Deutsche Bank: BPI e Santander Totta são “favoritos” à compra do Novo Banco

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Jornal de Negócios

Os analistas do banco alemão apontam que o tanto o BPI como o Santander poderão dobrar a sua quota de mercado actual dos 10% para os 20% com a compra do Novo Banco.

A venda do Novo Banco (NB) atraiu grande interesse, com 17 investidores a demonstrar o seu interesse na primeira fase.

O vencedor vai ser anunciado em Julho e o BPI e o Santander estão entre os favoritos à sua compra, aponta o Deutsche Bank numa nota divulgada esta sexta-feira, 16 de Janeiro, a que o Negócios teve acesso.

“O BPI e o Santander Totta surgem como potenciais favoritos devido aos potenciais benefícios”, escrevem os analistas.

Os benefícios mencionados são os gerados devido às sinergias de custos que um banco já presente no mercado português poderá ter ao adquirir o Novo Banco. “Pensamos que o comprador mais provável já estará no mercado para gerar custos de sinergias”, apontam.

Tanto para o BPI como para o banco liderado por António Vieira Monteiro, “a aquisição do Novo Banco será transformacional, dobrando a sua quota de mercado doméstica ao mesmo tempo que geram custos de sinergia substanciais”. Actualmente, cada um detém uma quota de mercado de 10% em Portugal.

Como maior accionista do banco liderado por Fernando Ulrich (44% do capital), o espanhol La Caixa poderá financiar o negócio, podendo assim aumentar a sua fatia no BPI.

Já o Santander tem dinheiro fresco na mão. A instituição espanhola realizou recentemente um aumento de capital no valor de 7,5 mil milhões de euros, aumentando assim o seu rácio Core Tier 1 para 9,7%. “Acreditamos que este é um ponto de partida mais favorável para aquisições relevantes, apesar de esperarmos que qualquer aquisição seja neutra em termos de rácio de capital”.

“Assim, vemos o aumento de capital do Santander como marginalmente positivo para a venda potencial do Novo Banco este ano, assim como para o sector da banca português”, sublinham.

Ao mesmo tempo, o Deutsche Bank destaca que o banco liderado por Stock da Cunha também pode vir a ser comprado por um investidor que pretende fazer uma entrada estratégica no mercado da banca nacional, como os chineses da Fosun.

Além do Santander, há mais bancos espanhóis na jogada. O Popular e o BBVA já estão presentes no mercado nacional e o Sabadell tem uma fatia de 5,5% no BCP.

Contudo, os analistas têm dificuldades em ver o Banco Popular capaz de “executar uma transacção com esta relevância, baseado nos custos de sinergia mais baixos e na limpeza da qualidade de activos em Espanha”.

O banco Sabadell é outro potencial comprador “mas tem uma pequena presença em Portugal, além da fatia no BCP”. Por seu turno, o BBVA está a proceder à redução da sua operação portuguesa (2% de quota de mercado) que está em perda nos últimos anos”.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

(Fim de citação)

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