Arquivo para a categoria ‘Lone Star’

Da resolução à venda, como encolheu o Novo Banco

Quarta-feira, Novembro 22nd, 2017

Citamos

Eco

Foram mais de 1.100 dias de vida do banco de transição. Uma vida atribulada e de ajustamento à realidade. É um banco mais pequeno, mas tem mais depósitos dos clientes e a liquidez também aumentou.

Foi a 4 de agosto que nasceu o Novo Banco. Resultante da resolução do BES, o banco de transição demorou mais de três anos a abandonar esse estatuto. Foram mais de 1.100 dias em que o banco, atualmente liderado por António Ramalho, foi encolhendo, preparando-se para a venda que acabou por acontecer a 18 de outubro.

Agora, ainda antes da venda ao Lone Star, tudo mudou. Conheça, em cinco indicadores, como encolheu o Novo Banco:

De 0,2 a 6,2 mil milhões de liquidez

A situação era critica antes da resolução do BES. E não melhorou muito para o banco que “nasceu” a 4 de agosto. Nessa data, a instituição liderada, à data, por Vítor Bento, era de apenas 200 milhões de euros. Mas o banco conseguiu recuperar. Até setembro deste ano, ainda antes de assinada a venda ao Lone Star, a liquidez era de 6,2 mil milhões de euros.

Há BCE, mas muito menos

O Novo Banco conseguiu diminuir a dependência do financiamento do Banco Central Europeu. Se na altura da resolução, o banco de transição necessitava de um enorme apoio da instituição liderada por Mario Draghi — 8.768 milhões de euros –, pouco antes da passagem de banco de transição para uma instituição com um novo dono, esse financiamento caiu para 5.121 milhões.

Palavra de ordem: desalavancar

O banco de transição tinha, na altura em que foi criado, 72.383 milhões de euros em ativos, montante que tinha, forçosamente de encolher. E encolheu: baixou em 21.892 milhões de euros à custa de uma forte redução do montante da carteira de crédito. O montante concedido pelo Novo Banco reduziu-se em 9.937 milhões ao mesmo tempo que os depósitos cresceram. Resultado? O rácio de transformação baixou de 140% para 103%.

Provisões para os erros do passado

Ao longo dos mais de 1.100 dias em que viveu, o banco de transição teve de fazer um enorme esforço para resolver erros do passado. Esse esforço passou pelo reconhecimento nas contas de elevadas perdas, mas também pela constituição de enormes provisões. Neste período, o Novo Banco provisionou 3.695 milhões para cobrir créditos em risco. Este ano, até ao final de setembro, foram realizadas provisões no valor de 563,2 milhões.

Atrair mais clientes (e as suas poupanças)

Ao mesmo tempo que o Novo Banco teve de encolher, o que ficou patente no saldo do crédito, para garantir a liquidez necessária teve de conseguir atrair clientes. Uma tarefa nem sempre fácil num contexto de queda dos juros — o banco de transição tinha limites às taxas que podia praticar –, mas que o banco soube cumprir. De 24.617 milhões de euros a 4 de agosto, o saldo de depósitos cresceu 5,5% para 25.960 milhões no final de setembro.

Novo Banco. Vitória numa prova de obstáculos

Quarta-feira, Novembro 22nd, 2017

Citamos

Eco

 

Do anúncio da resolução à venda, viveram-se 1.172 dias de intensas negociações. Batalhas negociais, mas também jurídicas, que culminaram na passagem do banco de transição para o Lone Star.

“Banco de Portugal deliberou hoje aplicar ao Banco Espírito Santo (BES) uma medida de resolução. A generalidade da atividade e do património do BES é transferida para um banco novo, denominado de Novo Banco.” A frase, proferida num domingo ao final da noite por um Carlos Costa visivelmente exausto, marcou a primeira resolução de uma instituição financeira nacional. Foi uma “experiência” complexa que deu o tiro de partida para uma prova de obstáculos negociais, mas principalmente jurídicos, que culminou com a venda do Novo Banco ao Lone Star.

No BES, o chamado banco “mau”, ficaram os ativos problemáticos, que implicaram perdas avultadas para acionistas e detentores de dívida subordinada. Para o Novo Banco, o banco que nasceu desta resolução, passaram os outros ativos. A instituição financeira de transição, que recebeu uma injeção de 4.900 milhões de euros, ficou nas mãos do Fundo de Resolução e na esfera do Banco de Portugal (BdP) e do Ministério das Finanças. O objetivo era a venda, o mais rapidamente possível. E ao melhor preço.

Foi o Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (RGICSF) que deu ao Banco de Portugal as armas necessárias para resolver um banco, procurando com essa medida extrema evitar consequências graves para a estabilidade financeira. Era, segundo o RGICSF, o banco central que determinava “as medidas de resolução que melhor permitam atingir as finalidades (…), cuja relevância deve ser apreciada à luz da natureza e circunstâncias do caso concreto”. Portanto, fiscalizava, resolvia e supervisionava o Fundo de Resolução, o que podia levantar dúvidas. Era uma situação “intrinsecamente problemática” e de “potencial conflito de interesses”, salienta um especialista à Advocatus.

O RGICSF nunca tinha sido posto à prova até à resolução do BES. Mas assim que o foi, foram necessárias alterações ao regime. Não por causa do banco mau, mas por causa do banco de transição. O Conselho de Ministros alterou no dia após o anúncio do BdP o regime aplicável aos bancos de transição para promover uma gestão “eficiente” e facilitar “a procura de soluções de mercado”.Apesar disso, foram vários os obstáculos à venda. “Tudo o que rodeou o processo da resolução do BES envolveu uma grande complexidade” em termos jurídicos, nota o mesmo especialista. Isto num processo que contou com o advogado Jorge Bleck, da Vieira de Almeida & Associados, do lado do Fundo de Resolução e BdP.

Mais tarde, falhada a primeira tentativa de venda, e já numa segunda fase do processo de alienação do banco, o Lone Star acabou por ser o comprador indicado pelo BdP. O fundo norte-americano contou com a assessoria da sociedade de advogados Weil, Gotshal & Manges. “O processo de venda foi juridicamente menos problemático do que a resolução”, explica um especialista à Advocatus, notando que os obstáculos mais significativos foram as aprovações necessárias, nomeadamente do BdP, Banco Central Europeu e Direção-Geral da Concorrência.

A venda foi assinada a 18 de outubro. O aperto de mão entre Carlos Costa e Donald Quintin, senior managing director do Lone Star, pôs fim a 1.172 dias de um banco de transição que acabou por ser vendido à luz de uma lei que já não existe. A resolução foi a 3 de agosto de 2014. Menos de meio ano depois, em janeiro de 2015, entrou em vigor uma nova diretiva europeia, conhecida como Diretiva Recuperação e Resolução Bancárias (DRRB) que tornou muito mais ágil todo o processo de resolução bancária na Zona Euro. As grandes alterações não foram tanto a nível das ferramentas para fazer frente a situações críticas ou do quadro legislativo. O que mudou foi a “armadura institucional”.

E também evitar situações de distorção do mercado. Como? O MUS vê de forma essencialmente “negativa” a intervenção do Estado num banco, diz o mesmo advogado. No caso do Novo Banco, resultado de uma resolução prévia à nova lei, o Estado mantém 25% do capital mesmo depois da venda ao Lone Star. “O caso do Novo Banco é uma situação de ajudas de Estado que vem de 2013, e enquanto tal, é anterior da diretiva DRRB, [sobre resoluções bancárias]”, esclareceu Valdis Dombrovskis, comissário europeu para o Euro, quando questionado sobre o facto de o Estado português manter uma participação no capital do banco, uma das condições para que esta venda se concretizasse, além da garantia de 3,89 mil milhões de euros para acautelar o risco do chamado side bank. Uma operação em que o fundo norte-americano injeta mil milhões de euros para ficar com 75% da instituição, sendo que para obter o aval de Bruxelas terá ainda de reforçar os rácios de capital com a emissão de 400 milhões de euros em dívida de elevada subordinação.

Para além de todas estas condições impostas ao comprador, bem como ao vendedor, por parte das autoridades europeias, houve um último obstáculo. Para que a alienação se concretizasse foi necessária uma almofada de capital de 500 milhões de euros. E essa “almofada” foi obtida através de uma oferta de troca de dívida sénior, através do LME (Liability Management Exercise, em inglês), bem-vista em Bruxelas, porque envolvia uma lógica de burden sharing no esforço de capitalização do Novo Banco. Foi um processo juridicamente “complexo” por envolver modelos diferentes de troca de dívida. Foi, por isso, uma negociação “intensa e difícil”, refere um especialista envolvido numa operação que foi assessorada pela Garrigues, através do apoio prestado aos bancos internacionais contratos pelo Novo Banco. A equipa foi coordenada pelos sócios Diogo Leónidas Rocha e Marta Graça Rodrigues, tendo envolvido também a participação de Gonçalo Castro Ribeiro, Isabel Coelho dos Santos e Carolina Barrueca.

Chegou a considerar-se a hipótese de aplicar o chamado scheme of arrangement, ou seja, um acordo aprovado em tribunal entre uma empresa e os seus acionistas, mas esta possibilidade caiu. O LME avançou. A operação de troca, que arrancou a 24 de julho, foi decidida, voluntariamente, em duas assembleias-gerais (AG) de obrigacionistas, sendo que os grandes investidores, como a Pimco, acabaram por colocar vários entraves. Primeiro, consideraram que o preço oferecido era baixo, depois o facto de estarem a trocar obrigações seniores por depósitos não agradou aos investidores. O autointitulado Comité de Credores, que controlava mais de 30% das obrigações que o Novo Banco quis recomprar a desconto, afirmou que os depósitos oferecidos não garantiam acesso à liquidez gerada pela entrega dos títulos de dívida, transacionados em mercado.

Bruxelas aprova venda do Novo Banco à Lone Star

Quinta-feira, Outubro 12th, 2017

Citamos

Público

O plano de reestruturação visa garantir a viabilidade a longo prazo do banco. Governo espera concluir negócio “nos próximos dias”

A Comissão Europeia aprovou, ao abrigo das regras da UE em matéria de auxílios estatais, a venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star, foi divulgado nesta quarta-feira em Bruxelas. A 10 de Julho, Bruxelas já havia aprovado a venda do Novo Banco, mas a avaliação das ajudas estatais estava ainda em suspenso.

“Aprovámos os planos de Portugal para conceder um auxílio estatal ao Novo Banco ao abrigo da regras da UE, com base no plano de reestruturação de grande envergadura e às medidas adoptadas pelo banco para limitar as distorções da concorrência”, declarou a comissária Margrethe Vestager.

Em reacção, o gabinete do ministro das Finanças, Mário Centeno, emitiu uma nota às redacções garantindo que, “com esta determinação [de Bruxelas]” – “completando-se assim a resolução ddo BES de 2014” – o “processo de alienação do Novo Banco pelo Fundo de Resolução à Lone Star estará concluído nos próximos dias”.

“Em Agosto de 2014, Portugal decidiu desencadear a resolução do Banco Espírito Santo (BES) ao abrigo do quadro português de resolução bancária e estabeleceu a estratégia para a sua resolução”, recordou esta quarta-feira a Comissão Europeia. “Para permitir uma resolução ordenada, Portugal concebeu algumas medidas de apoio, incluindo o auxílio estatal à transferência de certos activos do BES para um banco de transição, o Novo Banco”.

“Os accionistas do BES e os detentores de dívida subordinada contribuíram plenamente (em quase sete mil milhões de euros) para os custos da resolução em conformidade com os requisitos de repartição de encargos, limitando o montante de capital estatal necessário para o banco de transição”, contextualiza o organismo europeu.

“Outro dos aspectos que permitiu à Comissão aprovar o auxílio foi o compromisso assumido por Portugal de vender o banco de transição Novo Banco para limitar as distorções da concorrência”, explica o comunicado que conclui assim, com esta aprovação, “a resolução do BES de 2014”.

Em termos concretos, a Comissão apreciou três questões ao abrigo das regras da UE em matéria de auxílios estatais: a competitividade do processo de venda do banco de transição; os planos de Portugal para conceder auxílios estatais adicionais, a fim de concluir a resolução do BES; e a venda do banco de transição e a viabilidade da entidade resultante da venda do banco de transição.

O comunicado de Bruxelas cita o plano de reestruturação que permitirá à instituição liderada por António Ramalho “melhorar a gestão do risco de crédito, a fim de reforçar a solvência e a capacidade de resistência do banco”. “A Comissão concluiu que, em conjunto, o plano de reestruturação e os compromissos restabelecem a viabilidade do banco e permitem ao banco ultrapassar a pesada herança”.

O Fundo de Resolução aceitou responsabilidades contingentes (podem acontecer ou não) não excedendo os 3800 milhões. Até 2025, o Fundo de Resolução poderá ser chamado a injectar fundos no Novo Banco para tapar buracos provocados pela saída a desconto de activos do side bank. Como não dispõe de verbas, se tiver de repor o capital do Novo Banco nos níveis exigidos terá de voltar a contrair dívida junto do Estado.

O contrato de promessa de compra e venda entre o Fundo de Resolução e o fundo norte-americano foi assinado em 31 de Março. O negócio prevê injecções de capital no Novo Banco no montante total de 1000 milhões de euros, dos quais 750 milhões de euros no momento da conclusão da operação e 250 milhões de euros no prazo de até três anos.

No comunicado após ser conhecida a mais recente decisão da Comissão Europeia, o Ministério das Finanças defende: “a injecção de mil milhões de euros pela Lose Star, juntamente com o plano de reestruturação e as medidas aprovados pela Comissão, em conformidade com as regras da União Europeia em matéria de auxílio estatal, irão garantir a viabilidade a longo prazo do Novo Banco”,

Por seu lado, Bruxelas na comunicação desta quarta-feira sublinha que a “decisão de conceder auxílios estatais é da competência exclusiva” de Portugal. “O papel da Comissão limita-se à apreciação da compatibilidade desse apoio previsto, que Portugal notificou à Comissão, com as regras da UE em matéria de auxílios estatais”.

Sem presença no sector bancário nacional, a Lone Star chegou a Portugal em 2015, ano em que ficou com o empreendimento Vilamoura, no Algarve, e com quatro centros comerciais Dolce Vita (Porto, Vila Real, Coimbra e Lisboa).

 

Lone Star coloca Vilamoura à venda

Quarta-feira, Outubro 4th, 2017

Citamos

Observador

Lone Star coloca Vilamoura à venda

O fundo norte-americano Lone Star, que está a negociar a compra de 75% do Novo Banco, colocou grande parte de Vilamoura à venda. Entre os ativos alienados, destaca-se a marina de Vilamoura.

fundo norte-americano Lone Star colocou parte de Vilamoura à venda. De acordo com o Jornal de Negócios, a alienação de ativos surge depois da compra do empreendimento em março de 2015.

Ao que tudo indica, uma operação deste tamanho nunca vai estar terminada até ao fim de 2017. Entre os vários ativos à venda, destaca-se a marina de Vilamoura, com 825 postos de amarração. A Lone Star está a ser representada pela consultora imobiliária CBRE, com a qual já fez parcerias noutros negócios. Entre os vários interessados – que não quiseram comentar a notícia – está incluídoum representado pela Aguirre Newman.

 

A verdade é que parte da vila algarvia regressa ao mercado dois anos depois de ter sido adquirida pela Lone Star por certo de 200 milhões de euros; um valor abaixo dos 360 milhões que oCatalunya Banc, detido pelo BBVA, pagou pelos mesmos ativos. O Negócios tentou contactar a Vilamoura World, a empresa que gere o empreendimento, e a própria Lone Star, mas nenhuma quis prestar declarações.

Vilamoura tem uma área total de 1.700 hectares. Destes, 700 mil metros quadrados estão destinados à construção. No empreendimento existem, para além de áreas residenciais e de hotelaria, uma marina, um casino, campos de golfe, futebol e ténis. Em setembro de 2015, o então presidente executivo da Vilamoura World, Paul Taylor, anunciou um investimento de mil milhões de euros, com o objetivo de renovar a área circundante da marina e desenvolver 18 projetos imobiliários – com data de conclusão prevista para 2020. Em outubro de 2016, Taylor foi substituído por Juan Goméz-Vega. Atualmente, o projeto está entregue a Dominique Cressot, o que ilustra as grandes mudanças que a Lone Star tem feito no leme do negócio.

A obra com maior destaque das 18 em construção, até pela dimensão, é o Vilamoura Lakes, antes conhecida como Cidade Lacustre e distinguido como Projeto de Potencial Interessa Nacional. De acordo com o Negócios, este projeto não está contemplado na lista dos que a Lone Star quer agora vender. Esta não é a primeira vez que o fundo norte-americano compra em Portugal para depois vender; adquiriu os centros comerciais Dolce Vita de Porto, Douro e Coimbra ao falido Chamartín para depois os ceder ao Deutsche Bank por 200 milhões. Já em 2016, vendeu o edifício do Monumental e uma das Torres de Lisboa aos espanhóis daMerlin, negócio que valeu mais de 100 milhões.

Atualmente, a Lone Star tem feito capas de jornais em Portugal por estar a negociar a aquisição de 75% do Novo Banco, depois de um acordo firmado com o Banco de Portugal.

 

Novo Banco garante 500 milhões na recompra de obrigações. Venda ao Lone Star quase fechada

Quarta-feira, Outubro 4th, 2017

Citamos

Eco

É oficial. O Novo Banco convenceu os credores com dívida a mais curto prazo, o que garantiu o sucesso da recompra de obrigações. Só falta o ‘ok’ final de Bruxelas para fechar venda ao Lone Star.

Era uma das principais condições para que se concretizasse a venda do Novo Banco ao Lone Star. A instituição liderada por António Ramalho cumpriu os objetivos na operação de recompra de obrigações seniores, ao recomprar mais de 4,7 mil milhões de euros em obrigações. Com esta operação de Liability Management Exercise (LME), o Novo Banco garante mais de 500 milhões de euros nos rácios de capital, já tendo em conta o impacto dos depósitos que serviram de contrapartida à recompra. Agora, só faltam formalismos, nomeadamente com as autoridades em Bruxelas e Frankfurt, para fechar a venda ao fundo norte-americano.

A adesão por parte dos investidores com dívida com maturidades mais curtas foi massiva, “claramente acima dos 75%”, o que acabou por ter um peso decisivo no objetivo da instituição que procurava com esta operação recomprar dívida a desconto para arrecadar um reforço de mais de 500 milhões de euros nos rácios de capital. Nas maturidades mais longas, a adesão foi menor, mas como são obrigações a mais longo prazo, e sobretudo de cupão zero, o impacto no capital era menor.

Com estes resultados, a equipa de António Ramalho, Sérgio Monteiro e o Banco de Portugal pode finalmente cantar vitória no processo de venda do Novo Banco cuja primeira tentativa de alienação remonta a janeiro de 2015. As últimas horas, já depois do apuramento dos resultados da recompra de obrigações, foram de negociações intensas com as autoridades para fechar as pontas que ainda estavam soltas, nomeadamente o plano de negócios. Os resultados da operação foram comunicados esta madrugada e depois o ‘closing’ da operação terá de ser feito nos próximos dez dias, mas há a intenção de encurtar estes prazos. O que falta? O ‘ok’ da DG Comp (a direção geral da concorrência europeia).

O sucesso da operação de recompra era uma das condições obrigatórias para que se concretizasse a venda do Novo Banco aos norte-americanos do Lone Star que vão ficar com 75% da instituição que resultou da resolução do antigo Banco Espírito Santo.

O Lone Star vai injetar 750 milhões de euros no momento da conclusão da operação, e compromete-se a colocar mais 250 milhões num prazo de até três anos. O Fundo de Resolução permanecerá com 25% do capital do banco e ainda esta segunda-feira o Governo aprovou um acordo-quadro que permita assegurar “a capacidade de o Fundo de Resolução satisfazer os seus compromissos, que são eventuais, e contribuir, assim, para a conclusão do processo de alienação do Novo Banco”.

Isto porque o processo de venda prevê um mecanismo de capital contingente, em que o Estado garante aos norte-americanos a reposição dos rácios de capital até um montante de 3,9 mil milhões de euros. Esta reposição acontece sempre que o rácio de capital, pela via da alienação dos ativos do side bank abaixo do valor a que estão registados no balanço, cair abaixo de um determinado nível, previsivelmente de 12,5%.

Comunicado do Novo Banco à CMVM

O Novo Banco vai proceder à compra e reembolso antecipado de 4.743 milhões de euros de obrigações, representando 57% do valor nominal das obrigações objeto da oferta, pelo montante global de 1.988 milhões de euros nos termos da oferta de aquisição e de solicitação de consentimento concluído a 2 de outubro.

A transação vai permitir o cumprimento dos objetivos de aumento de capital próprio (Core Tier 1) e ganhos equivalentes, incluindo poupança de juros, num valor acima de 500 milhões de euros.

O sucesso obtido ficou a dever-se ao facto de a oferta ter permitido a compra e reembolso de obrigações representativas de 73% do valor contabilístico.

A data da liquidação está agendada para hoje 4 de outubro de 2017.

A concretização da venda do Novo Banco à Lone Star deverá ocorrer logo após a autorização formal da Comissão Europeia.

Lone Star tem 909 milhões de créditos fiscais para reaver

Quarta-feira, Outubro 4th, 2017

Citamos

Negócios

A Lone Star tem 909,3 milhões de créditos fiscais para recuperar no Novo Banco que podem ajudar a rentabilizar o investimento de 1.000 milhões que vai fazer na instituição. Rentabilização só pode ocorrer com venda.

Supervisor dos seguros já aprovou venda do Novo Banco

Quarta-feira, Outubro 4th, 2017

Citamos

Negócios

A Autoridade de Supervisão dos Seguros já aprovou a venda do Novo Banco à Lone Star. Entidade liderada por José Almaça tinha de se pronunciar porque a instituição financeira tem participações em seguradores e gestoras de fundos de pensões. Posição do BCE ainda não é conhecida.

A Lone Star já recebeu autorização da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) para adquirir o Novo Banco, confirmou fonte oficial do supervisor liderado por José Almaça ao Negócios. Quanto à posição do Banco Central Europeu (BCE), ainda não foi possível confirmar se o Mecanismo Único de Supervisão (MUS) já aprovou a operação.

A luz verde da ASF é indispensável à concretização da operação, uma vez que a instituição liderada por António Ramalho tem participações em duas seguradoras e numa gestora de fundos de pensões. A aprovação da entidade de supervisão, dada à Nani Holdings, sociedade da Lone Star, foi tomada ainda em Setembro.

Na sua deliberação, datada de 27 de Setembro, a ASF decidiu “não se opor à aquisição, pela Nani Holdings de uma participação qualificada indirecta correspondente a 100% do capital social e dos direitos de voto da GNB – Companhia de Seguros Vida (…) e da GNB – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões”, bem como da compra de “uma participação qualificada indirecta correspondente a 25% do capital social e dos direitos de voto da GNB – Companhia de Seguros”, adiantou fonte oficial do supervisor liderado por José Almaça.

Já o gabinete de imprensa do BCE recusou adiantar ao Negócios se o MUS já autorizou a Lone Star a ficar com 75% do Novo Banco, tal como ficou acordado entre o investidor norte-americano e o Fundo de Resolução a 31 de Março.

As aprovações dos supervisores são duas das condições precedentes à compra da instituição de cuja obtenção o Novo Banco fazia depender o sucesso da oferta de aquisição de dívida – a instituição tinha a opção de deixar cair esta condição de sucesso de operação de compra de obrigações, cujos resultados serão divulgados esta terça-feira.

Além do BCE e da ASF, também a Comissão Europeia tem de se pronunciar. Bruxelas tem de aprovar o plano de reestruturação que a Lone Star terá de executar nos próximos anos para garantir a viabilidade do Novo Banco.

Comissária europeia da Concorrência deverá tomar “decisão final em breve”

Terça-feira, Outubro 3rd, 2017

Citamos

Público

Plano final de reestruturação para o Novo Banco, que garanta a viabilidade da instituição bancária a longo prazo, deverá ser conhecido dentro de pouco tempo.

A comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, está em “contacto estreito e constructivo” com o Governo português sobre a reestruturação do Novo Banco e espera que Bruxelas tome “uma decisão final em breve”.

De acordo com o porta-voz da Comissão Europeia para os assuntos da concorrência, Ricardo Cardoso, a comissária Vestager tem confiança de que “a Comissão poderá adoptar uma decisão final em breve” relativamente a esta matéria.

Depois do acordo de princípio, a que Bruxelas e o Governo português chegaram em Março para permitir a venda do Novo Banco à Lone Star, numa operação feita “em conformidade com as regras da União Europeia em matéria de auxílios de Estado”, o porta-voz acrescentou que a comissária europeia da concorrência “está em contacto estreito e construtivo com o Ministro das Finanças, Mário Centeno, sobre um plano final de reestruturação para o Novo Banco que garanta a viabilidade da instituição bancária a longo prazo.

As declarações surgem no dia em que termina a oferta de recompra de dívida própria, lançada a 25 de Julho e com a qual o banco prevê conseguir poupanças de 500 milhões de euros, uma operação essencial para que seja concretizada a venda do banco ao fundo norte-americano Lone Star.

Criado aquando da resolução do Banco Espírito Santo (BES), em 03 de Agosto de 2014, como banco de transição, o Novo Banco é detido na totalidade pelo Fundo de Resolução, entidade detida pelos bancos do sistema, mas gerido pelo Banco de Portugal (BdP).

Em Março, foi assinado o contrato de promessa de compra e venda entre o Fundo de Resolução (actual accionista único do Novo Banco) e o fundo norte-americano Lone Star, que prevê que o Novo Banco seja alienado em 75%, mantendo o Fundo de Resolução 25%.

A Lone Star não pagará qualquer preço, tendo acordado injetar 1000 milhões de euros no Novo Banco para o capitalizar, dos quais 750 milhões entrarão quando o negócio for concretizado e os outros 250 milhões até 2020.

Já o Fundo de Resolução ficou com a responsabilidade de compensar o Novo Banco por perdas que venham a ser reconhecidas com os chamados activos tóxicos (crédito malparado e imobiliário) e alienações de operações não estratégicas, caso ponham em causa os rácios de capital da instituição, no máximo de 3,89 mil milhões de euros.

A concretização do negócio ainda está sujeita a três condições: as autorizações da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, a nível de ajudas estatais e do Banco Central Europeu, mas também a uma operação de diminuição de passivo do Novo Banco.

Esperava-se que esta operação fosse uma troca de dívida própria, mas o banco optou por uma recompra desses títulos para, assim, poupar 500 milhões de euros.

O Novo Banco teve prejuízos de 290,3 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, uma melhoria face aos 362,6 milhões de euros negativos registados entre Janeiro e Junho do ano passado.

Morgan Stanley cria veículo para desbloquear compra de dívida do Novo Banco

Sexta-feira, Setembro 29th, 2017

Citamos

Negócios

O Morgan Stanley terá sido o responsável pela solução que permitiu ao Novo Banco desbloquear a recompra de obrigações, convencendo a Pimco. O banco criou um veículo que dará liquidez aos depósitos que ficarão nas mãos dos investidores que aceitarem vender as obrigações.

O banco americano Morgan Stanley estará por detrás de um veículo especial que será determinante para a o processo de recompra das obrigações do Novo Banco, revelou fonte próxima do processo, citada pela Bloomberg.

 

Esta estratégia terá sido determinante para convencer investidores como a Pimco a participar neste processo. Ainda que não se saiba a percentagem exacta, é certo que a Pimco tem uma palavra determinante para viabilizar a operação. E, depois de ter recusado inicialmente as condições apresentadas pelo banco liderado por António Ramalho, já terá aceite.

 

O Morgan Stanley terá encontrado a solução para aquilo que era alvo de objecção por parte dos detentores de dívida, arranjando uma forma de transformar os depósitos a prazo, que serão constituídos para os investidores que aceitarem a oferta de compra das obrigações, em activos transaccionáveis.

 

A solução encontrada passa por transformar os depósitos em obrigações transaccionáveis por um veículo especial, chamado de Emerald Bay, segundo as mesmas fontes.

 

O Morgan Stanley terá apresentado a solução esta semana e deverá ficar com, pelo menos, 50 pontos base de cada negociação. As assembleias-gerais que não reuniram ou que não juntaram o quórum necessário na primeira chamada estão agendadas para esta sexta-feira, 29 de Setembro.

 

Para convencer os obrigacionistas a aceitarem a oferta de compra de dívida, o Novo Banco concebeu uma proposta comercial que permite aos investidores recuperarem a quase totalidade do capital aplicado nas obrigações através de depósitos a prazo. As aplicações têm de se manter por um período entre três e cinco anos e pagam taxas de juro que variam entre 1% e 6,84%, consoante as linhas de obrigações. A oferta de compra de dívida do Novo Banco tem de gerar uma folga de solidez superior a 500 milhões para absorver os custos dos depósitos que estão a ser propostos aos obrigacionistas.

 

O êxito da operação exige que a instituição liderada por António Ramalho consiga adquirir 75% do total da dívida e, pelo menos, 1.000 milhões das emissões realizadas a partir da sucursal de Londres. Está ainda previsto que, após o fecho bem-sucedido da oferta, a venda do banco aconteça até 20 de Outubro. Só com a recompra de obrigações avança a alienação à Lone Star.

Contagem  decrescente na venda do Novo Banco

O fim da oferta de compra de dívida está à vista, pelo que a venda do Novo Banco entra em contagem decrescente. Saiba o que falta.

Detentores de 12 linhas votam venda compulsiva de dívida
Esta sexta-feira, os investidores com títulos de 12 emissões votam a proposta de venda compulsiva das obrigações. As assembleias gerais têm lugar em Londres e seguem-se às reuniões realizadas a 8 de Setembro, em que nove linhas aprovaram o carácter compulsivo da oferta de aquisição e 15 emissões chumbaram esta proposta.

Ordens de venda podem ser dadas até 2 de Outubro
Os investidores que têm obrigações do Novo Banco podem dar ordens de venda dos títulos até 2 de Outubro. Mesmo os detentores de obrigações das 15 emissões que chumbaram a venda compulsiva podem alienar os seus títulos. Já os investidores das nove linhas que aceitaram a venda compulsiva não necessitam de fazer nada: a decisão da assembleia-geral torna a alienação obrigatória.

Liquidação da oferta acontece dia 4
Depois de conhecidos os resultados da oferta, a liquidação financeira da operação acontece a 4 de Outubro. Para que a operação tenha sucesso, o Novo Banco tem de conseguir comprar 75% das obrigações e gerar uma folga de solidez de 500 milhões de euros.

Venda do banco tem de ocorrer até dia 20
Está previsto que a venda do Novo Banco seja concretizada no prazo de dez dias úteis após a liquidação da oferta de compra de dívida. Assim, o negócio tem de ser concluído até 20 de Novembro. Mas para que isso aconteça é necessário que o BCE autorize a operação de venda à Lone Star.

Grandes investidores admitem deixar de apostar em Portugal

Segunda-feira, Setembro 4th, 2017

Citamos

Diário de Notícias

Em causa a operação de recompra de dívida do Novo Banco a obrigacionistas.Venda pode estar dependente desta operação

“As compras de obrigações portuguesas pelo Banco Central Europeu não vão durar para sempre.” A frase é de uma fonte de um grande investidor institucional mundial e serve de aviso futuro, quando os maiores credores do Novo Banco enfrentam mais uma leva de perdas depois de no final de 2015 terem visto serem “confiscados” 2,2 mil milhões de euros em obrigações sénior do banco, que acabaram transferidas para o BES mau, que agrega os ativos tóxicos do antigo Banco Espírito Santo. O anúncio e a decisão do Banco de Portugal apanhou então os investidores de surpresa. Foi um choque.

Agora, o Banco de Portugal é de novo visto por investidores estrangeiros como um dos principais responsáveis pela oferta em curso de recompra de dívida do Novo Banco e que acarreta perdas entre 11% e 90% ao longo da maturidade dos títulos, entre entre 2019 e 2052.

Fonte de um destes investidores mundiais diz mesmo que aqueles que forem mais penalizados pelas decisões do Banco de Portugal e do Novo Banco, admitem “não voltar a investir em ativos portugueses”. “Portugal é que vai pagar no futuro todas estas decisões”.

Falando com estes investidores, há quem refira que “as decisões têm sido de algum amadorismo, com falhas técnicas, e com atitudes erráticas e imprevisíveis”. Outra fonte refere ainda que, em Portugal, “nota–se uma descoordenação entre as várias entidades. Isto é assustador, porque foram compradas obrigações seniores e nunca se sabe o que vai acontecer”.

Os grandes credores uniram-se num comité de obrigacionistas que enviou uma carta ao supervisor por estar contra a proposta do Novo Banco: consideram que a proposta não tem base legal e que, dizem, servirá apenas para facilitar a venda à Lone Star. Estes investidores podem travar a venda do banco já que detêm mais de 30% do valor nominal das obrigações do Novo Banco e a operação exige um nível mínimo de aceitação de 75%.

Mas os grandes credores, incluindo nomes como a Pimco, o maior gestor de obrigações a nível mundial e que tem um investimento de 228,6 milhões no banco, enfrentam a ausência de vontade em negociar do lado português. O Banco de Portugal remete as responsabilidades pela oferta para o Novo Banco e este diz que a oferta é transparente e para todos os credores.

Certo é que mais uma vez o Banco de Portugal e o Novo Banco enfrentam os maiores investidores do mundo. E estes não estão nada satisfeitos ao terem de enfrentar novos prejuízos. “O Banco de Portugal e o Novo Banco não mostram vontade em negociar de forma construtiva. Isto é simplesmente chantagem”, disse fonte de um dos investidores estrangeiros. “Não me parece uma boa forma de atrair investimento estrangeiro no futuro.” E pode mesmo afastar investidores da dívida soberana portuguesa, quando deixar de haver a rede de compras do Banco Central Europeu. A expansão do balanço dos três principais bancos centrais – Reserva Federal, Banco Central Europeu e Banco do Japão – deverá abrandar para próximo de zero em 2019.

De costas voltadas

Para já, sabe-se que não há negociações entre o Novo Banco e os seus maiores obrigacionistas, que detêm mais de 30% do montante nominal das obrigações do banco. A operação, denominada LME-Liability Management Exercise -, envolve 36 linhas de obrigações e é uma das condições para a venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star. O objetivo do Novo Banco é poupar 500 milhões de euros e reforçar o seu capital. No total, as obrigações abrangem um valor de 8,3 mil milhões de euros.

O Novo Banco já respondeu à carta enviada pelo comité de obrigacionistas, mas não divulgou qual foi a resposta. Estes grandes investidores têm mostrado disponibilidade para negociar uma solução mais vantajosa, quando a oferta que está na mesa envolve perdas para os investidores entre 11% e cerca de 90%. Mas para o Novo Banco as condições da oferta são as que estão na mesa, já anunciadas formalmente e são válidas para todos os obrigacionistas, sem exceções. “O Novo Banco respondeu sempre a todos os obrigacionistas ou seus representantes”, afirmou fonte do Novo Banco ao DN/Dinheiro Vivo.

O braço-de-ferro vai continuar entre o Novo Banco e o comité de obrigacionistas que ainda não decidiu se aceita a oferta. Segundo o DN/Dinheiro Vivo apurou junto do comité de obrigacionistas, “não há negociações em curso”. E lamentam que nem o Novo Banco nem as autoridades portuguesas, incluindo o Fundo de Resolução e o Banco de Portugal, têm ponderado propostas construtivas para responder a algumas questões sobre a oferta.

Os depósitos foram uma solução anunciada pelo Novo Banco como forma de minimizar perdas para os obrigacionistas e incentivá-los a aceitar a oferta. Oferecem juros entre 1% e 6,84% e o presidente executivo do Novo Banco, António Ramalho, afirmou à Reuters que estes depósitos vão permitir aos investidores recuperar a totalidade do valor investido.

Mas alguns fundos de investimento e outras instituições alegam que não podem ter depósitos. Ou seja, não podem beneficiar do”incentivo”. Os depósitos, ao contrário de ações e obrigações, não podem ser transacionados no mercado e não podem estar na carteira de alguns dos fundos, apontou uma fonte de um investidor institucional. “Existem questões técnicas, legais, importantes, que não foram tidas em conta na montagem da operação”, apontou uma fonte de um dos principais grandes obrigacionistas.

Analistas e grandes investidores têm outra opinião e falam em oferta coerciva e que obriga os investidores a aceitar a oferta ou a correr o risco de ver falhar a venda do Novo Banco à Lone Star ou que haja uma liquidação ou nova resolução. No mercado, há ainda quem acredite que o Novo Banco poderá baixar o patamar de aceitação da oferta, para abaixo dos 75%, e ficar com os restantes obrigacionistas que não aceitem a oferta. Questionado sobre esta possibilidade, o Novo Banco não comenta.

A oferta decorre até 2 de outubro mas os obrigacionistas terão de dar o seu aval ou rejeitar a operação já no dia 8 de setembro em assembleia geral. Parte destes grandes investidores recorreram para os tribunais devido à transferência de 2,2 mil milhões de euros em obrigações sénior do Novo Banco para o BES mau.