João Leão defende mais esclarecimentos do Novo Banco sobre compradores de ativos

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Observador

 

O ministro das Finanças diz que não ficaram dissipadas as dúvidas sobre o envolvimento ou não da Lone Star na compra de ativos do Novo Banco. E defende aumento do salário mínimo “com significado”.

O ministro das Finanças entende que a questão do último beneficiário das compras de imóveis e outros ativos do Novo Banco, que tem gerado polémica, “é um assunto que merece toda a atenção” e que “tem de ser mais bem esclarecido“.

“O contrato [de venda do banco à Lone Star] previa que o Novo Banco não vendesse os ativos a partes relacionadas, e não resulta claro que isso não tenha acontecido”, diz João Leão, embora reconheça que “também não resulta claro o oposto”.

Em causa está saber se a Lone Star, que comprou o Novo Banco ao Estado em 2017, está ligada de alguma forma à compra dos ativos que o banco liderado por António Ramalho herdou do BES e que tem vendido com preço abaixo da sua avaliação. A auditoria da Deloitte não deixou este aspeto claro, embora a administração do banco garanta que conhece o último beneficiário desses negócios.

A verificar-se seria uma quebra contratual. “Poderia ser evidência de não cumprimento de um aspeto do contrato”, refere João Leão, que, cauteloso, sublinha que “teria de falar com o Fundo de Resolução e com o Banco de Portugal, que são as entidades que acompanham a execução do contrato”.

E vai o Governo emprestar mais dinheiro para cobrir perdas do Novo Banco? João Leão considera que “seria extemporâneo dizer se será necessária uma nova transferência” de verbas para o Fundo de Resolução bancária, no âmbito do Orçamento do Estado para 2021. O ministro lembra que o ano ainda vai a meio e sublinha que é necessária uma análise muito cuidadosa da auditoria feita pela Deloitte às contas do Novo Banco e do BES até 2018.

 

 

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