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Novo Banco põe carteira de imóveis de 500 milhões à venda

Sexta-feira, Abril 19th, 2019

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Eco

Novo Banco põe carteira de imóveis de 500 milhões à venda

 

Banco liderado por António Ramalho lançou no mercado uma nova carteira de ativos problemáticos. Quer baixar rácio de malparado dos 22,4% para perto dos 12% no final deste ano.

Novo Banco colocou à venda uma nova carteira de ativos imobiliários com valor contabilístico bruto de 500 milhões de euros, com o objetivo de fechar a transação até final de junho, adianta o Jornal Económico esta sexta-feira (acesso pago).

Trata-se de um portefólio chamado “Sertorius”composto por 200 ativos, cerca de dois terços terrenos não edificados e alguns imóveis industriais, residenciais e comerciais. A maioria destes imóveis está localizada em Lisboa e em Setúbal.

O lançamento deste processo ocorre numa altura em que o banco liderado por António Ramalho tem no mercado mais duas carteiras por fechar. O projeto “Albatros”, que consiste num conjunto de imóveis no valor de 400 milhões de euros em Espanha, está numa fase mais adiantada, devendo ser alienado ao fundo Waterfall, faltando apenas a autorização do Fundo de Resolução. Já o “Nata 2” foi lançado no mercado recentemente. Conforme adiantou o ECO em primeira mão, trata-se de um portefólio de crédito malparado no valor de 3,3 mil milhões de euros, estando na corrida por estes NPL (non performing loans) os fundos Cerberus, Bain e KKR.

Ainda no final do ano passado, o banco fechou dois negócios de grande envergadura: o “Projeto Nata”, no valor de 2,15 mil milhões de euros, foi vendido ao KKR e Lx Partners; o “Projeto Viriato”, respeitante a uma carteira de quase 9.000 imóveis no valor de 715,7 milhões, foi alienada à Anchorage Capital Group.

O Novo Banco registou prejuízos de 1.412 milhões de euros no ano passado, um resultado que foi penalizado sobretudo pela venda de ativos tóxicos. Por causa disto, a instituição pediu 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução, no âmbito do mecanismo de capital contingente que foi criado aquando da venda ao Lone Star. O Programa de Estabilidade prevê mais injeções de 1.000 de euros nos próximos dois anos.

 

Novo Banco dispara 90 mil ações contra devedores para recuperar créditos

Quarta-feira, Abril 17th, 2019

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Negócios

O banco está a vender ativos tóxicos. Mas está também a tentar recuperar créditos na Justiça. São mais de 90 mil as ações executivas que correm nos tribunais, cujos visados são sobretudo empresas.

O Novo Banco está a vender carteiras de crédito malparado, mas também a tentar recuperar créditos em dívida. A instituição financeira liderada por António Ramalho tem mais de 90 mil ações a correr nos tribunais, apurou o Negócios. Os alvos são, na sua maioria, empresas. E, dessas, um terço está em insolvência ou perto disso.

No total, o banco que resultou da resolução do Banco Espírito Santo (BES) tem 90.700 ações executivas em tribunal para tentar recuperar as dívidas . Entre os processos em curso, contam-se 24 mil reclamações de crédito por parte do Novo Banco junto de empresas em insolvência. Já relativamente às empresas que estão em Processo Especial de Revitalização (PER) – através do qual os devedores negoceiam a dívida com os respetivos credores – são 2.700 processos, conforme apurou o Negócios. Ou seja, cerca de 30% das reclamações estão a ser movidas junto de empresas que estão numa situação financeiramente frágil.

Mas há ainda uma grande “fatia” de ações executivas diretas, que é o caso, por exemplo, de penhoras: são, ao todo, 44 mil processos que correm na Justiça numa tentativa de recuperar estas dívidas por cobrar. Os restantes 20 mil são reclamações não tipificadas.

Vendas de 4 mil milhões
Estas ações servem para tentar recuperar os créditos que continuam no balanço do banco. Mas é apenas uma das vertentes dos esforços do Novo Banco para se tornar uma instituição financeira rentável. António Ramalho e a restante administração estão a apostar na venda de carteiras de ativos tóxicos, que incluem empréstimos em incumprimento e imóveis.

Conforme avançou a Bloomberg, o Novo Banco está à procura de compradores para dois portefólios de crédito malparado, cujo montante total supera os 3,5 mil milhões de euros. Mas, segundo apurou o Negócios, a este montante podem vir a juntar-se outras vendas, elevando o valor para perto de 4 mil milhões de euros este ano. Isto depois de, no ano passado, o banco ter avançado com o chamado projeto “Nata”.  Nesta operação estavam em causa duas parcelas: uma de 550 milhões de euros e outra de 1,2 mil milhões de euros de crédito malparado. Já o segundo projeto, o “Viriato”, incluiu a venda de 9.000 imóveis à Anchorage Capital.

Estas vendas acabaram por provocar perdas de perto de 270 milhões de euros, num ano em que o Novo Banco registou um prejuízo de 1.412 milhões de euros e pediu uma nova injeção de capital ao Fundo de Resolução.

 

Novo Banco perde 159 milhões com imóveis e 110 milhões com malparado

Segunda-feira, Abril 15th, 2019

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Negócios

O banco liderado por António Ramalho planeia vender perto de 4 mil milhões de euros em crédito malparado e imóveis este ano. Um esforço que se segue à venda de duas carteiras que provocou perdas em 2018 de 270 milhões de euros.

O Novo Banco continua a a acelerar a venda de carteiras de crédito malparado e imóveis para libertar o balanço dos ativos tóxicos. Só este ano, estes esforços devem levar a instituição financeira liderada por António Ramalho a alienar perto de quatro mil milhões de euros. Um esforço que pode voltar a ter impacto nos resultados do banco, depois de, no ano passado, essa “limpeza” ter levado a entidade que resultou da resolução do Banco Espírito Santo (BES) a registar perdas de mais de 200 milhões de euros na venda de duas carteiras. E a fazer um novo pedido de injeção ao Fundo de Resolução para reforçar os rácios de capital.

De acordo com o relatório e contas para 2018, divulgado recentemente pelo Novo Banco, o projeto Nata e Viriato geraram perdas de 110,1 milhões e 159 milhões de euros, respetivamente, totalizando 269,1 milhões de euros. Na primeira operação, estavam em causa duas parcelas: uma de 550 milhões de euros e outra de 1,2 mil milhões de euros de crédito malparado. Já a segunda incluiu a venda de 9.000 imóveis à Anchorage Capital.

Apesar de estas operações melhorarem os balanços dos bancos, podem, no entanto, ter impacto negativo nas contas, caso haja necessidade de suprir a diferença a que os créditos estão registados no balanço e o valor a que são vendidos. E foi o que acabou por acontecer no caso do Novo Banco. Isto no ano em que a instituição financeira registou um prejuízo de 1.412 milhões de euros. Não foi recorde porque as contas do ano anterior foram reexpressas, tendo o saldo de 2017 disparado para mais de dois mil milhões de prejuízos. Perante as perdas avultadas, e tendo em conta o forte impacto nos rácios de capital do Novo Banco, a instituição solicitou de imediato uma injeção de capital de 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução, entidade que pertence à esfera do Estado e é gerida pelo Banco de Portugal. Esse pedido está pendente de uma certificação pedida tanto pelo Fundo como pelo ministro das Finanças.

Vendas podem alcançar os 4 mil milhões de euros

Este ano, o cenário poderá repetir-se, numa altura em que o banco volta a acelerar a venda destes ativos tóxicos. De acordo com a Bloomberg, o Novo Banco está à procura de compradores para dois portefólios de crédito malparado, cujo montante total supera os 3,5 mil milhões de euros. Mas, conforme apurou o Negócios, a este montante podem vir a juntar-se outras vendas, elevando o valor para perto de 4 mil milhões de euros este ano. Um dos portefólios referidos pela agência ascende a três mil milhões de euros, de dívida garantida e não garantida de empresas, o que poderá corresponder a uma das vendas de malparado mais elevadas de sempre em Portugal. Fontes revelaram ainda à agência de notícias que o banco liderado por António Ramalho está à espera de receber propostas não vinculativas do portefólio de 3.000 milhões de euros, apelidado de projeto Nata 2, até 17 de abril, prevendo terminar a operação em junho. Nesta corrida, refere a Bloomberg, está a Cerberus Capital Management, mas também a KKR e a Bain Capital, tal como o Eco já tinha avançado.

Com esta aposta, o Novo Banco conta baixar o rácio de NPL (“non-performing loans”, ou crédito malparado) para os 12% este ano, em comparação com os 22,4% registados no final do ano passado e aproximando-se da média do sistema financeiro nacional de 9,4%. Para tal, o banco terá de continuar a vender, num esforço que tem sido transversal a todos os bancos portugueses.

Segundo os dados do Banco de Portugal referentes ao ano passado, e apesar de a tendência ser de descida, o total de crédito nestas condições ainda é de 25,8 mil milhões de euros.

Números

Limpar balanço, mas registar perdas
O Novo Banco continua a vender malparado para “limpar” o balanço. Mas estas vendas têm impacto nos resultados.   
4.000
Vendas
As vendas de crédito malparado e imóveis do Novo Banco podem alcançar, este ano, os 4 mil milhões de euros.

269,1
Perdas
A venda das carteiras designadas de Nata e Viriato provocou perdas de 269,1 milhões de euros ao Novo Banco.

1.149 
Injeção de capital
A “limpeza” de malparado em 2018 levou o banco a pedir uma nova injeção ao Fundo de Resolução, de 1.149 milhões.

Novo Banco à espera do Fundo de Resolução para vender malparado em Espanha ao fundo Waterfall

Segunda-feira, Abril 8th, 2019

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Eco

Novo Banco à espera do Fundo de Resolução para vender malparado em Espanha ao fundo Waterfall

António Ramalho está à espera de luz verde do Fundo de Resolução para fechar venda do projeto Albatros em Espanha, uma carteira de ativos tóxicos no valor de 400 milhões de euros.

Novo Banco está somente à espera da autorização do Fundo de Resolução para vender uma carteira de malparado no valor de 400 milhões de euros em Espanha ao fundo norte-americano Waterfall.

A conclusão da operação está dependente do Fundo de Resolução, liderado por Luís Máximo dos Santos, já que é a entidade que vai assumir as perdas com a alienação dos ativos do Albatros, de acordo com o jornal espanhol El Confidencial, que adianta que o banco já tem um acordo apalavrado com o fundo Waterfall.

Segundo o jornal espanhol, a carteira “Albatros” inclui créditos imobiliários e créditos de grandes empresas que foram concedidos pelo antigo BES Espanha, devendo corresponder entre 15% a 20% do tamanho do Novo Banco naquele mercado.

A operação de venda está a ser liderada pela Alantra, sociedade espanhola que tem como partner Rita Barosa, e que tem assessorado o banco de António Ramalho noutras transações semelhantes. O banco conta ainda com o apoio da auditora KPMG. A venda deverá concluir-se no terceiro trimestre.