencente ao Global Bankers Insurance Group, detido por Greg Lindberg.

Contudo, o negócio entrou em compasso de espera depois de se ter tornado público que Lindberg estava a ser investigado por fraude fiscal, corrupção e pagamentos indevidos ao Partido Republicano a troco de benefícios regulatórios para o Global Bankers, escreve ainda o jornal.

O Público associa os currículos dos gestores da GamaLife (nova designação da GNB Vida) a Greg Lindberg, apelidando o “principal executivo” Matteo Castelvetri de “braço direito” de Lindberg na Europa, mencionando ainda que o número dois, Alistair Wallace Bell, foi diretor de estratégia e de operações do GBIG para a Europa, sendo agora ambos parceiros na antiga GNB Vida.

A seguradora GamaLife, anteriormente designada por GNB Vida e pertencente ao Novo Banco, já rejeitou ter “qualquer relação” com o gestor acusado de corrupção Greg Lindberg, segundo um comunicado ao mercado.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) afirmou também na segunda-feira que não observou nenhuma ligação entre os compradores da GNB Vida, seguradora do Novo Banco, e Greg Lindberg, gestor acusado de corrupção nos Estados Unidos.

O Fundo de Resolução, entidade na esfera do Banco de Portugal (BdP) que detém 25% do Novo Banco, afirmou que o montante da venda da seguradora GNB Vida refletiu “o valor de mercado” da empresa, à data.

Dona da seguradora comprada ao Novo Banco mudou-se para morada que era de magnata condenado

Segunda-feira, Agosto 17th, 2020

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Negócios

O fundo da Apax que comprou a GNB Vida, rebatizada de GamaLife, mudou a sua morada para o local onde estava registada a empresa do magnata Greg Lindberg, condenado este ano por corrupção e fraude fiscal.

O fundo Gomes, da Apax Partners, que comprou a seguradora GNB Vida (atual GamaLife) ao Novo Banco, mudou a sua morada após a aquisição da companhia de seguros para o local onde antes estava registada o Global Bankers Insurance Group (GBIG), do bilionário norte-americano Greg Lindberg, condenado já este ano por corrupção e fraude fiscal, noticia este sábado o Público.

O jornal refere que após a aquisição da seguradora, o fundo da Apax transferiu a sua morada para 1 King William Street, caixa postal EC4N 7AR, em Londres, que era a morada do GBIG, de Lindberg.

E, acrescenta, o CEO da GamaLife, Matteo Castelvetri, manteve como morada profissional a caixa postal EC4N 7AR, isto apesar de ter passado a ter como “patrões” a Apax e não o GBIG.

Após o Público ter noticiado a venda “com desconto de 70%”, que gerou uma perda que foi coberta pelo Fundo de Resolução, e a ligação a Lindberg, a Apax, o Novo Banco, o Fundo de Resolução e a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) negaram qualquer ligação do comprador ao milionário entretanto condenado.

Novo Banco garante idoneidade de comprador e ameaça processar o jornal Público

Segunda-feira, Agosto 10th, 2020

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TSF

O banco garante que cumpriu todas as regras na venda da seguradora. Recorda ainda que esta venda estava prevista no acordo entre Portugal e a União Europeia.

Sobre as dúvidas levantadas pelo jornal, o Novo Banco esclarece que o negócio salvaguardou o património da instituição bancária, contrariando os dados apresentados pelo Público que revelam uma venda abaixo do valor em que a companhia estava avaliada.

“O preço final da transação foi o melhor e resultou de um processo organizado de venda, competitivo e transparente, com o acordo do Fundo de Resolução, em que o comprador obteve idoneidade por parte da ASF”, assegura o Novo Banco.

“O valor de venda ascendeu a um preço fixo inicial de 123 milhões de euros acrescido de uma componente variável de até 125 milhões de euros indexada a objetivos de distribuição constantes do contrato entre o NOVO BANCO e a GNB Vida para distribuição de produtos de seguros vida em Portugal por um período de 20 anos”, diz ainda o Novo Banco sobre a venda.

Novo Banco vendeu GNB Vida com desconto de 70% “coberto” por ajuda do Estado

Segunda-feira, Agosto 10th, 2020

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´Público

Seguradora foi vendida por 123 milhões a fundos geridos pela Apax. Operação gerou perda de 268,2 milhões, que foi compensada com nova chamada de capital do Fundo de Resolução. Negócio foi fechado com magnata condenado por corrupção nos EUA.

Em Outubro de 2019, o Novo Banco vendeu a GNB Vida (agora designada Gama Life) a fundos geridos pela Apax Partners com um desconto de 68,5% face ao valor contabilístico inscrito no balanço de 30 de Junho daquele ano. Uma operação que gerou uma perda para a instituição financeira de 268,2 milhões de euros e que serviu para António Ramalho justificar novo pedido de injecção de dinheiros públicos.

No entanto, não é apenas a variação acentuada de valores a suscitar controvérsia, são os sinais de que as autoridades nacionais e europeias desvalorizaram os indícios de ligação do comprador da Gama Life ao magnata do sector segurador Greg Lindberg, condenado já este ano pela Justiça norte-americana por corrupção e fraude fiscal, decisão que voltou a ser confirmada na última semana.

A venda da Gama Life à GBIG Portugal, sociedade totalmente controlada por fundos geridos pela Apax, com uma redução no preço de 268,2 milhões de euros, está na origem de mais uma queixa, esta apresentada a 13 de Janeiro deste ano, junto da ESMA, Autoridade Europeia de Mercados e Títulos (regulador europeu), e que é subscrita por quem tem envolvimento e interesse directo no Novo Banco.

A carta-denúncia destaca a discrepância entre números: a 14 de Outubro de 2019, a totalidade do capital da Gama Life foi vendida por 123 milhões de euros, quando o valor contabilístico da empresa, conforme inscrito no relatório do primeiro semestre de 2019, era de 391,2 milhões de euros, um cálculo já ajustado às reavaliações do activo que, na altura, cumpria os rácios de capital e de solidez. Por seu turno, o Novo Banco, no fecho das contas de 2016, apontava a cifra de 620,48 milhões de euros como o custo de aquisição da empresa.

Em Setembro de 2018, António Ramalho comunicou ao mercado que a GNB Vida tinha sido vendida por 190 milhões de euros à Bankers Insurance Holdings, pertencente ao Global Bankers Insurance Group, este detido por Greg Lindberg. O negócio entrou em compasso de espera depois de se ter tornado público que Lindberg estava a ser investigado por fraude fiscal, corrupção e pagamentos indevidos (que podiam chegar a dois mil milhões de euros) ao Partido Republicano a troco de benefícios regulatórios para o Global Bankers.

Quem comprou?

Depois de, em 2018, o Novo Banco ter publicado que chegou a acordo com a Bankers Insurance Holdings pelos tais 190 milhões, o processo só foi dado por concluído a 14 de Outubro de 2019, mas com o preço a cair para 123 milhões. De acordo com a denúncia, o montante foi ajustado “sem qualquer justificação” e “em contraste significativo com a valorização bolsista” dos activos. Isto, apesar de o relatório do primeiro semestre de 2019 (página 19) expor uma fotografia da Gama Life, com “melhoria dos resultados de 27,7 milhões de euros e aumento de ganhos de capital resultantes da venda de obrigações soberanas no valor de 136,6 milhões de euros”.

A 14 de Outubro de 2019, António Ramalho informou que ao preço de 123 milhões de euros se juntava uma componente variável “de até 125 milhões de euros” indexada a objectivos a cumprir até 2040. Na queixa à ESMA lê-se que a parcela variável não passou de um artifício para desviar as atenções dos prejuízos que o Novo Banco optou por assumir com a venda a desconto da Gama Life à GBIG Portugal. E foi o que possibilitou à gestão do Lone Star accionar mais uma vez o mecanismo de ajuda estatal. Na carta, questiona-se por que razão a informação acerca dos valores do negócio não foi divulgada publicamente, no contexto dos pedidos de ajuda pública à instituição.

Mas bastou ao PÚBLICO visitar os sites oficiais das empresas envolvidas e ler os currículos dos gestores da Gama Life, nomeados pelos fundos geridos pela Apax, para se tirarem conclusões. O principal executivo é o italiano Matteo Castelvetri, o braço direito de Greg Lindberg em Londres, entre 2017 e 2019, período em que exerceu as funções de CEO do Global Bankers Insurance Group para a Europa. O número dois era Alistair Wallace Bell, que naquele espaço de tempo ocupou o cargo de director de estratégia e de operações para a Europa do mesmo grupo. Alistair Wallace Bell é agora o braço direito de Castelvetri na empresa Gama Life (a antiga seguradora vida do BES), que tem como cliente exclusivo o Novo Banco.

O afinamento na estratégia de divulgação ao mercado do nome do comprador da Gama Life (em 2018 era a Bankers Insurance Holdings, em 2019 passou a ser o GBIG) deveu-se ao facto de o Fundo de Resolução ter levantado obstáculos, por temer riscos reputacionais suscitados pela associação de Greg Lindberg ao negócio, que implicava perdas para o Novo Banco, abrangidas pela almofada de capital. Nas contas semestrais de 2019, Ramalho já registava uma provisão de 58 milhões de euros relacionada com a GNB Vida.

Também a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) aceitou a operação de cosmética, pois, em Agosto de 2019, deliberou “não se opor à aquisição, pela GBIG Portugal, S.A. e pela Apax IX GP Co. Limited, de uma participação qualificada correspondente a 100% das acções representativas do capital social e dos direitos de voto da GNB – Companhia de Seguros de Vida”. Contactada, a supervisora dos seguros sublinhou, através do seu assessor de imprensa, que “a ASF não se pronuncia sobre processos particulares, reforçando que enquanto autoridade de supervisão cumpre escrupulosamente as suas funções e missão com total independência”.

Na mira da Deloitte

É neste contexto de dúvidas que a responsável executiva da ESMA, Verena Ross, é desafiada mais uma vez a avançar com averiguações de modo a clarificar as suspeitas dos signatários da queixa: “O que levou o senhor Paulo Ramos Vasconcelos a não se opor à decisão do Conselho de Administração do Novo Banco, chefiado pelo senhor Byron Haynes, de vender a totalidade do capital da GNB por apenas 123 milhões de euros?”; “O que levou o Novo Banco, com o conhecimento do senhor Paulo Ramos Vasconcelos, a mudar o nome do comprador sem qualquer clarificação ao mercado [em 2018 era o Global Bankers, em 2019 passaram a ser fundos geridos pela Apax]?”; “É verdade que o senhor Greg Lindberg é o dono do Global Bankers Insurance Group?”; “É verdade que o senhor Greg Lindberg está envolvido em escândalos de corrupção nos EUA?”; “Quem é o último beneficiário dos fundos de investimento geridos pela Apax Partners que compraram a GNB Vida, a seguradora Vida que a 3 de Agosto de 2014 (data da resolução do BES) tinha uma quota de mercado de 21,5%)?”

Os autores da denúncia enviada no início deste ano à autoridade reguladora europeia consideram os factos que reportam “muito sérios e prejudiciais para os contribuintes portugueses” e requerem investigações e a intervenção rápida da autoridade para obrigar o Novo Banco a actuar, de forma transparente e verdadeira, junto do mercado, dos clientes e dos investidores.

Interpelado pelo PÚBLICO, o Fundo de Resolução explicou que “o Novo Banco estava obrigado a vender a sua participação na GNB Vida até 31/12/2019, nos termos dos compromissos assumidos pelo Estado perante a Comissão Europeia”, que “para o efeito foi realizado um processo de venda competitivo, em que foi seleccionada a melhor oferta”, que “o Fundo de Resolução analisou a operação e não se opôs à sua realização” e que, em se “tratando de uma aquisição de participação qualificada numa empresa de seguros, a operação foi também analisada pela ASF, a quem compete a avaliação da adequação do adquirente de participação qualificada. A ASF não se opôs à aquisição”. E revelou ainda que “esta operação está abrangida pela auditoria especial que está a decorrer”, numa referência ao trabalho da Deloitte que está mais de dois meses atrasado.

No entanto, o Fundo de Resolução, entidade gerida pelo BdP, não clarificou se o negócio “foi submetido à opinião de um auditor independente, nem se foi validado pelos auditores do Novo Banco”. E ficou ainda por justificar “o desconto no preço de mais de 68%” e por clarificar quais “são os nomes (ou qual é) dos últimos beneficiários dos fundos que detêm a sociedade que adquiriu a GNB Vida”.

O PÚBLICO tentou múltiplas vezes ligar para a Gama Life, mas o telefone estava em modo automático, apenas acessível a consumidores e clientes do Novo Banco, pelo que não foi possível entrar em contacto com Paulo Ramos Vasconcelos ou com a actual gestão da seguradora. Já o Novo Banco, através de fonte oficial, sublinhou que o compromisso com as autoridades europeias “obrigava à venda até 2019”, que a “venda foi aprovada pelo Fundo de Resolução e pela ASF”, que “o preço foi o melhor e resultou de um processo competitivo e transparente” e, finalmente, que “o comprador obteve idoneidade por parte da ASF”.

Recorde-se que as polémicas e as desconfianças em torno do Novo Banco se têm multiplicado desde Outubro de 2017, quando a instituição passou para a esfera do fundo abutre Lone Star, com uma almofada de capital público de segurança de 3,9 mil milhões de euros, que pode ser accionada em certas circunstâncias. Mas também remontam ao início da sua constituição, a 3 de Agosto de 2014.

Um dos casos mais mediáticos prende-se com a venda, em 2015, da Tranquilidade, a outra seguradora que o Novo Banco herdou do BES (esta dos ramos reais). O adquirente foi outro fundo abutre norte-americano, a Apollo, que pagou 40 milhões de euros (e injectou mais 150 milhões). Passados quatro anos e meio, a 18 de Julho de 2019, a seguradora mudou novamente de mãos, tendo entrado no universo da italiana Generali, que pagou à Apollo pelo grupo Seguradoras Unidas (Tranquilidade, a Açoreana e a AdvanceCare) 600 milhões de euros (510 milhões foram pagos pela Tranquilidade e pela Açoreana e 90 milhões pela AdvanceCare). Resumindo: em quatro anos e meio, a Apollo apurou uma mais-valia de 410 milhões de euros.