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Já há dois potenciais interessados no Novo Banco: BCP e Bankinter

Segunda-feira, Fevereiro 24th, 2020

Citamos

Expresso

O Santander fechou as portas, mas o BCP e o Bankinter admitem que, quando o Novo Banco for para venda, será olhado de perto

Já há dois bancos a operar em Portugal interessados em olhar para o Novo Banco, quando a americana Lone Star e o Fundo de Resolução decidirem vender as suas participações, algo que poderá acontecer ao longo do próximo ano. Em causa estão o Banco Comercial Português (BCP) e o espanhol Bankinter.

Os dois bancos têm um ponto em comum: a prioridade é o crescimento orgânico, que consiste na expansão com base no negócio já existente. No entanto, os líderes de ambos confessaram recentemente que não podem fechar a porta à análise à compra da instituição financeira resultante da resolução do Banco Espírito Santo.

Na conferência de imprensa desta quinta-feira, dia em que apresentou uma subida de 1% dos lucros para 302 milhões de euros, o presidente executivo sublinhou que o tema não está em cima da mesa na atualidade. Quando for, haverá ação da parte do BCP.

“No momento em que essa operação for a mercado, se e quando for ao mercado, vamos olhar com o rigor que suporta as nossas decisões, analisaremos nessa altura se faz sentido, se não faz e o valor que faz sentido”, declarou o responsável, citado pela agência Lusa.

Sendo, agora, uma “obrigação estar atento a todas as oportunidades”, o BCP tinha, até aqui, afastado quaisquer aquisições até 2021. “Quero deixar muito claro que, até ao final deste mandato, não vamos efetuar aquisições adicionais”, avisou Maya no final de 2018. O banco, que tem a chinesa Fosun e a angolana Sonangol como principais acionistas, comprou o polaco Eurobank em 2018, crescendo naquela economia europeia. Agora, assume que, estando no mercado, terá de analisar o concorrente Novo Banco.

Uma potencial fusão entre o Novo Banco e o BCP (quando no passado o antecessor BES e o banco fundado por Jardim Gonçalves eram profundos rivais) tem sido referida na imprensa como uma solução para a saída da Lone Star e do Fundo de Resolução, ambos com um perfil vendedor. A alienação do banco ganhou nova força depois de noticiado pelo Expresso que foi discutida entre os acionistas a possibilidade de encerrar o mecanismo de capital contingente, através do qual o Fundo de Resolução se arrisca a colocar mais milhões no banco, antecipadamente, em vez de se esperar por 2026. O que facilitaria a venda.

Para um banco como o BCP também faz sentir olhar para este negócio já que é um dos principais contribuidores para o Fundo de Resolução, que depois terá de devolver ao Estado todos os empréstimos contraídos para a resolução do BES e para a capitalização do Novo Banco. A Caixa Geral de Depósitos, também nessa posição, está impedida de fazer aquisições até ao final deste ano – e é também já o banco maior do país.

A Lone Star, que adquiriu 75% do Novo Banco em 2017, só tem liberdade para alienar o banco a partir do próximo ano, por via do acordo de venda – mas, havendo entendimento entre acionistas, poderá ser acelerado.

UM ESJPANHOL NO CAMINHO, OUTRO FORA

Mas a consolidação entre os dois bancos não é o único cenário em cima da mesa. O Bankinter também admite que pode vir a olhar para o dossiê. O banco espanhol tem uma limitada presença internacional (apenas em Portugal e na Irlanda). E o país pode ser um espaço para crescer – até agora que o espanhol Abanca está a estender a sua presença portuguesa com a compra do EuroBic, em que o CaixaBank já é dono do BPI e em que o Santander é um dos maiores bancos.

“É natural que o Novo Banco venha a estar no mercado. Estaremos atentos a essa oportunidade”, disse Alberto Ramos, o responsável da sucursal portuguesa do Bankinter. “Se vão existir [oportunidades], na altura será analisado”, continuou, mas salvaguardando que o crescimento no país tem ocorrido por via de crescimento orgânico.

Quem já fechou a porta a um olhar sobre o Novo Banco foi o Santander. Pedro Castro e Almeida afirmou que o banco não está interessado em adquirir mais nenhum banco em Portugal. O grupo cresceu no país, nos últimos anos, com a resolução do Banif, a quem comprou os principais ativos e passivos, e a intervenção no Popular.

MUITAS VENDAS EM SEIS ANOS

O Novo Banco sempre foi tendo interessados, mas as operações de venda foram sempre difíceis. Criado em 2014, na resolução do BES, com uma injeção de 4,9 mil milhões de euros, foi colocado à venda no ano seguinte pelo seu acionista único, o Fundo de Resolução. Os chineses Anbang, Fosun e os americanos da Apollo foram os candidatos do concurso aberto em 2015, que acabou cancelado devido aos preços, dificuldades negociais e circunstâncias externas.

Dois anos depois, deu-se a venda de 75% à Lone Star, mantendo o Fundo de Resolução uma posição de 25%. A compra foi por zero euros. Os americanos comprometeram-se a colocar mil milhões e o Fundo assumiu que poderia colocar mais 3,89 mil milhões na instituição financeira por via de um conjunto de ativos problemáticos.

Mas o perfil da Lone Star, de investimento em empresas em dificuldades para reestruturação e posterior venda, sempre deixou em aberta a alienação futura. Que agora começa a ser falada de forma mais intensa.

Novo Banco limpa 70% dos ativos do BES em dois anos

Terça-feira, Fevereiro 18th, 2020

Citamos

Negócios

As vendas de operações e sucursais no estrangeiro ajudaram o banco liderado por António Ramalho a reduzir o montante de ativos herdados do BES, de 14,7 mil milhões, em 2017, para 4,5 mil milhões, no final do ano passado.

O Novo Banco herdou milhões e milhões em ativos tóxicos do Banco Espírito Santo (BES). E tem, ao longo dos últimos dois anos, vindo a fazer um esforço para se libertar deste peso. Os resultados estão à vista: o montante já se reduziu em 70%, à boleia das vendas de carteiras de crédito malparado. Já os imóveis detidos pelo banco liderado por António Ramalho reduziram-se em mais de metade neste período.

De acordo com informação obtida pelo Negócios, o volume de ativos que passaram do BES para o Novo Banco era, no final de 2019, de 4,5 mil milhões de euros. Isto quando, em 2017, este montante rondava os 14,7 mil milhões de euros. Uma redução de mais de 10 mil milhões de euros, o que permitiu ao banco cumprir as metas impostas pelas autoridades europeias.

Esta “limpeza” do balanço contou com a ajuda das vendas de bancos e sucursais no estrangeiro, como foi o caso do Banque Espírito Santo et de la Vénétie (BESV), do Banco Internacional de Cabo Verde, do Novo Banco Ásia e da sucursal da Venezuela, mas também do encerramento da sucursal de Londres e da Zona Franca da Madeira. Isto além das fusões por incorporação na Irlanda, na Alemanha (BES GmbH) e nas ilhas Caimão (BESIL), com o objetivo de reduzir custos e simplificar a estrutura, de acordo com os projetos de fusão publicados.

A redução significativa das operações descontinuadas também contribuiu para esta evolução. Conforme apurou o Negócios, estas operações representavam 5.131 milhões de euros em dezembro de 2017. No final do ano passado, o valor era inferior a 30 milhões, à boleia das vendas da GNB Vida, que ficou nas mãos da Apax Partners, e da GNB Seguros – os últimos 25% que o banco ainda detinha na seguradora foram vendidos ao Crédit Agricole no final do ano passado.

Além destas operações, o Novo Banco também avançou com as vendas das carteiras Nata I e Nata II. Este último, um dos maiores portefólios de malparado alguma vez transacionados em Portugal, foi comprado pela Davidson Kempner. Uma alienação que ajudou o banco a reduzir o rácio de crédito malparado para 15% em setembro do ano passado, quando, em 2017, se situava nos 28%.

Imobiliário reduz-se em mais de metade

O banco liderado por António Ramalho tem também apostado na redução do seu portefólio de imóveis. Ativos que ficaram no balanço por terem sido executados devido a incumprimento de dívidas e que foram alienados por terem deixado de ser estratégicos para o banco.

Conforme apurou o Negócios, o Novo Banco passou de um registo de 2,5 mil milhões de euros em ativos imobiliários há dois anos, para perto de mil milhões no ano que agora terminou. Isto significa uma redução de cerca de 60% para a instituição financeira. A ajudar a esta evolução estiveram as vendas das operações Viriato e Sertorius, em território nacional, mas também do projeto Albatroz em Espanha.

Muitas operações acabaram por ser vantajosas para o Novo Banco, como foi o caso dos terrenos da Matinha ou da Quinta Seabra Gomes. Fonte próxima refere mesmo que as cinco maiores vendas de imóveis geraram um encaixe para o banco superior a 250 milhões de euros. Ainda assim, a grande maioria das alienações gerou perdas significativas para o banco que nasceu da resolução do BES, no verão de 2014.

No caso do projeto Viriato, que incluiu sobretudo lotes isolados de terreno, baldios e lugares de garagem, o valor de balanço era de 631 milhões de euros, mas o banco não conseguiu encaixar mais de 316 milhões. Já a operação Sertorius, com ativos não residenciais e geralmente abandonados, rendeu 159 milhões de euros, abaixo dos 488 milhões que estavam registados no balanço. O mesmo aconteceu com a carteira em Espanha e que rendeu 33 milhões: menos de metade dos 77 milhões registados, apurou o Negócios.

Apesar da redução dos ativos herdados do BES, o Novo Banco terá de manter os esforços para continuar a “limpar” o balanço. E isto poderá ser feito através de mais vendas de carteira de crédito malparado e imóveis. António Ramalho, presidente do Novo Banco, poderá dar mais detalhes sobre o rumo da instituição financeira quando apresentar os resultados anuais na sexta-feira, dia 28 de fevereiro.

130 operações em 2019

O Novo Banco submeteu, ao longo do ano passado, mais de 130 propostas sobre ativos sob a alçada do mecanismo de capital contingente ao Fundo de Resolução, apurou o Negócios. Um conjunto que inclui todo o tipo de operações, seja venda de carteiras ou reestruturação de créditos. Deste total, cerca de 15% foram rejeitadas pelo Fundo de Resolução. Já as que foram aprovadas, cerca de um terço tiveram “luz verde” mas com condições. Foi isto que aconteceu no caso do portefólio Nata 2. Em causa estavam perto de três mil milhões de euros em ativos tóxicos e um dos maiores portefólios alguma vez transacionados em Portugal. Tal como o Negócios avançou, em novembro, a comissão de acompanhamento do Novo Banco deu o “ok” a esta venda, mas com a condição de serem retirados alguns créditos.

Bankinter admite avaliar compra do Novo Banco quando oportunidade surgir

Quarta-feira, Fevereiro 12th, 2020

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Notícias ao Minuto

O responsável da operação em Portugal do Bankinter, Alberto Ramos, disse hoje que o grupo bancário espanhol avalia eventuais oportunidades de aquisições e admitiu que estará atento ao Novo Banco quando este for colocado no mercado.

“Onosso crescimento é resultado do crescimento orgânico. Não quer dizer que não olhemos para oportunidades de crescimento inorgânico e quando acharmos que fazem sentido estaremos ativos“, disse Alberto Ramos na apresentação aos jornalistas dos resultados de 2019 do Bankinter Portugal.

O responsável não esclareceu se o Bankinter avaliou a possibilidade de comprar o EuroBic, depois de na segunda-feira ter sido anunciado que este seria vendido em 95% ao grupo espanhol Abanca (o que inclui a venda das participações de Isabel dos Santos), e referiu apenas que a sua compra pelo Abanca permite ajudar a resolver um “problema de instabilidade que estava a existir” e que notícias negativas, mesmo que afetem outros bancos, “prejudicam todos”.
Já questionado sobre um eventual interesse no Novo Banco (detido em 75% pelo fundo norte-americano Lone Star e em 25% pelo Fundo de Resolução), quando este for colocado à venda, Alberto Ramos admitiu que o Bankinter irá avaliar.

O Novo Banco é natural que venha a estar no mercado e portanto estaremos atentos a essa oportunidade“, disse.

Segundo explicou, o interesse dependerá do ativo que for colocado no mercado e do preço, referindo que, apesar de ter trabalhado 13 anos no BES, o Novo Banco é hoje “muito diferente” e provavelmente será também diferente quando for colocado à venda.

“Cada negócio depende do que se está a comprar, do preço, a nossa estratégia tem sido de crescimento orgânico, e bem sucedido, mas não significa que não olhemos para outras oportunidades e não venhamos a concretizar”, acrescentou.

O grupo Bankinter teve lucros de 551 milhões de euros em 2019, um aumento de 4,6% relativamente a 2018, com a atividade em Portugal a contribuir com 65,6 milhões de euros antes de impostos (mais 9% face a 2018).

Em Portugal, o Bankinter tinha no final do ano passado 761 trabalhadores e 81 agências (além de centros de empresas e de ‘private banking’).

A margem bruta de negócio aumentou 17% para 129,1 milhões de euros e os custos operativos reduziram-se 2% para 86,2 milhões de euros.

O crédito total aumentou 12,1% para 6.500 milhões de euros (com o rácio de crédito em incumprimento a ser de 2,4% em 2019, abaixo dos 3,6% de 2018), com o crédito à habitação a crescer 11% para 4.200 milhões de euros (a nova produção aumentou 35% para 693 milhões de euros, do qual 26% do crédito a taxa de juro fixa) e o crédito a empresas 26% para 2.000 milhões de euros.

Os depósitos aumentaram 7% para 4.700 milhões de euros. Já os recursos fora de balanço (investimentos de clientes em fundos investimento) aumentaram 17% para 3.500 milhões de euros.

Já questionado sobre o atual momento da banca em Portugal, Alberto Ramos considerou que se vive um momento “mais competitivo, de concorrência forte”, mas considerou que não voltará a haver “loucuras” na concessão de crédito e exemplificou que atualmente a taxa de juro mínima no mercado ronda os 1%, o que compara com taxas em torno de 0,25% que os bancos faziam antes da crise.

“Todos têm tido uma postura mais prudente, mais conservadora do que no passado”, vincou.

Segundo o responsável, ainda hoje o banco tem contratos desses que pesam no balanço: “Todos os meses pagamos a 5.500 clientes, devolvemos capital a 5.500 clientes, porque nesse período os ‘spreads’ eram de 0,25%, 0,29%, 0,30”, indicou.

Em dezembro, o Bankinter teve custos de 35 mil euros com a devolução de capital a clientes, no âmbito da lei que obriga a banca a descontar o valor negativo das Euribor nas taxas dos clientes.

Novo Banco vendeu 1,5 mil milhões de euros em imóveis desde 2017

Quarta-feira, Fevereiro 12th, 2020

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Económico

Em termos líquidos, o Novo Banco reduziu os seus ativos imobiliários de 2,5 mil milhões de euros para 1,1 mil milhões em finais de 2019.

O Novo Banco conseguiu reduzir o seu parque de imóveis em cerca de 55% entre 2017 e 2019, com a sua política de alienação de imóveis não produtivos.

Isto correspondeu a vendas de cerca de 1,5 mil milhões de euros durante um período de 2 anos, apurou o Jornal Económico junto da fonte oficial da instituição. O Novo Banco aproveitou assim as condições de mercado favoráveis.

Os cinco maiores imóveis vendidos foram responsáveis por mais de 250 milhões de euros de encaixe para a instituição.

Em termos líquidos, o Novo Banco reduziu os seus ativos imobiliários de 2,5 mil milhões de euros para 1,1 mil milhões em finais de 2019.

As vendas de imóveis que foram parar ao balanço do banco por dação em cumprimento, foram realizadas em pacote por três vezes, através dos portefólios Viriato e Sertorius – em Portugal, e Albatroz em Espanha assegurando estas vendas cerca de 1/3 das alienações, isto é 500 milhões de euros.

O Novo Banco vendeu ainda grandes lotes de terrenos para promoção imobiliária que recebeu também por incumprimento de crédito, como a Herdade da Matinha, no Alentejo, Olivais Norte em Lisboa, a Quinta Seabra Gomes e a Alameda das Antas em Vila Nova de Gaia e no Porto, respectivamente.

Esta redução dos ativos imobiliários era um dos compromissos assumidos pelo Estado Português na venda do Novo Banco ao Lone Star, perante a União Europeia.

Com esta redução de imóveis improdutivos o Novo Banco fica em linha com os principais bancos europeus no mesmo assunto.

Resultados afetados pelo “processo de normalização”

Domingo, Fevereiro 9th, 2020

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Dinheiro Vivo

O Novo Banco cumpriu todos as metas do plano estratégico em 2019, mas o banco ainda está longe dos lucros.

O Novo Banco (NB) ainda tem um caminho a fazer de “limpeza” do passado até ser lucrativo. Os resultados de 2019 “serão resultados ainda impactados por aquilo que é este processo de normalização”, disse Luís Ribeiro, administrador do Novo Banco. “O banco tinha um conjunto de compromissos e cumprimos todos”, disse, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

“Obviamente que esta normalização tem o seu custo”, salientou. Mas “vamos superar o nosso plano de redução de NPL (non-performing loans)”, ou crédito malparado. O responsável destacou ainda que o NB tem “os rácios quase todos normais”, nomeadamente os de capital e liquidez. “Temos um rácio core tier 1 superior à média, um rácio de liquidez perfeitamente estável e o rácio NPL, no final de 2020, será normal.” O banco registou em setembro um rácio de NPL de 19,5%. Luís Ribeiro sublinha, por exemplo, que no crédito ao consumo o banco teve o melhor ano de sempre. As contas serão divulgadas em meados deste mês.

Nos nove meses de 2019 o banco teve prejuízos de 572,3 milhões de euros, um agravamento de 46,4%, por causa de perdas relativas ao processo de reestruturação e venda de ativos não produtivos. O Novo Banco foi criado em 2014 para ficar com os ativos não tóxicos do Banco Espírito Santo, que foi alvo de resolução. Em 2018, foi vendido à Lone Star, que detém 75% do capital, tendo o Fundo de Resolução bancário ficado com os restantes 25%.

O acordo de venda prevê um mecanismo de capital contingente que pode levar o Fundo de Resolução a injetar até 3,89 mil milhões de euros na instituição. Já foram canalizados para o banco mais de 1,9 mil milhões. Tem sido apontado nos media uma injeção final com o valor restante. “Participaremos sempre naquilo que for a melhor solução para o interesse de todos”, disse Luís Ribeiro.

Novo Banco “estará quase pronto ou pronto para ser vendido”

Sexta-feira, Janeiro 31st, 2020

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Jornal de Notícias

O presidente do Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, crê que o Novo Banco “estará quase pronto ou pronto para ser vendido”, negando que tenha discutido com outras instituições um eventual recurso extraordinário ao Fundo de Resolução.

“Eu diria que o banco está reestruturado, pelos números que tem apresentado do que é a parte boa do banco, estará quase pronto ou pronto para ser vendido”, disse Pedro Castro e Almeida referindo-se ao Novo Banco durante conferência de imprensa de apresentação de resultados do Santander Totta (lucro de 527,3 milhões de euros em 2019).

Referindo que “é essa a intenção do acionista [Lone Star]”, o presidente do Santander Totta afirmou, no entanto, que “se o vai conseguir, é outra questão”.

Para Pedro Castro e Almeida, o acionista “terá todo o interesse em acelerar o chamado ‘asset protection scheme’ [mecanismo de proteção de ativos] e na resolução dessa situação, porque o banco não poderá ser vendido enquanto tiver isso pendente”, numa referência a uma eventual injeção extraordinária por parte do Fundo de Resolução no Novo Banco.

O presidente do Santander Totta afirmou que o banco não está em discussões sobre “se realmente são necessários os 3,9 mil milhões, se são necessários 3,5 mil milhões, ou se são necessários 3,3 mil milhões” para injetar no Novo Banco via Fundo de Resolução, mas disse acreditar que a entidade liderada por António Ramalho vá “criando essa situação” de poder haver uma “aceleração relativamente à totalidade de capital contingente que pode ser colocado”.

“Temos a maior confiança de que está a ser feito um bom acompanhamento não só do valor, como também de como os ativos estão a ser vendidos. Da nossa parte, não temos nenhum interesse ou preocupação em acelerar ou fazer mais um ano”, prosseguiu.

Pedro Castro e Almeida defendeu que “quanto menor for o valor, e sabendo que o Fundo de Resolução tem 25% também do banco” o desejado “é que se possa recuperar, através do valor da venda do banco, uma parte desses 3,9 mil milhões através de uma boa valorização dos 25%”.

“Desde o início que os bancos têm estado numa posição mais passiva do que gostariam” na situação do Novo Banco, acrescentou, mais tarde, o líder do Santander em Portugal, referindo que uma eventual injeção fora do previsto não terá influência nos objetivos de resultados do banco.

No âmbito da venda de 75% do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star, em 2017, o Estado fez um acordo que prevê a recapitalização do banco pelo Fundo de Resolução (entidade da esfera do Estado) para cobrir falhas no capital geradas pelos ativos tóxicos com que o Novo Banco ficou do BES (crédito malparado ou imóveis).

No total, segundo esse acordo, o Fundo de Resolução bancário pode injetar 3,89 mil milhões de euros no Novo Banco até 2026, sendo que referentes a 2017 e 2018, o Novo Banco já recebeu 1.941 milhões de euros, sendo que o valor a injetar relativo a este ano terá ainda de ser apurado após fechadas as contas do banco de 2019.

Há duas semanas, o jornal Público noticiou que o executivo estava a estudar, com o Lone Star, uma forma de acelerar o processo, injetando de uma só vez em 2020 – e de forma única – cerca de 1,4 mil milhões de euros, algo que Mário Centeno negou.

Para injetar dinheiro no Novo Banco, o Fundo de Resolução (que é financiado pelos bancos que operam em Portugal, apesar de consolidar nas contas públicas) tem recorrido a empréstimos do Tesouro, uma vez que não tem dinheiro suficiente, no máximo de 850 milhões de euros por ano.

Na proposta do OE2020, apesar de o Governo prever a recapitalização de 600 milhões de euros no Novo Banco, mantém o valor de 850 milhões de euros de empréstimos de médio e longo prazo ao Fundo de Resolução.

Americanos da Lone Star dizem que não vendem Novo Banco antes de 2021

Terça-feira, Janeiro 14th, 2020

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Observador

Americanos da Lone Star dizem que não vendem Novo Banco antes de 2021

 

O fundo norte-americano adiantou que pretende concluir a reestruturação do banco onde detém 75% do capital, processo que prosseguirá no próximo ano a ano e meio.

Os americanos da Lone Star garantem que não tencionam vender a sua posição no Novo Banco a curto prazo, isto numa altura em que crescem os rumores de que a instituição financeira poderá ser alvo de um processo de consolidação durante o ano de 2021.
Em declarações ao jornal Dinheiro Vivo (acesso livre), o fundo norte-americano adiantou que pretende concluir a reestruturação do banco onde detém 75% do capital, um processo que prosseguirá no próximo ano a ano e meio.

A Lone Star não tem planos para vender a posição no Novo Banco no curto prazo“, disse a Lone Star. “Estamos confiantes de que a fase de reestruturação do banco poderá ser concluída nos próximos 12 a 18 meses, aproveitando as condições atraentes do mercado para acabar com o restante legado do BES”, adiantou.

Quando comprou o banco, em outubro de 2017, ficou acordado que o Lone Star não poderia vender a sua posição durante três anos, um prazo que se esgota este ano. Os restantes 25% são detidos pelo Fundo de Resolução. Um dos cenários mais apontados é o de uma fusão do Novo Banco com o BCP.

Nas mesmas declarações, a Lone Star sublinhou que “o banco recorrente é viável e está a crescer, e seus resultados positivos têm conseguido absorver parte das perdas do legado do BES“. “Até ao momento, o banco cumpriu os planos acordados com a Comissão Europeia e Portugal no momento da aquisição pela Lone Star e permaneceu dentro das necessidades de capital esperadas relacionadas com o legado do BES”, acrescentou ainda.

Novo Banco vende gestora de fundos espanhola à Trea Asset Management

Terça-feira, Dezembro 24th, 2019

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Negócios

O Novo Banco, através da GNB Gestão de Ativos, assinou um contrato de promessa compra e venda de 100% do capital da Novo Activos Financieros España (NAFE), a “holding” que agrega as empresas NB Gestión e NB Pensiones.

O Novo Banco continua a vender ativos. O banco liderado por António Ramalho anunciou, esta sexta-feira, 20 de dezembro, que decidiu avançar com a venda da gestora de fundos e pensões espanhola Novo Activos Financieros España à Trea Asset Management.

“O Novo Banco, através da GNB Gestão de Ativos SA, assinou hoje um contrato de promessa compra e venda de 100% do capital da Novo Activos Financieros España (NAFE), holding que agrega as empresas NB Gestión e NB Pensiones, à gestora espanhola Trea Asset Management”, lê-se no comunicado enviado pelo banco que resultou da resolução do Banco Espírito Santo, no verão de 2014.

De acordo com o Novo Banco, a Trea Asset Management é uma das principais gestoras independentes na gestão de ativos financeiros em Espanha. E, com esta operação, o montante de ativos sob gestão ultrapassa os 5.000 milhões de euros.

Quanto à NAFE, o banco adianta que esta entidade gere mais de 800 milhões de euros em fundos de investimento e fundo de pensões.

O Novo Banco tem vindo a alienar ativos e a avançar com fusões por incorporação para simplificar a estrutura. Mais recentemente, o banco liderado por António Ramalho absorveu agora a Espirito Santo PLC, numa operação que marcou a saída definitiva da instituição financeira da Irlanda. Isto depois de ter avançado com operações semelhantes na Alemanha e Ilhas Caimão.

O banco tem também alienado carteiras de crédito malparado e imóveis. A operação mais relevante foi o chamado projeto “Nata 2”, um portefólio com três mil milhões de euros em ativos tóxicos que passou para as mãos da Davidson Kempner.

Auditoria deverá deixar de fora venda da Tranquilidade por 40 milhões de euros

Segunda-feira, Novembro 18th, 2019

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Económico

Apesar de o perímetro da auditoria da Deloitte ainda não estar concluído, o Jornal Económico sabe que a venda de ativos estará fora do âmbito da análise.

O âmbito da auditoria da Deloitte ao Novo Banco (NB) vai ficar estipulada num caderno de encargos que o Fundo de Resolução está a elaborar e que, segundo sabe o Jornal Económico (JE), está em fase de conclusão. Esse caderno de encargos define o que, contratualmente, a auditora Deloitte vai ter de fazer. É o chamado mandato do auditor.

Apesar de o perímetro da auditoria da Deloitte ainda não estar concluído, o JE sabe que a venda de ativos estará fora do âmbito da análise. Nomeadamente a venda da Tranquilidade à Apollo, que foi feita no tempo de Vítor Bento como presidente do BES. Recorde-se que a Tranquilidade foi vendida ao fundo americano Apollo Global Management por 40 milhões de euros no fim de agosto de 2014 (a seguradora era da ESFG mas passou para a titularidade do banco por causa de um penhor). O fundo norte-americano acabou por vender este ano a seguradora – que integrou na Seguradoras Unidas – à Generali, por cerca de 500 milhões.

Vendas de malparado do Novo Banco aprovadas com reservas

Segunda-feira, Novembro 18th, 2019

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Negócios

A comissão de acompanhamento à venda do Novo Banco deu um parecer favorável à venda das carteiras “Nata 2”, “Sertorius” e “Albatroz”, mas com ressalvas. Considera que há créditos que devem continuar no banco a tentar ser recuperados.

O Novo Banco está a vender carteiras de crédito malparado e imóveis, operações que, para serem concluídas, têm de ter o “ok” da comissão de acompanhamento à venda do banco ao Lone Star e do Fundo de Resolução. A aprovação por parte da entidade liderada por José Rodrigues de Jesus pode, contudo, chegar com reservas. Isso mesmo aconteceu recentemente com os portefólios “Nata 2”, “Sertorius” e “Albatroz”, apurou o Negócios.

O banco liderado por António Ramalho anunciou no início de setembro que tinha assinado um contrato de venda de uma carteira de créditos não produtivos, conhecida por “Nata 2”. Em causa estavam perto de três mil milhões de euros em ativos tóxicos e um dos maiores portefólios alguma vez transacionados em Portugal. Ativos que fazem parte do chamado mecanismo de capital contingente (CCA, na sigla em inglês) e que, por isso, a sua venda foi analisada pela comissão de acompanhamento à venda do Novo Banco.

Esta entidade, de que fazem parte José Rodrigues de Jesus e José Bracinha Vieira, deu um parecer favorável à venda desta carteira que inclui 50 grupos económicos. Mas foi uma opinião positiva com algumas ressalvas, nomeadamente por considerar que alguns créditos deviam ficar no banco de maneira a que a instituição financeira continue a tentar a sua recuperação, explicaram fontes consultadas pelo Negócios.

O mesmo aconteceu com outros dois projetos vendidos durante o verão. Foi o caso do “Sertorius”, uma carteira de ativos imobiliários com um valor bruto contabilístico de 487,8 milhões e que passou para as mãos da Cerberus Capital Management. Mas também do denominado projeto “Albatroz”, alienado à gestora norte-americana Waterfall Asset Management. Este portefólio incluía ativos imobiliários e crédito malparado em Espanha, com um valor contabilístico de 308 milhões de euros. Em ambos os casos, a percentagem de ativos incluída no chamado CCA é muito mais reduzida em comparação com o “Nata 2”.

Depois de emitido o parecer por parte da comissão de acompanhamento – que participa tanto no conselho geral e de supervisão, como no comité de imparidade alargado e nos conselhos de crédito (quando estão em causa ativos do CCA) – cabe ao Fundo de Resolução tomar uma decisão sobre as carteiras à venda, podendo, ou não, seguir a opinião da comissão de acompanhamento.

Cerca de 60% das propostas foram aprovadas
Quando questionada pelo Negócios sobre a sua avaliação feita a estes portefólios, não foi possível obter esclarecimentos da entidade liderada por Máximo dos Santos. Na sua ida à comissão de Orçamento e Finanças, em março, o responsável do Fundo de Resolução adiantou que, até àquela data, tinham sido analisadas 107 operações. “49 operações foram autorizadas tal como foram propostas, enquanto 43 foram autorizadas, mas com condições fixadas pelo fundo”, disse. Já 15 foram chumbadas. Estes números aumentaram entretanto depois de o banco ter avançado com a venda de mais portefólios. Fontes contactadas indicaram ao Negócios que, até agora, o Fundo de Resolução aprovou cerca de 60% das operações propostas, enquanto mais de 20% tiveram o “ok” mas com reservas. A restante percentagem é referente a operações que foram recusadas.

Estas vendas, apesar de necessárias, estão a pressionar as contas do banco. Nos primeiros nove meses, a instituição agravou os prejuízos para 572,3 milhões, com a alienação das grandes carteiras a provocar perdas de 712,4 milhões de euros.

Vendas pesam nas contas

O Novo Banco tem avançado com a venda de carteiras de crédito malparado e imóveis, para se libertar do legado deixado pelo Banco Espírito Santo. Alienações que têm de contar com a luz verde, mesmo que condicionada, do Fundo de Resolução, liderado por Máximo dos Santos. Este detém 25% do capital da instituição financeira, enquanto o Lone Star tem 75%. Estas operações têm pesado nas contas do banco liderado por António Ramalho. Nos primeiros nove meses do ano, o Novo Banco agravou os prejuízos para 572,3 milhões de euros, em comparação com os 419,6 milhões de euros que tinham sido registados em igual período do ano passado. Isto depois de a venda das grandes carteiras de malparado (Nata 2, Sertorius e Albatroz), assim como da seguradora GNB Vida, terem gerado perdas de 712,4 milhões de euros.