Arquivo para a categoria ‘José Maria Ricciardi’

Guerra entre primos. Depoimento de Ricciardi arrasa Salgado

Domingo, Julho 16th, 2017

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Sol

José Maria Ricciardi não poupa o primo nos negócios ruinosos que este terá feito. Fala em luvas que terão sido pagas e como Salgado tudo fez para impedir a OPA da Sonae à PT

No depoimento que prestou no âmbito da Operação Marquês, Ricciardi afirma que Salgado fez bluff na questão da compra da participação na Oi. O primo do líder do BES falou também sobre a relação próxima entre Salgado e Sócrates.

No testemunho que deu, no início de maio, no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) de Lisboa, no âmbito da Operação Marquês, José Maria Ricciardi arrasou o primo, Ricardo Salgado – dos trabalhos desenvolvidos na compra da Telemar/Oi por parte da Portugal Telecom (PT) à relação com o antigo primeiro-ministro José Sócrates e à existência do saco azul do Grupo Espírito Santo (GES), o antigo líder do Banco Espírito Santo de Investimento (BESI) não poupou críticas ao ex-“dono disto tudo”.

Durante o depoimento, Ricciardi descreveu a intervenção do BESI na procura de alternativas ao investimento da PT na VIVO, operadora de telecomunicações brasileira criada entre a empresa portuguesa e a espanhola Telefónica, que acaba por ser vendida na sua totalidade a esta última. Tais trabalhos eram exigidos por Salgado, que queria singrar no mercado brasileiro – surge então a oportunidade de adquirir uma participação na Telemar, empresa que está na origem da Oi. O líder do BESI sempre se mostrou contra este investimento, apesar de o primo ser um dos que mais defendiam a entrada no negócio.

Quando se opôs à venda da participação na VIVO, Ricciardi afirmou que Salgado contrariou essa ideia, defendendo que em causa estaria um negócio que poderia trazer dividendos ao Banco Espírito Santo (BES). Ricciardi disse ainda que se mostrou contra a entrada na Telemar/Oi desde o início, defendendo que se tratava de uma empresa com pouca solidez e com problemas de gestão, mas que o BESI continuou a trabalhar neste investimento por insistência de Salgado.

Recorde-se que a PT vendeu a Vivo por 7,5 mil milhões de euros e comprou 22% da Oi por 3,8 mil milhões. Este foi considerado um negócio de risco – a Oi era uma empresa muito grande mas muito endividada, a necessitar de capital para reduzir passivo e investir em tecnologia. O Ministério Público suspeita que o negócio da compra da empresa brasileira tenha envolvido pagamentos ilícitos de dezenas de milhões de euros, parte dos quais terão beneficiado Ricardo Salgado e o GES.

Em julho de 2015, Ricardo Salgado afirmou publicamente que “o colapso da Portugal Telecom (PT) dá-se, e esta é uma opinião pessoal, devido ao negócio com a Oi/Telemar. Foi muito pior para a PT o investimento na Oi/Telemar do que o contributo [da compra de 900 milhões de euros de dívida] do Grupo Espírito Santo. O tempo encarregar-se-á de me dar razão”. O antigo líder do BES tentava assim dissociar-se do negócio entre a operadora portuguesa e a empresa brasileira. No entanto, Ricciardi disse no DCIAP que esta oposição pública não passava de um jogada de bluff: Salgado era a favor do negócio e terá insistido para que o BESI realizasse vários trabalhos de estudo quanto às operações necessárias para o que investimento fosse consumado. O primo de Salgado disse ainda que foi este último quem decidiu a entrada da PT na Telemar/Oi, desvalorizando o papel da golden share usada por José Sócrates, que tinha como objetivo impedir que a PT vendesse a posição que tinha na Vivo aos espanhóis até que fosse encontrada uma solução no Brasil. Ricciardi acredita que a influência de Salgado junto da administração da PT terá sido fulcral para a realização do negócio ruinoso.

O medo da OPA No seu testemunho, Ricciardi terá confirmado aquilo que o MP já suspeitava: Salgado terá usado a sua posição e o seu poder financeiro para influenciar a decisão em relação à oferta pública de aquisição (OPA) da Sonae à PT, em 2007.

Este cenário iria enfraquecer a posição do GES na operadora portuguesa, um cenário que desagradava a Salgado. Por isso, o ex-líder do BES decidiu fazer tudo para travar esta proposta da Sonae – o MP suspeita que Salgado tenha pago contrapartidas não só a José Sócrates, que começou por ser favorável à OPA mas progressivamente se aproximou de Salgado, como também a outras entidades, por forma a conseguir apoio para travar esta oferta.

Ricciardi afirma que se apercebeu do receio existente dentro do GES quando começaram a ser desenvolvidas certas ações dentro do grupo, nomeadamente a concessão de financiamentos a outros acionistas da PT para que estes adquirissem ou reforçassem a sua posição na operadora. Entre eles estava o grupo Ongoing.

Telemóveis fora da sala José Maria Ricciardi falou ainda sobre a relação entre Ricardo Salgado e o então primeiro-ministro, José Sócrates, arguido na Operação Marquês por suspeitas de corrupção passiva para a prática de atos contrários aos deveres do cargo, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, falsificação, recebimento indevido de vantagem e tráfico de influências.

De acordo com o depoimento de Ricciardi, o antigo líder do BESI terá recebido instruções quanto ao contacto com o antigo líder do governo – o relacionamento com José Sócrates só deveria ser feito através de Ricardo Salgado. Os dois últimos reuniam-se com frequência e tomavam algumas medidas de cautela – uma delas era deixar sempre os telemóveis fora das salas onde se realizavam as reuniões.

Ricciardi disse ainda no DCIAP que chegou a correr o rumor de que teria sido o seu primo a indicar o nome de Manuel Pinho para o governo. Recorde-se que Pinho, envolvido agora no processo das rendas da EDP, foi ministro da Economia entre 2005 e 2009.

Guerra entre primos O Grupo Espírito Santo (GES) era composto por cerca de 400 empresas, geridas por três holdings: a Espírito Santo International (ESI), a Rioforte e a Espírito Santo Financial Group (ESFG). Esta última era a principal acionista do Banco Espírito Santo (BES) – o negócio financeiro primordial da família Espírito Santo. Com a crise financeira de 2008 e com negócios ruinosos a acumularem-se, as contas do grupo descambam. É nesta altura que o clã começa a dividir-se.

A cisão é visível nas reuniões entre os principais rostos do GES. Em novembro de 2013 são discutidos os pedidos de prestação de contas do grupo feitos por José Maria Ricciardi. Salgado deu um murro na mesa e exigiu um voto de confiança na sua gestão, pedido que Ricciardi ignorou. Começa então uma guerra aberta.

Com a queda do GES, a família fica de costas voltadas. Salgado, aquele que era visto antes como o “dono disto tudo”, fica sem o apoio de familiares e amigos, a braços com vários problemas na justiça. Mas Ricciardi também não é visto com bons olhos entre os Espírito Santo – para a maioria, é considerado um traidor, podendo contar apenas com o apoio do pai, António Ricciardi.

Salgado e Ricciardi acusados pela CMVM

Terça-feira, Junho 27th, 2017

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Negócios

A CMVM decidiu acusar oito antigos gestores do BES pelo facto de terem dado informação “não verdadeira” aos clientes do banco que investiram em papel comercial da ESI e da Rio Forte, avança a Sábado. Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi arriscam coimas de cinco milhões cada.

Ricardo Salgado, José Maria Ricciardi e José Manuel Espírito Santo são três dos antigos administradores do BES acusados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, numa contra-ordenação relacionada com a venda de papel comercial da Espírito Santo International e da Rio Forte aos clientes do banco, noticia a Sábado, esta quarta-feira, 21 de Junho.

A entidade de supervisão concluiu que os clientes do banco e investidores em papel comercial das “holdings” do antigo Grupo Espírito Santo tiveram acesso a informação que “não era verdadeira, não era completa, não era actual e não era lícita”, de acordo com a decisão de 2 de Junho, citada pela revista.

Além de Salgado, Ricciardi e José Manuel Espírito Santo, são também acusados neste processo Ricardo Abecassis, Pedro Mosqueira do Amaral, Manuel Fernando Espírito Santo, Rui Silveira e Amílcar Morais Pires. Todos, à excepção deste último, são acusados de oito infracções, puníveis com coimas individuais de 25 mil a 5 milhões de euros.

Entre os acusados estão ainda o BES, visado por seis acusações, e o Banco Haitong, antigo BES Investimento, acusado de duas infracções.

Após terem sido notificados, os acusados têm 20 dias para apresentarem a sua defesa. Só depois desta fase, que deve implicar a audição de testemunhas, haverá uma decisão final da CMVM.

Salgado e Ricciardi acusados pela CMVM

Sexta-feira, Junho 23rd, 2017

Citamos

Negócios

A CMVM decidiu acusar oito antigos gestores do BES pelo facto de terem dado informação “não verdadeira” aos clientes do banco que investiram em papel comercial da ESI e da Rio Forte, avança a Sábado. Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi arriscam coimas de cinco milhões cada.

Ricardo Salgado, José Maria Ricciardi e José Manuel Espírito Santo são três dos antigos administradores do BES acusados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, numa contra-ordenação relacionada com a venda de papel comercial da Espírito Santo International e da Rio Forte aos clientes do banco, noticia a Sábado, esta quarta-feira, 21 de Junho.

A entidade de supervisão concluiu que os clientes do banco e investidores em papel comercial das “holdings” do antigo Grupo Espírito Santo tiveram acesso a informação que “não era verdadeira, não era completa, não era actual e não era lícita”, de acordo com a decisão de 2 de Junho, citada pela revista.

Além de Salgado, Ricciardi e José Manuel Espírito Santo, são também acusados neste processo Ricardo Abecassis, Pedro Mosqueira do Amaral, Manuel Fernando Espírito Santo, Rui Silveira e Amílcar Morais Pires. Todos, à excepção deste último, são acusados de oito infracções, puníveis com coimas individuais de 25 mil a 5 milhões de euros.

Entre os acusados estão ainda o BES, visado por seis acusações, e o Banco Haitong, antigo BES Investimento, acusado de duas infracções.

Após terem sido notificados, os acusados têm 20 dias para apresentarem a sua defesa. Só depois desta fase, que deve implicar a audição de testemunhas, haverá uma decisão final da CMVM.

Ricciardi quer lançar reconstrução do grupo Espírito Santo

Sexta-feira, Janeiro 20th, 2017

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Negócios

O ex-presidente do BESI e primo de Ricardo Salgado, que assume ter sido “ingénuo” e se arrepende de ter confiado “em certas pessoas”, diz que o relançamento do grupo familiar terá de acontecer “brevemente”.

O antigo presidente do Banco Espírito Santo de Investimento (BESI) e do Haitong Bank em Portugal admite relançar o Grupo Espírito Santo em breve e reconhece ter sido “ingénuo” ao não antecipar a derrocada da organização antes do Verão de 2014.

“Vou tentar se tiver ainda alguns anos de vida. Construir não vou conseguir fazer, sejamos realistas, mas lançar a construção. (…) O nome Espírito Santo era a melhor marca da banca portuguesa”, diz José Maria Ricciardi, em declarações ao Jornal Económico.

Ricciardi, que em meados de Dezembro se demitiu da liderança em Portugal do Haitong Bank (entidade que comprou o BESI) para desenvolver “actividades profissionais de índole diferente das actuais”, afirma que “ainda é possível” reerguer o grupo, antevendo “grandes dificuldades.”

“Será brevemente, não posso ainda adiantar como. Terá que ser brevemente”, reforça, avaliando que o mercado nacional não tem mercado para mais que três grandes bancos.

Acrescenta ter “condições, conhecimentos e vontade” para ser banqueiro em Portugal e na Europa, lamentando não ter conseguido transformar o BESI num banco de investimento global: “Fiquei a meio caminho nesse processo.”

Em declarações gravadas ao longo de cerca de sete minutos, o primo de Ricardo Salgado assume ter sido “ingénuo” no período que antecedeu a crise no grupo Espírito Santo, ao não ter antecipado os acontecimentos por “ter confiado em certas pessoas.”

“Um pouco de ingenuidade. Uma visão um bocado optimista do carácter das pessoas. Fiquei absolutamente estupefacto (…) com aquilo que fui-me apercebendo já relativamente tarde sobre o comportamento de certas pessoas e sobre o que elas são capazes de fazer por causa do dinheiro,” afirma, sempre sem indicar nomes.

“Sou uma pessoa muito boa com os números, mas às vezes os sentimentos causam-me problemas com números. (…) A hipocrisia é muito maior do que aquela que eu pensava das pessoas e do dinheiro. E não sou de esquerda,” defende.

Finalmente, quando o questionado sobre o que pensa do “optimismo” em torno da “geringonça”, respondeu ter “algum receio que esta onda de optimismo iluda as pessoas e não as prepare mais uma vez para enfrentar dificuldades”.

Ricciardi prefere Novo Banco nacionalizado

Quinta-feira, Janeiro 5th, 2017

Citamos

Negócios

Para o antigo banqueiro, é preferível que o Novo Banco passe temporariamente pelas mãos do Estado a ser vendido a fundos abutre que o poderão comprar e vender aos bocados.

José Maria Ricciardi prefere o Novo Banco nacionalizado a vê-lo entregue a fundos abutre que o vão comprar para, eventualmente, vender aos bocados. A solução vai ao encontro do interesse público, dada a importância que o NB tem no crédito às pequenas e médias empresas, sustenta.

No mesmo dia em que o Banco de Portugal anunciou ter escolhido o fundo norte-americano Lone Star para negociar a venda do NB, o ex- presidente do BESI e do Haitong Bank deu uma entrevista à Sic Notícias para se aliar às vozes que, como Francisco Louçã, criticam a entrega do banco a “fundos abutre” e defendem a alternativa da nacionalização.

Contudo, a nacionalização na versão Ricciardi seria temporária, à luz do que aconteceu por exemplo no Reino Unido nos casos do Lloyds e do Royal Bank of Scotland, em que o Estado entrou o tempo necessário para estabilizar as instituições financeiras e está lentamente a desfazer-se do capital, à medida que as condições do mercado estabilizam.

Esta seria a melhor solução para os contribuintes e para a economia portuguesa em geral, diz Ricciardi, explicando porquê: “Eu acho que é melhor o banco ser nacionalizado, porque o Novo Banco que advém de outro banco que era o BES, tem uma função extremamente importante na economia portuguesa. É, não digo o único, mas um dos principais bancos no financiamento das PME”.

A venda a qualquer um dos fundos que estão na corrida pelo NB é vista com maus olhos pelo antigo banqueiro devido à própria natureza do negócio destes investidores: “Acho que seria muito grave que se deixasse o banco enveredar por um caminho, ou ter um conjunto de investidores — que eu não tenho a certeza, portanto com as devidas salvaguardas — cuja intenção é ir vender o banco aos bocados, passo o termo”.

De modo mais directo, Ricciardi quer “evitar um investimento abutre que retalhe os activos” do Novo Banco.

Esta quarta-feira à noite, o Banco de Portugal anunciou ter recomendado ao Governo a venda do NB ao fundo norte-americnao Lone Star, por ser a que “mais assegura” a “estabilidade do sistema financeiro e o reforço da confiança no futuro do Novo Banco”. A decisão não é, contudo, definitiva, já que o fundo “apresenta condicionantes, nomeadamente um potencial impacto nas contas públicas, que se procurarão minimizar ou remover no aprofundamento das negociações que agora se inicia”. Ou seja, a Lone Star quer um aval público, que o Governo quer evitar.

A palavra final caberá ao Governo, tendo Mário Centeno tido já oportunidade de afirmar que, até ao encerramento do processo, nenhum cenário está excluído. Nem o da nacionalização.

 

Ricciardi gere lucros de conta congelada

Sábado, Junho 11th, 2016

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Correio da Manhã

Milhões em nome de Santos Silva e que pertencem a Sócrates estão bloqueados, mas MP detetou que banco chinês gere a carteira de títulos.

Ricciardi defende modelo da TAP para o Novo Banco

Quarta-feira, Junho 8th, 2016

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Expresso

José Maria Ricciardi considera que a melhor solução para o Novo Banco hoje é, em vez de vendê-lo, capitalizá-lo através de um aumento de capital. A Haitong, banco que lidera, já tem potenciais investidores interessados neste modelo

Considero que primeiro devia ser feita uma capitalização do Novo Banco, com um aumento de capital. Mais tarde, far-se-ia uma venda, através de uma oferta pública (IPO) em Bolsa, já com o banco a gerar rentabilidade. É esta a minha opinião”, disse José Maria Ricciardi, presidente da Haitong (ex-BESI) ao Expresso e ao Negócios, em Nova Iorque, durante o Pan European Days.

Ricciardi defende então a entrada de um ou mais grandes acionistas no Novo Banco através de um aumento de capital, mantendo-se o Fundo de Resolução durante mais algum tempo, até haver uma dispersão em bolsa. Seria uma solução mais interessante do que vender o banco já, uma vez que fazê-lo agora implica que seja “com um desconto gigantesco”, diz. O aumento de capital, considera, deveria ser feito até ao final do ano.

“Numa comparação grosseira defendo para o Novo Banco uma solução semelhante há que se adoptou para TAP, em que o Estado fivou, entraram acionista, com uma gestão privada e capital”, exemplifica. Ricciardi considera que este modelo faria com que o Novo Banco deixasse de ser um banco de transição, adquirindo uma nova marca, reestruturando-se e tornando-se mais rentável.

“Nós, Haitong, podemos trazer alguns investidores que poderão estar interessados nesta solução. Sabemos e temos contactos com investidores que numa solução destas poderão apresentar-se como potenciais compradores”, admitiu. E foi mais longe, dizendo mesmo que já há interessados, não quis porém dizer quem.

Ricciardi defendeu ainda a existência de uma maior consolidação da banca portuguesa. “Portugal precisa de ter menos bancos, maiores e mais eficientes. É preciso uma reestruturação do sistema financeiro, e essa reestruturação passa por uma maior consolidação bancária”, afirmou. O gestor acha inclusive que a fusão entre o BCP e o Novo Banco é uma possibilidade. Tudo isto, no entanto, implica que haja capital. E Ricciardi sublinha: ou vem do exterior ou de um segundo resgate, e esta última possibilidade está, ao que tudo indica, posta de parte.

Governo não vê problemas em grupo chinês comprar banco português

Quarta-feira, Junho 8th, 2016

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Negócios

Mário Centeno defende que, do ponto de vista de mercado, não faz sentido temer investimento chinês na banca. Ricciardi, que lidera um banco de capital chinês, diz que Portugal é uma plataforma de ligação entre Ásia, Europa e EUA.

O Governo português não tem qualquer problema em investidores chineses adquirirem bancos portugueses. A garantia foi dada por Mário Centeno nos Estados Unidos, numa pergunta feita sobre a compra do antigo BESI pela Haitong.

A pergunta até foi feita a José Maria Ricciardi, no âmbito de um evento organizado pela Euronext em Nova Iorque, os Pan European Days, mas o presidente do agora denominado Haitong Bank passou para o colega de painel, Mário Centeno.

O ministro rejeitou qualquer problema na nacionalidade do capital: “De uma perspectiva de mercado, não vemos problema”. “Não provocou qualquer reacção em Portugal”, disse ainda o ministro, numa altura em que um banco português, o Novo Banco, procura um accionista – no concurso cancelado em Setembro do ano passado, estiveram dois grupos chineses (Fosun e Anbang) na fase final.

Para José Maria Ricciardi, que lidera um banco totalmente detido por um grupo chinês, “Portugal tornou-se numa das mais importantes plataformas para o investimento chinês”. O banqueiro defende que o Haitong Bank é agora uma figura importante para mediar as relações entre a China e os investidores asiáticos mas também os Estados Unidos e a Europa.

Haitong Bank à procura de comprador para o Novo Banco

Quarta-feira, Junho 8th, 2016

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SIC

José Maria Ricciardi revelou em entrevista à SIC que o Haitong Bank, antigo Banco Espírito Santo de Investimento, está à procura de um comprador para o Novo Banco.

Ricciardi assegura ainda que tem a idoneidade garantida.

O atual presidente do Haitong Bank admite, ainda assim, que se a venda não se concretizar o banco pode vir a ser integrado na Caixa Geral de Depósitos ou até nacionalizado.

São declarações prestadas à SIC numa entrevista em Nova Iorque, que poderá ser vista ainda hoje.

Ricciardi e o livro de Ricardo Salgado: É “patético”

Terça-feira, Março 15th, 2016

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Observador

Em declarações ao Público, o primo de Ricardo Salgado diz que não vai perder tempo a ler o livro que resultou do testemunho direto do ex-presidente do BES e acusa-o de ser patético.

Não leu, nem irá perder tempo a ler: é assim que o banqueiro José Maria Ricciardi, à frente da operação portuguesa do Haitong Bank, antigo braço de investimento do BES que também liderava, reage ao livro em que o seu primo, o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, fala sobre a queda do império Espírito Santo. Em declarações ao jornal Público, José Maria Ricciardi chama “patético” ao primo e acusa-o de ser responsável pela destruição do grupo.

Não é de nova, nem sequer escondida, a inimizade entre os dois membros da família Espírito Santo. Agora, em comentário ao livro Os Dias do Fim, da autoria da jornalista Alexandra Almeida Ferreira e que resultou do testemunho do antigo presidente do BES, José Maria Ricciardi acusa Ricardo Salgado de se “armar em baluarte da honra e da dignidade da familiar que traiu e aviltou”.

“É pelo menos patético que quem é responsável pela destruição de um património familiar de várias gerações, e ainda pelos incalculáveis prejuízos causados à economia nacional, às poupanças de milhares de depositantes, colaboradores e investidores, venha a terreiro arvorar-se em baluarte da honra e da dignidade da família, que ele próprio traiu e aviltou”, diz o responsável, acrescentando que não entende como é que não tendo Ricardo Salgado meios económicos para pagar cauções, pode pagar a assessores de imprensa.