Lesados do BES aproximam advogados

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O colapso do Banco Espírito Santo (BES) foi o primeiro ponto de contacto entre a MHG e os sócios da Macedo Vitorino. Miguel Henrique recorda que os clientes do Banque Privée, na Suíça, foram o primeiro bloco de clientes que o procurou. Mas, estando na altura integrado na Abreu Advogados, havia um conflito de interesses – esses clientes acabaram reencaminhados para a Macedo Vitorino, sociedade que já trabalhava no caso desde Março de 2014.

Com a parceria iniciada este mês, as duas equipas podem agora articular mais facilmente as estratégias dos seus clientes. “Há um lado de tudo isto que tem a ver com estratégia de todos os lesados em relação ao que chamamos de ‘entidades relevantes’: o BES, ao Fundo de Resolução, ao Banco de Portugal e até aos decisores políticos”, explica João Macedo Vitorino. “Nessa parte de estratégia vamos claramente colaborar, os lesados podem beneficiar com isso”.

O plano passa agora por tentar reunir o máximo possível de clientes e sentar todas as entidades à mesma mesa. Como explica João Macedo Vitorino, “é bom que os lesados, nomeadamente os obrigacionistas, tenham uma voz única em princípios básicos, como a validade da resolução, que alguns advogados de outros lesados têm impugnado.” Os diálogos iniciados no final do ano passado podem agora começar a dar resultados, estando já prevista uma série de reuniões.

Um dos desafios agora é conseguir “sentar todas as partes à mesma mesa para encontrar uma solução num quadro de mediação e, se não for possível, em sede de arbitragem”, esclarece Miguel Henrique. Para tal, o advogado espera que o número de clientes da Associação representados neste processo passe de cerca de 900 para 2080, que “é o universo potencialmente elegível para poder fazer parte deste procedimento que são os clientes não institucionais”.

One Response to “Lesados do BES aproximam advogados”

  1. Miguel Reis diz:

    NBo faz nenhum sentido…

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