Emigrantes. Solução do Novo Banco é “golpe de marketing”

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Dinheiro Vivo

“Regresso a Paris dia 8 de setembro para trabalhar. Não contava com isto há um ano. Queria voltar em definitivo a Portugal”. Os problemas com os produtos dos emigrantes arrasaram os planos de José Martins, que vive nos arredores da capital francesa há mais de 30 anos.

É junto à sede do Novo Banco que encontramos um dos emigrantes que acabaram por se juntar ao protesto de ontem dos lesados do papel comercial. O primeiro desde que foi anunciado que mais de metade dos emigrantes já aceitou a solução do Novo Banco.

“É um golpe de marketing”, considera Solange Morgado, lesada do papel comercial, problema que se mantém sem qualquer proposta de resolução. Solange tem as poupanças retidas em produtos da Rioforte. Rendimentos de 30 anos de trabalho que se encontram congelados há um ano. A situação é difícil: “eu e o meu marido estamos desempregados. Andamos a viver de ajudas”.

O protesto começou por volta das 11h. Foram recorrentes os confrontos com a polícia, sobretudo junto ao Ministério das Finanças, onde começou a manifestação, e junto à sede do Banco de Portugal. A avenida Almirante Reis chegou mesmo a ser bloqueada pelos lesados.

José, do Porto, foi outro dos presentes. Tem retidos rendimentos de “70 anos de trabalho” e que foram vendidos por um gestor “que está arrependido. Ele já me disse que se o caso for a tribunal que ele disposto a ir comigo”. Este lesado vive agora da reforma “e de alguns biscates”.

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