Índice da Corrupção para 2015 da ong Transparência Internacional

Citamos

Económico

“Características-chave para estar bem classificado no Índice da Corrupção? 

Alto nível de liberdade de imprensa, acesso a informação sobre o orçamento público e sistemas judiciários que não diferenciam ricos e pobres.”

Num ano em que Portugal teve um primeiro-ministro preso e investigado por alegados casos de corrupção e os casos BES ou vistos ‘gold’ voltaram às manchetes dos jornais, Portugal melhorou três posições no ranking da “Transparency Internacional” (TI), um índice da corrupção percepcionada na administração pública em 2015.

Em 168 países analisados por um grupo internacional de empresários, peritos e investigadores universitários, Portugal ocupa agora o 28º lugar. Mas a mudança de posição para melhor deve-se não tanto aos esforços do país, mas sim à pior performance de outros países que estavam à sua frente na lista. Isto porque a nota dada para Portugal continua a ser, como em 2014, de 63 pontos, numa escala de zero (considerado o mais corrupto) a 100 (considerado o menos corrupto).

Portugal está, agora, no Índice da Corrupção para 2015 da TI mais perto da posição que ocupava em 2004 (27ª posição) e que foi perdendo graças a casos públicos de corrupção que assolaram o país nos últimos anos, como o “Apito Dourado”, “Face Oculta”ou “caso Freeport”.

Entre os recentes desenvolvimentos em Portugal que a organização não governamental, com sede emBerlim, aponta para a melhoria da percepção no país, conta-se o pacote legislativo que foi aprovado em 2015 por unanimidade e que alargou os prazos de prescrição do tráfico de influência e a responsabilização de pessoas colectivas de direito público, como entidades públicas empresariais.

O relatório da TIapela aos cidadãos de todo o mundo para denunciarem a corrupção, mas sublinha que o ano anterior “mostrou que cidadãos trabalhando em conjunto podem alcançar sucessos na batalha contra a corrupção
.
Ao todos, dois terços dos 168 países listados no índice têm uma pontuação abaixo de 50, o que mostra que ainda há muita corrupção a nível global. Mas a organização frisa que, em 2015, há mais países que melhoraram a sua pontuação do que aqueles que a pioraram. Guatemala, Sri Lanka e Gana são alguns dos bons exemplos apontados, bem como a Grécia ou o Reino Unido. No plano contrário está o Brasil, que foi quem teve a maior queda. Com menos cinco pontos, o país de Dilma Rousseff desceu sete posições, para o 76º lugar, muito por culpa do caso da Petrobras. Além do Brasil, pioraram bastante também a Líbia, Austrália e Turquia,

A Dinamarca aparece no topo pelo segundo ano consecutivo, sendo a Coreia do Norte e a Somália os piores casos, com oito pontos apenas.

Características-chave para estar bem classificado? Alto nível de liberdade de imprensa, acesso a informação sobre o orçamento público e sistemas judiciários que não diferenciam ricos e pobres.

“Características-chave para estar bem classificado no Índice da Corrupção? 

Alto nível de liberdade de imprensa, acesso a informação sobre o orçamento público e sistemas judiciários que não diferenciam ricos e pobres.”

Num ano em que Portugal teve um primeiro-ministro preso e investigado por alegados casos de corrupção e os casos BES ou vistos ‘gold’ voltaram às manchetes dos jornais, Portugal melhorou três posições no ranking da “Transparency Internacional” (TI), um índice da corrupção percepcionada na administração pública em 2015.

Em 168 países analisados por um grupo internacional de empresários, peritos e investigadores universitários, Portugal ocupa agora o 28º lugar. Mas a mudança de posição para melhor deve-se não tanto aos esforços do país, mas sim à pior performance de outros países que estavam à sua frente na lista. Isto porque a nota dada para Portugal continua a ser, como em 2014, de 63 pontos, numa escala de zero (considerado o mais corrupto) a 100 (considerado o menos corrupto).

Portugal está, agora, no Índice da Corrupção para 2015 da TI mais perto da posição que ocupava em 2004 (27ª posição) e que foi perdendo graças a casos públicos de corrupção que assolaram o país nos últimos anos, como o “Apito Dourado”, “Face Oculta”ou “caso Freeport”.

Entre os recentes desenvolvimentos em Portugal que a organização não governamental, com sede emBerlim, aponta para a melhoria da percepção no país, conta-se o pacote legislativo que foi aprovado em 2015 por unanimidade e que alargou os prazos de prescrição do tráfico de influência e a responsabilização de pessoas colectivas de direito público, como entidades públicas empresariais.

O relatório da TIapela aos cidadãos de todo o mundo para denunciarem a corrupção, mas sublinha que o ano anterior “mostrou que cidadãos trabalhando em conjunto podem alcançar sucessos na batalha contra a corrupção
.
Ao todos, dois terços dos 168 países listados no índice têm uma pontuação abaixo de 50, o que mostra que ainda há muita corrupção a nível global. Mas a organização frisa que, em 2015, há mais países que melhoraram a sua pontuação do que aqueles que a pioraram. Guatemala, Sri Lanka e Gana são alguns dos bons exemplos apontados, bem como a Grécia ou o Reino Unido. No plano contrário está o Brasil, que foi quem teve a maior queda. Com menos cinco pontos, o país de Dilma Rousseff desceu sete posições, para o 76º lugar, muito por culpa do caso da Petrobras. Além do Brasil, pioraram bastante também a Líbia, Austrália e Turquia,

A Dinamarca aparece no topo pelo segundo ano consecutivo, sendo a Coreia do Norte e a Somália os piores casos, com oito pontos apenas.

Características-chave para estar bem classificado? Alto nível de liberdade de imprensa, acesso a informação sobre o orçamento público e sistemas judiciários que não diferenciam ricos e pobres.

 

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