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Novo Banco põe à venda maior carteira de malparado de sempre em Portugal. Bain, Cerberus e KKR na corrida pelos 3,3 mil milhões de NPL

Sábado, Maio 18th, 2019

Citamos

Eco

Novo Banco põe à venda maior carteira de malparado de sempre em Portugal. Bain, Cerberus e KKR na corrida pelos 3,3 mil milhões de NPL

Novo Banco arrancou com venda do “Projeto Nata 2”, uma carteira de crédito malparado no valor de 3,3 mil milhões. E já atraiu vários interessados na primeira fase. Venda fechada no terceiro trimestre.

Debaixo de fortes críticas e muitas dúvidas em relação aos processos de venda de ativos problemáticos herdados do BES, oNovo Banco já pôs em marcha o “Projeto Nata 2”. A maior carteira de crédito malparado que alguma vez esteve à venda no mercado nacional, avaliada em 3.300 mil milhões de euros, já atraiu vários investidores, entre os quais se destacam grandes investidores internacionais como os fundos Bain, a Cerberus e a KKR, adiantou ao ECO uma fonte do mercado.

Em causa está um portefólio de 1.000 créditos empresariais que estão em incumprimento junto do banco. Cerca de 30% destes contratos têm uma garantia associada (secured), enquanto os restantes financiamentos não apresentam quaisquer garantias (unsecured).

O Novo Banco está sob pressão para baixar o rácio de malparado, à semelhança dos restantes bancos nacionais que são dos que apresentam maior volume de ativos tóxicos no seus balanços em comparação com a realidade europeia.

ECO Insider (newsletter semanal reservada exclusivamente a assinantes) tinha dado conta do início do “Projeto Nata 2” há duas semanas, numa operação com a qual António Ramalho quer reduzir o rácio de Non Performing Exposure (NPE) para um valor em torno dos 12% no final do ano.

O processo de venda do “Nata 2” encontra-se ainda numa fase inicial. O Novo Banco espera fechar o negócio “algures no terceiro trimestre do ano”, disse a mesma fonte. Nesta fase, o banco está a receber propostas não vinculativas (non bidding offers) da parte dos investidores até final deste mês. Os interessados têm acesso a um ficheiro com informação mais ou menos detalhada sobre a carteira de malparado, o chamado “data tape“, apresentando junto do banco uma oferta de compra sem compromisso.

Nos próximos meses, o banco avançará para negociações exclusivas com uma lista mais reduzida de investidores. Estes terão de apresentar uma proposta firme de aquisição até junho, isto antes de o banco fechar o contrato de compra e venda com o comprador, o qual se espera que seja assinado entre julho e setembro. Contactado, o Novo Banco não respondeu às questões colocadas pelo ECO até à publicação do artigo.

O Novo Banco vendeu em por 398M em cash uma carteira de imóveis granulares (terrenos,comércios, residências). Em 11 operações na Ibéria foi a segunda melhor para o vendedor. Quem saberá que 2/3 desse património estava há mais de 5 anos parado no Banco. Parabéns para toda a equipe

Depois de Helena Roseta se ter insurgido contra a venda de ativos “ao desbarato e com grandes perdas, ao primeiro que se apresente”, razão pela qual, segundo a deputada, o Novo Banco tem apresentado prejuízos volumosos, o banco veio a público rejeitar as críticas, garantindo que “não vende, nem pretende vir a vender, quaisquer imóveis a preços desajustados de valores do mercado.

O próprio António Ramalho foi à rede social Twitter defender o seu trabalho à frente do banco, nomeadamente em relação à forma como tem vendido ativos não estratégicos do Novo Banco. Deu como exemplo a alienação de uma carteira de imóveis avaliado em cerca de 700 milhões de euros (o Projeto Viriato), no final do ano passado, por cerca de 400 milhões.

“Em 11 operações na Ibéria, foi a segunda melhor para o vendedor”, disse. “Quem saberá que 2/3 desse patrimónios estava há mais de cinco anos parado no banco?”, questionou ainda.

Novo Banco põe carteira de imóveis de 500 milhões à venda

Sexta-feira, Abril 19th, 2019

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Eco

Novo Banco põe carteira de imóveis de 500 milhões à venda

 

Banco liderado por António Ramalho lançou no mercado uma nova carteira de ativos problemáticos. Quer baixar rácio de malparado dos 22,4% para perto dos 12% no final deste ano.

Novo Banco colocou à venda uma nova carteira de ativos imobiliários com valor contabilístico bruto de 500 milhões de euros, com o objetivo de fechar a transação até final de junho, adianta o Jornal Económico esta sexta-feira (acesso pago).

Trata-se de um portefólio chamado “Sertorius”composto por 200 ativos, cerca de dois terços terrenos não edificados e alguns imóveis industriais, residenciais e comerciais. A maioria destes imóveis está localizada em Lisboa e em Setúbal.

O lançamento deste processo ocorre numa altura em que o banco liderado por António Ramalho tem no mercado mais duas carteiras por fechar. O projeto “Albatros”, que consiste num conjunto de imóveis no valor de 400 milhões de euros em Espanha, está numa fase mais adiantada, devendo ser alienado ao fundo Waterfall, faltando apenas a autorização do Fundo de Resolução. Já o “Nata 2” foi lançado no mercado recentemente. Conforme adiantou o ECO em primeira mão, trata-se de um portefólio de crédito malparado no valor de 3,3 mil milhões de euros, estando na corrida por estes NPL (non performing loans) os fundos Cerberus, Bain e KKR.

Ainda no final do ano passado, o banco fechou dois negócios de grande envergadura: o “Projeto Nata”, no valor de 2,15 mil milhões de euros, foi vendido ao KKR e Lx Partners; o “Projeto Viriato”, respeitante a uma carteira de quase 9.000 imóveis no valor de 715,7 milhões, foi alienada à Anchorage Capital Group.

O Novo Banco registou prejuízos de 1.412 milhões de euros no ano passado, um resultado que foi penalizado sobretudo pela venda de ativos tóxicos. Por causa disto, a instituição pediu 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução, no âmbito do mecanismo de capital contingente que foi criado aquando da venda ao Lone Star. O Programa de Estabilidade prevê mais injeções de 1.000 de euros nos próximos dois anos.

 

Novo Banco recebeu 17,8 milhões de euros em dividendos de participadas

Segunda-feira, Abril 15th, 2019

Citamos

Económico

A GNB Vida, que está em processo de venda ainda sem luz verde dos reguladores, apesar de ter sido anunciada a venda no ano passado, tem um valor de 620,472 milhões em 31 de dezembro de 2018. A isto abate uma imparidade constituída para este ativo no valor de -445,472 milhões, pelo que o valor da seguradora líquido de imparidades é de 174,9 milhões de euros.

Segundo o relatório e contas já auditado do Novo Banco, referente ao exercício de 2018, foram registados rendimentos de instrumentos de capital no valor de 17.864 milhares de euros, que incluem dividendos recebidos da Unicre no valor de 2.765 milhares de euros; do BEST no valor de 2.712 milhares de euros; da Explorer III (FIQ) no valor de 3.027 milhares de euros; da Locarent no valor de 1.727 milhares de euros; da GNB Seguros no valor de 1.422 milhares de euros; da Euronext no valor de 1.514 milhares de euros e da Haitong FCR  (capital de risco) no valor de 1.251 milhares de euros.

Este montante compara com receitas de capital de 23,55 milhões de euros, em dezembro de 2017, e que incluem dividendos registados da GNB Gestão de Ativos no valor de 10.500 milhares de euros; da Unicre valor de 3.396 milhares de euros; do BEST valor de 2.471 milhares e da GNB Seguros valor de 2.128 milhares de euros).

Ativos não correntes detidos para venda

Nas notas explicativas individuais dos números de 2018, que estão publicadas no relatório e contas, o Novo Banco apresenta uma lista de ativos detidos para vender, o seu valor e as imparidades constituídas.

Assim: a GNB Vida, que está em processo de venda ainda sem luz verde dos reguladores, apesar de ter sido anunciada a venda no ano passado, tem um valor de  620,472 milhões em 31 de dezembro de 2018. A isto abate uma imparidade constituída para este ativo no valor de  -445,472 milhões, pelo que o valor da seguradora líquido de imparidades é de 174,9 milhões de euros.

O Banco Well Link (anterior NB Ásia), cuja venda foi feita em 2017, mas que não foi vendido na totalidade, está avaliado em  4,013 milhões. Não há imparidades constituídas para esta participação.

O Novo Banco em maio de 2017 vendeu 75% do Novo Banco Ásia, instituição com sede em Macau, por 145,8 milhões de euros. A alienação de 75% da participação no NB Ásia provocou o registo de uma mais valia de 88,2 milhões de euros. O comprador foi o chinês Well Link, empresa com sede em Hong Kong, mas o banco ficou ainda com 25%.

Recorde-se que “o acordo de venda assinado prevê ainda um conjunto de opções de compra e venda, com condições já acordadas, que cobrem os restantes 25% e são exercíveis num prazo até 5 anos perfazendo um preço total para os 100% de 183 milhões de euros”, anunciou o Novo Banco em 2017, em comunicado.

A instituição tem ainda para vender Banco Delle Tre Venezie, cujo valor do ativo está fixado em 8,926 milhões. A isto abate uma imparidade de  -2,901 milhões, pelo que o banco está avaliado em termos líquidos em 6 milhões de euros

O Novo Banco vendeu a Quinta dos Cónegos. Em 2017 este ativo valia 4,893 milhões e tinha uma imparidade de 3,452 milhões de euros.

O banco vendeu também a participação no francês BES Vénétie de 87,5% (incluindo a participação na sociedade SCI George Mandel) ao fundo Cerberus, no final de 2018. O valor não foi divulgad0, mas o banco tinha um valor de 55 milhões em 2017 e uma imparidade de  32,787 milhões, pelo que o valor do banco era 22,3 milhões, sendo que o banco anunciou que a conclusão desta transação teve um impacto positivo estimado de 30 pontos base no rácio de capital Common Equity Tier 1. Ou seja, foi vendido acima dos 22,3 milhões.

O Novo Banco já saiu também da Venezuela. Em março do ano passado vendeu  os ativos e passivos da sua sucursal na Venezuela ao BANCAMIGA, Banco Universal, deixando assim de ter atividade bancária naquele país.

Contribuição para o Fundo de Resolução, Novo Banco também paga

Em 31 de dezembro de 2018, a contribuição periódica efetuada pelo Novo Banco ascendeu a 10,8 milhões de euros (acima do registado 31 de dezembro de 2017 que era de 7,673 milhões de euros).

No seguimento da Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro, foi criada a Contribuição sobre o Setor Bancário, a qual incide sobre o passivo médio anual apurado em balanço deduzido dos fundos próprios e dos depósitos abrangidos pela garantia do Fundo de Garantia de Depósitos e sobre o valor nocional dos instrumentos financeiros derivados.

A Contribuição sobre o Setor Bancário não é elegível como custo fiscal e o respetivo regime tem vindo a ser prorrogado, diz o documento.

Em 31 de dezembro de 2018, o Banco reconheceu como gasto relativamente à Contribuição sobre o Setor Bancário, o valor de 26,8 milhões de euros (31 de dezembro de 2017 tinha sido de 30,256 milhões de euros).

O gasto reconhecido a 31 de dezembro de 2018 foi apurado e pago com base na taxa máxima de 0,110% que
incide sobre o passivo médio anual apurado em balanço deduzido dos fundos próprios e dos depósitos
abrangidos pela garantia do Fundo de Garantia de Depósitos.

Estado pode exercer 6,5% do capital do Novo Banco

Estima-se que os direitos de conversão no âmbito do regime especial aplicável aos ativos por impostos diferidos, a serem emitidos e atribuídos ao Estado na sequência dos resultados líquidos negativos dos exercícios de 2015, 2016 e 2017 lhe confiram uma participação até cerca de 6,5% do capital social do Novo Banco, lê-se no relatório do banco.

Havia um regime criado pelo governo PSD/CDS-PP, que vigorou de 2014 a 2016, que permitiu aos bancos transformar em créditos fiscais os ativos por impostos diferidos acumulados (resultantes da diferença entre os custos contabilísticos com imparidades ou provisões e os reconhecidos para efeitos fiscais), ajudando aos rácios de capital dos bancos e permitindo que de futuro pudessem ser deduzidos à fatura fiscal ou mesmo devolvidos.

“Tivemos dois reembolsos de DTA [ativos por impostos diferidos]. O Estado não exerceu o direito de conversão e pode não exercer”, afirmou António Ramalho, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2018. O banqueiro acrescentou que, no total, o Estado devolveu 220 milhões de euros, “100 milhões este ano e 120 milhões o ano passado”.

O banco aderiu ao Regime Especial Aplicável aos Ativos por Impostos Diferidos aprovado pela Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto. O referido regime aplica-se aos ativos por impostos diferidos resultantes da não dedução, para efeitos de IRC, de gastos e variações patrimoniais negativas que tenham sido registados até 31 de dezembro de 2015 com perdas por imparidade em créditos e com benefícios pós-emprego ou a longo prazo a empregados.

Esse regime prevê que os ativos por impostos diferidos possam ser convertidos em créditos tributários quando o sujeito passivo registe um resultado líquido anual negativo.

No que respeita ao exercício de 2017, na sequência do apuramento de um resultado líquido negativo e da
aprovação das contas anuais pelos órgãos sociais, a aplicação do referido Regime Especial implicou em 2018, a conversão dos ativos por impostos diferidos elegíveis num crédito tributário em função da proporção desse resultado líquido no valor dos capitais próprios, estimado em 152,478 milhões de euros.

Os direitos de conversão são valores mobiliários que conferem ao Estado o direito a exigir ao NB o respetivo aumento de capital social, através da incorporação do montante da reserva especial e consequente emissão e entrega gratuita de ações ordinárias. Os acionistas do NB têm o direito potestativo de adquirir os direitos de conversão ao Estado.

O balanço consolidado apresenta ativos por impostos diferidos de cerca de 1,2 mil milhões de euros com referencia a 31 de dezembro de 2018. O resultado do ano inclui 667,7 milhões relativo a impostos sobre o rendimento.

Os ativos por impostos diferidos incluem 907,5 milhões relativos a diferenças temporárias no tratamento fiscal das perdas de imparidades para crédito e 138,9 milhões em prejuízos fiscais reportáveis para exercícios futuros, dos quais apenas uma parte está abrangido pelo regime especial.

A administração do banco elaborou um plano de recuperação desses ativos por impostos diferidos com base em estimativas de lucros futuros. “A capacidade de o Grupo conseguir recuperar os ativos por impostos diferidos está dependente da materialização do plano e do enquadramento fiscal”, é uma das observações do relatório de auditoria da EY.

Provisões para litígios

São os chamados passivos contingentes. No relatório e contas o Novo Banco identifica os litígios que podem ter efeitos ou impactos nas demonstrações financeiras da instituição (exclui os casos em que a responsabilidade não foi transferida do BES como é o caso dos litígios movido no Tribunal da Venezuela) . O Novo Banco detalha que lhe pode calhar responsabilidades fruto da ação judicial intentada pela Partran, SGPS, Massa Insolvente da Espírito Santo Financial Group, e Massa Insolvente da Espírito Santo Financial (Portugal), contra o banco e e a Calm Eagle Holdings através da qual se pretende a declaração de nulidade do penhor constituído sobre as ações da Companhia de Seguros Tranquilidade, e, subsidiariamente, a anulação do penhor ou a declaração da sua ineficácia.

Mas o banco poderá beneficiar de uma ação judicial apresentada por si de impugnação da resolução em benefício da massa insolvente dos atos de constituição e de posterior execução do penhor sobre as ações da sociedade Companhia de Seguros Tranquilidade, declarada pelo administrador de insolvência da Partran, SGPS, por considerar que não existem fundamentos para a resolução dos referidos atos, bem como para a devolução da quantia recebida a título de preço (25 milhões de euros, suscetível de ajustamento positivo) pela venda das ações da Companhia de Seguros Tranquilidade. O Novo Banco impugnou judicialmente o ato de resolução, correndo o processo por apenso ao processo de insolvência da Partran, SGPS.

Mas também as ações judiciais intentadas na sequência da celebração do contrato de compra e venda do capital
social do NB, assinado entre o Fundo de Resolução e a Lone Star em 31 de março de 2017, relacionadas com as condições da venda, nomeadamente a ação administrativa intentada elo Banco Comercial Português,  contra o Fundo de Resolução, da qual o NB não é parte e, no âmbito da qual, segundo a divulgação pública de informação privilegiada efetuada pelo BCP no site da CMVM em 1 de setembro de 2017, é solicitada a apreciação jurídica da obrigação de capitalização contingente assumida pelo Fundo de Resolução no âmbito do CCA.

Há ainda o risco do recurso interposto no Tribunal Geral da União Europeia pelo Banco Comercial Português, e
outras entidades do grupo, onde é solicitada a anulação da decisão da Comissão Europeia C (2017/N), de 11 de outubro de 2017, na medida em que considera o contrato de capital contingente acordado entre o Fundo de Resolução e o Grupo Lone Star, no âmbito da venda do NB, um auxílio de Estado compatível com o mercado interno.

O NB tomou conhecimento deste procedimento, através da publicação efetuada no Jornal Oficial da União Europeia de dia 16 de julho de 2018. Apesar de o NB não ser parte neste processo, requereu ao Tribunal
Geral a sua intervenção como parte, tendo o pedido sido deferido.

João Salgueiro: “Venda do Novo Banco deveria ter sido suspensa e relançada”

Segunda-feira, Abril 8th, 2019

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Negócios

O ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos considera que a venda do Novo Banco foi “estranha por não corresponder às regras do concurso quando foi lançado”.

João Salgueiro, ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), considera que a venda do Novo Banco foi “estranha” por não ter cumprido as regras definidas inicialmente. Como tal, para o também ex-vice-governador do Banco de Portugal, este processo deveria ter sido “suspenso” e a venda “relançada”.

“A venda do Novo Banco da forma como correu é difícil de explicar. Primeiro realizou-se um concurso que não chegou ao fim, e apareceu apenas um concorrente (…) Em segundo lugar, o concurso não previa que o Estado concedesse ajudas ao comprador, mas o Governo acabou por o fazer, com 3,9 mil milhões de garantias ao Lone Star”, afirma João Salgueiro numa entrevista ao Público.

Para o ex-presidente do banco estatal, a “venda foi estranha por não corresponder às regras do concurso quando foi lançado. E isto não é aceitável”, defendendo que o “concurso deveria ter sido suspenso e relançado”.

“As regras do Banco de Portugal diziam que o concurso podia ser suspenso em qualquer altura, desde que fosse para melhorar o seu resultado final. E quando, em abril de 2017 foi anunciado que o Lone Star tinha sido selecionado para ficar com o Novo Banco, disse-se que o comprador teria assegurado um mecanismo em que o Estado cobriria os prejuízos até 3,9 mil milhões. Tornou-se então flagrante que garantias tão avultadas configurariam uma venda em situação distinta dos objetivos estabelecidos inicialmente”, refere.

O ex-vice-governador do regulador, relembra que “havia uma clarificação de que o Novo Banco seria vendido à entidade que exigisse o menor montante de garantias, reduzindo assim os custos para os contribuintes. E se outra entidade que não o Lone Star saísse vencedora, o Lone Star poderia sempre cobrir a jogada. Não era difícil. Pelo contrário [Governo e Banco de Portugal), até formalizaram mais cedo a venda” do banco ao fundo norte-americano.

Na entrevista, João Salgueiro abordou ainda outras questões, nomeadamente os créditos concedidos pelo banco estatal, criticando a interferência dos governos em algumas decisões. “Não podemos esquecer o envolvimento da CGD no assalto ao BCP, investindo e dando créditos em larga escala a clientes acionistas [do BCP] para reforçarem posições. E correu mal. Mas teremos de averiguar se a decisão foi da própria CGD”, refere, notando que “quando começou a haver sintomas de intervenção governamental nas decisões de crédito da CGD, pedi para sair. E saí”.

“Pechinchas” do Novo Banco incluem casas de 70 mil euros

Sexta-feira, Março 22nd, 2019

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Público

A venda de carteiras de activos a fundos de investimento geraram perdas na ordem dos 270 milhões de euros. Imóveis foram transaccionados ao preço patrimonial.

Em 2018 as perdas do Novo Banco associadas à protecção estatal ficaram a volta dos 480 milhões de euros. Nos últimos dois anos somaram 2,48 mil milhões de euros, o que justificou o acesso ao mecanismo de capitalização pública, de reposição dos rácios de capital nos níveis exigidos pelo BdP. Entre 30 de Junho de 2016 e 30 Setembro de 2017 o Novo Banco perdeu cerca de dois mil milhões de euros em imparidades, venda de activos e insolvências. Este bolo constitui as perdas associadas ao universo dos activos tóxicos que ficaram na instituição chefiada por António Ramalho, com protecção da garantia contingente do Fundo de Resolução.

A par desta situação, o Novo Banco apurou outras perdas, de 270 milhões de euros, relacionadas com duas operações de grande dimensão.

Uma delas envolveu a venda de 8700 imóveis ao fundo Anchorage Capital em torno de 400 milhões de euros, dali resultando um prejuízo para o vendedor de 150 milhões de euros.

Esta verba já foi registada nas contas do Novo Banco de 2018. Trata-se da operação baptizada  Viriato com activos do banco ou de fundos de investimento da sua esfera, e cujas avaliações chegaram aos seguintes preços unitários: residências no valor de 70 mil euros; terrenos de 50 mil euros; imóveis industriais de cerca de 50 mil euros. Estes preços correspondem, regra geral, ao valor patrimonial dos activos, abrindo margem de rentabilização, pelos compradores, numa eventual venda a preços de mercado.

Sobre este tema, o presidente executivo do Novo Banco disse ontem no Parlamento que o momento actual do mercado imobiliário justifica que se acelere a venda de activos que estão a gerar perdas para o banco. “Os activos imobiliários estão a beneficiar de circunstâncias de mercado positivas: vale a pena vender hoje e não guardar [os negócios] para amanhã. As condições de mercado actuais parecem-me mais seguras agora do que no futuro e aconselham que se aproveitem todas as oportunidades para vender”, explicou o CEO do Novo Banco, no Parlamento.

Acerca deste negócio, que valeu 389 milhões de euros, António Ramalho revelou aos deputados que os activos residenciais foram vendidos com um desconto de 16%. “Sobre o residencial, 70% estava há cinco anos do banco sem capacidade de venda. O haircut [desconto] foi de 16%”. E adiantou mais pormenores sobre o Viriato: 43% desta carteira era residencial (3000 imóveis), localizado na periferia das cidades, o restante eram propriedades e 2335 terrenos, pequena terra, “lotes que para desbastar, custaram-nos 4 milhões de euros”. No total da carteira, o desconto fixou-se nos 32%.

O Novo Banco convidou 59 investidores a avaliar a operação Viriato, tendo 23 entidades mostrado interesse em participar no negócio. E, destas, apenas sete apresentaram propostas não vinculativas, das quais apenas três entregaram ofertas vinculativas. A Anchorage Capital foi a seleccionada. Foi, aliás, sobre este negócio que a deputada do Partido Socialista Helena Roseta falou em “pechinchas” para se referir ao valor dos activos que o Novo Banco negociou com a Anchorage.

A segunda operação designada Nata abrangeu a carteira de crédito malparado, referenciado como NPL, non performing loans, com um valor bruto 2,1 mil milhões de euros. Os compradores foram empresas de recuperação de crédito, a KKR (um dos grandes fundos de investimento a nível mundial) e a LX Partners (uma sociedade portuguesa, com ligações a Malta). O negócio resultou num prejuízo para o Novo Banco de 120 milhões de euros.

A equipa de António Ramalho deu entretanto o tiro de partida a uma outra operação deste género, a Nata II, que inclui uma carteira de malparado no valor de três mil milhões de euros. Segundo noticiou o Eco, na corrida estão novamente grandes fundos internacionais, com destaque para a Bain, o Cerberus e novamente a KKR. Este negócio tem como assessora a sociedade espanhola Alantra, que conta com Rita Barosa, antiga directora do BES de Ricardo Salgado.

Sobre esta operação Bracinha Vieira, um dos responsáveis por acompanhar a venda deste activos ao abrigo do Mecanismo de Capital Contigente, disse na semana passada no Parlamento que em 2019 prevê-se prejuízos de 400 milhões de euros decorrentes da “venda de um grande conjunto créditos (projeto Nata II)”. Além disso, passaram para este ano 649 milhões de euros de stock de prejuízos anteriores com esses activos que não foram superados através do mecanismo de compensação.

Assim, segundo afirmou Bracinha Vieira, do total de 3890 milhões de euros possíveis, o Novo Banco deverá pedir 3000 milhões de euros – o que significa que, além dos 1941 milhões já pedidos, poderá pedir mais cerca de 1000 milhões de euros.

A 1 de Março o Novo Banco anunciou que ia pedir uma nova injecção de capital ao Fundo de Resolução de 1149 milhões de euros para cobrir as perdas relativas a 2018 com os activos (crédito malparado, imóveis) incluídos no mecanismo de compensação acordado aquando da venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star, em Outubro de 2017.

Este valor, a concretizar-se, soma-se aos 792 milhões de euros que o Novo Banco recebeu no ano passado do Fundo de Resolução, aumentando as injecções públicas ao abrigo do mecanismo de compensação para 1941 milhões de euros. Contudo, o Novo Banco poderá pedir ainda mais dinheiro, uma vez que este mecanismo determina que pode solicitar até 3890 milhões de euros até 2026.

Notícia actualizada com declarações de António Ramalho no Parlamento

O Novo Banco e a democracia

Terça-feira, Março 19th, 2019

Citamos

Público Opinião Helena Roseta

Que imóveis são estes que passaram de mãos para um fundo americano, com perdas a suportar pelo Fundo de Resolução? Há aqui muita coisa por explicar.

Família Espírito Santo tem herdades de 884 milhões no Paraguai que escaparam a arresto do tribunal

Sexta-feira, Março 15th, 2019

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Observador

Família Espírito Santo tem herdades de 884 milhões no Paraguai que escaparam a arresto do tribunal

Propriedades no Paraguai podem valer até 884 milhões de euros e não foram alvo de arresto no processo de insolvência do GES. Consultora Deloitte está a tentar vendê-las.

Nem toda a riqueza da família Espírito Santo foi arrestada pelos tribunais. De acordo com o Jornal Económico, seis propriedades detidas pelo Grupo Espírito Santo (GES) localizadas no Paraguaipodem valer até 884 milhões de euros e não foram alvo do arresto de bens que acompanha o processo de insolvência do GES. O mesmo jornal diz que, no total, as propriedades agrícolas têm uma área superior a 130 mil hectares, o que corresponde a duas ilhas da Madeira. A consultora Deloitte está responsável pela venda das propriedades que pode levar a um encaixe entre os 391 e os 1000 milhões de dólares (que correspondem a 884 milhões de euros).

O Jornal Económico conta a história destas seis propriedades, designadas por “PAYCO” que foram compradas pela família em 1976, durante o Processo Revolucionário Em Curso (PREC). E se em Portugal o governo era liderado pelo comunista Vasco Gonçalves, o Paraguai era nesse momento liderado pelo ditador Alfredo Stroessner. Os Espírito Santo fugiam da onda de nacionalizações do país e tentavam recomeçar a sua atividade empresarial noutro país.

Robert McNamara — o secretário de Estado da Defesa dos EUA durante o tempo de Kennedy e responsável pelo aumento do envolvimento norte-americano na Guerra do Vietname —  ajudou Manuel Ricardo Espírito Santo a criar o império agrícola na América do Sul.

Justiça impede que dinheiro da venda da Comporta saia para o Luxemburgo

Quarta-feira, Março 13th, 2019

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Expresso

O dinheiro que a Rioforte irá receber pela venda dos principais ativos da Comporta ficará em Portugal. As autoridades judiciais nacionais decretaram o arresto sobre o valor da venda que deveria viajar para o Luxemburgo, onde a antiga empresa do Grupo Espírito Santo está em insolvência

ouve um novo arresto judicial em torno do fundo imobiliário da Herdade da Comporta. O passo foi dado em janeiro pela justiça portuguesa antes de concluída a venda dos principais ativos do empreendimento turístico ao agrupamento composto por Paula Amorim e Claude Berda.

Foi em janeiro que as autoridades judiciais portuguesas decidiram colocar sob arresto o valor a receber pela Rioforte resultante da alienação dos ativos do fundo da Comporta localizados em Grândola e Alcácer do Sal, segundo informações prestadas pelos responsáveis da insolvência da empresa, no Luxemburgo. É a sociedade gestora de fundos imobiliários Gesfimo, que pertencia ao Grupo Espírito Santo, que está a liderar o processo de venda dos ativos do fundo imobiliário da Comporta.

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Acionistas da Comporta perdem quase 22 milhões

Quarta-feira, Fevereiro 20th, 2019

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Sol

Pedro Almeida foi afastado porque o Ministério Público não levantou o arresto da herdade. Agora há acionistas que pedem ao MP para avaliar negócio com Paula Amorim, alegando o mesmo argumento: falta de transparência.

A venda da Comporta ao consórcio Vanguard Properties/Amorim Luxury representa uma perda de quase 22 milhões de euros para os acionistas face à proposta vencedora do primeiro concurso que chegou pelas mãos do empresário Pedro Almeida, apurou o SOL junto de fonte ligada ao processo. A venda acabou por não ser concluída porque o Ministério Público não levantou o arresto da Herdade da Comporta – à época, a avaliação era de 420 milhões de euros –, rejeitando a venda da propriedade por considerar que o processo não reunia condições de «isenção, transparência e objetividade».

A perda para os investidores voltou a repetir-se ao ser escolhida e depois afastada a proposta do consórcio Oakvest/Portugália/Sabina, em Assembleia-geral, em julho do ano passado, pelo voto combinado do Novo Banco e da Rio Forte – os dois maiores participantes no fundo, já que juntos representam 74% das unidades de participação – a que se uniram mais alguns participantes.

Estes acabaram por aprovar, em dezembro, a proposta de 158 milhões de euros apresentada pelo consórcio de  Vanguard Properties/Amorim Luxury – que acabou por ser o único a entrar na corrida – um valor que vai ser quase todo para pagar dívidas.

Uma questão que ganha mais relevo porque os pequenos acionistas vão ser excluídos deste pagamento, o que leva a mesma fonte a estranhar as decisões dos representantes da Rio Forte e do Novo Banco por estarem a privilegiar o consórcio que ganhou o concurso na segunda tentativa e que «se transformou numa espécie de adjudicação direta para pagar bem menos», apurou o SOL.

A mesma fonte não entende como é que a proposta do consórcio Oakvest/Portugália/Sabina foi afastada da corrida, após o chumbo dos participantes do fundo, uma vez que era a única que apresentava um valor superior em cerca de 30% relativamente à que foi apresentada pela empresária Paula Amorim; permitia o pagamento integral das dívidas do fundo com benefícios para todos os credores ­– maioritariamente os lesados do GES/BES – e evitava a insolvência do fundo.

Recorde-se que, a partir do momento em que foi afastado e lançado um novo concurso – com o argumento de obrigar os interessados a apresentarem propostas vinculativas e provas de fundos financeiros que garantam a concretização dos seus propósitos –, este consórcio anunciou que não estaria interessado em apresentar nova proposta.

Na altura, chegaram a anunciar que iriam fazer valer «os seus direitos legais», mas no final do ano passado, decidiram não avançar judicialmente, justificando essa decisão por não quererem «uma nefasta e indesejável exposição pública» e acrescentando também que a forma como se desenrolou não é compatível com os seus princípios morais e éticos.

«Os valores oferecidos por este consórcio são significativamente superiores aos da proposta vencedora, constata-se que não houve vontade, da parte dos dois principais participantes, de vender a este consórcio os referidos ativos e preservar, dessa forma, os legítimos interesses dos credores do Fundo e lesados do GES», referiu o consórcio em comunicado, acrescentando que, «perante tais evidências, este consórcio relega para as entidades competentes (Tribunal do Luxemburgo e Ministério Público) a tarefa de analisar a verdade dos factos deste frustrado e frustrante processo».

Face a este desfecho, a mesma fonte ligada ao processo revelou ao SOL que o segundo e último concurso decorreu sem concorrência, uma vez que, só contou com um único competidor, «colocado em posição altamente vantajosa perante um vendedor sem alternativas».

Um processo que, segundo a mesma, não contou com a presença da Rio Forte durante todo o processo – só no dia da votação final para dar luz verde à proposta do consórcio da empresária portuguesa. «A Rio Forte acabou por aceitar e promover uma proposta bem pior do que a primeira vencedora, o que obviamente prejudica todos os credores», diz ao SOL a mesma fonte.

Um processo que, segundo a mesma, é pouco transparente e, como tal, defende que deve ser investigado pelo Ministério Público, já que este chumbou o projeto de Pedro Almeida, alegando falta de transparência.

 

Pagar dívidas

O que é certo é que o valor da venda vai ser usado quase na totalidade para pagar a dívida à Caixa Geral de Depósitos (CGD), que já ultrapassa os 119 milhões de euros, aos quais se somam juros mensais de 850 mil euros, e que já está em incumprimento há mais de dois anos. Um crédito em falta que tem merecido toda a atenção do banco público.

Além da regularização desta dívida, terão ainda de ser pagos cerca de um milhão de euros à Deloitte, entidade que supervisionou o concurso iniciado em 22 de agosto. Aliás, o contrato de promessa de compra e venda entre o consórcio Vanguard Properties/Amorim Luxury e a Gesfimo foi assinado, a 23 de outubro, nas próprias instalações da consultora.

Mas as despesas não ficam por aqui. Há que juntar ainda o pagamento na ordem dos seis milhões de euros a fornecedores e outros 30 milhões à Rio Forte, que detém cerca de 58% deste fundo. Ao que o SOL apurou, os pequenos acionistas do fundo – que no total rondam os 80 – vão sair prejudicados com esta venda, uma vez que a verba já está toda canalizada para os maiores credores.

 

Crescer na hotelaria

Paula Amorim já veio garantir que a aquisição é importante «para a Amorim Luxury na sua estratégia de crescimento e posicionamento enquanto marca portuguesa hoteleira e de lifestyle da mais elevada qualidade internacional, concretamente através do seu conceito JNcQUOI», acrescentando que representa «um passo decisivo num longo processo em que nos envolvemos com empenho e sentido de responsabilidade».

A empresária deixa ainda uma garantia. O modelo de negócio que irá ser desenvolvido na Comporta deverá contribuir para a sustentabilidade da região, criar emprego e atrair investimento de qualidade e que qualifique os espaços públicos. «Num certo sentido, a Comporta é de todos: porque cabe a todos contribuir para a sua preservação como lugar especial, único. É um exemplo de que temos condições para fazer bem e de forma diferenciadora. O novo futuro da Comporta começa agora. É este o nosso caminho, é este o nosso projeto, é este o nosso compromisso com a região e com o país», salienta.

O novo projeto – que poderá envolver a mudança de nome da Herdade da Comporta – deverá contar com hotéis, vilas e condomínios e um vasto número de iniciativas de apoio às comunidades, centros de arte, cultura e design, e centros de saúde e bem-estar para atividades de relaxamento. Há ainda planos para incluir academias desportivas de golfe, ténis e padel, comércio e restauração, bem como um museu e uma igreja. O SOL apurou que o investimento previsto é da ordem dos mil milhões de euros, a ser aplicado nos próximos anos.

A Herdade da Comporta – composta por mais de 12 500 hectares entre Alcácer do Sal e Grândola – era o retiro da família Espírito Santo, que a tinha comprado em 1987, e foi colocada à venda quando o Grupo Espírito Santo (GES) faliu. A venda deste ativo é uma das formas de obtenção de receitas pelos curadores de insolvência, para arrecadar algum valor para os seus credores. Como a Pharol e o BES ‘mau’.

A verdade é que o processo de venda da herdade tem sofrido vários avanços e recuos. Depois de uma tentativa falhada, os tribunais acabaram por autorizar o processo de venda, contornando assim a razão que anteriormente travou a operação: o arresto dos bens da família.

O empresário Pedro Almeida fez uma oferta, no verão de 2017, que não foi concluída porque o MP não levantou o arresto. Na altura, o empresário pretendia transformar a Comporta num «resort exclusivo e altamente atrativo para o mercado internacional». O objetivo passava por comprar também a Herdade da Comporta — Atividades Agrossilvícolas e Turísticas, a empresa que gere os arrozais da zona.

O certo é que a alienação é necessária para evitar a insolvência do fundo da herdade localizada em Grândola e Alcácer do Sal. O risco de insolvência é «real» e foi admitido pela entidade e pelos responsáveis da insolvência da Rio Forte.

Património do GES à venda sem compradores

Domingo, Fevereiro 10th, 2019

Citamos

SIC

A Herdade do Vale Feitoso na Beira Baixa continua a ser um problema para o Novo Banco.

A propriedade 7.500 hectares, uma das heranças pesadas do antigo BES, continua à venda. Até agora, não aparecem compradores.

O preço inicial era de 36,5 milhões, que o credor reduziu em quase quatro milhões.

Já os trabalhadores apenas querem ver a transação concluída para reaverem o que é deles e para que a propriedade não caia no abandono total.