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IGCP anuncia défice de 5,2 mil milhões de euros em 2016

Terça-feira, Janeiro 12th, 2016

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Negócios

Apresentação do instituto que gere a dívida pública confirma abrandamento da consolidação orçamental e concretiza défice que terá de financiar em 2016: 5,2 mil milhões de euros. Dívida baixa em 2015, mas graças a redução abrupta de depósitos.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) confirma os planos orçamentais anunciados pelo governo: a consolidação orçamental vai continuar em Portugal, mas a um ritmo mais lento. Num documento enviado a investidores em dívida pública, o IGCP anuncia que o défice orçamental subirá para 4,2% do PIB em 2015 devido à recapitalização do Banif (seria de 3% do PIB sem essa operação), e que baixará para 2,8% do PIB este ano, continuando depois a cair até 1,5% do PIB em 2019. Esta é exactamente a trajectória inscrita no programa de Governo, uma vez feito o ajustamento à intervenção no Banif.

Na primeira apresentação aos investidores desde a tomada de posse de António Costa, o IGCP revela ainda que a dívida pública terá baixado o seu peso no PIB em 2015 (de 130,2% do PIB para 128,2% do PIB), apesar da recapitalização do Banif. Tal só é possível porque o Governo optou por usar os depósitos que servem de almofada financeira, que baixam de 12,4 mil milhões de euros em 2014 para 6,6 mil milhões de euros em 2015. O IGCP anuncia no entanto desde já um reforço desta almofada para os 9,5 mil milhões de euros este ano, embora não revele qual será o peso esperado para a dívida pública este ano.
Os planos agora comunicados diferem substancialmente dos apresentados pelo anterior Governo que desde o Programa de Estabilidade, apresentado em Maio do ano passado, apontava para défices orçamentais de 2,7% do PIB em 2015 (um valor inalcançável mesmo sem recapitalização do Banif) e 1,8% este ano. Os planos dos socialistas de registar um défice de 2,8% do PIB concedem ao orçamento um alívio na consolidação de perto de 1,8 mil milhões de euros.

Financiar défice de 5,2 mil milhões de euros

O documento da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública faz um resumo dos principais desenvolvimentos macroeconómicos, financeiros e orçamentais em Portugal nos últimos anos e levanta o véu sobre os planos do novo Executivo, seguindo de perto as estimativas inscritas no programa de Governo do PS.
Uma das principais novidades é a concretização, em euros, do défice do subsector Estado de 2016 que atingirá os 5,2 mil milhões de euros. São menos 1,3 mil milhões de euros que o valor em 2015 o que, segundo o IGCP, é compatível com um défice das Administrações Públicas (que incluem o subsector Estado, mas também as regiões e as autarquias) de 2,8% do PIB. Os défices continuarão a cair nos anos seguintes até 3,1 mil milhões de euros em 2019.
Adicionalmente, o IGCP revela que necessitará de 2,1 mil milhões de euros para financiar e recapitalizar empresas públicas, e que conta com 200 milhões de euros de receitas de privatizações. Não estão previstas receitas com a venda do Novo Banco ou com outras amortizações que venham a ser feitas pelo Fundo de Resolução que tem intervido na banca. A concretizarem-se servirão para abater à dívida pública, em particular à dívida do FMI.

Contas feitas, o IGCP apresenta necessidades líquidas de financiamento de 7,2 mil milhões de euros, a que se juntam mais 6,6 mil milhões de euros para amortizar dívida pública que chega à maturidade e 3,3 milhões de pagamentos ao FMI. Ao todo o Estado português terá de emitir 17 mil milhões de euros de dívida pública este ano. Na semana passada o IGCP deu conta do plano de emitir 18 a 20 mil milhões de obrigações do Tesouro.

Banif e Novo Banco agravam défice do IGCP para 4,2%

Terça-feira, Janeiro 12th, 2016

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Público

Agência que gere a dívida pública diz que, excluindo o Novo Banco e o Banif, o défice orçamental seria de 3% em 2015.

 

O IGCP anunciou um défice de 4,2% em 2015 (incluindo o Banif) e replicou o objectivo orçamental do Governo para 2016, de ter um défice de 2,8%, o equivalente a 5,2 mil milhões de euros.

Na primeira apresentação aos investidores do ano, que data de Janeiro e que está disponível online, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) indica que, “se espera que o défice fique nos 4,2% do PIB [em 2015], em resultado da classificação da capitalização do Banif, que ascende a 1,2 pontos percentuais do PIB [Produto Interno Bruto], como despesa de capital”.

A agência que gere a dívida pública portuguesa acrescenta que, excluindo o Novo Banco e o Banif, o défice orçamental seria de 3% em 2015.
Para os anos seguintes, o IGCP divulga as metas já anunciadas pelo Governo no seu programa eleitoral, de 2,8% este ano, 2,6% em 2017, 1,9% em 2018 e 1,5% em 2019.

Para este ano, o IGCP adianta que o défice orçamental irá equivaler a 5,2 mil milhões de euros e que espera alocar 2,1 mil milhões de euros para a recapitalização de empresas públicas, antecipando também encaixar 200 milhões com as privatizações.

Portugal terá assim, em 2016, necessidades líquidas de financiamento de 7,2 mil milhões de euros de necessidades líquidas, a que se somam 6,6 mil milhões relativos a dívida pública que atinge a maturidade este ano e mais 3,3 milhões para pagamentos ao Fundo Monetário Internacional, num total de 17 mil milhões de euros. A agência que gere a dívida pública portuguesa prevê chegar ao final do ano com uma almofada financeira de 9,5 mil milhões de euros.

Quanto à dívida pública, o IGCP refere que deve “entrar numa tendência de queda”, que terá atingido os 128,2% do PIB no final de 2015, alertando que, “tendo em conta o actual nível elevado da dívida pública, Portugal ainda parece enfrentar riscos de sustentabilidade orçamental altos no médio prazo”.

No entanto, no longo prazo, a instituição liderada por Cristina Casalinho considera que os riscos orçamentais com que Portugal está confrontado são “baixos”, já que os saldos estruturais primários são positivos desde 2012.

IGCP ainda precisa de 500 milhões para compensar Novo Banco

Segunda-feira, Dezembro 21st, 2015

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Público

Subscrição dos certificados do Estado caiu em Novembro para 160 milhões de euros, deixando longe a meta dos 3800 milhões de euros.

Os aforradores privados abrandaram o ritmo de subscrição dos produtos de poupança do Estado, que ficaram por 160 milhões de euros, o que torna impossível atingir a meta de captação de poupança privada fixada pelo Estado, que é de 3800 milhões de euros.

Os aforradores privados abrandaram o ritmo de subscrição dos produtos de poupança do Estado, que ficaram por 160 milhões de euros, o que torna impossível atingir a meta de captação de poupança privada fixada pelo Estado, que é de 3800 milhões de euros.

Para cumprir os objectivos fixados são necessários mais 515 milhões de euros, o que apesar de Dezembro ser um mês tradicionalmente bom na subscrição destes produtos, por efeito das prendas em dinheiro e do subsídio de Natal, é impossível de atingir.

A meta de financiamento inicialmente definida pelo ICGP, a agência que gere a dívida pública, era de três mil milhões de euros, valor que já foi ultrapassado. Mas esta meta foi revista em Setembro, em mais 800 milhões de euros, na sequência dos atrasos na venda do Novo Banco, que já só vai ocorrer no próximo ano.

Paralelamente, e ainda para fazer face à falta de encaixe gerada com a venda do Novo Banco, o ICGP suspendeu a amortização antecipada de uma tranche do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) que deveria ocorrer próximo do final do ano, e reforçou o programa de emissão de dívida pública.

Com as subscrições realizadas em Novembro, o saldo captado junto das famílias sobe para 3285 milhões de euros.

Questionado pelo PÚBLICO, o IGCP ainda não esclareceu que impacto pode ter a diferença entre o valor estimado e o efectivamente captado na estrutura de financiamento do Estado. Entretanto, tendo em conta gestão prudente que o IGCP tem feito, é expectável que a diferença já esteja acomodada nas últimas emissões de dívida.

Para o cumprimento da nova meta, o IGCP também contaria com o novo produto de captação de poupança privada, anunciada em Setembro e assente em obrigações do tesouro, as Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV), que ainda não foi efectivado. A anterior ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, tinha garantido que o novo produto seria lançado antes do final do ano, o que parece muito pouco provável. Neste momento não se sabe o novo titular da pasta das Finanças, Mário Centeno, o pretende manter.

Os produtos do Estado captaram em Novembro apenas 160 milhões de euros das poupanças das famílias, uma quebra face ao mês anterior, em que tinham superado 200 milhões de euros.

Como tem acontecido nos últimos meses, os Certificado do Tesouro Poupança Mais captaram a quase totalidade de novas subscrições, com o saldo líquido mensal a situar-se em 154 milhões de euros, abaixo dos 178 milhões de euros do mês anterior. O saldo actual deste produto, que garante taxas de juro mais elevadas, é de 7701 milhões de euros.

A subscrição líquida de velhos Certificados de Aforro é quase nula, por força dos resgates. As novas subscrições totalizaram 59 milhões de euros, mas os resgates ascenderam a 53 milhões de euros, o que dá um saldo líquido de apenas seis milhões de euros. A baixa remuneração é um dos factores que está na origem da forte saída de poupança.

No total, os portugueses têm confiado ao estado 20.476 milhões de euros, o valor mais alto de sempre.

Recentemente, o  o Governo anunciou alterações ao concurso da Factura da Sorte, passando a atribuir certificados de aforro em vez de automóveis, de forma a permitir dinamizar a poupança (com um produto que tem sido batido pelos Certificados do Tesouro), e garantir mais uma fonte de financiamento da sua própria dívida.

IGCP revê dívida em alta sem dinheiro do Novo Banco

Quarta-feira, Outubro 21st, 2015

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Negócios

A promessa de Passos Coelho de reduzir a dívida deverá concretizar-se, mas não será tanto quanto o esperado. O Tesouro reviu em alta a meta para 125,2%, já que a venda do Novo Banco foi adiada e, assim, o Fundo de Resolução não pagou ao Estado.
O ano da viragem. Foi assim que o Executivo de Pedro Passos Coelho fez questão de caracterizar 2015, já que marcaria a primeira descida no rácio da dívida pública face ao produto interno bruto (PIB). Um objectivo …

IGCP avança com dois leilões de obrigações do Tesouro

Domingo, Outubro 11th, 2015

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Negócios

O Tesouro nacional vai emitir dívida a 10 e a 22 anos na próxima semana. Uma dupla operação, na qual o instituto liderado por Cristina Casalinho procura obter entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) vai realizar um duplo leilão de obrigações do Tesouro (OT). Em causa estão em causa títulos a 10 e 22 anos, com o instituto à procura de angariar até 1.250 milhões de euros.

“O IGCP vai realizar no próximo dia 14 de Outubro, pelas 10h30, dois leilões das linhas de OT com maturidade em Outubro de 2025 (‘OT 2,875% 15Out2025’) e em Abril de 2037 (‘OT 4,1% 15Abr2037’)”, revelou esta sexta-feira, 9 de Outubro, o instituto liderado por Cristina Casalinho (na foto). O Tesouro acrescentou ainda que a operação tem um montante indicativo entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

Esta será a quinta vez este ano que o IGCP actua no mercado de dívida de médio e longo prazo sem a ajuda de um sindicato bancário. Em Fevereiro, o instituto realizou dois leilões separados de OT a 10 anos, aos quais se seguiu um leilão de títulos a seis anos em Maio. Já em Julho, o Tesouro foi ao mercado para colocar títulos a cinco e 22 anos, num duplo leilão de dívida.

As operações inserem-se no âmbito do programa de financiamento do Estado. Após o Banco de Portugal ter revelado o adiamento da venda do Novo Banco, o IGCP reviu as necessidades de financiamento e os objectivos para 2015, bem como para o ano seguinte. Neste processo, passou a prever emissões 2.500 milhões de euros de OT até ao final do ano, quando antes a estimativa apontava para apenas 2.000 milhões.

E este duplo leilão surge numa altura em que os juros da dívida soberana portuguesa estão em níveis muito baixos, apesar de ainda não haver avanços na formulação do próximo Governo. A taxa de juro das obrigações a 10 anos encerrou esta sexta-feira a subir 4,4 pontos base para 2,404%, numa semana marcada por ligeiros avanços. Desempenhos que corroboram a perspectiva dos analistas antes das eleições, quando apontavam que, quer fosse a coligação ou o PS a vencer, o impacto nos juros seria limitado.

 

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Portugal vai emitir mais dívida para compensar ‘buraco’ do Novo Banco

Quarta-feira, Outubro 7th, 2015

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Notícias ao Minuto

Agência que gere a tesouraria do Estado já tem estratégia para contrariar falhanço na venda do banco de transição. Até ao final do ano vão ser lançados “um a dois leilões”.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) já tem um plano para compensar os 3.900 milhões de euros em falta após a suspensão da venda do Novo Banco. Numa nota divulgada através do site oficial, o IGCP informa que “prevê a realização de um a dois leilões de Obrigações do Tesouro, sendo esperadas colocações de 750 a 1000 milhões de euros por leilão”.

Os 2.000 milhões de euros adicionais fazem aumentar o total de financiamento previsto no último trimestre do ano para quase 6.000 mil milhões de euros, juntando os leilões de longo prazo aos de títulos de dívida com maturidades mais curtas. No calendário do IGCP estão previstas três emissões com prazos até 11 meses, em outubro, novembro e dezembro, com montantes indicativos entre os 1.000 e os 1.250 milhões de euros.

Deverá também confirmar-se o congelamento dos reembolsos antecipados ao FMI até ao final do ano, adiando os pagamentos até existir maior liquidez nos cofres do Estado. Recorde-se que este ano, Portugal já pagou 8.400 milhões de euros emprestados pelo Fundo Monetário Internacional.

Novo Banco leva IGCP a emitir mais 1,3 mil milhões de dívida este ano

Segunda-feira, Setembro 28th, 2015

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Económico

Após o falhanço da venda do Novo Banco, a agência que gere o crédito público fez adaptações ao plano de financiamento.

O adiamento da venda do Novo Banco impediu o Estado de reaver o empréstimo de 3,9 mil milhões de euros concedido ao Fundo de Resolução. A não devolução desse montante obrigou a agência que gere o crédito público a fazer alterações ao plano de financiamento deste ano.

O IGCP admite não avançar para o pagamento antecipado de 2,2 mil milhões de euros ao FMI ainda este ano. E conta obter mais 1,3 mil milhões em financiamento (800 milhões no retalho e 500 milhões junto dos mercados) do que o previsto antes do fim das negociações do Banco de Portugal com os interessados no Novo Banco.

Numa nota aos investidores, a entidade liderada por Cristina Casalinho referiu que “irá revisitar a estratégia de pagamento antecipado do empréstimo do FMI. Em particular, a intenção de reembolsar uma terceira tranche do empréstimo até final do ano será reavaliada”.

O próprio primeiro-ministro, depois do “lapso” referente ao reembolso de 5,4 mil milhões de euros ao FMI, disse que “não há ainda uma decisão tomada sobre que tipo de amortizações antecipadas é que poderão, ou não, vir a ser feitas, até final do ano”.

Mas acrescentou que “a possibilidade de mais amortizações de empréstimos do FMI dependerá da avaliação de mercado que o IGCP vier a fazer”.

Para cumprir com o objectivo de conservar uma reserva financeira elevada, o IGCP conta com um maior contributo dos investidores de retalho, através de Certificados e das novas Obrigações para o retalho, e com um maior recurso aos mercados financeiros. “Tendo em conta o desempenho mais recente dos instrumentos tradicionais de retalho e o esperado lançamento de uma nova obrigação de taxa variável especificamente direccionada para o mercado doméstico de retalho, o IGCP espera que as emissões líquidas de instrumentos de retalho atinjam 3,8 mil milhões de euros (mais 800 milhões de euros que o previamente antecipado”, segundo o documento da agência que gere o crédito público. Para atingir o objectivo ficam a faltar mil milhões de euros até final do ano.

Emissões de OT chegam aos 20 mil milhões
Além do retalho, o IGCP prevê uma subida no financiamento obtido através da emissão de Obrigações do Tesouro (OT). “Após a recente emissão de um ‘benchmark’ a sete anos no montante de três mil milhões de euros, a montante total das emissões de dívida de médio e longo prazo irá provavelmente atingir 20 mil milhões de euros (mais 500 milhões que o anteriormente previsto)”. Para atingir esta meta, o IGCPterá de emitir ainda 2,5 mil milhões de euros em Obrigações até final do ano.

Com estas alterações ao plano de financiamento, o IGCP defendeu “que se continua a esperar que a posição em caixa no final do ano se situe bem acima de oito mil milhões de euros”.

 

Novo Banco faz adiar pagamento antecipado ao FMI

Sexta-feira, Janeiro 30th, 2015

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RTP com som

Novo Banco faz adiar pagamento antecipado ao FMI

O adiamento da venda do banco obrigou o instituto que gere a dívida pública a deixar 2.200 milhões de euros para o próximo ano.

O Estado teve de adiar um pagamento antecipado ao FMI por causa do Novo Banco.

O instituto devolveu antecipadamente 8.400 milhões de euros do empréstimo do Fundo Monetário Internacional.
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Em 2016 prevê devolver outros 10 mil milhões, mas tudo dependerá da venda do Novo Banco e da venda de ativos do Banif que ficaram na esfera do Estado.