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Novo Banco recebeu 17,8 milhões de euros em dividendos de participadas

Segunda-feira, Abril 15th, 2019

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Económico

A GNB Vida, que está em processo de venda ainda sem luz verde dos reguladores, apesar de ter sido anunciada a venda no ano passado, tem um valor de 620,472 milhões em 31 de dezembro de 2018. A isto abate uma imparidade constituída para este ativo no valor de -445,472 milhões, pelo que o valor da seguradora líquido de imparidades é de 174,9 milhões de euros.

Segundo o relatório e contas já auditado do Novo Banco, referente ao exercício de 2018, foram registados rendimentos de instrumentos de capital no valor de 17.864 milhares de euros, que incluem dividendos recebidos da Unicre no valor de 2.765 milhares de euros; do BEST no valor de 2.712 milhares de euros; da Explorer III (FIQ) no valor de 3.027 milhares de euros; da Locarent no valor de 1.727 milhares de euros; da GNB Seguros no valor de 1.422 milhares de euros; da Euronext no valor de 1.514 milhares de euros e da Haitong FCR  (capital de risco) no valor de 1.251 milhares de euros.

Este montante compara com receitas de capital de 23,55 milhões de euros, em dezembro de 2017, e que incluem dividendos registados da GNB Gestão de Ativos no valor de 10.500 milhares de euros; da Unicre valor de 3.396 milhares de euros; do BEST valor de 2.471 milhares e da GNB Seguros valor de 2.128 milhares de euros).

Ativos não correntes detidos para venda

Nas notas explicativas individuais dos números de 2018, que estão publicadas no relatório e contas, o Novo Banco apresenta uma lista de ativos detidos para vender, o seu valor e as imparidades constituídas.

Assim: a GNB Vida, que está em processo de venda ainda sem luz verde dos reguladores, apesar de ter sido anunciada a venda no ano passado, tem um valor de  620,472 milhões em 31 de dezembro de 2018. A isto abate uma imparidade constituída para este ativo no valor de  -445,472 milhões, pelo que o valor da seguradora líquido de imparidades é de 174,9 milhões de euros.

O Banco Well Link (anterior NB Ásia), cuja venda foi feita em 2017, mas que não foi vendido na totalidade, está avaliado em  4,013 milhões. Não há imparidades constituídas para esta participação.

O Novo Banco em maio de 2017 vendeu 75% do Novo Banco Ásia, instituição com sede em Macau, por 145,8 milhões de euros. A alienação de 75% da participação no NB Ásia provocou o registo de uma mais valia de 88,2 milhões de euros. O comprador foi o chinês Well Link, empresa com sede em Hong Kong, mas o banco ficou ainda com 25%.

Recorde-se que “o acordo de venda assinado prevê ainda um conjunto de opções de compra e venda, com condições já acordadas, que cobrem os restantes 25% e são exercíveis num prazo até 5 anos perfazendo um preço total para os 100% de 183 milhões de euros”, anunciou o Novo Banco em 2017, em comunicado.

A instituição tem ainda para vender Banco Delle Tre Venezie, cujo valor do ativo está fixado em 8,926 milhões. A isto abate uma imparidade de  -2,901 milhões, pelo que o banco está avaliado em termos líquidos em 6 milhões de euros

O Novo Banco vendeu a Quinta dos Cónegos. Em 2017 este ativo valia 4,893 milhões e tinha uma imparidade de 3,452 milhões de euros.

O banco vendeu também a participação no francês BES Vénétie de 87,5% (incluindo a participação na sociedade SCI George Mandel) ao fundo Cerberus, no final de 2018. O valor não foi divulgad0, mas o banco tinha um valor de 55 milhões em 2017 e uma imparidade de  32,787 milhões, pelo que o valor do banco era 22,3 milhões, sendo que o banco anunciou que a conclusão desta transação teve um impacto positivo estimado de 30 pontos base no rácio de capital Common Equity Tier 1. Ou seja, foi vendido acima dos 22,3 milhões.

O Novo Banco já saiu também da Venezuela. Em março do ano passado vendeu  os ativos e passivos da sua sucursal na Venezuela ao BANCAMIGA, Banco Universal, deixando assim de ter atividade bancária naquele país.

Contribuição para o Fundo de Resolução, Novo Banco também paga

Em 31 de dezembro de 2018, a contribuição periódica efetuada pelo Novo Banco ascendeu a 10,8 milhões de euros (acima do registado 31 de dezembro de 2017 que era de 7,673 milhões de euros).

No seguimento da Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro, foi criada a Contribuição sobre o Setor Bancário, a qual incide sobre o passivo médio anual apurado em balanço deduzido dos fundos próprios e dos depósitos abrangidos pela garantia do Fundo de Garantia de Depósitos e sobre o valor nocional dos instrumentos financeiros derivados.

A Contribuição sobre o Setor Bancário não é elegível como custo fiscal e o respetivo regime tem vindo a ser prorrogado, diz o documento.

Em 31 de dezembro de 2018, o Banco reconheceu como gasto relativamente à Contribuição sobre o Setor Bancário, o valor de 26,8 milhões de euros (31 de dezembro de 2017 tinha sido de 30,256 milhões de euros).

O gasto reconhecido a 31 de dezembro de 2018 foi apurado e pago com base na taxa máxima de 0,110% que
incide sobre o passivo médio anual apurado em balanço deduzido dos fundos próprios e dos depósitos
abrangidos pela garantia do Fundo de Garantia de Depósitos.

Estado pode exercer 6,5% do capital do Novo Banco

Estima-se que os direitos de conversão no âmbito do regime especial aplicável aos ativos por impostos diferidos, a serem emitidos e atribuídos ao Estado na sequência dos resultados líquidos negativos dos exercícios de 2015, 2016 e 2017 lhe confiram uma participação até cerca de 6,5% do capital social do Novo Banco, lê-se no relatório do banco.

Havia um regime criado pelo governo PSD/CDS-PP, que vigorou de 2014 a 2016, que permitiu aos bancos transformar em créditos fiscais os ativos por impostos diferidos acumulados (resultantes da diferença entre os custos contabilísticos com imparidades ou provisões e os reconhecidos para efeitos fiscais), ajudando aos rácios de capital dos bancos e permitindo que de futuro pudessem ser deduzidos à fatura fiscal ou mesmo devolvidos.

“Tivemos dois reembolsos de DTA [ativos por impostos diferidos]. O Estado não exerceu o direito de conversão e pode não exercer”, afirmou António Ramalho, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2018. O banqueiro acrescentou que, no total, o Estado devolveu 220 milhões de euros, “100 milhões este ano e 120 milhões o ano passado”.

O banco aderiu ao Regime Especial Aplicável aos Ativos por Impostos Diferidos aprovado pela Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto. O referido regime aplica-se aos ativos por impostos diferidos resultantes da não dedução, para efeitos de IRC, de gastos e variações patrimoniais negativas que tenham sido registados até 31 de dezembro de 2015 com perdas por imparidade em créditos e com benefícios pós-emprego ou a longo prazo a empregados.

Esse regime prevê que os ativos por impostos diferidos possam ser convertidos em créditos tributários quando o sujeito passivo registe um resultado líquido anual negativo.

No que respeita ao exercício de 2017, na sequência do apuramento de um resultado líquido negativo e da
aprovação das contas anuais pelos órgãos sociais, a aplicação do referido Regime Especial implicou em 2018, a conversão dos ativos por impostos diferidos elegíveis num crédito tributário em função da proporção desse resultado líquido no valor dos capitais próprios, estimado em 152,478 milhões de euros.

Os direitos de conversão são valores mobiliários que conferem ao Estado o direito a exigir ao NB o respetivo aumento de capital social, através da incorporação do montante da reserva especial e consequente emissão e entrega gratuita de ações ordinárias. Os acionistas do NB têm o direito potestativo de adquirir os direitos de conversão ao Estado.

O balanço consolidado apresenta ativos por impostos diferidos de cerca de 1,2 mil milhões de euros com referencia a 31 de dezembro de 2018. O resultado do ano inclui 667,7 milhões relativo a impostos sobre o rendimento.

Os ativos por impostos diferidos incluem 907,5 milhões relativos a diferenças temporárias no tratamento fiscal das perdas de imparidades para crédito e 138,9 milhões em prejuízos fiscais reportáveis para exercícios futuros, dos quais apenas uma parte está abrangido pelo regime especial.

A administração do banco elaborou um plano de recuperação desses ativos por impostos diferidos com base em estimativas de lucros futuros. “A capacidade de o Grupo conseguir recuperar os ativos por impostos diferidos está dependente da materialização do plano e do enquadramento fiscal”, é uma das observações do relatório de auditoria da EY.

Provisões para litígios

São os chamados passivos contingentes. No relatório e contas o Novo Banco identifica os litígios que podem ter efeitos ou impactos nas demonstrações financeiras da instituição (exclui os casos em que a responsabilidade não foi transferida do BES como é o caso dos litígios movido no Tribunal da Venezuela) . O Novo Banco detalha que lhe pode calhar responsabilidades fruto da ação judicial intentada pela Partran, SGPS, Massa Insolvente da Espírito Santo Financial Group, e Massa Insolvente da Espírito Santo Financial (Portugal), contra o banco e e a Calm Eagle Holdings através da qual se pretende a declaração de nulidade do penhor constituído sobre as ações da Companhia de Seguros Tranquilidade, e, subsidiariamente, a anulação do penhor ou a declaração da sua ineficácia.

Mas o banco poderá beneficiar de uma ação judicial apresentada por si de impugnação da resolução em benefício da massa insolvente dos atos de constituição e de posterior execução do penhor sobre as ações da sociedade Companhia de Seguros Tranquilidade, declarada pelo administrador de insolvência da Partran, SGPS, por considerar que não existem fundamentos para a resolução dos referidos atos, bem como para a devolução da quantia recebida a título de preço (25 milhões de euros, suscetível de ajustamento positivo) pela venda das ações da Companhia de Seguros Tranquilidade. O Novo Banco impugnou judicialmente o ato de resolução, correndo o processo por apenso ao processo de insolvência da Partran, SGPS.

Mas também as ações judiciais intentadas na sequência da celebração do contrato de compra e venda do capital
social do NB, assinado entre o Fundo de Resolução e a Lone Star em 31 de março de 2017, relacionadas com as condições da venda, nomeadamente a ação administrativa intentada elo Banco Comercial Português,  contra o Fundo de Resolução, da qual o NB não é parte e, no âmbito da qual, segundo a divulgação pública de informação privilegiada efetuada pelo BCP no site da CMVM em 1 de setembro de 2017, é solicitada a apreciação jurídica da obrigação de capitalização contingente assumida pelo Fundo de Resolução no âmbito do CCA.

Há ainda o risco do recurso interposto no Tribunal Geral da União Europeia pelo Banco Comercial Português, e
outras entidades do grupo, onde é solicitada a anulação da decisão da Comissão Europeia C (2017/N), de 11 de outubro de 2017, na medida em que considera o contrato de capital contingente acordado entre o Fundo de Resolução e o Grupo Lone Star, no âmbito da venda do NB, um auxílio de Estado compatível com o mercado interno.

O NB tomou conhecimento deste procedimento, através da publicação efetuada no Jornal Oficial da União Europeia de dia 16 de julho de 2018. Apesar de o NB não ser parte neste processo, requereu ao Tribunal
Geral a sua intervenção como parte, tendo o pedido sido deferido.

Grupo Novo Banco com imparidades acumuladas de 3,96 mil milhões equivalentes a 13,78% do crédito

Segunda-feira, Abril 15th, 2019

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Económico

A conta do Balanço Consolidado do Grupo Novo Banco, relativa a crédito a clientes inclui “uma imparidade acumulada” de 3.957,9 milhões de euros, “reconhecendo-se um impacto de 263,5 milhões nos resultados do ano registados na linha de imparidade do crédito líquido de reversões”, diz a EY.

“A imparidade para o crédito a clientes representa a melhor estimativa do órgão de gestão do Grupo, da perda esperada da carteira de crédito a clientes com referência a 31 de dezembro de 2018”, diz a EY no seu relatório de auditoria às contas do Novo Banco que foram aprovadas sem reservas ou ênfases.

A conta do Balanço Consolidado do Grupo Novo Banco, relativa a crédito a clientes inclui “uma imparidade acumulada” de 3.957,9 milhões de euros, “reconhecendo-se um impacto de 263,5 milhões nos resultados do ano registados na linha de imparidade do crédito líquido de reversões”, diz a EY. O valor bruto do crédito a clientes é de 28.712,4 milhões de euros, “pelo que a imparidade acumulada representa 13,78% do valor do crédito”, lê-se no relatório dos auditores.

No que toca ao Balanço do Novo Banco, apenas, o crédito a clientes inclui imparidades para crédito acumuladas de 4 mil milhões de euros que provocou um impacto de 295 milhões nos resultados do banco. O valor bruto do crédito a clientes é de 26,9 mil milhões, pelo que a imparidade acumulada pesa 15,14% do valor do crédito.

O banco lembra que durante o exercício de 2018 foi realizada uma operação de venda de uma carteira de créditos não produtivos, sendo que o impacto desta operação no balanço traduziu-se numa redução do crédito a clientes de 543,9 milhões de euros (1.529,9 milhões de euros de valor bruto e 986,1 milhões de euros de imparidade), e o impacto em resultados traduziu-se numa perda de 108,9 milhões de euros, referia-se ao projeto Nata.

O Relatório confirma que o Banco reduziu os NPLs em 3.358 milhões , tendo reduzido o rácio de NPLs sobre crédito para 22,4%, pela primeira vez aquém dos 25%. Os NPLs líquido desceram, também pela primeira vez, para um valor abaixo dos 3 mil milhões de euros.

A Assembleia Geral do Novo Banco aprovou o relatório e contas referentes a 2018. As contas já foram acompanhadas da auditoria independente sem quaisquer reservas pela E&Y.

As contas de 2018 apresentaram pela primeira vez a separação entre o Novo Banco “Core” e o NB Legado, sendo que o Novo Banco “Core” apresenta, pela primeira vez desde a resolução, um resultado positivo de 2,2 milhões de euros, evidencia uma recuperação face aos 311,4  milhões de prejuízo registados no ano anterior.

O resultado combinado foi negativo em 1.412 milhões, o ainda assim é uma melhoria de 38,5% face ao resultado comparável do ano anterior.

Novo Banco perde 159 milhões com imóveis e 110 milhões com malparado

Segunda-feira, Abril 15th, 2019

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Negócios

O banco liderado por António Ramalho planeia vender perto de 4 mil milhões de euros em crédito malparado e imóveis este ano. Um esforço que se segue à venda de duas carteiras que provocou perdas em 2018 de 270 milhões de euros.

O Novo Banco continua a a acelerar a venda de carteiras de crédito malparado e imóveis para libertar o balanço dos ativos tóxicos. Só este ano, estes esforços devem levar a instituição financeira liderada por António Ramalho a alienar perto de quatro mil milhões de euros. Um esforço que pode voltar a ter impacto nos resultados do banco, depois de, no ano passado, essa “limpeza” ter levado a entidade que resultou da resolução do Banco Espírito Santo (BES) a registar perdas de mais de 200 milhões de euros na venda de duas carteiras. E a fazer um novo pedido de injeção ao Fundo de Resolução para reforçar os rácios de capital.

De acordo com o relatório e contas para 2018, divulgado recentemente pelo Novo Banco, o projeto Nata e Viriato geraram perdas de 110,1 milhões e 159 milhões de euros, respetivamente, totalizando 269,1 milhões de euros. Na primeira operação, estavam em causa duas parcelas: uma de 550 milhões de euros e outra de 1,2 mil milhões de euros de crédito malparado. Já a segunda incluiu a venda de 9.000 imóveis à Anchorage Capital.

Apesar de estas operações melhorarem os balanços dos bancos, podem, no entanto, ter impacto negativo nas contas, caso haja necessidade de suprir a diferença a que os créditos estão registados no balanço e o valor a que são vendidos. E foi o que acabou por acontecer no caso do Novo Banco. Isto no ano em que a instituição financeira registou um prejuízo de 1.412 milhões de euros. Não foi recorde porque as contas do ano anterior foram reexpressas, tendo o saldo de 2017 disparado para mais de dois mil milhões de prejuízos. Perante as perdas avultadas, e tendo em conta o forte impacto nos rácios de capital do Novo Banco, a instituição solicitou de imediato uma injeção de capital de 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução, entidade que pertence à esfera do Estado e é gerida pelo Banco de Portugal. Esse pedido está pendente de uma certificação pedida tanto pelo Fundo como pelo ministro das Finanças.

Vendas podem alcançar os 4 mil milhões de euros

Este ano, o cenário poderá repetir-se, numa altura em que o banco volta a acelerar a venda destes ativos tóxicos. De acordo com a Bloomberg, o Novo Banco está à procura de compradores para dois portefólios de crédito malparado, cujo montante total supera os 3,5 mil milhões de euros. Mas, conforme apurou o Negócios, a este montante podem vir a juntar-se outras vendas, elevando o valor para perto de 4 mil milhões de euros este ano. Um dos portefólios referidos pela agência ascende a três mil milhões de euros, de dívida garantida e não garantida de empresas, o que poderá corresponder a uma das vendas de malparado mais elevadas de sempre em Portugal. Fontes revelaram ainda à agência de notícias que o banco liderado por António Ramalho está à espera de receber propostas não vinculativas do portefólio de 3.000 milhões de euros, apelidado de projeto Nata 2, até 17 de abril, prevendo terminar a operação em junho. Nesta corrida, refere a Bloomberg, está a Cerberus Capital Management, mas também a KKR e a Bain Capital, tal como o Eco já tinha avançado.

Com esta aposta, o Novo Banco conta baixar o rácio de NPL (“non-performing loans”, ou crédito malparado) para os 12% este ano, em comparação com os 22,4% registados no final do ano passado e aproximando-se da média do sistema financeiro nacional de 9,4%. Para tal, o banco terá de continuar a vender, num esforço que tem sido transversal a todos os bancos portugueses.

Segundo os dados do Banco de Portugal referentes ao ano passado, e apesar de a tendência ser de descida, o total de crédito nestas condições ainda é de 25,8 mil milhões de euros.

Números

Limpar balanço, mas registar perdas
O Novo Banco continua a vender malparado para “limpar” o balanço. Mas estas vendas têm impacto nos resultados.   
4.000
Vendas
As vendas de crédito malparado e imóveis do Novo Banco podem alcançar, este ano, os 4 mil milhões de euros.

269,1
Perdas
A venda das carteiras designadas de Nata e Viriato provocou perdas de 269,1 milhões de euros ao Novo Banco.

1.149 
Injeção de capital
A “limpeza” de malparado em 2018 levou o banco a pedir uma nova injeção ao Fundo de Resolução, de 1.149 milhões.

Auditora EY sem reservas aos prejuízos de 1.412 milhões do Novo Banco

Segunda-feira, Abril 8th, 2019

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Eco

Auditora EY sem reservas aos prejuízos de 1.412 milhões do Novo Banco

Lone Star e Fundo de Resolução já aprovaram prejuízos de 1.412 do Novo Banco do ano passado. Resultados já foram acompanhados do parecer da auditora EY que não colocou qualquer reserva.

Lone Star e Fundo de Resolução aprovaram na passada sexta-feira os resultados anuais do Novo Banco relativos a 2018, os quais apuraram um prejuízo avultado de 1.412 milhões de euros. A auditora EY não apresentou qualquer reserva às contas. E, assim, o pedido de 1.150 milhões de euros ao Fundo de Resolução aguarda apenas a confirmação do agente de verificação independente.

“Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas anexas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materiais, a posição financeira consolidada do Novo Banco em 31 de dezembro de 2018, o seu desempenho financeiro consolidado e os seus fluxos de caixa consolidados relativos aos ano findo naquela data”, refere a EY na certificação legal das contas e relatório de auditoria que vem no relatório e contas divulgado esta sexta-feira ao final da tarde, já depois de os acionistas terem aprovado os resultados em assembleia geral.

A EY, que substituiu a PwC como auditora do Novo Banco no final de 2017, não colocou reservas às contas, mas salientou um conjunto de “matérias relevantes” que tiveram maior importância na auditoria das demonstrações financeiras e para as quais apresentou a “descrição dos riscos de distorção material mais significativos” e a “síntese de resposta” a esses riscos.

Peritos ajudam a analisar pedido ao Fundo de Resolução

No que diz respeito ao mecanismo de capital contingente, a garantia pública no valor de 3,89 mil milhões de euros criada aquando da venda do Novo Banco ao Lone Star em 2017, e que obriga o Fundo de Resolução a injetar dinheiro no banco em caso de perdas com um conjunto de ativos e de redução dos rácios de capital abaixo do exigido, a EY reconhece que o cálculo da compensação financeira é “complexo” e que o valor pedido é “significativo no desempenho do grupo e é relevante para a sua solvabilidade”.

Para que este pedido seja confirmado faltava a “opinião” da EY, que é agora revelada. A auditoria informa que procurou o “apoio de especialistas em normas internacionais de relato financeiro” para avaliar “a contabilização dos montantes reclamados ao Fundo de Resolução”. Mas ainda falta mais uma confirmação: do agente de verificação independente, a Oliver Wyman.

O Novo Banco é detido em 75% pelo Lone Star e em 25% pelo Fundo de Resolução.

“Todas as auditorias são bem-vindas” – presidente do Novo Banco

Sábado, Março 2nd, 2019

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RTP

O presidente do Novo Banco disse hoje que “todas as auditorias são bem-vindas”, depois de o Ministério das Finanças ter considerado “indispensável” que se faça uma aos créditos para escrutinar o processo de recapitalização do Novo Banco.

“Todas as auditorias são bem-vindas”, disse António Ramalho, mesmo no final da conferência de imprensa de apresentação de resultados de 2018, logo que foi conhecido que as Finanças querem uma auditoria a créditos que estão no balanço do banco.

“Dado o valor expressivo das chamadas de capital em 2018 e 2019, o Ministério das Finanças, em conjugação com o Fundo de Resolução (FdR), considera indispensável a realização de uma auditoria para o escrutínio do processo de concessão dos créditos incluídos no mecanismo de capital contingente”,lê-se no comunicado emitido hoje.

A reação das Finanças surgiu depois de o Novo Banco ter registado um prejuízo de 1.412 milhões de euros em 2018 e anunciado que vai pedir uma injeção de 1.149 milhões de euros ao FdR para reforçar rácios de capital, ao abrigo do Mecanismo de Capital Contingente acordado em 2017 aquando da venda da maioria da capital do banco ao fundo norte-americano Lone Star.

Os créditos cobertos pelo chamado mecanismo contingente têm que ver com o legado com que o Novo Banco ficou do BES.

O Novo Banco, criado no verão de 2014 para ficar com parte da atividade bancária do BES (resgatado em 03 de agosto de 2014), é detido pelo fundo norte-americano Lone Star em 75% e em 25% pelo Fundo de Resolução bancário.

A gestão do Novo Banco salienta reiteradamente, e hoje voltou a fazê-lo, que os seus resultados são penalizados pelo legado com que ficou do BES. Ramalho disse hoje mesmo que o “banco recorrente”, ou seja, excluindo o legado do BES, já teve em 2018 resultados positivos, ainda que de dois milhões de euros.

O Novo Banco anunciou hoje, em conferência de imprensa, que teve prejuízos de 1.412,6 milhões de euros e que vai pedir uma injeção de capital de 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução.

Referente a 2017, o Novo Banco já tinha recebido uma injeção de capital de 792 milhões de euros, pelo que a concretizar-se o valor pedido hoje conhecido, as injeções do Fundo de Resolução ficarão em mais de 1.900 milhões de euros.

Contudo, o banco ainda poderá pedir mais quase 2.000 milhões de euros, uma vez que a recapitalização pelo Fundo de Resolução pode chegar aos 3,89 mil milhões de euros até 2026.

No ano passado, o Estado teve de emprestar ao Fundo de Resolução dinheiro (mais de 400 milhões de euros) para que este pudesse recapitalizar o Novo Banco. Este ano o Estado pode emprestar ao Fundo de Resolução até 850 milhões de euros.

Novo Banco com prejuízos de 1.412 milhões. Pede 1.149 milhões ao Fundo de Resolução

Sábado, Março 2nd, 2019

Citamos

Eco

Novo Banco com prejuízos de 1.412 milhões. Pede 1.149 milhões ao Fundo de Resolução

O Novo Banco apresentou prejuízos de 1.412 milhões de euros em 2018. Os resultados do ano passado foram revistos em alta (incluindo a injeção de capital) para para 2.298,0 milhões de euros.

Novo Banco fechou 2018 com prejuízos de 1.412 milhões de euros. Vai pedir 1.149 milhões de euros do Fundo de Resolução, no âmbito do mecanismo de capital contingente criado aquando da venda ao Lone Star, em 2017, para compensar as perdas avultadas que teve com a venda de ativos problemáticos.

No ano passado, o banco liderado por António Ramalho tinha anunciado registado um resultado negativo de 1.395 milhões de euros e também recorreu ao Fundo de Resolução. Reviu agora este valor para 2.298,0 milhões de euros (justificado com o facto de a injeção de capital do Fundo de Resolução ter passado a contar como capital, em vez de receita), pelo que os prejuízos agora apresentados representam uma melhoria de 38,5%.

Este resultado negativo está relacionado com a venda crédito malparado ao longo do ano passado, incluindo uma carteira de 2.150 milhões de euros em dezembro, e que é reconhecida como perdas nas contas. Depois dessas operações, o rácio de non-performing loans (NPL) caiu para 22,4% (face aos 28,1% no ano passado), enquanto as provisões e imparidades reduziram em 36,7% (ou 147,2 milhões de euros).

O prejuízo vai levar o Novo Banco a recorrer, mais uma vez, ao Fundo de Resolução para obter os fundos necessários que garantam uma capitalização adequada da instituição.“Este montante decorre em 69% das perdas assumidas sobre os ativos incluídos no CCA [relativos ao Mecanismo de Capital Contingente] e 31% devido a requisitos de capital regulatórios no quadro do ajustamento do período transitório dos rácios de capital e devido ao impacto do IFRS 9”, em comunicado enviado à CMVM.

Com mais 1,15 mil milhões solicitados, o valor das compensações relativamente a 2017 e 2018 totaliza 1,9 mil milhões de euros. O montante máximo do mecanismo de capital contingente é de 3,89 mil milhões.

Com legado separado, atividade recorrente melhora

O Novo Banco apresentou, este ano pela primeira vez, os resultados com uma separação entre Novo Banco Recorrente (que inclui toda a atividade bancária core) e Novo Banco Legacy (que engloba créditos sobre clientes, outros créditos, títulos, imóveis e operações descontinuadas considerados). Este último vai ser liderado por Jorge Cardoso.

“O Novo Banco considera que a separação entre o Novo Banco Recorrente e Novo Banco Legacy permitirá aos clientes e outros stakeholders uma melhor compreensão sobre o processo de reestruturação do banco em curso”, refere o comunicado.

As operações de reestruturação, que estão relacionadas com o recurso ao mecanismo, afetaram maioritariamente o legacy, o que justifica a separação. Antes de impostos, o resultado líquido deste segmento foi positivo em 2,2 milhões de euros, o que reflete “uma recuperação face às perdas de 311,4 milhões de euros apresentadas em 2017”, refere.

O produto bancário cresceu 19,1% para 720,1 milhões de euros, sendo que o produto bancário do segmento comercial aumentou 15,6% para 696,4 milhões de euros. Os resultados financeiros cresceram 36,6%, graças à redução do custo dos recursos. Os custos operacionais caíram 11,3%, em parte devido a uma redução no número de balcões e de trabalhadores.

(Notícia atualizada às 18h00 com mais informação)

 

Alienação de 9.000 imóveis custou ao Novo Banco 159 milhões

Segunda-feira, Dezembro 3rd, 2018

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Negócios

O projecto Viriato resultou numa perda de 159 milhões de euros para o Novo Banco devido a novas provisões com a operação.

O Novo Banco acordou a venda de um bloco de quase 9.000 imóveis, o que tirou 159 milhões de euros ao seu resultado líquido nos primeiros nove meses do ano. As imparidades constituídas no passado não impediram que a carteira fosse vendida abaixo do valor líquido. Por isso, foi preciso colocar mais dinheiro de lado para adequar o balanço ao preço final de venda.

Foi a 9 de Outubro que o Novo Banco, detido em 75% pela americana Lone Star e em 25% pelo Fundo de Resolução, assinou um contrato-promessa de compra e venda de uma carteira de 8.726 activos imobiliários destinados a habitação, indústria e comércio com fundos geridos pela também americana Anchorage. O banco espera concluir a transacção – chamada de projecto Viriato – até ao final do ano, mas nas contas de Setembro consta o seu impacto.

“Nas demonstrações financeiras de 30 de Setembro de 2018 já se encontra reflectido o impacto desta operação na valorização dos activos a alienar, que se traduziu numa perda de 159,0 milhões de euros, podendo este valor vir ainda a ser ajustado na data da conclusão da operação”, indica a instituição financeira comandada por António Ramalho no comunicado de resultados dos primeiros nove meses do ano.

Quando anunciou a operação, o Novo Banco disse acreditar que poderia vir a receber 388,9 milhões de euros pela venda desta carteira. O valor representava um desconto de 45% face ao valor contabilístico bruto do portefólio, que era de 716,7 milhões de euros.

Só que, naquela altura, a instituição financeira não quis dizer qual o valor líquido daqueles activos, ou seja, qual o montante a que os imóveis estavam avaliados tendo em conta as imparidades constituídas, o que permitiria perceber se haveria impacto negativo tendo em conta o preço a receber. E havia.

Conclui-se, agora, com as contas do terceiro trimestre, que, para adequar o valor de balanço ao preço que consta do contrato-promessa, o Novo Banco teve de constituir novas provisões para a operação de venda de imóveis.

Na prática, a operação impediu uma quebra mais expressiva nas imparidades e provisões da instituição financeira. Esta rubrica caiu, em termos homólogos, 19% para 456,2 milhões de euros. As imparidades para crédito, a maior fatia, cederam 33% para 232,6 milhões, e as imparidades para títulos afundaram 82%. Contudo, o montante afecto a provisões para outros activos e contingências disparou 61% para 208,4 milhões. Esta subida deveu-se às provisões para imóveis no âmbito do projecto Viriato.

Novo Banco com prejuízos de €420 milhões até setembro

Segunda-feira, Dezembro 3rd, 2018

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Expresso

Os resultados negativos estão praticamente em linha com o registado em igual período de 2017,

O Novo Banco teve prejuízos de 419,6 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o banco liderado por António Ramalho sublinha que “pela primeira vez na sua história o Novo Banco teve um crescimento de 5,2% do resultado financeiro e de 3,9% do produto bancário comercial. O que quer dizer que os resultados operacionais estão a melhorar, embora o legado ainda pese nas contas do banco.

Os custos operacionais caíram 7,8%, o que diz o banco, “permitiu um crescimento do resultado operacional core (o negócio bancário) de 41.5%”.

O rácio do crédito malparado (NPE) situou-se nos 27,7%, o que ainda é muito significativo, embora tenha decrescido 3,8% face a setembro de 2017. O legado em termos de crédito não produtivo continuar a pesar nas contas do banco. De janeiro a setembro registou uma redução de 1,6 mil milhões de NPE. Em setembro o crédito não produtivo ascendia a 8,5 mil milhões tendo a cobertura por imparidades reforçada para 63,5%, quando em setembro de 2017 era de 51,9%.

“Apesar das melhorias, o legado vai continuar a custar tempo e dinheiro”, afirmou António Ramalho ao Expresso. Porém, o presidente executivo do banco diz que nem tudo é mau . ” As boas noticias decorrem dos crescimentos da margem financeira e do produto bancário. Mas é preciso continuar a limpar o legado”.

Um ano após a compra do banco pelos norte-americanos da Lone Star que ficaram com 75% do capital, verificou um reforço das imparidades e provisões em cerca de 456 milhões, com destaque para as dotações para crédito que ascenderam a 232,6 milhões.

Os recursos do Novo Banco observaram uma queda de 7,1%, embora os depósitos tenham crescido 13,7% no período. Já quanto ao crédito concedido o decréscimo em termos líquidos foi de 6,1%. No que toca ao crédito concedido a empresas a queda foi ainda maior, 7,7% face a igual período de 2017, com o crédito a particulares, sobretudo habitação com um crescimento marginal de 0,8% e a rúbrica, outro crédito (consumo) a subir 3,5%.

O rácio de transformação (crédito sobre depósitos) desceu para os 86% face aos 103% em setembro de 2017, devido ao crescimento dos depósitos e redução do crédito.

O rácio de capital do Novo Banco (CET1) foi de 13,5% e o rácio de capital total de 15,2%.

Recorde-se que no final do ano o banco fechou as suas contas com prejuízos recorde de 1.395,4 milhões de euros, num ano em que constituiu mais de 2.000 milhões de euros de imparidades (provisões para perdas potenciais). Já depois da compra pela Lone Star concretizada em outubro de 2017 e da injeção de capital que os norte-americanos fizeram de 1000 milhões de euros em 2017. O Fundo de Resolução ficou com 25% do capital e a obrigação de injetar capital no banco se a desvalorização dos ativos problemáticos que ficaram sob a sua alçada (3,89 mil milhões) tivessem impacto no capital do banco.

No final de maio deste ano, e na sequência das elevadas perdas registadas, o Fundo de Resolução injetou 792 milhões no banco, dos quais 430 milhões de euros resultaram de um empréstimo ao Estado.

Novo Banco admite precisar de mais 726 milhões do Fundo de Resolução em 2019

Quarta-feira, Outubro 3rd, 2018

 

 

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Novo Banco admite precisar de mais 726 milhões do Fundo de Resolução em 2019

Novo Banco pode precisar de mais 726,4 milhões de euros do Fundo de Resolução em 2019. Ativos problemáticos perderam 500 milhões do valor na primeira metade do ano. Conta só fecha no final do ano.

O Novo Banco poderá vir a precisar uma nova injeção de capital por parte do acionista público, o Fundo de Resolução, no próximo ano. O número não está finalizada, mas o relatório das contas semestrais revela que no final de junho “está contabilizado em outras reservas e resultados transitados o valor apurado a essa data quanto ao montante a receber em 2019, ao abrigo do mecanismo de capital contingente celebrado com o Fundo de Resolução, de 726,369 milhões de euros”.

Este valor resulta das perdas registadas em ativos selecionados e do seu impacto nos rácios impostos no momento em que são determinados, à data em que é feito cada balanço. O que significa que as necessidades de capital a receber do Fundo de Resolução no próximo ano, uma entidade pública mas cujo financiamento é da responsabilidade da banca, só ficarão fechadas quando forem conhecidas as perdas e o seu impacto nos rácios no final deste ano. Nos primeiros seis meses de 2018, o valor líquido dos ativos da carteira do património identificado como problemático caiu 500 milhões de euros.

Desde que foi vendido à Lone Star no final do ano passado, o Novo Banco já recebeu uma primeira injeção de fundos públicos, financiada com um empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução, este ano e que ascendeu a 791,7 milhões de euros. Uma operação que foi ao défice do Estado, situação que deverá voltar a acontecer no próximo ano.

A probabilidade de a instituição vir a precisar de mais capital ao abrigo deste mecanismo negociado com o comprador tem sido aliás sinalizada pelo presidente da instituição. Ainda numa recente entrevista ao Observador, António Ramalho reconhecia que a conta ao valor que o banco iria precisar não estava fechada. “O banco ainda tem uma recuperação para fazer e essa recuperação vai naturalmente implicar ainda custos”, afirmou. Este cenário ganhou força com os resultados do primeiro semestre que representaram um regresso aos prejuízos depois de lucros no primeiro trimestre deste ano.

O Fundo de Resolução, que ficou com 25% do capital do Novo Banco, ficou responsável por suprir futuras necessidades de capital que resultem do impacto de perdas registadas em ativos mais problemáticos que foram destacados no balanço do banco, na medida em que essas perdas penalizem os rácios impostos pelo regulador. Estes ativos, onde estão créditos a devedores em incumprimento — algumas empresas e investidores individuais são conhecidos — e imóveis, foram valorizados em 7,9 mil milhões de euros em junho de 2016 no quadro da negociação para a venda do Novo Banco.

O valor líquido desta carteira era no final de junho de 4,9 mil milhões de euros, o que significa que as imparidades reconhecidas nestes ativos nos últimos dois anos ascenderam a três mil milhões de euros, “essencialmente em resultado do registo de perdas e ocorrências e recuperações”. Só na primeira metade do ano, estes ativos desvalorizaram 500 milhões de euros, de acordo com dados reportados nas contas semestrais do Novo Banco.

Novo Banco: Mais dois anos de prejuízos à vista

Segunda-feira, Setembro 17th, 2018

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Expresso

A palavra de ordem no Novo Banco é limpar o balanço. Fundo de Resolução terá de meter mais dinheiro

Ninguém se atreve a dizer até quando o Novo Banco vai dar prejuízo. Tudo depende da conjuntura, da venda de carteiras de ativos indesejados, do malparado e ao mesmo tempo da geração de receitas do crescimento do negócio. Mas poucos serão os que se espantarão se o ex-BES, agora já nas mãos de um acionista maioritário privado com 75% do capital, continuar a dar prejuízos até 2020. O que irá agravar a já pesada fatura de perdas acumuladas pelo banco desde que foi intervencionado no verão de 2014. E, pior, parte das perdas serão suportadas pelo Fundo de Resolução, o que significa que terão impacto no défice orçamental ainda que sejam financiadas durante anos com contribuições do sector bancário. Segundo várias fontes da banca ouvidas pelo Expresso, os €3,89 mil milhões que o Fundo de Resolução deu como ‘garantia’ sobre uma carteira de ativos não surgiram por acaso e só muito excecionalmente não serão esgotados na sua totalidade, num ritmo máximo de €800 milhões anuais.

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