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Novo Banco: Deputados aprovam requerimento do BE para que contrato de venda seja entregue à AR

Sexta-feira, Maio 29th, 2020

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Sábado

Segundo a deputada do BE Mariana Mortágua, o pedido para entrega do contrato seguirá para o Fundo de Resolução, o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças.

Os deputados da comissão de orçamento e Finanças aprovaram, esta terça-feira, por unanimidade o requerimento do Bloco de Esquerda para que seja entregue ao parlamento o contrato de venda do Novo Banco ao Lone Star, disse Mariana Mortágua à Lusa.

Segundo a deputada do BE, o pedido para entrega do contrato seguirá para o Fundo de Resolução, o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças.

A semana passada, o BE considerou que o o contrato de venda do Novo Banco ao fundo de investimento norte-americano Lone Star deve ser público “em nome da decência e do rigor”.

“Por respeito também pela transparência do processo, achamos que se o Governo evoca tantas vezes o contrato para justificar as suas decisões, então esse contrato tem de ser conhecido de todos, da Assembleia da República, para começar, para que possa escrutinado e as decisões do Governo possam também elas ser escrutinadas numa base informada”, defendeu Mariana Mortágua em declarações à Lusa.

Nascido na resolução do BES (em 03 de agosto de 2014), para ficar com os depósitos e os ativos considerados de qualidade, o Novo Banco foi vendido em outubro de 2017 ao fundo Lone Star em 75%, mantendo 25% o Fundo de Resolução bancário (entidade da esfera do Estado financiada pelas contribuições dos bancos e gerida pelo Banco de Portugal). O Lone Star não pagou qualquer preço, tendo injetado 1.000 milhões de euros no Novo Banco.

Então, o contrato não foi conhecido, tendo sido divulgadas apenas algumas informações, caso da proibição de a Lone Star vender o banco durante três anos e da probição de distribuir dividendos durante cinco anos (caso o banco tivesse lucro).

Foi também conhecido que, no contrato de venda, foi acordado um mecanismo de capital contingente pelo qual o Fundo de Resolução pode, até 2026, injetar capital no Novo Banco até ao limite de 3.890 milhões de euros, para cobrir perdas com ativos que o Novo Banco ‘herdou’ do BES.

Até ao momento, o Fundo de Resolução já injetou 2.976 milhões de euros no Novo Banco, dos quais 2.130 milhões de euros pediu emprestado ao Tesouro público uma vez que não tem receitas suficientes (decorrentes das contribuições dos bancos).

O tema do Novo Banco viria a motivar nova polémica no debate quinzenal de 07 de maio, numa resposta do primeiro-ministro à coordenadora do BE, Catarina Martins.

“Sobre o Novo Banco a resposta que tenho para lhe dar não tem grande novidade relativamente à última vez que me fez a pergunta, ou seja, a auditoria está em curso e até haver resultados da auditoria não haverá qualquer reforço do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução para esse fim”, respondeu então António Costa.

Horas depois, o Expresso ‘online’ revelava que a transferência de 850 milhões de euros para o Fundo de Resolução (com vista a este recapitalizar o Novo Banco) já tinha sido feita nessa semana, o que levou o primeiro-ministro a explicar que não tinha sido informado pelo Ministério das Finanças, liderado por Mário Centeno, e a pedir desculpa ao Bloco de Esquerda pela informação errada transmitida.

A polémica continuaria na semana seguinte e culminaria numa reunião de várias horas, na quarta-feira à noite em São Bento, entre Mário Centeno e António Costa. No final, o primeiro-ministro reafirmou publicamente a sua confiança pessoal e política no ministro de Estado e das Finanças.

O comunicado referia que ficaram “esclarecidas as questões relativas à falha de informação atempada ao primeiro-ministro sobre a concretização do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução, que já estava previsto no Orçamento de Estado para 2020, que o Governo propôs e a Assembleia da República aprovou”.

Desde então, quer o ministro das Finanças quer o primeiro-ministro têm procurado dar o assunto por encerrado, com Mário Centeno a dizer que a crise “foi ultrapassada” ou, segundo António Costa, que “não há crise”.

Afinal, quem é o dono do Novo Banco?

Quarta-feira, Maio 27th, 2020

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TVI

TVI teve acesso ao contrato de compra e venda do banco pela Lone Star, mas não é esse o nome que consta no campo do comprador

TVI teve acesso ao contrato de compra e venda do Novo Banco, cuja divulgação pública tem sido uma exigência levantada nos últimos dias na esfera política. A primeira estranheza passa pela identidade do comprador: em vez de Lone Star, o nome que surge no contrato é Nani Holdings.

O contrato a que a TVI teve acesso é confidencial e está guardado a sete chaves no banco de Portugal. Um documento extenso, mas que, logo ao início, surpreende: o que podemos ler e que, a 31 de março de 2017, foi celebrado o contrato entre o fundo de resolução e a Nani Holdings. O primeiro manteve 25% do banco e o segundo adquiriu 75%.

A Nani Holdings, adquirente, é detida a 100% pelo Lone Star Fund, no Luxemburgo. Este, por sua vez, tem como maior acionista, a Nani Superholding, com sede no paraíso fiscal das Bermudas, e é detida por uma diversidade de fundos geridos pela americana Lone Star, dona indireta do Novo Banco.

O mesmo é dizer que será difícil fazer o percurso inverso até à responsabilização. Ou seja, até quem tem de pagar ou devolver seja o que for.

Por exemplo, no cenário hipotético de a aguardada auditoria ao Novo Banco, revelar fraude ou erro grosseiro na alienação de ativos ao desbarato, a Nani Holdings, adquirente formal do Novo Banco segundo o contrato, não tem meios para ser responsabilizada.

Está a negativos. Segundo o relatório financeiro a que a TVI teve acesso, em 2018 o prejuízo era de um milhão de euros.

A Nani Holdings foi criada exclusivamente para a compra do banco português.

Marques Mendes diz que os quatro contratos da venda do Novo Banco devem ser tornados públicos

Terça-feira, Maio 26th, 2020

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Económico

“Há pelo menos quatro contratos, quatro documentos contratuais envolvendo o Estado, a União Europeia, a Lone Star e o Fundo de Resolução, e se fosse possível, devia-se torná-los todos públicos.  [Porque] quando há dinheiros públicos, deve ser tornado público. Há quatro contratos e há pelo menos um que é mais importante que o contrato de compra e venda”, disse o comentador político.

Luís Marques Mendes apoia a iniciativa apresentada pelo Bloco de Esquerda de tornar públicos os documentos contratuais sobre a venda do Novo Banco ao fundo norte-americano, Lone Star.

“Eu acho que a ideia do BE de divulgar publicamente o contrato faz todo o sentido”, referiu o comentador político no seu espaço de análise, esta noite, na SIC.

“Há pelo menos quatro contratos, quatro documentos contratuais envolvendo o Estado, a União Europeia, a Lone Star e o Fundo de Resolução, e se fosse possível, devia-se torná-los todos públicos.  [Porque] quando há dinheiros públicos, deve ser tornado público. Há quatro contratos e há pelo menos um que é mais importante que o contrato de compra e venda”, disse Marques Mendes.

O comentador abordou ainda o debate parlamentar sobre a injeção de capital de 850 milhões que o Estado fez recentemente, a título de empréstimo, ao Novo Banco, via Fundo de Resolução.

Para o comentador político, o debate parlamentar da semana passada sobre esta injeção de capital na instituição financeira que nasceu da resolução do Banco Espírito Santo foi um “exercício de hipocrisia e de demagogia”, quer do PSD, quer do PS.

“Rui Rio disse estar muito preocupado com a injeção de capital, mas o PSD não teve que ver com isto tudo durante muitos anos ?”, interrogou Marques Mendes, de forma retórica.

A mesma crítica foi dirigida ao primeiro-ministro, António Costa. Luís Marques Mendes acusou o primeiro-ministro de dar a entender “que não sabia de nada com aquele ar cândido que o caracteriza”. “Mas ele sabia de tudo”, vincou o comentador.

“Quem é que fez a negociação final de venda? Já foi este Governo. Quem é que aprovou a versão final do contrato? Já foi este Governo”, reforçou Marques Mendes.

E, rematou: “e não sabiam, um e outro, PS e PSD, que estava lá uma almofada de 3,9 mil milhões de euros para o comprador”.

 

Quem disse o quê sobre a venda do Novo Banco em 2017?

Domingo, Maio 17th, 2020

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Eco

Quem disse o quê sobre a venda do Novo Banco em 2017?

O Novo Banco foi vendido em 2017 ao fundo americano Lone Star e, nesse momento, o Estado contratualizou uma garantia de 3,9 mil milhões de euros. Quem disse o quê nesse ano?

A venda do Novo Banco foi anunciada em março de 2017, após várias tentativas sem sucesso, mas três anos depois o banco nascido do ex-BES continua um tema quente na política portuguesa, como esta semana se confirmou. Apesar de em 2014, na resolução do BES, o Novo Banco ter nascido como o ‘banco bom’, rapidamente se percebeu que tinha muitos problemas e a venda arrastou-se por três anos, até a alienação em 2017 ao fundo de investimento norte-americano Lone Star, num processo que envolveu Governo, Banco de Portugal, Comissão Europeia e Banco Central Europeu.

Foi a 31 de março que foi anunciada a alienação de 75% do banco ao Lone Star, mantendo os restantes 25% o Fundo de Resolução bancário (entidade da esfera do Estado financiada pelas contribuições dos bancos). O Lone Star não pagou qualquer preço, tendo injetado 1.000 milhões de euros no capital do Novo Banco.

Foi ainda acordado um mecanismo pelo qual até 2026, e com um limite de 3.890 milhões de euros, o Fundo de Resolução compensa o Novo Banco por perdas num conjunto de ativos problemáticos ‘herdados’ do BES quando ponham em causa os rácios de capital, já tendo sido despendidos 2.976 milhões de euros até hoje.

Eis o que disseram os protagonistas em 31 de março de 2017:

Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa

  • “A assinatura do contrato pelo Fundo de Resolução permite que seja cumprido o prazo de venda fixado nos compromissos assumidos pelo Estado junto da Comissão Europeia, que era até 3 de agosto de 2017”, disse Carlos Costa numa curta declaração.
  • “Face às alternativas, a venda é um passo importante na estabilização do setor bancário nacional, uma vez que garante a diversificação de investidores e reforça a credibilidade do setor por via do desfecho bem-sucedido de um processo de venda aberto, transparente, concorrencial e de alcance internacional”.

Primeiro-ministro, António Costa

  • A venda do Novo Banco cumpre “as três condições colocadas pelo Governo”, sendo uma delas de que este processo “não terá impacto direto ou indireto nas contas públicas, nem novos encargos para os contribuintes”, disse António Costa.
  • “Ao contrário do inicialmente proposto, não é concedida qualquer garantia por parte do Estado ou de qualquer outra entidade pública. O necessário reforço de capital é integralmente assegurado pelo investidor privado, e eventuais responsabilidades futuras não recairão sobre os contribuintes, mas sobre os bancos, que asseguram o capital do Fundo de Resolução”, sustentou.
  • O acordo “afasta o espetro da liquidação” do Novo Banco.
  • “Por outro lado, não serão exigidas aos bancos contribuições extraordinárias e o Fundo de Resolução ainda beneficiará da futura alienação dos 25% de capital que continuará a deter no Novo Banco. Esta é uma solução equilibrada: A que melhor protege os contribuintes, a economia e a estabilidade do sistema financeiro no quadro do processo de resolução [do BES] iniciado em agosto de 2014”, acrescentou António Costa.
  • A nacionalização do banco foi uma hipótese estudada, mas traria um “impacto muito distinto” junto dos contribuintes do que decorre da venda da entidade.
  • “O Estado teria de realizar o capital inicial, entre 4.000 e 4.700 milhões de euros”.

Comissão Europeia

  • A comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, congratulou-se com a assinatura do acordo de aquisição entre as autoridades portuguesas e a norte-americana Lone Star, “com o objetivo de levar o Novo Banco à viabilidade a longo prazo”.

PS

  • “Não sendo ideal, não sendo a venda estrondosa que, durante muito tempo, inúmeras figuras garantiam que iria acontecer, foi, pelo menos, o encerramento de um ciclo que tinha riscos para o país. Fazendo as contas, olhando para todas as alternativas, parece-nos ser a solução menos má de todas”, disse o então porta-voz do PS João Galamba.
  • “Esta solução, como é evidente, não é a ideal, mas, dadas as condicionantes existentes e, sobretudo, compromissos assumidos pelo Governo anterior em 2014 e sucessivas falhas em vender, se olharmos para as alternativas, esta acaba por ser a solução que minimiza os impactos negativos sobre o nosso país”.

PSD

  • “A decisão de hoje não é uma boa decisão, é uma má decisão. Vem na sequência de um processo de desvalorização do Novo Banco, que, entre outras coisas, teve o contributo do Ministro das Finanças quando, por mais de uma vez, acenou com a possibilidade da nacionalização ou mesmo da liquidação do banco”, afirmou o então líder parlamentar, Luís Montenegro.
  • “A venda que hoje foi anunciada é uma venda parcial e ainda por cima acarreta a possibilidade de os contribuintes puderem ter de assumir parte dos custos que estão associados a um processo de capitalização futura do Novo Banco”.

BE

  • “Temos de ser muito claros, o que está em causa é uma venda a preço zero: o banco vai ser dado a um fundo americano. O fundo americano vai injetar dinheiro no seu próprio banco, vai-se pagar a si mesmo, e no meio deste processo o Estado assume futuras perdas no banco que vão até 4 mil milhões de euros”, afirmou a deputada Mariana Mortágua.
  • A decisão do Governo “até pode parecer a mais correta no curto prazo, mas o que vai fazer é empurrar os problemas com a barriga para o futuro, para outro Governo, para os contribuintes, daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a seis anos”.

PCP

  • “O negócio que agora vemos apresentado aos portugueses e que se traduzirá num novo custo sobre o Orçamento do Estado e o esforço dos trabalhadores demonstra bem a necessidade de travar o processo de alienação. Aquilo que testemunhámos uma vez mais foi o Estado utilizar os recursos dos portugueses para limpar o balanço de um banco”, disse o então deputado Miguel Tiago.
  • “Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque também já tinham dito que os portugueses não assumiriam os custos imputados ao Fundo de Resolução. A verdade é que, para já, prevê-se que os bancos pagarão, quando muito, daqui a 40 anos, aos poucos, a dívida do empréstimo do Estado de 3,9 mil milhões de euros”.

CDS-PP

  • “Na perspetiva do CDS, o Governo falhou em toda a linha nesta matéria. Não atingiu nenhum dos objetivos a que se propôs. Fez uma má negociação. Não vendeu o banco na sua totalidade como se tinha proposto, vendeu apenas 75% e não encaixou um cêntimo sequer para o Fundo de Resolução”, afirmou a então líder do CDS, Assunção Cristas.
  • “Pelo contrário, o Fundo de Resolução, que é detido por todos os bancos do sistema financeiro, e é bom lembrar que um deles é um banco 100% público e chama-se Caixa Geral de Depósitos, ficam responsáveis por calotes que podem ir até aos 3.800 milhões de euros durante oito e, portanto, não é uma responsabilidade pequena”.

Já há dois potenciais interessados no Novo Banco: BCP e Bankinter

Segunda-feira, Fevereiro 24th, 2020

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Expresso

O Santander fechou as portas, mas o BCP e o Bankinter admitem que, quando o Novo Banco for para venda, será olhado de perto

Já há dois bancos a operar em Portugal interessados em olhar para o Novo Banco, quando a americana Lone Star e o Fundo de Resolução decidirem vender as suas participações, algo que poderá acontecer ao longo do próximo ano. Em causa estão o Banco Comercial Português (BCP) e o espanhol Bankinter.

Os dois bancos têm um ponto em comum: a prioridade é o crescimento orgânico, que consiste na expansão com base no negócio já existente. No entanto, os líderes de ambos confessaram recentemente que não podem fechar a porta à análise à compra da instituição financeira resultante da resolução do Banco Espírito Santo.

Na conferência de imprensa desta quinta-feira, dia em que apresentou uma subida de 1% dos lucros para 302 milhões de euros, o presidente executivo sublinhou que o tema não está em cima da mesa na atualidade. Quando for, haverá ação da parte do BCP.

“No momento em que essa operação for a mercado, se e quando for ao mercado, vamos olhar com o rigor que suporta as nossas decisões, analisaremos nessa altura se faz sentido, se não faz e o valor que faz sentido”, declarou o responsável, citado pela agência Lusa.

Sendo, agora, uma “obrigação estar atento a todas as oportunidades”, o BCP tinha, até aqui, afastado quaisquer aquisições até 2021. “Quero deixar muito claro que, até ao final deste mandato, não vamos efetuar aquisições adicionais”, avisou Maya no final de 2018. O banco, que tem a chinesa Fosun e a angolana Sonangol como principais acionistas, comprou o polaco Eurobank em 2018, crescendo naquela economia europeia. Agora, assume que, estando no mercado, terá de analisar o concorrente Novo Banco.

Uma potencial fusão entre o Novo Banco e o BCP (quando no passado o antecessor BES e o banco fundado por Jardim Gonçalves eram profundos rivais) tem sido referida na imprensa como uma solução para a saída da Lone Star e do Fundo de Resolução, ambos com um perfil vendedor. A alienação do banco ganhou nova força depois de noticiado pelo Expresso que foi discutida entre os acionistas a possibilidade de encerrar o mecanismo de capital contingente, através do qual o Fundo de Resolução se arrisca a colocar mais milhões no banco, antecipadamente, em vez de se esperar por 2026. O que facilitaria a venda.

Para um banco como o BCP também faz sentir olhar para este negócio já que é um dos principais contribuidores para o Fundo de Resolução, que depois terá de devolver ao Estado todos os empréstimos contraídos para a resolução do BES e para a capitalização do Novo Banco. A Caixa Geral de Depósitos, também nessa posição, está impedida de fazer aquisições até ao final deste ano – e é também já o banco maior do país.

A Lone Star, que adquiriu 75% do Novo Banco em 2017, só tem liberdade para alienar o banco a partir do próximo ano, por via do acordo de venda – mas, havendo entendimento entre acionistas, poderá ser acelerado.

UM ESJPANHOL NO CAMINHO, OUTRO FORA

Mas a consolidação entre os dois bancos não é o único cenário em cima da mesa. O Bankinter também admite que pode vir a olhar para o dossiê. O banco espanhol tem uma limitada presença internacional (apenas em Portugal e na Irlanda). E o país pode ser um espaço para crescer – até agora que o espanhol Abanca está a estender a sua presença portuguesa com a compra do EuroBic, em que o CaixaBank já é dono do BPI e em que o Santander é um dos maiores bancos.

“É natural que o Novo Banco venha a estar no mercado. Estaremos atentos a essa oportunidade”, disse Alberto Ramos, o responsável da sucursal portuguesa do Bankinter. “Se vão existir [oportunidades], na altura será analisado”, continuou, mas salvaguardando que o crescimento no país tem ocorrido por via de crescimento orgânico.

Quem já fechou a porta a um olhar sobre o Novo Banco foi o Santander. Pedro Castro e Almeida afirmou que o banco não está interessado em adquirir mais nenhum banco em Portugal. O grupo cresceu no país, nos últimos anos, com a resolução do Banif, a quem comprou os principais ativos e passivos, e a intervenção no Popular.

MUITAS VENDAS EM SEIS ANOS

O Novo Banco sempre foi tendo interessados, mas as operações de venda foram sempre difíceis. Criado em 2014, na resolução do BES, com uma injeção de 4,9 mil milhões de euros, foi colocado à venda no ano seguinte pelo seu acionista único, o Fundo de Resolução. Os chineses Anbang, Fosun e os americanos da Apollo foram os candidatos do concurso aberto em 2015, que acabou cancelado devido aos preços, dificuldades negociais e circunstâncias externas.

Dois anos depois, deu-se a venda de 75% à Lone Star, mantendo o Fundo de Resolução uma posição de 25%. A compra foi por zero euros. Os americanos comprometeram-se a colocar mil milhões e o Fundo assumiu que poderia colocar mais 3,89 mil milhões na instituição financeira por via de um conjunto de ativos problemáticos.

Mas o perfil da Lone Star, de investimento em empresas em dificuldades para reestruturação e posterior venda, sempre deixou em aberta a alienação futura. Que agora começa a ser falada de forma mais intensa.

Novo Banco limpa 70% dos ativos do BES em dois anos

Terça-feira, Fevereiro 18th, 2020

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Negócios

As vendas de operações e sucursais no estrangeiro ajudaram o banco liderado por António Ramalho a reduzir o montante de ativos herdados do BES, de 14,7 mil milhões, em 2017, para 4,5 mil milhões, no final do ano passado.

O Novo Banco herdou milhões e milhões em ativos tóxicos do Banco Espírito Santo (BES). E tem, ao longo dos últimos dois anos, vindo a fazer um esforço para se libertar deste peso. Os resultados estão à vista: o montante já se reduziu em 70%, à boleia das vendas de carteiras de crédito malparado. Já os imóveis detidos pelo banco liderado por António Ramalho reduziram-se em mais de metade neste período.

De acordo com informação obtida pelo Negócios, o volume de ativos que passaram do BES para o Novo Banco era, no final de 2019, de 4,5 mil milhões de euros. Isto quando, em 2017, este montante rondava os 14,7 mil milhões de euros. Uma redução de mais de 10 mil milhões de euros, o que permitiu ao banco cumprir as metas impostas pelas autoridades europeias.

Esta “limpeza” do balanço contou com a ajuda das vendas de bancos e sucursais no estrangeiro, como foi o caso do Banque Espírito Santo et de la Vénétie (BESV), do Banco Internacional de Cabo Verde, do Novo Banco Ásia e da sucursal da Venezuela, mas também do encerramento da sucursal de Londres e da Zona Franca da Madeira. Isto além das fusões por incorporação na Irlanda, na Alemanha (BES GmbH) e nas ilhas Caimão (BESIL), com o objetivo de reduzir custos e simplificar a estrutura, de acordo com os projetos de fusão publicados.

A redução significativa das operações descontinuadas também contribuiu para esta evolução. Conforme apurou o Negócios, estas operações representavam 5.131 milhões de euros em dezembro de 2017. No final do ano passado, o valor era inferior a 30 milhões, à boleia das vendas da GNB Vida, que ficou nas mãos da Apax Partners, e da GNB Seguros – os últimos 25% que o banco ainda detinha na seguradora foram vendidos ao Crédit Agricole no final do ano passado.

Além destas operações, o Novo Banco também avançou com as vendas das carteiras Nata I e Nata II. Este último, um dos maiores portefólios de malparado alguma vez transacionados em Portugal, foi comprado pela Davidson Kempner. Uma alienação que ajudou o banco a reduzir o rácio de crédito malparado para 15% em setembro do ano passado, quando, em 2017, se situava nos 28%.

Imobiliário reduz-se em mais de metade

O banco liderado por António Ramalho tem também apostado na redução do seu portefólio de imóveis. Ativos que ficaram no balanço por terem sido executados devido a incumprimento de dívidas e que foram alienados por terem deixado de ser estratégicos para o banco.

Conforme apurou o Negócios, o Novo Banco passou de um registo de 2,5 mil milhões de euros em ativos imobiliários há dois anos, para perto de mil milhões no ano que agora terminou. Isto significa uma redução de cerca de 60% para a instituição financeira. A ajudar a esta evolução estiveram as vendas das operações Viriato e Sertorius, em território nacional, mas também do projeto Albatroz em Espanha.

Muitas operações acabaram por ser vantajosas para o Novo Banco, como foi o caso dos terrenos da Matinha ou da Quinta Seabra Gomes. Fonte próxima refere mesmo que as cinco maiores vendas de imóveis geraram um encaixe para o banco superior a 250 milhões de euros. Ainda assim, a grande maioria das alienações gerou perdas significativas para o banco que nasceu da resolução do BES, no verão de 2014.

No caso do projeto Viriato, que incluiu sobretudo lotes isolados de terreno, baldios e lugares de garagem, o valor de balanço era de 631 milhões de euros, mas o banco não conseguiu encaixar mais de 316 milhões. Já a operação Sertorius, com ativos não residenciais e geralmente abandonados, rendeu 159 milhões de euros, abaixo dos 488 milhões que estavam registados no balanço. O mesmo aconteceu com a carteira em Espanha e que rendeu 33 milhões: menos de metade dos 77 milhões registados, apurou o Negócios.

Apesar da redução dos ativos herdados do BES, o Novo Banco terá de manter os esforços para continuar a “limpar” o balanço. E isto poderá ser feito através de mais vendas de carteira de crédito malparado e imóveis. António Ramalho, presidente do Novo Banco, poderá dar mais detalhes sobre o rumo da instituição financeira quando apresentar os resultados anuais na sexta-feira, dia 28 de fevereiro.

130 operações em 2019

O Novo Banco submeteu, ao longo do ano passado, mais de 130 propostas sobre ativos sob a alçada do mecanismo de capital contingente ao Fundo de Resolução, apurou o Negócios. Um conjunto que inclui todo o tipo de operações, seja venda de carteiras ou reestruturação de créditos. Deste total, cerca de 15% foram rejeitadas pelo Fundo de Resolução. Já as que foram aprovadas, cerca de um terço tiveram “luz verde” mas com condições. Foi isto que aconteceu no caso do portefólio Nata 2. Em causa estavam perto de três mil milhões de euros em ativos tóxicos e um dos maiores portefólios alguma vez transacionados em Portugal. Tal como o Negócios avançou, em novembro, a comissão de acompanhamento do Novo Banco deu o “ok” a esta venda, mas com a condição de serem retirados alguns créditos.

Bankinter admite avaliar compra do Novo Banco quando oportunidade surgir

Quarta-feira, Fevereiro 12th, 2020

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Notícias ao Minuto

O responsável da operação em Portugal do Bankinter, Alberto Ramos, disse hoje que o grupo bancário espanhol avalia eventuais oportunidades de aquisições e admitiu que estará atento ao Novo Banco quando este for colocado no mercado.

“Onosso crescimento é resultado do crescimento orgânico. Não quer dizer que não olhemos para oportunidades de crescimento inorgânico e quando acharmos que fazem sentido estaremos ativos“, disse Alberto Ramos na apresentação aos jornalistas dos resultados de 2019 do Bankinter Portugal.

O responsável não esclareceu se o Bankinter avaliou a possibilidade de comprar o EuroBic, depois de na segunda-feira ter sido anunciado que este seria vendido em 95% ao grupo espanhol Abanca (o que inclui a venda das participações de Isabel dos Santos), e referiu apenas que a sua compra pelo Abanca permite ajudar a resolver um “problema de instabilidade que estava a existir” e que notícias negativas, mesmo que afetem outros bancos, “prejudicam todos”.
Já questionado sobre um eventual interesse no Novo Banco (detido em 75% pelo fundo norte-americano Lone Star e em 25% pelo Fundo de Resolução), quando este for colocado à venda, Alberto Ramos admitiu que o Bankinter irá avaliar.

O Novo Banco é natural que venha a estar no mercado e portanto estaremos atentos a essa oportunidade“, disse.

Segundo explicou, o interesse dependerá do ativo que for colocado no mercado e do preço, referindo que, apesar de ter trabalhado 13 anos no BES, o Novo Banco é hoje “muito diferente” e provavelmente será também diferente quando for colocado à venda.

“Cada negócio depende do que se está a comprar, do preço, a nossa estratégia tem sido de crescimento orgânico, e bem sucedido, mas não significa que não olhemos para outras oportunidades e não venhamos a concretizar”, acrescentou.

O grupo Bankinter teve lucros de 551 milhões de euros em 2019, um aumento de 4,6% relativamente a 2018, com a atividade em Portugal a contribuir com 65,6 milhões de euros antes de impostos (mais 9% face a 2018).

Em Portugal, o Bankinter tinha no final do ano passado 761 trabalhadores e 81 agências (além de centros de empresas e de ‘private banking’).

A margem bruta de negócio aumentou 17% para 129,1 milhões de euros e os custos operativos reduziram-se 2% para 86,2 milhões de euros.

O crédito total aumentou 12,1% para 6.500 milhões de euros (com o rácio de crédito em incumprimento a ser de 2,4% em 2019, abaixo dos 3,6% de 2018), com o crédito à habitação a crescer 11% para 4.200 milhões de euros (a nova produção aumentou 35% para 693 milhões de euros, do qual 26% do crédito a taxa de juro fixa) e o crédito a empresas 26% para 2.000 milhões de euros.

Os depósitos aumentaram 7% para 4.700 milhões de euros. Já os recursos fora de balanço (investimentos de clientes em fundos investimento) aumentaram 17% para 3.500 milhões de euros.

Já questionado sobre o atual momento da banca em Portugal, Alberto Ramos considerou que se vive um momento “mais competitivo, de concorrência forte”, mas considerou que não voltará a haver “loucuras” na concessão de crédito e exemplificou que atualmente a taxa de juro mínima no mercado ronda os 1%, o que compara com taxas em torno de 0,25% que os bancos faziam antes da crise.

“Todos têm tido uma postura mais prudente, mais conservadora do que no passado”, vincou.

Segundo o responsável, ainda hoje o banco tem contratos desses que pesam no balanço: “Todos os meses pagamos a 5.500 clientes, devolvemos capital a 5.500 clientes, porque nesse período os ‘spreads’ eram de 0,25%, 0,29%, 0,30”, indicou.

Em dezembro, o Bankinter teve custos de 35 mil euros com a devolução de capital a clientes, no âmbito da lei que obriga a banca a descontar o valor negativo das Euribor nas taxas dos clientes.

Novo Banco vendeu 1,5 mil milhões de euros em imóveis desde 2017

Quarta-feira, Fevereiro 12th, 2020

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Económico

Em termos líquidos, o Novo Banco reduziu os seus ativos imobiliários de 2,5 mil milhões de euros para 1,1 mil milhões em finais de 2019.

O Novo Banco conseguiu reduzir o seu parque de imóveis em cerca de 55% entre 2017 e 2019, com a sua política de alienação de imóveis não produtivos.

Isto correspondeu a vendas de cerca de 1,5 mil milhões de euros durante um período de 2 anos, apurou o Jornal Económico junto da fonte oficial da instituição. O Novo Banco aproveitou assim as condições de mercado favoráveis.

Os cinco maiores imóveis vendidos foram responsáveis por mais de 250 milhões de euros de encaixe para a instituição.

Em termos líquidos, o Novo Banco reduziu os seus ativos imobiliários de 2,5 mil milhões de euros para 1,1 mil milhões em finais de 2019.

As vendas de imóveis que foram parar ao balanço do banco por dação em cumprimento, foram realizadas em pacote por três vezes, através dos portefólios Viriato e Sertorius – em Portugal, e Albatroz em Espanha assegurando estas vendas cerca de 1/3 das alienações, isto é 500 milhões de euros.

O Novo Banco vendeu ainda grandes lotes de terrenos para promoção imobiliária que recebeu também por incumprimento de crédito, como a Herdade da Matinha, no Alentejo, Olivais Norte em Lisboa, a Quinta Seabra Gomes e a Alameda das Antas em Vila Nova de Gaia e no Porto, respectivamente.

Esta redução dos ativos imobiliários era um dos compromissos assumidos pelo Estado Português na venda do Novo Banco ao Lone Star, perante a União Europeia.

Com esta redução de imóveis improdutivos o Novo Banco fica em linha com os principais bancos europeus no mesmo assunto.

Resultados afetados pelo “processo de normalização”

Domingo, Fevereiro 9th, 2020

Citamos

Dinheiro Vivo

O Novo Banco cumpriu todos as metas do plano estratégico em 2019, mas o banco ainda está longe dos lucros.

O Novo Banco (NB) ainda tem um caminho a fazer de “limpeza” do passado até ser lucrativo. Os resultados de 2019 “serão resultados ainda impactados por aquilo que é este processo de normalização”, disse Luís Ribeiro, administrador do Novo Banco. “O banco tinha um conjunto de compromissos e cumprimos todos”, disse, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

“Obviamente que esta normalização tem o seu custo”, salientou. Mas “vamos superar o nosso plano de redução de NPL (non-performing loans)”, ou crédito malparado. O responsável destacou ainda que o NB tem “os rácios quase todos normais”, nomeadamente os de capital e liquidez. “Temos um rácio core tier 1 superior à média, um rácio de liquidez perfeitamente estável e o rácio NPL, no final de 2020, será normal.” O banco registou em setembro um rácio de NPL de 19,5%. Luís Ribeiro sublinha, por exemplo, que no crédito ao consumo o banco teve o melhor ano de sempre. As contas serão divulgadas em meados deste mês.

Nos nove meses de 2019 o banco teve prejuízos de 572,3 milhões de euros, um agravamento de 46,4%, por causa de perdas relativas ao processo de reestruturação e venda de ativos não produtivos. O Novo Banco foi criado em 2014 para ficar com os ativos não tóxicos do Banco Espírito Santo, que foi alvo de resolução. Em 2018, foi vendido à Lone Star, que detém 75% do capital, tendo o Fundo de Resolução bancário ficado com os restantes 25%.

O acordo de venda prevê um mecanismo de capital contingente que pode levar o Fundo de Resolução a injetar até 3,89 mil milhões de euros na instituição. Já foram canalizados para o banco mais de 1,9 mil milhões. Tem sido apontado nos media uma injeção final com o valor restante. “Participaremos sempre naquilo que for a melhor solução para o interesse de todos”, disse Luís Ribeiro.

Novo Banco “estará quase pronto ou pronto para ser vendido”

Sexta-feira, Janeiro 31st, 2020

Citamos

Jornal de Notícias

O presidente do Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, crê que o Novo Banco “estará quase pronto ou pronto para ser vendido”, negando que tenha discutido com outras instituições um eventual recurso extraordinário ao Fundo de Resolução.

“Eu diria que o banco está reestruturado, pelos números que tem apresentado do que é a parte boa do banco, estará quase pronto ou pronto para ser vendido”, disse Pedro Castro e Almeida referindo-se ao Novo Banco durante conferência de imprensa de apresentação de resultados do Santander Totta (lucro de 527,3 milhões de euros em 2019).

Referindo que “é essa a intenção do acionista [Lone Star]”, o presidente do Santander Totta afirmou, no entanto, que “se o vai conseguir, é outra questão”.

Para Pedro Castro e Almeida, o acionista “terá todo o interesse em acelerar o chamado ‘asset protection scheme’ [mecanismo de proteção de ativos] e na resolução dessa situação, porque o banco não poderá ser vendido enquanto tiver isso pendente”, numa referência a uma eventual injeção extraordinária por parte do Fundo de Resolução no Novo Banco.

O presidente do Santander Totta afirmou que o banco não está em discussões sobre “se realmente são necessários os 3,9 mil milhões, se são necessários 3,5 mil milhões, ou se são necessários 3,3 mil milhões” para injetar no Novo Banco via Fundo de Resolução, mas disse acreditar que a entidade liderada por António Ramalho vá “criando essa situação” de poder haver uma “aceleração relativamente à totalidade de capital contingente que pode ser colocado”.

“Temos a maior confiança de que está a ser feito um bom acompanhamento não só do valor, como também de como os ativos estão a ser vendidos. Da nossa parte, não temos nenhum interesse ou preocupação em acelerar ou fazer mais um ano”, prosseguiu.

Pedro Castro e Almeida defendeu que “quanto menor for o valor, e sabendo que o Fundo de Resolução tem 25% também do banco” o desejado “é que se possa recuperar, através do valor da venda do banco, uma parte desses 3,9 mil milhões através de uma boa valorização dos 25%”.

“Desde o início que os bancos têm estado numa posição mais passiva do que gostariam” na situação do Novo Banco, acrescentou, mais tarde, o líder do Santander em Portugal, referindo que uma eventual injeção fora do previsto não terá influência nos objetivos de resultados do banco.

No âmbito da venda de 75% do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star, em 2017, o Estado fez um acordo que prevê a recapitalização do banco pelo Fundo de Resolução (entidade da esfera do Estado) para cobrir falhas no capital geradas pelos ativos tóxicos com que o Novo Banco ficou do BES (crédito malparado ou imóveis).

No total, segundo esse acordo, o Fundo de Resolução bancário pode injetar 3,89 mil milhões de euros no Novo Banco até 2026, sendo que referentes a 2017 e 2018, o Novo Banco já recebeu 1.941 milhões de euros, sendo que o valor a injetar relativo a este ano terá ainda de ser apurado após fechadas as contas do banco de 2019.

Há duas semanas, o jornal Público noticiou que o executivo estava a estudar, com o Lone Star, uma forma de acelerar o processo, injetando de uma só vez em 2020 – e de forma única – cerca de 1,4 mil milhões de euros, algo que Mário Centeno negou.

Para injetar dinheiro no Novo Banco, o Fundo de Resolução (que é financiado pelos bancos que operam em Portugal, apesar de consolidar nas contas públicas) tem recorrido a empréstimos do Tesouro, uma vez que não tem dinheiro suficiente, no máximo de 850 milhões de euros por ano.

Na proposta do OE2020, apesar de o Governo prever a recapitalização de 600 milhões de euros no Novo Banco, mantém o valor de 850 milhões de euros de empréstimos de médio e longo prazo ao Fundo de Resolução.