Arquivo para a categoria ‘Novo Banco’

Já há dois potenciais interessados no Novo Banco: BCP e Bankinter

Segunda-feira, Fevereiro 24th, 2020

Citamos

Expresso

O Santander fechou as portas, mas o BCP e o Bankinter admitem que, quando o Novo Banco for para venda, será olhado de perto

Já há dois bancos a operar em Portugal interessados em olhar para o Novo Banco, quando a americana Lone Star e o Fundo de Resolução decidirem vender as suas participações, algo que poderá acontecer ao longo do próximo ano. Em causa estão o Banco Comercial Português (BCP) e o espanhol Bankinter.

Os dois bancos têm um ponto em comum: a prioridade é o crescimento orgânico, que consiste na expansão com base no negócio já existente. No entanto, os líderes de ambos confessaram recentemente que não podem fechar a porta à análise à compra da instituição financeira resultante da resolução do Banco Espírito Santo.

Na conferência de imprensa desta quinta-feira, dia em que apresentou uma subida de 1% dos lucros para 302 milhões de euros, o presidente executivo sublinhou que o tema não está em cima da mesa na atualidade. Quando for, haverá ação da parte do BCP.

“No momento em que essa operação for a mercado, se e quando for ao mercado, vamos olhar com o rigor que suporta as nossas decisões, analisaremos nessa altura se faz sentido, se não faz e o valor que faz sentido”, declarou o responsável, citado pela agência Lusa.

Sendo, agora, uma “obrigação estar atento a todas as oportunidades”, o BCP tinha, até aqui, afastado quaisquer aquisições até 2021. “Quero deixar muito claro que, até ao final deste mandato, não vamos efetuar aquisições adicionais”, avisou Maya no final de 2018. O banco, que tem a chinesa Fosun e a angolana Sonangol como principais acionistas, comprou o polaco Eurobank em 2018, crescendo naquela economia europeia. Agora, assume que, estando no mercado, terá de analisar o concorrente Novo Banco.

Uma potencial fusão entre o Novo Banco e o BCP (quando no passado o antecessor BES e o banco fundado por Jardim Gonçalves eram profundos rivais) tem sido referida na imprensa como uma solução para a saída da Lone Star e do Fundo de Resolução, ambos com um perfil vendedor. A alienação do banco ganhou nova força depois de noticiado pelo Expresso que foi discutida entre os acionistas a possibilidade de encerrar o mecanismo de capital contingente, através do qual o Fundo de Resolução se arrisca a colocar mais milhões no banco, antecipadamente, em vez de se esperar por 2026. O que facilitaria a venda.

Para um banco como o BCP também faz sentir olhar para este negócio já que é um dos principais contribuidores para o Fundo de Resolução, que depois terá de devolver ao Estado todos os empréstimos contraídos para a resolução do BES e para a capitalização do Novo Banco. A Caixa Geral de Depósitos, também nessa posição, está impedida de fazer aquisições até ao final deste ano – e é também já o banco maior do país.

A Lone Star, que adquiriu 75% do Novo Banco em 2017, só tem liberdade para alienar o banco a partir do próximo ano, por via do acordo de venda – mas, havendo entendimento entre acionistas, poderá ser acelerado.

UM ESJPANHOL NO CAMINHO, OUTRO FORA

Mas a consolidação entre os dois bancos não é o único cenário em cima da mesa. O Bankinter também admite que pode vir a olhar para o dossiê. O banco espanhol tem uma limitada presença internacional (apenas em Portugal e na Irlanda). E o país pode ser um espaço para crescer – até agora que o espanhol Abanca está a estender a sua presença portuguesa com a compra do EuroBic, em que o CaixaBank já é dono do BPI e em que o Santander é um dos maiores bancos.

“É natural que o Novo Banco venha a estar no mercado. Estaremos atentos a essa oportunidade”, disse Alberto Ramos, o responsável da sucursal portuguesa do Bankinter. “Se vão existir [oportunidades], na altura será analisado”, continuou, mas salvaguardando que o crescimento no país tem ocorrido por via de crescimento orgânico.

Quem já fechou a porta a um olhar sobre o Novo Banco foi o Santander. Pedro Castro e Almeida afirmou que o banco não está interessado em adquirir mais nenhum banco em Portugal. O grupo cresceu no país, nos últimos anos, com a resolução do Banif, a quem comprou os principais ativos e passivos, e a intervenção no Popular.

MUITAS VENDAS EM SEIS ANOS

O Novo Banco sempre foi tendo interessados, mas as operações de venda foram sempre difíceis. Criado em 2014, na resolução do BES, com uma injeção de 4,9 mil milhões de euros, foi colocado à venda no ano seguinte pelo seu acionista único, o Fundo de Resolução. Os chineses Anbang, Fosun e os americanos da Apollo foram os candidatos do concurso aberto em 2015, que acabou cancelado devido aos preços, dificuldades negociais e circunstâncias externas.

Dois anos depois, deu-se a venda de 75% à Lone Star, mantendo o Fundo de Resolução uma posição de 25%. A compra foi por zero euros. Os americanos comprometeram-se a colocar mil milhões e o Fundo assumiu que poderia colocar mais 3,89 mil milhões na instituição financeira por via de um conjunto de ativos problemáticos.

Mas o perfil da Lone Star, de investimento em empresas em dificuldades para reestruturação e posterior venda, sempre deixou em aberta a alienação futura. Que agora começa a ser falada de forma mais intensa.

Fundo de Resolução trava ainda mais capital para Novo Banco

Segunda-feira, Fevereiro 24th, 2020

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Expresso

Banco pede regime que traz necessidades adicionais. BCE aceitou, Fundo não

O Novo Banco pediu, o Banco Central Europeu (BCE) deu luz verde, o Fundo de Resolução levantou dúvidas e, agora, o banco não deverá pôr essa autorização em prática. Mais especificamente, o Novo Banco pediu ao seu supervisor uma autorização que poderá afetar os seus fundos próprios, colocando pressão adicional imediata sobre os seus rácios de capital, o que poderá ter implicações na necessidade de dinheiro para cobrir eventuais insuficiências. O Fundo de Resolução está contra e não quer ser responsável por cobrir essas necessidades. Após questões colocadas pelo Expresso aos envolvidos, ficou claro que, afinal, a solicitação, que Frankfurt até vê com bons olhos, não deverá ser implementada pelo banco. Mesmo assim, havendo divergências, aquele veículo que funciona junto do Banco de Portugal admite dirimir o assunto nas instâncias próprias.

Tudo se deve à contabilidade: o banco, detido pela Lone Star em 75% e pelo Fundo de Resolução em 25%, pediu para abandonar o regime transitório da Norma Internacional de Relato Financeiro de Instrumentos Financeiros (a chamada IFRS9), abraçando já a sua total implementação.

 

Auditoria ao Novo Banco custa três milhões. É o triplo do que custou a da Caixa

Quarta-feira, Fevereiro 19th, 2020

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Eco

Auditoria ao Novo Banco custa três milhões. É o triplo do que custou a da Caixa

A Deloitte tem algumas dezenas de técnicos a trabalhar na auditoria especial ao Novo Banco. Encargos são de três milhões de euros. É um valor três vezes superior ao que a Caixa pagou à EY.

A auditoria especial da Deloitte ao Novo Banco vai custar cerca de três milhões de euros ao banco, sabe o ECO. É um valor três vezes superior ao encargo que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) teve de assumir com a auditoria da EY, feita em 2017 aos atos de gestão no banco público e que tinha sido pedida pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, por causa da recapitalização do banco público.

De acordo com o Expresso, são 100 créditos tóxicos que estão na mira: 50 créditos maus que estão no perímetro do mecanismo de capital contingente que obriga o Fundo de Resolução a injetar dinheiro no Novo Banco sempre que acionado; e outros 50 créditos com grande peso na instituição e que tinham sido identificados pelo Fundo de Resolução como devedores relevantes.

Mas há outro aspeto relevante: os auditores terão de fazer esta análise à luz do normativo interno na altura da decisão. Ao que apurou o ECO, estão em causa mais de 3.000 regras internas que foram mudando ao longo do tempo no banco e que a Deloitte terá de ter em conta para aferir a qualidade de uma decisão a determinado momento.

A auditoria, que estará concluída em maio, vai compreender os atos de gestão não só no período do BES, que foi alvo de uma medida de resolução em agosto de 2014, mas também do Novo Banco, até 2018. Incluirá as gestões desde Ricardo Salgado até António Ramalho.

Neste caso, o Novo Banco pediu no ano passado 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução (que por sua vez teve de pedir um empréstimo ao Tesouro no valor de 850 milhões) através do mecanismo de capital contingente, uma espécie de “garantia pública” criada em outubro de 2017, aquando da venda da instituição ao Lone Star. Ou seja, de acordo com a lei, se o Tesouro voltar a emprestar ao Fundo de Resolução para injetar no banco, terá de haver nova auditoria. O Orçamento do Estado prevê 600 milhões.

Por causa de incompatibilidades de outras grandes auditoras, a escolha do Banco de Portugal (aprovada pelo Ministério das Finanças) para realizar a auditoria ao Novo Banco acabou por recair sobre a Deloitte, o que acabou por reduzir o poder negocial na contratação de uma empresa de auditoria para realizar o trabalho.

Na auditoria da CGD, os trabalhos ficaram a cargo da EY, que analisou 200 devedores e outras operações de investimento desde 2000 até 2015. Custou um milhão de euros e, também naquele caso, a fatura foi enviada para o banco.

O ECO contactou o Novo Banco e a Deloitte. O banco não comenta, enquanto a auditora não respondeu até à publicação do artigo.

Novo Banco limpa 70% dos ativos do BES em dois anos

Terça-feira, Fevereiro 18th, 2020

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Negócios

As vendas de operações e sucursais no estrangeiro ajudaram o banco liderado por António Ramalho a reduzir o montante de ativos herdados do BES, de 14,7 mil milhões, em 2017, para 4,5 mil milhões, no final do ano passado.

O Novo Banco herdou milhões e milhões em ativos tóxicos do Banco Espírito Santo (BES). E tem, ao longo dos últimos dois anos, vindo a fazer um esforço para se libertar deste peso. Os resultados estão à vista: o montante já se reduziu em 70%, à boleia das vendas de carteiras de crédito malparado. Já os imóveis detidos pelo banco liderado por António Ramalho reduziram-se em mais de metade neste período.

De acordo com informação obtida pelo Negócios, o volume de ativos que passaram do BES para o Novo Banco era, no final de 2019, de 4,5 mil milhões de euros. Isto quando, em 2017, este montante rondava os 14,7 mil milhões de euros. Uma redução de mais de 10 mil milhões de euros, o que permitiu ao banco cumprir as metas impostas pelas autoridades europeias.

Esta “limpeza” do balanço contou com a ajuda das vendas de bancos e sucursais no estrangeiro, como foi o caso do Banque Espírito Santo et de la Vénétie (BESV), do Banco Internacional de Cabo Verde, do Novo Banco Ásia e da sucursal da Venezuela, mas também do encerramento da sucursal de Londres e da Zona Franca da Madeira. Isto além das fusões por incorporação na Irlanda, na Alemanha (BES GmbH) e nas ilhas Caimão (BESIL), com o objetivo de reduzir custos e simplificar a estrutura, de acordo com os projetos de fusão publicados.

A redução significativa das operações descontinuadas também contribuiu para esta evolução. Conforme apurou o Negócios, estas operações representavam 5.131 milhões de euros em dezembro de 2017. No final do ano passado, o valor era inferior a 30 milhões, à boleia das vendas da GNB Vida, que ficou nas mãos da Apax Partners, e da GNB Seguros – os últimos 25% que o banco ainda detinha na seguradora foram vendidos ao Crédit Agricole no final do ano passado.

Além destas operações, o Novo Banco também avançou com as vendas das carteiras Nata I e Nata II. Este último, um dos maiores portefólios de malparado alguma vez transacionados em Portugal, foi comprado pela Davidson Kempner. Uma alienação que ajudou o banco a reduzir o rácio de crédito malparado para 15% em setembro do ano passado, quando, em 2017, se situava nos 28%.

Imobiliário reduz-se em mais de metade

O banco liderado por António Ramalho tem também apostado na redução do seu portefólio de imóveis. Ativos que ficaram no balanço por terem sido executados devido a incumprimento de dívidas e que foram alienados por terem deixado de ser estratégicos para o banco.

Conforme apurou o Negócios, o Novo Banco passou de um registo de 2,5 mil milhões de euros em ativos imobiliários há dois anos, para perto de mil milhões no ano que agora terminou. Isto significa uma redução de cerca de 60% para a instituição financeira. A ajudar a esta evolução estiveram as vendas das operações Viriato e Sertorius, em território nacional, mas também do projeto Albatroz em Espanha.

Muitas operações acabaram por ser vantajosas para o Novo Banco, como foi o caso dos terrenos da Matinha ou da Quinta Seabra Gomes. Fonte próxima refere mesmo que as cinco maiores vendas de imóveis geraram um encaixe para o banco superior a 250 milhões de euros. Ainda assim, a grande maioria das alienações gerou perdas significativas para o banco que nasceu da resolução do BES, no verão de 2014.

No caso do projeto Viriato, que incluiu sobretudo lotes isolados de terreno, baldios e lugares de garagem, o valor de balanço era de 631 milhões de euros, mas o banco não conseguiu encaixar mais de 316 milhões. Já a operação Sertorius, com ativos não residenciais e geralmente abandonados, rendeu 159 milhões de euros, abaixo dos 488 milhões que estavam registados no balanço. O mesmo aconteceu com a carteira em Espanha e que rendeu 33 milhões: menos de metade dos 77 milhões registados, apurou o Negócios.

Apesar da redução dos ativos herdados do BES, o Novo Banco terá de manter os esforços para continuar a “limpar” o balanço. E isto poderá ser feito através de mais vendas de carteira de crédito malparado e imóveis. António Ramalho, presidente do Novo Banco, poderá dar mais detalhes sobre o rumo da instituição financeira quando apresentar os resultados anuais na sexta-feira, dia 28 de fevereiro.

130 operações em 2019

O Novo Banco submeteu, ao longo do ano passado, mais de 130 propostas sobre ativos sob a alçada do mecanismo de capital contingente ao Fundo de Resolução, apurou o Negócios. Um conjunto que inclui todo o tipo de operações, seja venda de carteiras ou reestruturação de créditos. Deste total, cerca de 15% foram rejeitadas pelo Fundo de Resolução. Já as que foram aprovadas, cerca de um terço tiveram “luz verde” mas com condições. Foi isto que aconteceu no caso do portefólio Nata 2. Em causa estavam perto de três mil milhões de euros em ativos tóxicos e um dos maiores portefólios alguma vez transacionados em Portugal. Tal como o Negócios avançou, em novembro, a comissão de acompanhamento do Novo Banco deu o “ok” a esta venda, mas com a condição de serem retirados alguns créditos.

Novo Banco deverá pedir perto de mil milhões de euros ao Fundo de Resolução

Terça-feira, Fevereiro 18th, 2020

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Negócios

O Novo Banco prepara-se para pedir nova injeção de capital ao Fundo de Resolução num montante que deverá rondar os mil milhões de euros.

O Novo Banco prepara-se para pedir nova injeção de capital ao Fundo de Resolução. Desta vez, o montante deverá rondar os mil milhões de euros, com base nos resultados de 2019, apurou o Negócios. Um valor que ainda poderá sofrer um ajuste até à divulgação das contas anuais do banco liderado por António Ramalho, na próxima semana.

Será na sexta-feira, dia 28 de fevereiro, que a instituição financeira que nasceu a partir da resolução do Banco Espírito Santo (BES) deverá apresentar prejuízos semelhantes aos que foram registados no ano anterior. Em 2018, o resultado foi negativo em 1.412 milhões de euros. É com base nestes números que será calculada a nova injeção de capital no Novo Banco, que deverá rondar os mil milhões de euros, de acordo com fontes consultadas pelo Negócios, sendo que o valor ainda poderá sofrer alterações, já que as contas não estão fechadas. Depois de definido o valor, o pedido de injeção de capital deverá ser feito no início de março e concretizado pelo Fundo de Resolução no final de abril, ou início de maio.

Esta injeção vai aproximar o Novo Banco do limite definido no acordo de venda da instituição financeira.

Na altura da venda de 75% do banco ao fundo norte-americano Lone Star, foi estabelecido um teto máximo de 3,89 mil milhões de euros que o Fundo de Resolução poderá injetar no banco, por via de um mecanismo de capital contingente que pode funcionar até 2025 (com um prazo extensível até 2026). Até agora, foram utilizados perto de 2 mil milhões de euros.

Em maio de 2019, o banco liderado por António Ramalho recebeu uma nova injeção de capital do Fundo de Resolução de 1.149 milhões de euros, aos quais se somaram os 792 milhões que a entidade já tinha injetado no Novo Banco em 2018, para fazer face a perdas do ano anterior. Com o novo pedido de injeção, o total utilizado irá chegar perto de 2,9 mil milhões de euros.

Em novembro, o Expresso avançou que o dinheiro que o Fundo de Resolução ainda tinha para injetar no Novo Banco (de até dois mil milhões) podia ser antecipado e colocado de uma só vez no banco. Já o Público escreveu, em janeiro, que a injeção poderá rondar os 1.400 milhões de euros. Questionado pelos deputados do Bloco de Esquerda sobre esta possibilidade, Mário Centeno, ministro das Finanças, afirmou que o ministério “ não recebeu nenhuma proposta concreta de uma injeção de capital única do Fundo de Resolução no Novo Banco” e que “uma eventual chamada de capital do Novo Banco ao Fundo de Resolução só poderá ocorrer depois de serem conhecidos os resultados anuais do banco de 2019 e o valor das eventuais imparidades dos ativos, previstas no quadro do mecanismo de capital contingente”.

Quanto menos dinheiro for injetado no Novo Banco melhor será para o rating, diz Moody’s

Sábado, Fevereiro 15th, 2020

Quanto menos dinheiro for injetado no Novo Banco melhor será para o rating, diz Moody’s

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Eco

 

Sarah Carlson, analista da Moody’s, deixa nas entrelinhas que haver apenas mais uma injeção no Novo Banco trará poupanças para as contas públicas e por isso é positivo para o rating de Portugal.

Odinheiro do Fundo de Resolução para o Novo Banco pode vir a ser antecipado e injetado de uma só vez no banco este ano. É uma possibilidade que está em cima da mesa e que o primeiro-ministro, António Costa, já considerou como vantajosa porque eliminará “incerteza” em relação ao futuro. Para a Moody’s, tudo o que significar poupanças do Estado com a instituição financeira — que já recebeu 2.000 milhões de euros através do mecanismo de capital contingente e poderá receber mais 1.400 milhões — é bem-vindo e terá “implicações diretas” no rating do país.

Em entrevista ao ECO, Sarah Carlson, analista da agência rating que atribuiu a pior notação a Portugal entre as principais agências, abordou ainda o Orçamento do Estado para 2020 (OE2020). Considera que a “aprovação atempada” do documento é um sinal positivo para a estabilidade política de um Governo minoritário na legislatura.

Sobre o caso do Luanda Leaks, a responsável fez tabu do tema. Ainda assim, se teve impacto no setor financeiro, a avaliação que a Moody’s faz das instituições portuguesas é tão ampla que leva Carlson a considerar que a polémica foi apenas um “incidente”.

A Moody’s estima um excedente orçamental para este ano. Mas há sinais de que, em 2019, Portugal já tenha registado um saldo positivo. É uma surpresa positiva?

O que diria no caso de Portugal é o que digo para qualquer país: excedentes orçamentais permitem reduzir a dívida pública, por isso, são positivos para o perfil de crédito. Obviamente que quanto maior a redução da dívida pública, tendo em conta o peso da dívida em Portugal, excedentes orçamentais são positivos para o perfil de crédito.

Mário Centeno deverá deixar o cargo de ministro das Finanças para ir para o Banco de Portugal. A acontecer, esta saída poderá ter impacto naquilo que perceção de uma agência de rating em relação a Portugal?

O mais importante na nossa avaliação não é individualizar as questões, nem torná-las pessoais. Num país com instituições tão fortes como Portugal tem, mudanças de pessoas nos cargos não será algo importante em termos de qualidade creditícia do país.

Centeno é visto como o “Ronaldo” das Finanças. Poderá ter impacto na avaliação dos investidores?

Não é relevante para a nossa discussão. Olhamos para os fundamentais de crédito de médio e de longo prazo e não para mudanças de pessoal.

Qual a sua opinião sobre o OE2020 que foi recentemente aprovado pelo Parlamento?

Estimamos um pequeno excedente orçamental para 2020. Tendo em conta que estamos perante um Governo minoritário, o facto de se ter conseguido aprovar o OE2020 atempadamente é um sinal positivo para o funcionamento do Governo ao longo da legislatura. Há um desafio adicional para um Governo minoritário. Isto não é anormal acontecer, mas ver como o Governo é capaz de gerir uma situação política mais complexa é algo que pode contribuir para a previsibilidade.

É negativo para Portugal ter um Governo minoritário, uma vez que cria incerteza quanto ao futuro?

Não. O que estou a dizer é que governos minoritários criam complexidade adicional na aprovação das políticas. Mas temos visto vários países em todo o mundo, incluindo na Europa, funcionando perfeitamente bem com governos minoritários. O Orçamento do Estado foi um teste importante e o facto de ter sido aprovado atempadamente foi um sinal positivo para o funcionamento deste Governo minoritário.

Disse na conferência que a Moody’s não olha apenas para os grandes números, também analisa os detalhes: onde o Governo está a gastar o seu dinheiro…

Olhamos para a composição do Orçamento: de onde vêm as receitas e a forma como o Governo as gasta, para ver coisas como quão rígidas estão as contas públicas.

E estão a ficar mais rígidas, foi o que disse na conferência.

Sim, e é um risco. Despesas sociais, salários no setor público são mais rígidas do que outras formas de despesa.

Poderá ser um problema para Portugal?

Num cenário de stress, sim. Torna mais difícil encontrar fundos para outras áreas no caso de o governo precisar de o fazer.

Também dificulta a redução da dívida pública?

Num cenário de crescimento negativo, a redução da dívida torna-se mais desafiante. É por isso que fazemos testes de stress. No nosso pior cenário, vimos que Portugal continua a ser capaz de reduzir a dívida pública, mas de uma forma mais lenta do que poderia fazê-lo num cenário base.

A Moody’s acompanhou as negociações no Parlamento em torno do OE2020?

Acompanhamos mas de forma mais geral. O importante para nós é o resultado político e depois ver como as decisões políticas vão sendo tomadas e o que isso significa para os números no final do ano.

Acompanhou as negociações entre os partidos para a redução do IVA da luz?

Estivemos a par disso, faz parte da nossa monitorização regular. Mas não é relevante para a avaliação do rating porque, mais uma vez, o importante é o resultado final.

Tendo em conta que estamos perante um governo minoritário, o facto de se ter conseguido aprovar o Orçamento do Estado para 2020 atempadamente é um sinal positivo para o funcionamento do Governo ao longo da legislatura.

Sarah Carlson

Analista da Moody’s

Portugal financiou-se esta quarta-feira com juros negativos. Na Grécia, o juro a dez anos está abaixo de 1%. Estamos perante uma bolha nas obrigações soberanas?

O que vemos é o resultado de um ambiente nas taxas de juros de low-for-long, estamos a assistir a uma redução dos custos de financiamento dos governos. São claramente boas notícias para as contas públicas. Mas não estou em posição de dizer se há ou não uma bolha. Contudo, uma das coisas que sabemos é que as agências de gestão da dívida pública estão a optar por bloquear as taxas de juros mais baratas de hoje nos prazos mais longos. O facto de os governos estarem a financiar-se com estes juros e a longo prazo, isto significa a redução da fatura com juros que os governos beneficiam atualmente será capaz de suportar futuras subidas das taxas.

Algumas instituições pediram mais ambição na redução da dívida tendo em conta o atual cenário dos juros baixos. A redução que Portugal teve foi suficiente, tendo em conta as circunstâncias?

Não tenho uma definição do que é “suficiente”. Um dos fatores que explicam a melhoria do outlook do rating de Portugal tem a ver com as expectativas para a descida da dívida pública e o ambiente de juros baixos foi algo tido em conta.

“De uma perspetiva orçamental, obviamente que quanto menos dinheiro o Governo tiver de gastar com o Novo Banco, as implicações no crédito soberano são muito diretas.”

Sarah Carlson

Analista da Moody’s

Luanda Leaks é um tema importante para uma agência de rating?

Não tenho comentários a fazer sobre isso.

Mas não é algo que as agências de rating tem de monitorizar?

Estamos a par do que se está a passar, de uma forma geral, nos países. Mas o tipo de problemas que o caso Luanda Leaks levanta são institucionais. As instituições são muito importantes para os ratings soberanos. A nossa definição de “força das instituições” é muito ampla. É muito, muito mais ampla do que este único incidente. Mas não tenho nada a dizer em específico sobre o Luanda Leaks.

O Luanda Leaks afetou a credibilidade dos bancos?

Não tenho mais nada a dizer sobre o Luanda Leaks.

Fala-se na possibilidade de haver apenas mais uma única injeção do Novo Banco, no valor de 1.400 milhões. É uma boa solução para Portugal?

De uma perspetiva orçamental, obviamente que quanto menos dinheiro o Governo tiver de gastar, as implicações no crédito soberano são muito diretas.

Bankinter admite avaliar compra do Novo Banco quando oportunidade surgir

Quarta-feira, Fevereiro 12th, 2020

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Notícias ao Minuto

O responsável da operação em Portugal do Bankinter, Alberto Ramos, disse hoje que o grupo bancário espanhol avalia eventuais oportunidades de aquisições e admitiu que estará atento ao Novo Banco quando este for colocado no mercado.

“Onosso crescimento é resultado do crescimento orgânico. Não quer dizer que não olhemos para oportunidades de crescimento inorgânico e quando acharmos que fazem sentido estaremos ativos“, disse Alberto Ramos na apresentação aos jornalistas dos resultados de 2019 do Bankinter Portugal.

O responsável não esclareceu se o Bankinter avaliou a possibilidade de comprar o EuroBic, depois de na segunda-feira ter sido anunciado que este seria vendido em 95% ao grupo espanhol Abanca (o que inclui a venda das participações de Isabel dos Santos), e referiu apenas que a sua compra pelo Abanca permite ajudar a resolver um “problema de instabilidade que estava a existir” e que notícias negativas, mesmo que afetem outros bancos, “prejudicam todos”.
Já questionado sobre um eventual interesse no Novo Banco (detido em 75% pelo fundo norte-americano Lone Star e em 25% pelo Fundo de Resolução), quando este for colocado à venda, Alberto Ramos admitiu que o Bankinter irá avaliar.

O Novo Banco é natural que venha a estar no mercado e portanto estaremos atentos a essa oportunidade“, disse.

Segundo explicou, o interesse dependerá do ativo que for colocado no mercado e do preço, referindo que, apesar de ter trabalhado 13 anos no BES, o Novo Banco é hoje “muito diferente” e provavelmente será também diferente quando for colocado à venda.

“Cada negócio depende do que se está a comprar, do preço, a nossa estratégia tem sido de crescimento orgânico, e bem sucedido, mas não significa que não olhemos para outras oportunidades e não venhamos a concretizar”, acrescentou.

O grupo Bankinter teve lucros de 551 milhões de euros em 2019, um aumento de 4,6% relativamente a 2018, com a atividade em Portugal a contribuir com 65,6 milhões de euros antes de impostos (mais 9% face a 2018).

Em Portugal, o Bankinter tinha no final do ano passado 761 trabalhadores e 81 agências (além de centros de empresas e de ‘private banking’).

A margem bruta de negócio aumentou 17% para 129,1 milhões de euros e os custos operativos reduziram-se 2% para 86,2 milhões de euros.

O crédito total aumentou 12,1% para 6.500 milhões de euros (com o rácio de crédito em incumprimento a ser de 2,4% em 2019, abaixo dos 3,6% de 2018), com o crédito à habitação a crescer 11% para 4.200 milhões de euros (a nova produção aumentou 35% para 693 milhões de euros, do qual 26% do crédito a taxa de juro fixa) e o crédito a empresas 26% para 2.000 milhões de euros.

Os depósitos aumentaram 7% para 4.700 milhões de euros. Já os recursos fora de balanço (investimentos de clientes em fundos investimento) aumentaram 17% para 3.500 milhões de euros.

Já questionado sobre o atual momento da banca em Portugal, Alberto Ramos considerou que se vive um momento “mais competitivo, de concorrência forte”, mas considerou que não voltará a haver “loucuras” na concessão de crédito e exemplificou que atualmente a taxa de juro mínima no mercado ronda os 1%, o que compara com taxas em torno de 0,25% que os bancos faziam antes da crise.

“Todos têm tido uma postura mais prudente, mais conservadora do que no passado”, vincou.

Segundo o responsável, ainda hoje o banco tem contratos desses que pesam no balanço: “Todos os meses pagamos a 5.500 clientes, devolvemos capital a 5.500 clientes, porque nesse período os ‘spreads’ eram de 0,25%, 0,29%, 0,30”, indicou.

Em dezembro, o Bankinter teve custos de 35 mil euros com a devolução de capital a clientes, no âmbito da lei que obriga a banca a descontar o valor negativo das Euribor nas taxas dos clientes.

Novo Banco vendeu 1,5 mil milhões de euros em imóveis desde 2017

Quarta-feira, Fevereiro 12th, 2020

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Económico

Em termos líquidos, o Novo Banco reduziu os seus ativos imobiliários de 2,5 mil milhões de euros para 1,1 mil milhões em finais de 2019.

O Novo Banco conseguiu reduzir o seu parque de imóveis em cerca de 55% entre 2017 e 2019, com a sua política de alienação de imóveis não produtivos.

Isto correspondeu a vendas de cerca de 1,5 mil milhões de euros durante um período de 2 anos, apurou o Jornal Económico junto da fonte oficial da instituição. O Novo Banco aproveitou assim as condições de mercado favoráveis.

Os cinco maiores imóveis vendidos foram responsáveis por mais de 250 milhões de euros de encaixe para a instituição.

Em termos líquidos, o Novo Banco reduziu os seus ativos imobiliários de 2,5 mil milhões de euros para 1,1 mil milhões em finais de 2019.

As vendas de imóveis que foram parar ao balanço do banco por dação em cumprimento, foram realizadas em pacote por três vezes, através dos portefólios Viriato e Sertorius – em Portugal, e Albatroz em Espanha assegurando estas vendas cerca de 1/3 das alienações, isto é 500 milhões de euros.

O Novo Banco vendeu ainda grandes lotes de terrenos para promoção imobiliária que recebeu também por incumprimento de crédito, como a Herdade da Matinha, no Alentejo, Olivais Norte em Lisboa, a Quinta Seabra Gomes e a Alameda das Antas em Vila Nova de Gaia e no Porto, respectivamente.

Esta redução dos ativos imobiliários era um dos compromissos assumidos pelo Estado Português na venda do Novo Banco ao Lone Star, perante a União Europeia.

Com esta redução de imóveis improdutivos o Novo Banco fica em linha com os principais bancos europeus no mesmo assunto.

Resultados afetados pelo “processo de normalização”

Domingo, Fevereiro 9th, 2020

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Dinheiro Vivo

O Novo Banco cumpriu todos as metas do plano estratégico em 2019, mas o banco ainda está longe dos lucros.

O Novo Banco (NB) ainda tem um caminho a fazer de “limpeza” do passado até ser lucrativo. Os resultados de 2019 “serão resultados ainda impactados por aquilo que é este processo de normalização”, disse Luís Ribeiro, administrador do Novo Banco. “O banco tinha um conjunto de compromissos e cumprimos todos”, disse, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

“Obviamente que esta normalização tem o seu custo”, salientou. Mas “vamos superar o nosso plano de redução de NPL (non-performing loans)”, ou crédito malparado. O responsável destacou ainda que o NB tem “os rácios quase todos normais”, nomeadamente os de capital e liquidez. “Temos um rácio core tier 1 superior à média, um rácio de liquidez perfeitamente estável e o rácio NPL, no final de 2020, será normal.” O banco registou em setembro um rácio de NPL de 19,5%. Luís Ribeiro sublinha, por exemplo, que no crédito ao consumo o banco teve o melhor ano de sempre. As contas serão divulgadas em meados deste mês.

Nos nove meses de 2019 o banco teve prejuízos de 572,3 milhões de euros, um agravamento de 46,4%, por causa de perdas relativas ao processo de reestruturação e venda de ativos não produtivos. O Novo Banco foi criado em 2014 para ficar com os ativos não tóxicos do Banco Espírito Santo, que foi alvo de resolução. Em 2018, foi vendido à Lone Star, que detém 75% do capital, tendo o Fundo de Resolução bancário ficado com os restantes 25%.

O acordo de venda prevê um mecanismo de capital contingente que pode levar o Fundo de Resolução a injetar até 3,89 mil milhões de euros na instituição. Já foram canalizados para o banco mais de 1,9 mil milhões. Tem sido apontado nos media uma injeção final com o valor restante. “Participaremos sempre naquilo que for a melhor solução para o interesse de todos”, disse Luís Ribeiro.

Novo Banco “estará quase pronto ou pronto para ser vendido”

Sexta-feira, Janeiro 31st, 2020

Citamos

Jornal de Notícias

O presidente do Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, crê que o Novo Banco “estará quase pronto ou pronto para ser vendido”, negando que tenha discutido com outras instituições um eventual recurso extraordinário ao Fundo de Resolução.

“Eu diria que o banco está reestruturado, pelos números que tem apresentado do que é a parte boa do banco, estará quase pronto ou pronto para ser vendido”, disse Pedro Castro e Almeida referindo-se ao Novo Banco durante conferência de imprensa de apresentação de resultados do Santander Totta (lucro de 527,3 milhões de euros em 2019).

Referindo que “é essa a intenção do acionista [Lone Star]”, o presidente do Santander Totta afirmou, no entanto, que “se o vai conseguir, é outra questão”.

Para Pedro Castro e Almeida, o acionista “terá todo o interesse em acelerar o chamado ‘asset protection scheme’ [mecanismo de proteção de ativos] e na resolução dessa situação, porque o banco não poderá ser vendido enquanto tiver isso pendente”, numa referência a uma eventual injeção extraordinária por parte do Fundo de Resolução no Novo Banco.

O presidente do Santander Totta afirmou que o banco não está em discussões sobre “se realmente são necessários os 3,9 mil milhões, se são necessários 3,5 mil milhões, ou se são necessários 3,3 mil milhões” para injetar no Novo Banco via Fundo de Resolução, mas disse acreditar que a entidade liderada por António Ramalho vá “criando essa situação” de poder haver uma “aceleração relativamente à totalidade de capital contingente que pode ser colocado”.

“Temos a maior confiança de que está a ser feito um bom acompanhamento não só do valor, como também de como os ativos estão a ser vendidos. Da nossa parte, não temos nenhum interesse ou preocupação em acelerar ou fazer mais um ano”, prosseguiu.

Pedro Castro e Almeida defendeu que “quanto menor for o valor, e sabendo que o Fundo de Resolução tem 25% também do banco” o desejado “é que se possa recuperar, através do valor da venda do banco, uma parte desses 3,9 mil milhões através de uma boa valorização dos 25%”.

“Desde o início que os bancos têm estado numa posição mais passiva do que gostariam” na situação do Novo Banco, acrescentou, mais tarde, o líder do Santander em Portugal, referindo que uma eventual injeção fora do previsto não terá influência nos objetivos de resultados do banco.

No âmbito da venda de 75% do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star, em 2017, o Estado fez um acordo que prevê a recapitalização do banco pelo Fundo de Resolução (entidade da esfera do Estado) para cobrir falhas no capital geradas pelos ativos tóxicos com que o Novo Banco ficou do BES (crédito malparado ou imóveis).

No total, segundo esse acordo, o Fundo de Resolução bancário pode injetar 3,89 mil milhões de euros no Novo Banco até 2026, sendo que referentes a 2017 e 2018, o Novo Banco já recebeu 1.941 milhões de euros, sendo que o valor a injetar relativo a este ano terá ainda de ser apurado após fechadas as contas do banco de 2019.

Há duas semanas, o jornal Público noticiou que o executivo estava a estudar, com o Lone Star, uma forma de acelerar o processo, injetando de uma só vez em 2020 – e de forma única – cerca de 1,4 mil milhões de euros, algo que Mário Centeno negou.

Para injetar dinheiro no Novo Banco, o Fundo de Resolução (que é financiado pelos bancos que operam em Portugal, apesar de consolidar nas contas públicas) tem recorrido a empréstimos do Tesouro, uma vez que não tem dinheiro suficiente, no máximo de 850 milhões de euros por ano.

Na proposta do OE2020, apesar de o Governo prever a recapitalização de 600 milhões de euros no Novo Banco, mantém o valor de 850 milhões de euros de empréstimos de médio e longo prazo ao Fundo de Resolução.