Ministério Público “iliba” dois antigos gestores da queda do BES

Citamos

Negócios

Para o Ministério Público, Pedro Mosqueira do Amaral e Ricardo Abecassis devem deixar de integrar o grupo dos 13 ex-administradores que, na visão da comissão liquidatária do BES, levaram à queda do banco.

O Ministério Público (MP) deixou de considerar dois antigos gestores do Banco Espírito Santo (BES) como culpados pela falência do banco.
Para o MP, Pedro Mosqueira do Amaral e Ricardo Abecassis devem deixar de integrar o grupo dos 13 ex-administradores que, na visão da comissão liquidatária do BES, levaram à queda do banco.

É mais um passo na qualificação da insolvência do BES, que está na fase de análise por parte do juiz, antes de seguir para julgamento. Em 2017, a comissão liquidatária qualificou esta insolvência como culposa e apontou para 13 antigos administradores como os responsáveis pela queda do banco. Na altura, o Ministério Público concordou na totalidade com a versão dos liquidatários.

Entretanto, os ex-gestores opuseram-se a esses pareceres. A comissão liquidatária e o MP, por sua vez, responderam às oposições. É aí que o MP muda de posição. “Face ao teor das oposições apresentadas e reapreciando toda a matéria do presente incidente, o MP não renova o seu parecer e adesão ao parecer da comissão liquidatária no tocante à afetação da qualificação da insolvência a Pedro Mosqueira do Amaral e Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva”, indica a resposta.

O MP não esclarece, contudo, as razões para esta decisão, nem faz, no mesmo documento, mais referências aos dois nomes.

Nas oposições aos pareceres da comissão liquidatária e do MP, Mosqueira do Amaral, que liderou a empresa alemã BES Beteiligungs, e Ricardo Abecassis, que foi administrador executivo do BESI e presidente do BESI Brasil, rejeitaram quaisquer responsabilidades de gestão que tenham levado ao colapso do BES. E defenderam, também, que não existiam quaisquer indícios das dificuldades financeiras do banco.

Comments are closed.