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Novo Banco começa ano com lucros de 60,9 milhões de euros

Sábado, Junho 16th, 2018

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Sábado

Um ano antes, as perdas tinham sido as protagonistas, na ordem dos 130,9 milhões.

O Novo Banco começou o ano com lucros trimestrais, ao contrário do que vem acontecido até aqui. O resultado líquido positivo foi de 60,9 milhões de euros. A ajuda veio de uma alteração contabilística relativa à seguradora que está a ser vendida, a GNB Vida, que teve um impacto positivo nos resultados.

“O Grupo Novo Banco registou no primeiro trimestre de 2018 um resultado líquido positivo de 60,9 milhões de euros, que compara com um prejuízo de 130,9 milhões de euros no período homólogo do ano anterior”, assinala o comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Este é o primeiro trimestre em que o Novo Banco esteve na posse da Lone Star, já que o fundo americano comprou os 75% da instituição já quando corria o mês de Outubro.

Apesar do resultado, o presidente executivo, António Ramalho, modera as expectativas: “No Novo Banco estamos focados na recuperação sustentável e não nos lucros imediatos”.

O lucro da instituição financeira herdeira do BES deve-se, em grande medida, a uma alteração contabilística: “a classificação da GNB Vida como actividade em descontinuação (51,2 milhões de euros) que é compensado com uma variação negativa em reservas de igual valor”.

Sem efeitos nos activos cobertos pelo Fundo de ResoluçãO
“No primeiro trimestre de 2018, não se registaram factos ou transacções relevantes com impacto nos activos do grupo, incluindo nos herdados e protegidos pelo mecanismo de capital contingente, pelo que nenhum efeito excepcional afecta as contas deste trimestre”, revela o comunicado à CMVM.

Em 2017, o Novo Banco teve de receber 792 milhões de euros do Fundo de Resolução, para cobrir estes activos sob o mecanismo, pelos quais a Lone Star não assumiu toda a responsabilidade.

A banca em 2017 em oito gráficos

Sábado, Março 31st, 2018

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Negócios

Margem financeira, comissões, produto bancário, custos, imparidades, resultados, crédito e depósitos. Como evoluiu os principais grupos bancários em Portugal em 2017.
Margem Financeira
Margem financeira
Comissões
Comissões Produto bancário
Produto bancário
Custos operacionais
Custos operacionais
Imparidades
Imparidades
Resultado Líquido
Imparidades
Crédito a Clientes Bruto
Crédito a clientes bruto
Depósitos de Clientes
Depósitos de clientes

Novo Note Group: Resultados do Novo Banco são exemplo de má gestão do BdP

Quinta-feira, Março 29th, 2018

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Negócios

Segundo os fundos de investimento que integram Novo Note Group, os resultados do Novo Banco em 2017, cujas perdas foram agravadas para 1.395 milhões de euros, são mais um exemplo de má gestão do Banco de Portugal.

“Os prejuízos sem precedentes do Novo Banco e a necessidade de os contribuintes portugueses injectarem mais 800 milhões de euros são exemplos adicionais da forma medíocre como o Banco de Portugal geriu a resolução do Banco Espírito Santo e a venda do Novo Banco”, na opinião dos fundos de investimento do Novo Note Group.

De acordo com os mesmos fundos, “tal como sucedeu com a decisão ilegal de retransferir determinadas obrigações do Novo Banco para o BES em 2015, o banco central português não foi capaz de se comprometer com todas as partes interessadas enquanto tomava decisões que impuseram custos indevidos aos contribuintes e desestabilizaram o sistema bancário do país”.

Nesta nota a que o Negócios teve acesso, o Novo Note Group – que foi criado em Janeiro deste ano e integra grandes fundos internacionais lesados pela transferência de dívida do Novo Banco para o BES “mau”, entre os quais a BlackRock, PIMCO e CQS – incentiva as autoridades portuguesas a assumirem um compromisso com este grupo no sentido de se encontrar “uma solução mutuamente benéfica que fomente a estabilidade financeira e reduza os custos contínuos impostos aos contribuintes”.

O Novo Note Group representa mais de 20 instituições financeiras, entre fundos e gestoras de activos, com cerca de 1,4 mil milhões de euros em obrigações do Novo Banco que foram transferidas – de forma ilegal, consideram – para o BES “mau”.

Novo Banco precisa de mais capital. Porquê? E quem paga?

Quinta-feira, Março 29th, 2018

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Observador

Novo Banco precisa de mais capital. Porquê? E quem paga?

Não é uma surpresa que tenha sido necessário injetar mais capital, à luz dos termos do acordo com o Lone Star. Ativos já estavam identificados. Mas, então, porque só agora foram dados como perda?

O Novo Banco vai precisar de mais capital para cumprir os rácios de solidez financeira depois de ter apresentado os prejuízos mais altos da sua história recente: 1.395 milhões de euros em 2017. Esta perda obrigou a ativar o mecanismo de capitalização contingente previsto no acordo de venda da instituição à Lone Star, poucos meses depois de fechado o negócio. Vão entrar mais 792 milhões de euros. Saem do bolso de quem?

Porque são tão elevados os prejuízos de 2017?

As perdas resultam sobretudo do reconhecimento, nas contas do ano passado, de imparidades (perdas de valor) no valor de pouco mais de dois mil milhões de euros (2.057 milhões de euros). Este bolo inclui perdas de 1,3 mil milhões de euros na carteira de créditos, quase todas verificadas nos ativos problemáticos, também conhecidos como a herança (legacy) do antigo Banco Espírito Santo, que ficaram isolados nos termos do acordo com a Lone Star.

Não é propriamente uma surpresaque tenha sido necessário fazer esta chamada de capital, à luz dos termos do acordo assinado no ano passado. Porquê?

Para que se concluísse a venda (de 75%) do banco, o Lone Star sempre insistiu que fosse delimitado um conjunto de créditos (e outros ativos) sobre os quais o Fundo de Resolução tinha primeira responsabilidade — até um determinado montante. Foi uma forma de o fundo norte-americano se proteger de perdas num conjunto de ativos que já se sabia serem problemáticos. Pelo que sem esse acordo muito provavelmente o banco não teria sido vendido — pelo menos não ao Lone Star.

Em causa estão 44 ativos e um número não identificado de empréstimos, core e não core, com o valor nominal bruto (sem imparidades) de 8,7 mil milhões de euros, em relação aos quais existiam “incertezas significativas”, refere a decisão da Comissão Europeia, quanto à sua recuperação e provisionamento.

Foram, igualmente, registadas perdas de 398 milhões de euros no valor das operações em descontinuação, participações que estão classificadas para venda, como é o caso da GNB Vida (seguradora), ou que terão de ser encerradas. A aumentar a conta das perdas estão os custos de reestruturação (134,3 milhões de euros) e a anulação de 540 milhões de euros de ativos por impostos diferidos por se concluir que os resultados futuros do banco não vão permitir deduzir estes créditos fiscais.

Como é que os prejuízos de 2017 implicam mais capital?

Uma das condições do contrato de venda do Novo Banco à Lone Star é que o vendedor, o Fundo de Resolução, assumia as responsabilidades pelas perdas nos ativos maus herdados do BES até ao limite de 3,89 mil milhões de euros. Mas apenas na medida em que essas perdas provocarem uma erosão dos rácios de capital que medem a solidez financeira do banco.

Ou seja, o Fundo de Resolução não paga todas as perdas, de forma direta, mas está obrigado a suprir o impacto que estas têm nos rácios. Por isso é que as imparidades de quase 1.700 milhões de euros atribuídas a estes ativos acabam por resultar em necessidades adicionais de capital de 792 milhões de euros.

E esta é para já a responsabilidade financeira que cabe ao Fundo de Resolução. Do ponto de vista do banco, em termos contabilísticos, não se trata de um aumento de capital — trata-se de uma receita, sublinhou António Ramalho.

Porque só agora foram reconhecidas estas perdas?

Esta foi uma das questões que dominaram a conferência de imprensa de resultados do Novo Banco. Isto porque o grosso das perdas foi registado nos ativos que já estavam identificados há bem mais de um ano como problemáticos e de difícil recuperação. Os chamados ativos problemáticos, sobretudo créditos, participações e imóveis, foram discriminados em julho de 2016 durante as negociações com a Lone Star, tendo na altura o fundo americano recusado assumir a responsabilidade total pelas suas perdas.

Questionado sobre porque só agora foram registadas nas contas perdas tão elevadas, António Ramalho explicou que a maior fatia destas perdas foi reconhecida em operações de crédito no estrangeiro, sobretudo na área de obras públicas e project finance, que tinham sido financiadas pelo antigo Banco Espírito Santo.

António Ramalho escusou-se a dar muitos pormenores sobre em que países estavam esses créditos, limitando-se a enumerar “países árabes, Brasil e outros países… que são… outros países“. As perdas não são todas no estrangeiro, mas são uma fatia importante — o que explica, segundo António Ramalho, que só agora estejam a ser reconhecidas estas perdas (o que poderia ser estranho, porque a economia portuguesa está a crescer nesta fase e, tipicamente, isso limitaria as necessidades de registar imparidades).

Onde estão os créditos que foram agora reconhecidos como prováveis perdas? Muitos vêm de “países árabes, Brasil e outros países… que são… outros países”, disse António Ramalho.

O gestor sublinhou, ainda, que o fecho da operação em Londres, previsto no plano de reestruturação, também acelerou o limpeza de perdas nestas operações.

Outra parte dos prejuízos agora assumidos resultou da desvalorização da carteira de participações que estão registadas para a venda, como a seguradora GNB Vida. António Ramalho assumiu que foi feita uma reavaliação da herança dos ativos problemáticos mais profunda, advogando que estamos num fim de ciclo para o Novo Banco (que era, até outubro, um banco de transição).

Chamo a atenção que o Novo Banco foi um banco de transição até dia 18 de outubro de 2017. Portanto eu quase que diria que o banco, como vocês hoje o conhecem, um banco normal (ainda que em processo de reestruturação), a dar a cara sobre a forma como quer criar a sua solidez, que está concentrado na atividade com as empresas e particulares, esse banco existe há pouco mais de seis meses.”

Quem decide e controla as perdas nos ativos problemáticos?

O comprador comprou um banco em reestruturação e ainda com muitos problemas para resolver, mas negociou uma proteção junto do vendedor, o Fundo de Resolução, que manteve uma participação de 25% no Novo Banco. Seria como comprar uma casa tendo a forte suspeita de que a há infiltrações na cave — para evitar comprar a casa e, logo de imediato, suportar todos os custos da reparação da cave, negoceia-se com o vendedor (que neste caso mantém 25% da propriedade da “casa”) um valor máximo pelo qual este se responsabiliza, caso as infiltrações afetem a estabilidade da habitação.

O tal mecanismo de capital contingente — que vigora durante oito anos — obriga o Fundo a assegurar capital. E, por via dessa garantia, o novo acionista privado teria interesse em maximizar no curto prazo as perdas que seriam cobertas pelo parceiro público. Quanto mais depressa limpar o balanço, como fez a Caixa Geral de Depósitos, mais rapidamente o Novo Banco estará em condições de ser rentável e gerar retorno ao acionista.

A gestão dos ativos problemáticos é feita pelo Novo Banco, que foi quem propôs as imparidades agora registadas, mas o Fundo de Resolução, que é quem vai pagar a fatura, tem mecanismos de fiscalização destas opções de gestão. No comunicado emitido esta quarta-feira à noite, o Fundo diz que o pagamento do valor reclamado “será realizado após a certificação legal de contas do Novo Banco e após um procedimento de verificação, a realizar por entidade independente, que visa confirmar se o montante a pagar pelo Fundo foi corretamente apurado“. Segundo o Jornal Económico, é a consultora Oliver Wyman que vai avaliar se houve ou não registo de imparidades a mais ou a menos.

Não houve “sobreimparização”, garante António Ramalho. A consultora Oliver Wyman dirá.

Questionado sobre se o banco está a reconhecer as imparidades agora porque tinha à sua disposição a almofada financeira do Fundo de Resolução, o presidente do Novo Banco recusou a ideia de que tenham sido constituídas imparidades em excesso. Não houve “sobreimparização”, garantiu, acrescentando que o reconhecimento destas perdas foi validado por auditores e órgãos de fiscalização.

No caso de as provisões para perdas que vierem a ser constituídas no quadro deste mecanismo se revelarem demasiado prudentes ou injustificadas, e no limite, desnecessárias, está previsto um acerto de contas no final. O Novo Banco terá de reembolsar qualquer pagamento do FdR que se revelou desnecessário pelo facto de as perdas registadas serem superiores às que efetivamente venham a ocorrer.

Quem paga os 792 milhões que vão entrar no Novo Banco?

Cabe ao Fundo de Resolução assumir essa responsabilidade financeira. O fundo é uma entidade pública, mas o seu financiamento é da responsabilidade do sistema bancário que paga contribuições anuais para dotar o este instrumento dos fundos necessários à intervenção em bancos em dificuldades. No entanto, a crise bancária rebentou antes de o Fundo de Resolução ter acumulado contribuições para responder às necessidades financeiras, o que obrigou o Estado a emprestar dinheiro logo quando foi feita a primeira resolução, a do Banco Espírito Santo em 2014, que deu origem ao Novo Banco.

Este empréstimo de 3.900 milhões de euros ainda não foi pago — aliás, o prazo de reembolso (pelos bancos ao Estado) foi prolongado até 2046, por incapacidade financeira do Fundo e dos bancos que o financiam de o fazer. Logo, o Fundo também não tem capacidade para assumir sozinho esta nova responsabilidade.

Vão ser mobilizados os recursos próprios disponíveis, cerca de 300 a 350 milhões de euros, mas o Fundo tem de recorrer a um novo empréstimo do Estado, que se prevê atingir os 450 milhões de euros. São mais 450 milhões que os bancos têm de reembolsar ao Estado… ao longo de quase 30 anos.

Este empréstimo é concedido num acordo global de financiamento ao mecanismo de capital contingente cujo reembolso será feito até 2046, a mesma data definida na renegociação do crédito original concedido pelo Estado para recapitalizar o Novo Banco em 2014.

Este esforço financeiro na banca vai ter impacto nas contas do Estado?

As contas do Estado de 2017 prometiam o défice mais baixo da história da democracia, 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas a festa ficou, se não estragada, pelo menos manchada pela recapitalização da Caixa Geral de Depósitos. O organismo estatístico da União Europeia forçou Portugal a reconhecer o aumento de capital feito pelo Estado nas contas do défice e este saltou para 3%.

No caso da nova injeção do Novo Banco, que já penalizou as contas do Estado em 2014 quando foi feita a resolução, tudo indica que esse cenário não irá repetir-se este ano. Isto porque o Governo incluiu já uma almofada de 850 milhões de euros no Orçamento do Estado de 2018 para acomodar as necessidades de financiamento do Novo Banco.

A inclusão da almofada de 850 milhões de euros no Orçamento do Estado para este ano reforça a ideia de que esta necessidade de capital foi tudo menos surpreeendente.

O Novo Banco vai precisar de mais capital?

Provavelmente, sim. O mecanismo de capitalização contingente prevê que o Fundo de Resolução venha a assumir perdas nos tais ativos problemáticos até 3,89 mil milhões de euros, na medida em que esses prejuízos venham a degradar os rácios de capital, para menos do que o limite mínimo regulamentar. Essas perdas podem ser reconhecidas num horizonte de dez anos.

Mas o acordo de venda do Novo Banco prevê, ainda, cenários adicionais de entrada de mais capital público, como revela a decisão da Comissão Europeia que aprovou a transação. Uma segunda medida em caso de necessidades adicionais de capital vai até 400 milhões de euros, assegurados por via da emissão de instrumentos de capital TIER2 (uma emissão que será feita até ao final do primeiro semestre).

Se não for possível atrair investidores privados, um risco que António Ramalho desvalorizou na conferência de imprensa, o Fundo de Resolução volta a ser chamado a subscrever estes instrumentos.

Por fim, o próprio Estado pode ser chamado a injetar capital público no banco se a avaliação feita no quadro do SREP (Supervisory Review and Evaluation Process) — um teste que revela a situação de uma instituição de crédito em termos de requisitos de fundos próprios e o modo como responde ao risco —  concluir que o nível de capital do Novo Banco está abaixo do exigido. O Fundo de Resolução tem de entrar se não for possível encontrar uma solução privada junto do acionista Lone Star ou no mercado.

Daqui para a frente, o que vai acontecer no Novo Banco?

O Novo Banco conseguiu, com os seus prejuízos, atirar todo o setor, como um todo, para os prejuízos (apesar de todos os outros bancos terem lucros). Excluindo os efeitos extraordinários relacionados com as imparidades, o resultado operacional foi positivo: 342 milhões de euros. Mas António Ramalho não escondeu, “com transparência”, que o desempenho operacional do banco foi menos positivo: o banco ganhou menos 45 milhões do que no ano anterior.

Uma das razões para esse desempenho menos positivo da atividade bancária, defendeu António Ramalho, é que o banco viveu um ano de incerteza em que a conclusão da operação de venda aconteceu um pouco mais tardiamente do que se previa: só ficou fechada no terceiro trimestre e não no segundo trimestre, como se previa. A outra razão que justifica a menor rentabilidade, defendeu o gestor, está ligada aos desafios que toda a banca enfrenta mas que o Novo Banco precisa de acelerar porque os outros bancos estão mais adiantados no “trabalho de casa”.

E isso passa, também, pela reestruturação das operações — ou seja, redução de número de balcões e funcionários, a par de outros ganhos de eficiência que o banco conseguir fazer. Ao longo de 2017, o banco fechou 64 agências (ficando com 473 balcões). E baixou, também, o número de colaboradores em 608, para 5.488 colaboradores. Os custos operacionais baixaram, portanto, 7,1%, indicou a instituição.

Para o futuro, António Ramalho não revela quais são os planos de mais fechos de balcões e dispensas de colaboradores. Ramalho explicou que “o fecho de balcões que foi feito até agora estava antecipado”. Para o futuro, “agora estamos a realizar um plano estratégico com reconfiguração da rede de distribuição portanto próximos fechos de balcões serão feitos de uma forma positiva, conforme o que for melhor para o banco”.

Mas Ramalho ficou visivelmente mais agitado quando foi questionado sobre a notícia de que o Novo Banco terá de dispensar 1.000 trabalhadores por obrigação europeia, por causa da nova injeção por parte do Fundo de Resolução. Esse “valor não é sequer aceitável”, atirou António Ramalho.

Quanto a trabalhadores, depois de em 2017 terem saído 608, o Novo Banco quer que este ano saiam pelo menos mais 400 entre reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo.

Novo Banco pode ter de devolver fundos se exagerar imparidades

Quarta-feira, Março 28th, 2018

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Negócios

O Novo Banco apresenta prejuízos históricos esta quarta-feira. O Fundo de Resolução será chamado a cobrir uma parte das imparidades reconhecidas para um conjunto de activos. Mas não será no imediato: o pedido de empréstimo ao Estado ainda não aconteceu.

O Novo Banco vai apresentar, esta quarta-feira, resultados negativos inéditos num período de vida que foi sempre passado com prejuízos. As perdas serão superiores a mil milhões de euros e vão ser pressionadas pela constituição de imparidades. Parte destas imparidades servirá para cobrir perdas futuras dos activos que se encontram protegidos pelo mecanismo de capitalização contingente. O mecanismo obrigará à injecção de capital pelo Fundo de Resolução, que terá, à partida, de pedir dinheiro ao Estado português. Por isso mesmo, o esforço de constituição de imparidades, caso venha a revelar-se que foi demasiado conservador e injustificado, pode obrigar à devolução do capital recebido.

A indicação é deixada na decisão da Comissão Europeia relativamente às ajudas do Estado envolvidas na venda de 75% do Novo Banco à Lone Star, tornada pública em Fevereiro. “Se as provisões se revelarem excessivamente conservadoras ou até mesmo injustificadas, há um mecanismo de liquidação, no final do qual o Novo Banco terá de reembolsar quaisquer pagamentos do Fundo de Resolução, sob o mecanismo de capital contingente”, assinala o documento assinado em Bruxelas.

O mecanismo de capitalização contingente do Novo Banco serve para cobrir um conjunto de activos sobre os quais a Lone Star não assumiu total responsabilidade. Aí, o Fundo de Resolução, financiado pelas contribuições dos bancos portugueses, pode ter de injectar até 3,89 mil milhões de euros, caso o valor dos activos desça de um determinado mínimo e caso, ao mesmo tempo, o principal rácio de capital também fique aquém de um mínimo estabelecido.

As perdas do valor dos activos podem dever-se, sobretudo, à venda de créditos, mas também de participações em sociedades, e igualmente à constituição de imparidades. Se estas imparidades se revelarem excessivas – porque o trabalho de recuperação de créditos pode correr melhor do que o esperado ou porque as alienações podem ser feitas a valores superiores aos esperados –, poderá haver, então, lugar à devolução pelo Novo Banco do capital a injectar pelo Fundo de Resolução.

A Comissão Europeia ressalva, na sua decisão, que esse reembolso não terá impacto negativo na instituição presidida por António Ramalho, já que as imparidades  constituídas absorvem o valor que eventualmente terá de devolver. O impacto positivo é para o Fundo de Resolução.

As imparidades são, à partida, as principais responsáveis pelos prejuízos históricos do Novo Banco, resultados que serão divulgados esta tarde. Segundo a publicação Eco, os prejuízos serão próximos de 1,3 mil milhões de euros, um número que fica aquém do intervalo que estava a ser trabalhado pela equipa de António Ramalho em Fevereiro, entre 1,6 e 1,8 mil milhões de euros.

Os números a revelar pelo banco deverão mostrar qual o montante de necessidades que têm de ser cobertas pelo Fundo de Resolução, que ainda detém 25% da instituição, no mecanismo de capitalização contingente. Para isso, vai usar recursos próprios e pedir um empréstimo ao Estado, este ano, num máximo de 850 milhões.

“Até ao momento, o Ministério das Finanças não foi notificado pelo Fundo de Resolução ao abrigo do contrato de abertura de crédito celebrado entre este Fundo e o Estado”, diz o gabinete de Mário Centeno. O que leva a execução do empréstimo pelo menos para Maio.

Está fechado. Novo Banco tem prejuízos de 1,3 mil milhões. Estado “paga” 800 milhões

Quarta-feira, Março 28th, 2018

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Eco

Novo Banco registou prejuízo histórico em 2017. Fundo de Resolução vai injetar quase 800 milhões de euros. Em cerca de três anos, a instituição, liderada por António Ramalho, perdeu 3.500 milhões.

ONovo Banco vai mesmo apresentar prejuízos recorde em 2017. As contas do exercício do ano passado estão praticamente fechadas e os últimos números situam as perdas nos 1.300 milhões de euros, apurou o ECO junto de várias fontes. Até à aprovação final das contas pelo conselho de administração liderado por António Ramalho, que se reúne na quarta-feira, pode haver lugar a pequenos ajustamentos na casa dos milhões. Mas, seja como for, as correções serão a partir de agora marginais e os prejuízos históricos do Novo Banco no ano passado vão obrigar o Estado a injetar cerca de 800 milhões de euros na instituição para repor os rácios de capital.

Com o resultado final ainda por fechar, estes prejuízos poderão ser alvo de correções e ajustamentos antes de as contas finais chegarem à reunião do conselho de administração do Novo Banco, agendada para esta quarta-feira. Ainda assim, já se sabe que o reporte final não vai registar correções com impacto e… mais milhão, menos milhão, os prejuízos vão mesmo ficar muito perto dos 1.300 milhões de euros, elevando para 3.500 milhões as perdas da instituição em pouco mais de três anos de existência.

AnoMilhões de eurosResultado líquido2014201520162017-1500-1250-1000-750-500-25002014● Resultado líquido: -467.9

Fonte: Novo Banco. Notas: 2014 (ago-dez); 2017 (não oficial)

É por causa da magnitude dos prejuízos de 2017 (e da consequente degradação dos rácios de capital) que haverá uma nova injeção de dinheiro público para repor a solidez financeira do banco. De quanto? As mesmas fontes ouvidas pelo ECO falam num “valor ligeiramente inferior a 800 milhões de euros” que o Estado vai ser chamado a colocar na instituição através do Fundo de Resolução (detém 25% do capital do banco) e do Mecanismo de Capital Contingente. Este reforço não surpreende, uma vez que fica em linha com o que estava previsto quando foi assinado o acordo de venda ao Lone Star.

Cerca de metade destes 800 milhões de euros virá diretamente do Fundo de Resolução, que recorrerá aos fundos que tem disponíveis para o efeito. A outra metade chegará por via de um empréstimo que o Tesouro fará ao Fundo de Resolução, sabe o ECO. Desta forma, da verba prevista no Orçamento do Estado para 2018 – de 850 milhões de euros -, apenas será gasta a parte que o Tesouro terá de emprestar ao Fundo.

E esta não será a única injeção, uma vez que se prevê que o Fundo de Resolução tenha de voltar a ajudar o banco em 2019 face aos resultados de 2018. Mas num valor claramente inferior ao que será injetado este ano.

O Novo Banco fechou 2017 com os piores resultados da sua curta história por causa de uma política de imparidades mais agressiva para limpar o balanço de ativos tóxicos o mais rapidamente possível, face a um novo quadro de exigência do Banco Central Europeu (BCE). Mas realizou esse esforço de “imparização” sabendo que dispunha de uma espécie de almofada de capital do Estado, que se comprometeu a amparar os maus resultados da instituição aquando da alienação de 75% da instituição ao fundo americano Lone Star.

Acontece que, sempre que os rácios de capital do Novo Banco baixarem da fasquia de 12,5%, é ativado o Mecanismo de Capital Contingente, um mecanismo através do qual o Estado garante, sempre que necessário, empréstimos para o Fundo de Resolução se financiar no caso de o dinheiro que tiver em caixa — que resulta de contribuições anuais dos bancos do sistema — ser insuficiente para acudir o Novo Banco (ou outro problema que tenha em mãos).

Para 2018, ficou estipulado com o Governo que o empréstimo do Estado não pode exceder 850 milhões de euros — e aquilo que o Fundo de Resolução vai pedir agora ficará dentro do envelope financeiro acordado com o Executivo, sem prejuízo da possibilidade de poder procurar financiamento no mercado, caso precise de mais dinheiro do que aquele que o Estado disponibiliza ou caso encontre condições de financiamento mais favoráveis.

A injeção pública deste ano não será a única. Prevê-se que o Fundo de Resolução venha a ser chamado novamente em 2019, mas com uma intervenção mais reduzida face a uma expectativa mais positiva em relação àquilo que serão os resultados do Novo Banco este ano.

Tesouro só empresta ao Novo Banco se Fundo de Resolução não tiver verba suficiente

Quinta-feira, Fevereiro 22nd, 2018

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Negócios

Há um ano o Executivo antecipava que apenas em 2019 seria necessário uma eventual injecção no Novo Banco, mas o registo de imparidades antecipado pode obrigar a uma entrada de fundos já este ano.

O Governo só avançará com um empréstimo do Tesouro ao Fundo de Resolução se os fundos da instituição não forem suficientes para cobrir as imparidades geradas pelo Novo Banco, sabe o Negócios. Para isso, é preciso primeiro fechar as contas do banco e perceber qual a almofada com que o Fundo de Resolução está a trabalhar.

O Expresso avança na edição deste sábado que o Estado vai injectar mais capital no Novo Banco, num montante que pode chegar aos 850 milhões de euros.

Ao Negócios uma fonte próxima do processo explica que o montante ainda não está fechado, mas que não deverá chegar aos 850 milhões de euros que foram disponibilizados no Orçamento do Estado para 2018.

Até porque primeiro é preciso perceber quais os fundos disponíveis do Fundo de Resolução e só depois, em caso de necessidade, o Tesouro faz um empréstimo ao Fundo de Resolução. Esta é uma informação essencial para perceber o contributo eventual de cada uma das partes.

Segundo o Expresso, o Novo Banco vai apresentar prejuízos recorde, que podem chegar às várias centenas de milhões de euros e podem mesmo chegar aos milhares de milhões, em resultado do elevado montante de imparidades que o banco se prepara para registar.

No ano passado, quando o Governo ultimava a operação de venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star, antecipava que apenas em 2019 seria preciso, eventualmente, injectar fundos no Novo Banco. No entanto, tal como aconteceu na Caixa Geral de Depósitos, o Novo Banco prepara-se para fazer um registo de imparidades antecipado.

O impacto destas operações no défice e na dívida é ainda indefinido, ficando dependente das decisões do Instituto Nacional de Estatística e do Eurostat. No entanto, esta é uma questão que à partida não preocupa o Governo que vê no caso do registo da recapitalização da CGD um bom sinal de que a operação – a existir – acabará por não prejudicar Portugal na avaliação dos critérios para apuramento de défice excessivo.

Novo Banco estuda mudança de imagem

Quinta-feira, Fevereiro 22nd, 2018

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Publico

Alemão de 34 anos, nomeado pelo fundo norte-americano Lone Star participa nos trabalhos da comissão executiva do Novo Banco.

O Novo Banco está a equacionar mudar de cara, adoptando uma nova imagem com outras cores para a marca criada há três anos e meio para substituir a designação BES. Os cenários estão a ser equacionados pela comissão executiva, que é acompanhada por um representante do Lone Star, de 34 anos, que não pertence ao órgão social.

O PÚBLICO apurou que a equipa de executivos do Novo Banco liderada por António Ramalho tem em curso um processo de reflexão interna sobre a imagem do banco cujo objectivo é romper com a ideia de instituição de transição. Isto, dado que a actual configuração do Novo Banco foi adoptada a 3 de Agosto de 2014, aquando da resolução do BES.

Confrontada com a informação, fonte oficial do Novo Banco assegurou que não há decisões tomadas e tudo está em aberto.

O cenário está a circular no mercado há vários meses, desde que o Lone Star tomou posse da instituição que tem como principal executivo António Ramalho, de 58 anos, e cuja equipa integra Vítor Fernandes, Jorge Cardoso, Isabel Cascão, Luísa Amaro de Matos, Rui Fontes e José Bettencourt.

Mas a comissão executiva, que gere o dia-a-dia do banco, tornou-se entretanto bilingue. É que o PÚBLICO sabe que o fundo de private equity norte-americano “monitoriza” a sua acção. Para além de controlar ao detalhe muitas das decisões de crédito, o grupo do Texas faz-se representar por um “homem da sua confiança” nas reuniões semanais.

Trata-se do alemão Benjamin Friedrich Dickgiesser, que a 9 de Março de 2017 assinou contrato com o Lone Star Europe Acquisitions Limited e é membro do Conselho Geral de Supervisão (não executivo) da instituição portuguesa. Na prática, Dickgiesser, de 34 anos, funciona como “observador” do Lone Star junto da comissão executiva. E há mais: o conselho geral de supervisão reúne mensalmente, mas o seu presidente, o inglês Byron Haynes (ex-CEO do austríaco BA WAG), de 52 anos, vem a Portugal no mínimo duas vezes por mês para acompanhar os trabalhos dos sete gestores executivos.

O acordo assinado a 18 de Outubro de 2017, entre as autoridades nacionais e a Lone Star, prevê que o Fundo de Resolução (financiado pela banca e gerido pelo Banco de Portugal) mantenha 25% do Novo Banco, sem direito a voto ou a nomear administradores. Durante a cerimónia de compra dos 75% do Novo Banco, o director geral do Lone Star, Donald Quintin, garantiu que leva “muito a sério” a responsabilidade de gerir a instituição que lhe foi “confiada”.

E é assim que, do conselho geral e de supervisão nomeado pelo Lone Star para o quadriénio 2017-2020, constam ainda, e para além de Byron e de Dickgiesser, os nomes de Karl-Gerhard Eick, Donald John Quintin, Kambiz Nourbakhsh, Mark Andrew Coker, John Herbert, Robert A. Sherman.

A ausência de gestores não executivos independentes contraria as regras da boa governação que os supervisores geralmente aconselham. Por exemplo, o Banco Central Europeu (BCE) e o BdP recomendaram à Caixa Geral de Depósitos (o banco público) que a sua administração (equiparada a conselho geral e de supervisão) integrasse não só representantes do Estado, o seu único accionista, mas gestores independentes e executivos. No dossiê Novo Banco, todos foram flexíveis: Banco Central Europeu, BdP e Governo.

Se a banca financiadora do Fundo de Resolução falhar com as responsabilidades que assumiu pelo resgate do BES, serão os contribuintes nacionais que vão ser chamados a pagar as perdas: 11 mil milhões de euros, em torno de seis por cento do Produto Interno Bruto. A soma é simples: 4,9 mil milhões já injectados a 3 de Agosto de 2014; 2,2 mil milhões de responsabilidades com litigâncias; 3,9 mil milhões da garantia pública dada pelo Fundo de Resolução ao Lone Star.

O cenário de que a garantia venha a ser usada é cada vez mais provável uma vez que se espera que o Novo Banco apresente resultado muito negativos em 2017. Estas contas serão apresentadas no final de Março depois de as contas serem auditadas pela PricewaterhouseCoopers.

Numa deslocação à Assembleia da República, a 5 de Abril de 2017, o ministro das Finanças, Mário Centeno acabou por dizer: “Não sendo uma solução equilibrada, não quer dizer que tenha sido a solução perfeita na perspectiva do Estado”, mas foi “o melhor negócio possível perante as circunstâncias concretas.”

Novo Banco: mais de 3 mil milhões em imparidades em três anos

Quarta-feira, Fevereiro 21st, 2018

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Novo Banco: mais de 3 mil milhões em imparidades em três anos

O Novo Banco, expurgado de activos tóxicos do BES, não deixou as perdas. Em causa estão provisões e imparidades, sobretudo para crédito.

Novo Banco: mais de 3 mil milhões em imparidades em três anos
Jorge Paula/Correio da Manhã
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Diogo Cavaleiro 19 de fevereiro de 2018 às 23:20

O Novo Banco, expurgado de activos tóxicos do BES, não deixou as perdas. Em causa estão provisões e imparidades, sobretudo para crédito.

2014
Penalizado pela PT e Oi
Não foi um ano completo para o Novo Banco. Como foi constituído a 3 de Agosto de 2014, as primeiras contas de final de ano reflectiram menos de cinco meses. Os prejuízos de 497,6 milhões de euros deveram-se, sobretudo, a provisões e imparidades, em especial para crédito. Também houve perdas devidas à exposição do banco então liderado por Eduardo Stock da Cunha à Oi e PT, de que o BES era accionista.

2015
Perdas em créditos renovam prejuízos
Mais uma vez, as provisões contribuíram para penalizar os resultados líquidos do Novo Banco. Ainda sob o comando de Stock da Cunha, os prejuízos foram de 980,6 milhões de euros. O reforço do provisionamento deveu-se, em grande medida, à maior cobertura sobre as “50 maiores exposições de risco que já existiam à data da resolução do BES”. Ou seja, a gestão ressalvava que as perdas que a instituição enfrentava deviam-se ao passado. A exposição à Pharol e à brasileira Oi continuava a ser um peso.

2016
Crédito e reestruturação marcam ano
Mais um reforço de provisões a ditar perdas no Novo Banco no ano em que António Ramalho sobe a líder. O aumento foi de 30%, ainda que o provisionamento para crédito se tenha mantido estável. O mesmo não aconteceu noutras rubricas, nomeadamente imóveis e equipamento. Neste ano, reflectiram-se as medidas do plano de reestruturação, com a redução de postos de trabalho.

2017
Mais agressividade contra perdas
Já se sabe que haverá um provisionamento agressivo. Na rubrica contavam-se já 563,2 milhões até Setembro. Os prejuízos cifravam-se em 419 milhões. Podem multiplicar-se por quatro no final de 2017.

Prejuízos recorde no Novo Banco devem obrigar a novo apoio público este ano

Domingo, Fevereiro 18th, 2018

Prejuízos recorde no Novo Banco devem obrigar a novo apoio público este ano

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Observador

 

Prejuízos do Novo Banco podem chegar a mil milhões de euros em 2017, diz o Expresso. O registo de perdas em ativos “tóxicos” deve obrigar Fundo de Resolução a meter mais capital.

O Novo Banco deverá apresentar prejuízos recorde relativos ao ano passado. O Expresso escreve que as perdas poderão chegar aos mil milhões de euros, por força de uma política mais agressiva de reconhecimento de perdas em ativos problemáticos.

Em causa estão os créditos e outros ativos “tóxicos” que foram assumidos pelo Fundo de Resolução, no quadro do acordo de venda do banco à Lone Star. Este reconhecimento de imparidades (perdas) reflete, por um lado, as exigências das autoridades europeias que querem limpar rapidamente o crédito malparado, mas também serve o objetivo do novo acionista que pretende acelerar o regresso aos lucros. O fundo americano que comprou o Novo Banco pode vender ao fim de três anos, tendo por isso pressa em rentabilizar o ativo, diz o Expresso.

O reconhecimento de mais perdas deverá criar novas necessidades de capital no banco já este ano, ativando a cláusula no acordo de venda que prevê a injeção de recursos por parte do Fundo de Resolução, que é uma entidade pública. No entanto, as condições acordadas com a Lone Star também determinam que apesar deste ativos serem geridos pelo Novo Banco, a última palavra sobre a constituição de provisões para perdas é do Fundo de Resolução.

Certo é que o Governo já consagrou no orçamento uma almofada de 850 milhões de euros para a eventualidade de ter financiar o Fundo de Resolução numa nova injeção de capital no Novo Banco. O jornal ECO assegura entretanto que a injeção de capital público ficará abaixo desse limite. O Fundo de Resolução é responsável pela assunção de perdas até 3,89 mil milhões de euros nos ativos tóxicos que a Lone Star quis excluir da compra do Novo Banco, mas apenas no caso de estas perdas levarem a uma descida dos rácios que provoque necessidades adicionais de capital.

O Novo Banco deverá ser assim o único dos principais bancos nacionais a apresentar prejuízos relativos a 2017. Em 2016, a instituição perdeu 788 milhões de euros.