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Novo Banco. Fundo de Resolução rejeitou venda da GNB Vida por 81 milhões de euros

Domingo, Abril 11th, 2021

 

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Novo Banco. Fundo de Resolução rejeitou venda da GNB Vida por 81 milhões de euros

O Fundo de Resolução recusou vender a seguradora GNB Vida por 81 milhões de euros. O preço resultou de negociações mantidas entre o Novo Banco e a Apax Partners, acompanhadas pelo Fundo de Resolução.

O Fundo de Resolução não aceitou vender a seguradora GNB Vida por 81 milhões de euros, tendo depois o Novo Banco e a compradora Apax chegado aos 123 milhões, desconhecendo a auditora Deloitte “o racional” do valor final.

Tendo em consideração um preço de venda estimado de 81 milhões de euros para setembro de 2019, o banco negociou a definição de um preço final de venda de 123 milhões de euros (acrescido da componente variável de 125 milhões de euros)” para compra da seguradora GNB Vida, pode ler-se na auditoria da Deloitte ao Novo Banco a que a Lusa teve acesso.

O documento, que tem partes rasuradas devido a restrições de confidencialidade, refere que “de acordo com esclarecimentos obtidos, a definição deste preço resultou de negociações mantidas entre o Novo Banco e a Apax Partners, acompanhadas pelo Fundo de Resolução”.

O Fundo de Resolução transmitiu “que não consideraria aceitável que a conclusão da operação se fizesse pelo preço final estimado que resultaria da aplicação do mecanismo de ajustamento de preço”, os 81 milhões de euros, “e que, caso o preço não fosse revisto em alta, não autorizaria a operação“.

Não foi obtida documentação formal que explicite o racional e a base da fixação do valor final da operação”, refere a Deloitte.

No dia 10 de agosto do ano passado, o jornal Público noticiou que o Novo Banco vendeu em outubro de 2019 a GNB Vida com desconto de quase 70% a fundos geridos pela Apax, operação que gerou uma perda de 268,2 milhões de euros.

O jornal assinalava que não era “apenas a variação acentuada de valores a suscitar controvérsia, são os sinais de que as autoridades nacionais e europeias desvalorizaram os indícios de ligação do comprador” ao magnata do setor segurador Greg Lindberg, acusado pela justiça dos Estados Unidos por corrupção e fraude fiscal.

O Novo Banco disse então que o comprador da seguradora GNB “teve a idoneidade verificada pelo regulador de seguros” e que a venda foi feita com acordo com Fundo de Resolução.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) afirmou sobre o caso que não observou nenhuma ligação entre os compradores da GNB Vida, seguradora do Novo Banco, e Greg Lindberg, gestor acusado de corrupção nos Estados Unidos.

O supervisor dos seguros afirma que Greg Lindberg e a sociedade GBIG [Global Bankers Insurance Group] Portugal informaram que “um fundo gerido pela Apax Partners LLP pretendia adquirir a GBIG Portugal S.A. e, consequentemente, Greg Evan Lindberg não seria o beneficiário último da operação“, bem como a estrutura acionista prevista para a GNB Vida não “seria aquela que tinha sido apresentada no processo inicial”.

O Fundo de Resolução, que detém 25% do Novo Banco, afirmou então que o montante da venda da seguradora GNB Vida refletiu “o valor de mercado” da empresa, à data.

A seguradora GamaLife, anteriormente designada por GNB Vida, rejeitou também ter “qualquer relação” com o gestor acusado de corrupção Greg Lindberg, segundo um comunicado enviado ao mercado.

Malparado do Novo Banco foi vendido ao melhor preço e cumpriu acordo com FdR, segundo a Deloitte

Domingo, Abril 11th, 2021

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Observador

Malparado do Novo Banco foi vendido ao melhor preço e cumpriu acordo com FdR, segundo a Deloitte

Segundo a auditoria, “as propostas escolhidas para assinatura de contratos de compra e venda foram suportadas no contributo dos assessores financeiros e jurídicos dos processos”.

A venda das três carteiras de crédito do Novo Banco em 2019 foi feita pelo preço mais alto e em conformidade com o Acordo de Capitalização Contingente (CCA), segundo a auditoria da Deloitte às operações.

“Nos três processos de alienação analisados verificou-se que foi escolhida a proposta de investidores que apresentava o preço mais elevado”, pode ler-se no documento a que a Lusa teve acesso, e que está rasurado em algumas partes devido a restrições de confidencialidade.

Segundo a auditoria, “as propostas escolhidas para assinatura de contratos de compra e venda, foram suportadas no contributo dos assessores financeiros e jurídicos dos processos, fora aquelas que, de acordo com a informação disponibilizada pelo Novo Banco, apresentavam condições mais favoráveis”.

As condições dizem respeito à “maior flexibilidade nas alterações das condições propostas nos CCV [contratos de compra e venda] e um menor risco de execução e de indemnizações futuras decorrentes das representações e garantias concedidas”.

Em duas das carteiras de crédito analisadas, Albatros e Sertorius, foi possível “verificar que o valor de venda das duas operações supra referidas se encontra consistente com os intervalos de valorização determinados, daqui resultando que a valorização inicial realizada a estas duas carteiras tinha já implícito um montante de perda àquele que se veio a verificar com a conclusão das transações”.

Já sobre a carteira Nata II foi emitida uma “fairness opinion” (opinião de razoabilidade) por parte de uma entidade externa não identificada (rasurada no texto) “na fase final do processo de venda, a qual concluiu que o preço a ser recebido pela venda do portefólio era justo do ponto de vista financeiro”.

Quanto à análise destas carteiras de crédito junto do Acordo de Capitalização Contingente (CCA) com o Fundo de Resolução, “para as três operações analisadas, não foram encontradas exceções no cumprimento dos procedimentos previstos”. A análise de elementos relevantes feita a contrapartes pelo Novo Banco acerca da potencial venda de crédito malparado a partes relacionadas foi, em três casos, feita após as operações estarem concluídas, apesar de não terem sido detetadas desconformidades.

“No processo de venda da carteira Albatros, as análises de conflitos de interesses e de partes relacionadas sobre as entidades adquirentes da carteira foram realizadas posteriormente à assinatura dos CCV [contrato de compra e venda]”, pode ler-se no documento.

Já quanto à carteira Nata II, o parecer do departamento de ‘compliance’ (conformidade) acerca de análise de contrapartes em matéria de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo da entidade compradora “foi emitido em momento posterior à assinatura do contrato de venda da carteira”. No entanto, “previamente à assinatura do contrato de venda foi comunicado pelo departamento de ‘compliance’ que da macroanálise efetuada com os elementos de informação disponíveis a essa data não tinha sido identificado qualquer elemento negativo”.

Já quanto à carteira Sertorius, o parecer do departamento de ‘compliance’ acerca de análise de contrapartes sobre o comprador da carteira “foi emitido em momento posterior à deliberação de CAE [conselho de administração executivo] do Novo Banco para alienação da carteira”, mas “em momento anterior à assinatura do contrato de venda”.

A auditoria da consultora refere ainda que as análises feitas pelo departamento de “compliance” do Novo Banco “não identificaram pessoas ou entidades relacionadas” com o banco ou o seu acionista, a Lone Star.

Porém, a Deloitte identificou que se verificou “a inexistência de políticas ou normativos internos que regulassem a realização sistemática de uma análise das entidades compradoras”, quer em termos de branqueamento de capitais quer a nível de conflitos de interesses e partes relacionadas, “não obstante existirem políticas, normativos e procedimentos que norteavam os princípios gerais destas matérias”.

 

 

Como o Novo Banco vendeu a seguradora GNB Vida com perda de 250 milhões

Sábado, Abril 10th, 2021

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Eco

Como o Novo Banco vendeu a seguradora GNB Vida com perda de 250 milhões

Foi um dos negócios mais polémicos realizados pelo Novo Banco: a venda da seguradora GNB Vida ao fundo Apax Partners, por 123 milhões. Eis a cronologia de uma operação que gerou perda de 250 milhões.

O processo de venda da seguradora GNB Vida foi um dos negócios mais polémicos realizados pelo Novo Banco nos últimos anos. Não só pela perda de 250 milhões de euros que gerou ao banco, mas também pelas dúvidas quanto ao beneficiário final. Isto porque o primeiro comprador viu o seu CEO acusado de subornos nos EUA, situação que veio a atrasar a operação. A perda podia ter sido maior, já que o Fundo de Resolução rejeitou que o negócio se fizesse pelo preço estimado a setembro de 2019 de 81 milhões de euros. Eis a cronologia dos eventos relatada pela Deloitte na auditoria.

12 de setembro de 2018: o Novo Banco assinou o contrato de compra e venda da GNB Vida com a Global Bankers Insurance pelo montante de 190 milhões de euros — sujeito a um mecanismo de ajustamento de preço, em função de variáveis nos capitais próprios –, acrescido de uma componente variável de até 125 milhões de euros.

O acordo estabelecia, adicionalmente, a aquisição pelo Novo Banco das unidades de participação de cinco fundos de investimento imobiliário detidos pela GNB Vida pelo respetivo valor contabilístico.

Final de 2018: a transação aguardava autorização da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) para a sua concretização.

Início de 2019: o banco teve conhecimento de que o CEO da holding, que detinha a Global Insurance Bankers, Greg Lindberg, havia sido indiciado pela prática de crimes de suborno nos EUA.

Abril de 2019: o conselho de administração do Novo Banco aprovou prosseguir com a transação depois da Global Bankers Insurance ter sido comprada pelo fundo Apax Partners.

De acordo com a ata da reunião onde se decidiu continuar com a operação, a equipa de António Ramalho teve em consideração sobretudo três aspetos: i) o risco de execução de não serem obtidas condições mais favoráveis do que aquelas negociadas com a Global Bankers Insurance; ii) por norma, qualquer segunda tentativa de alienar um ativo, no contexto de processos organizados de venda, resultaria numa situação com uma dinâmica mais difícil; iii) que o desinvestimento na GNB Vida até 31 de dezembro de 2019 representava um compromisso do Estado português com a Comissão Europeia.

A referida alteração implicou a submissão de novos pedidos de autorização às entidades reguladoras e ao Fundo de Resolução, o que levou à prorrogação da long stop date de 12 de junho de 2019 para 30 de setembro de 2019.

setembro de 2019: com a deterioração do capital próprio, efeito esse que impactou também o NAV (indicador relevante para o apuramento do preço), o preço estimado da seguradora baixou para os 81 milhões de euros (face aos 190 milhões de dezembro de 2017).

Contudo, relata a Deloitte, o Fundo de Resolução, que acompanhou as negociações entre o Novo Banco e a Apax Partners, transmitiu a informação de que “não consideraria aceitável que a conclusão da operação se fizesse pelo preço final estimado que resultaria da aplicação do mecanismo de ajustamento de preço”. E decidiu que caso o preço não fosse revisto em alta não autorizaria a operação.

23 de setembro de 2019: após realização de análise de contrapartes e obtido o parecer positivo do departamento de compliance do banco, bem como a autorização da ASF, foi assinada uma adenda ao contrato de compra e venda com uma entidade do grupo Apax Partners estipulando o preço de venda de 123 milhões de euros, acrescido de componente variável de até 125 milhões.

“Não foi obtida documentação formal que explicite o racional de fixação do valor final da operação”, refere a Deloitte.

1 de outubro de 2019: o Fundo de Resolução emitiu a declaração de não oposição ao negócio.

14 de outubro de 2019: concretização da transação de venda da GNB Vida ao fundo Apax Partners.

De acordo com a Deloitte, a operação de compra da GNB Vida foi financiada em 50% pelo Novo Banco, tendo a possibilidade de concessão deste financiamento sido introduzida na fase de negociação exclusiva com a Global Bankers Insurance.

 

 

 

 

 

Novo Banco: Fundo de Resolução recusou propostas de 2015 por terem “risco ilimitado”

Sexta-feira, Abril 2nd, 2021

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Negócios

A deputada Mariana Mortágua ainda questionou José Ramalho sobre se a proposta de venda à Lone Star, que se veio a concretizar, não acabou por ser semelhante às de 2015, tendo José Ramalho respondido que “isso é um bocado verdade”, salvaguardando que em 2017 já não havia tempo para mais, ao contrário do que sucedeu em 2015.

O antigo presidente do Fundo de Resolução José Ramalho disse hoje no parlamento que a instituição recusou as três propostas de venda do Novo Banco em 2015 por serem demasiado onerosas e terem “risco ilimitado”.

“Nós não podíamos aceitar propostas com risco basicamente ilimitado para o Fundo de Resolução, isso acho que não seria uma defesa do interesse público”, disse José Ramalho em resposta ao deputado Duarte Alves (PCP) na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar, que decorreu com os microfones fechados em alguns momentos devido a restrições de confidencialidade acerca da venda falhada do Novo Banco.

A comissão funcionou com os microfones desligados por um curto período de tempo enquanto José Ramalho respondia a João Cotrim de Figueiredo (IL) devido a restrições de confidencialidade dos contratos, não sendo audível na transmissão da ARTV o que estava a ser debatido pelos deputados, processo que se veio a repetir na última ronda de questões.

O deputado liberal tinha referido que as três entidades em causa eram a Angban, a Fosun e a Apollo, e uma das propostas chinesas não identificada trazia responsabilidades para o Fundo de Resolução em financiar perdas durante 18 meses e numa carteira de ativos que ia até 12 mil milhões de euros.

Segundo José Ramalho, o Fundo de Resolução chegou a negociar essa proposta de forma a reduzir os tetos de cobertura de perdas, mas o processo não chegou ao fim pois a empresa em causa “nem sequer respondeu” aos contactos vindos de Lisboa.

A comissão passou então a funcionar, por pouco tempo, com os microfones desligados, processo que se repetiu na última ronda de questões.

Aneteriormente, em resposta ao deputado Duarte Alves (PCP), o responsável máximo do Fundo de Resolução entre 2014 e 2017 disse que “havia propostas que traziam um valor bastante atrativo, um chamariz, mas depois só pagavam aquele dinheiro se o Fundo de Resolução garantisse que todas as perdas em determinada carteira de ativos eram assumidas pelo fundo”.

Outra das condições das propostas apresentadas era que “todas as injeções de capital tinham que ser feitas pelo fundo”, sendo que “na altura não se sabia quanto é que isso era”.

As três propostas “tinham todas um preço apelativo”, mas que iriam “implicar perdas enormes para o Fundo de Resolução”, algo que veio a classificar como “um tiro no escuro” ao deputado Alberto Fonseca (PSD).

A deputada Mariana Mortágua ainda questionou José Ramalho sobre se a proposta de venda à Lone Star, que se veio a concretizar, não acabou por ser semelhante às de 2015, tendo José Ramalho respondido que “isso é um bocado verdade”, salvaguardando que em 2017 já não havia tempo para mais, ao contrário do que sucedeu em 2015.

“Aí [2017] não havia alternativa. O banco tinha de ser vendido, senão tinha que ser ou resolvido ou liquidado, e essa solução foi a que se conseguiu encontrar”, disse José Ramalho.

Novo Banco. Siza Vieira participou na venda da Tranquilidade

Quarta-feira, Março 24th, 2021

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Jornal I

Moreira Rato revelou que regulador foi avisado que capital do NB poderia não ser suficiente.

O ministro Pedro Siza Vieira, na altura advogado da sociedade Linklaters, participou “numa ou outra reunião do conselho de administração” do Novo Banco sobre a venda da seguradora Tranquilidade ao fundo Apollo, confirmou o ex-administrador financeiro do banco, João Moreira Rato, na comissão de inquérito ao Novo Banco. O responsável disse ainda que a equipa de gestão foi surpreendida com a resolução do BES, em agosto de 2014, e que alertou o Banco de Portugal para a insuficiência da capitalização do Novo Banco devido aos riscos futuros.

Recorde-se que a seguradora acabou por comprar a Tranquilidade por 40 milhões, tendo-se comprometido a injetar 150 milhões na seguradora. Em 2019, o fundo acabou por vender a seguradora por 600 milhões à Generali.

BdP foi avisado

O antigo administrador financeiro do Novo Banco disse também que, logo após a resolução do BES, a então administração da nova instituição informou o Banco de Portugal que o capital inicial “poderia não ser suficiente”.

Esta é a resposta do responsável à questão colocada pela deputada Cecília Meireles sobre se o capital inicial de 4,9 mil milhões de euros para o banco de transição que nasceu do colapso do BES era adequado, na perspetiva da primeira equipa de gestão do Novo Banco.

“Pouco tempo depois, ainda em agosto, lembro-me de, no Conselho de Administração, nós discutirmos que o capital que tínhamos poderia não ser suficiente para fazer face os problemas que poderiam ainda acontecer e ter algum impacto no balanço do banco”, disse.

Questionado sobre os motivos desta insuficiência pela deputada do CDS-PP, Moreira Rato explicou que o rácio de capital, depois de “corrigir o que se tinha passado em julho”, se fixava nos “7 e tal por cento”, sendo 7% “o valor alvo” que queriam “evitar passar abaixo”.

E acrescentou: “Tínhamos consciência de que a carteira de empresas do banco poderia a prazo apresentar problemas. Era provavelmente também um dos riscos possíveis que nós considerávamos na altura”.

Novo Banco vende por 37 milhões crédito malparado avaliado em 79 milhões de euros

Domingo, Janeiro 3rd, 2021

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Observador

Novo Banco vende por 37 milhões crédito malparado avaliado em 79 milhões de euros

O Novo Banco vendeu uma carteira de créditos por 37 milhões de euros avaliado no valor bruto de 79 milhões. Apesar disto obteve um impacto direto “marginalmente positivo” nos resultados.

O Novo Banco vendeu por 37 milhões de euros uma carteira de crédito malparado com um valor bruto de 79 milhões de euros, mas mesmo assim diz que teve um impacto direto “marginalmente positivo” nos resultados e no capital.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Novo Banco informa que o valor de venda da carteira ascendeu a 37 milhões de euros e explica que “a concretização da operação, nos termos acordados, deverá ter um impacto direto marginalmente positivo na demonstração de resultados e no capital” do banco.

“A carteira alienada inclui cerca de 12.000 empréstimos, nenhum abrangido pelo Mecanismo de Capital Contingente”, acrescenta.

No comunicado enviado à CMVM, o Novo Banco explica que a carteira de créditos não produtivos (non-performing loans) e ativos relacionados (no seu conjunto, Projeto Carter) foi vendida a uma sociedade detida por sociedades afiliadas e aconselhadas pela AGG Capital Management Limited e Christofferson, Robb & Company, LLC.

Esta transação, adianta o Novo banco, “representa mais um marco relevante no processo de desinvestimento de ativos não produtivos”, permitindo ao banco prosseguir a sua estratégia de “foco no negócio bancário doméstico”.

 

Novo Banco vende carteira de 80 milhões com mais-valia

Segunda-feira, Dezembro 28th, 2020

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Negócios

O projeto Carter é composto por 12 mil créditos, tendo acabado por ser constituído apenas por créditos fora do mecanismo de capital contingente, que determina a injeção de capital por parte do Fundo de Resolução.

O Novo Banco realizou a venda de uma carteira de crédito malparado não abrangido pelo mecanismo de capital contingente de cerca de 80 milhões de euros. Os compradores, confirmou o Negócios de fonte bancária, foram a Arrow e a CRC (Christofferson, Robb & Company), em consórcio, conforme avançou o Eco.

Esta carteira, chamada projeto Carter, tem um valor bruto de 79 milhões de euros, tendo o valor da venda, apurou o Negócios, ascendido a cerca de 37 milhões de euros. Face ao seu valor líquido, o impacto direto nos resultados e no capital do Novo Banco será ligeiramente positivo, não tendo sido possível apurar o número concreto. Esta será, assim, apurou o Negócios, uma venda sem prejuízos.

O projeto Carter é composto por 12 mil créditos, tendo acabado por ser constituído apenas por créditos fora do mecanismo de capital contingente, que determina a injeção de capital por parte do Fundo de Resolução. Com a pressão política e a polémica em volta das vendas com prejuízo das carteiras do Novo Banco – que deu origem a nova comissão de inquérito parlamentar – o banco desistiu de vender um portefólio mais alargado – que iria designar de Nata 3 – e que, segundo o Jornal Económico, seria composto em 75% por créditos em incumprimento cobertos pelo mecanismo.

A concretização de vendas de malparado está, assim, de volta. Segundo o Eco, o Santander Totta vendeu à Arrow dois portefólios (Pool 52 e Pool 53) de 150 milhões de euros e o BCP está a concluir a alienação de duas carteiras. O Ellis, de 170 milhões, irá para a Davidson Kempner, e o Webb, que inicialmente era de 450 milhões, para a Arrow e CRC.

Novo Banco acorda venda do Greenwoods por mais de 20 milhões

Domingo, Dezembro 20th, 2020

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Económico

É um dos elefantes brancos que o Novo Banco herdou do BES. Parte do Greenwoods Ecoresorts foi vendido a um fundo imobiliário, mas as perdas não estão cobertas pelo Fundo de Resolução.

O Greenwoods Ecoresorts empreendimentos imobiliários é um dos elefantes brancos que o Novo Banco herdou do BES e que obrigou à constituição de imparidades de 156 milhões à data da resolução, e fez parte da amostra da auditoria independente da Deloitte ao banco.

O banco há muito que tentava vender o empreendimento de Sesimbra e nas últimas semanas o banco liderado por António Ramalho assinou finalmente um acordo de venda do parte do projeto imobiliário Greenwoods a um fundo de investimento imobiliário de origem sueca. Tendo ficado de fora da venda a Herdade da Ferraria – a área (1.682.905 m2) menos urbanizável do projeto. “A área vendida tem uma capacidade construtiva equivalente a duas Tróias”, refere fonte.

Dupla investe 41 milhões em ativos imobiliários em Portugal. Novo Banco financia metade

Quarta-feira, Novembro 11th, 2020

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Negócios

O portefólio imobiliário incide nos setores de logística e escritórios em Portugal.

O “Portugal Investment Fund” (PIF) é uma joint-venture entre dois grandes fundos internacionais que se acaba de lançar no mercado nacional, com um portefólio de ativos imobiliários de 41 milhões de euros.

Este portefólio é constituído por dez ativos dos segmentos de industrial & logística e de escritórios, numa operação que é financiada em metade pelo Novo banco, que disponibilizou um montante de cerca de 20,5 milhões de euros.

Os donos deste portefólio são o M7 Real Estate (“M7”), investidor pan-europeu e gestor de ativos imobiliários e “uma reconhecida private equity internacional” que não é identificada no comunicado enviado às redações.

Os cerca de 85.600 m² adquiridos pela M7 em nome do PIF incluem cinco ativos logísticos, predominantemente localizados em Lisboa e Porto; três edifícios de escritórios em Lisboa; e dois armazéns de retalho, na Grande Lisboa e na Madeira.

O PIF visa principalmente a identificação de oportunidades e aquisição de ativos nos setores de logística e escritórios em Portugal, com a M7 a desempenhar as funções de gestor de ativos e de investimento. O veículo criado, é o segundo da M7 em Portugal, onde gere atualmente um total de aproximadamente €132 Milhões em ativos imobiliários, incluindo os que compõem o M7 Portuguese Active Fund (“M7 PORAF”).

“A criação do PIF com o nosso parceiro e o estabelecer de uma nova parceria com o Novo Banco, são marcos estratégicos muito significativos para a M7, dentro daquilo que é o plano de crescimento contínuo da operação do grupo a nível internacional”, comenta o CEO da M7 Real Estate, David Ebbrell.

Novo Banco põe à venda carteiras de malparado com nomes de jogadores de râguebi

Quarta-feira, Outubro 28th, 2020

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Eco

Novo Banco põe à venda carteiras de malparado com nomes de jogadores de râguebi

Uma carteira de crédito malparado no valor de 100 milhões de euros já está no mercado. Seguir-se-á outra no valor de 200 milhões até final do ano. Operações terão o nome de jogadores de râguebi.

Depois de ter cancelado o projeto “Nata 3”, com crédito malparado no valor de 1,2 mil milhões de euros, o Novo Banco prepara agora a venda de carteiras de dimensões mais reduzidas. Há já uma operação no mercado, no valor de 100 milhões. Seguir-se-á outra carteira no valor de cerca de 200 milhões até final do ano, de acordo com as informações recolhidas pelo ECO. E com nomes de jogadores de râguebi.

António Ramalho está em contrarrelógio para reduzir os ativos tóxicos que estão no perímetro do acordo de capital contingente, tendo em conta o objetivo assumido de deixar de contar com o apoio do Fundo de Resolução a partir do próximo ano.

“Já vamos um bocadinho atrasados porque um dos meus colegas que está aqui sentado chegou ao mercado primeiro do que eu por causa desta discussão momentânea [em torno do Novo Banco] e tirará seguramente benefício de ter mais investidores à procura da tipologia de créditos que também estou a vender, mais granular”, revelou o gestor, referindo-se a Miguel Maya e ao BCP, que tem no mercado as operações “Webb” e “Ellis” no valor global de 750 milhões.

No caso do Novo Banco, está já em marcha o projeto “Carter”, apurou o ECO junto de fonte do mercado, numa referência ao jogador de râguebi da Nova Zelândia Dan Carter, considerado um dos melhores do mundo.

Trata-se de uma carteira no valor de cerca de 100 milhões de euros e composta por créditos secured e unsecured, isto é, inclui contratos de empréstimo com colateral e sem colateral.

“Não se chama ‘Nata 3’ porque achámos por bem denominar isto com nomes mais ligados a jogadores de râguebi. O râguebi passou a estar na moda depois de este meu colega ter lançado também com base no râguebi dois processos no mercado”, referiu António Ramalho. “Agora há três processos com simbologia de râguebi no mercado”, disse.

Além do projeto “Carter”, o Novo Banco deverá lançar mais uma operação até final do ano. Também terá o nome de um jogador de râguebi, sendo que o valor da carteira será superior: vai rondar os 200 milhões de euros.

Porquê a utilização de nomes de atletas de râguebi? “É a simbologia dos lutadores que nunca desistem e que querem assegurar no mercado a eficácia e o cumprimento dos seus objetivos”, disse António Ramalho na conferência.