Luxemburgo pondera acções criminais contra responsáveis pela queda do GES

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Os curadores da insolvência das antigas sociedades de topo do Grupo Espírito Santo querem perceber que operações conduziram à falência do grupo. Pretendem saber, por exemplo, se as acções podem ser imputadas a responsáveis.

A comissão liquidatária das sociedades do Grupo Espírito Santo em insolvência no Luxemburgo está a ponderar acções criminais contra quem considera responsável pela queda das empresas, segundo indica no relatório que dá conta da reclamação de 7.900 milhões de euros ao grupo em insolvência no grão-ducado.

 

Neste momento, e como já tinha sido anunciado anteriormente, os curadores da insolvência da Espírito Santo Control, da Espírito Santo International e da Rioforte (Alain Rukavina e Paul Laplume) estão a investigar as “operações susceptíveis de ter tido uma influência significativa na situação financeira do GES e das sociedades em insolvência”. O objectivo é ver quais poderão ser susceptíveis de ser imputadas aos actores envolvidos.

 

A indicação consta do relatório datado de 31 de Agosto, tal como já estava no de Abril. Só que há uma novidade. “Para cumprir este objectivo, os curadores estão a analisar a possibilidade de colocar acções criminais”, indica o documento, sem contudo identificar quem seriam os visados em tais eventuais processos.

Em Portugal, há um processo denominado Universo Espírito Santo que investiga eventuais crimes na queda do BES e do grupo seu accionista. Ricardo Salgado, antigo presidente executivo do banco, é o principal arguido no processo. Entretanto, o GES tem estado também a ser relacionado com a Operação Marquês, que investiga o antigo primeiro-ministro José Sócrates.

 

Outro dos passos admitidos por Rukavina e Laplume prende-se com a implementação de “todas as acções necessárias para assumir o controlo de certas sociedades off-shores ligadas ao GES”.

 

“O controlo destas sociedades permitiria ter acesso à informação sobre as operações destas sociedades e contrariar assim o segredo profissional invocado por certos prestadores de serviços”, explica ainda o relatório.

A ES Control, a ESI e a Rioforte eram as sociedades de topo do Grupo Espírito Santo que acabaram por cair quando foi descoberto que a ESI tinha contas falsificadas.

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