Novo Banco ganha 6 milhões com venda da GNB Vida

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O banco liderado por António Ramalho concluiu a venda da seguradora GNB Vida à Apax Partners, por 123 milhões de euros. Uma operação que permitiu ao Novo Banco gerar uma mais-valia de 6 milhões de euros.

A GNB Vida passou oficialmente para as mãos da Apax Partners. E tem um novo nome: Gama Life. De acordo com o Novo Banco, até agora dono da seguradora, a operação custou 123 milhões de euros e traduz-se numa mais-valia de seis milhões de euros. Isto naquele que foi mais um passo no processo de desinvestimentos de ativos que não são considerados estratégicos.

“O Novo Banco informa que concretizou a venda da totalidade do capital social da GNB – Companhia de Seguros de Vida à GBIG Portugal, uma sociedade totalmente detida por fundos geridos pela Apax Partners”, de acordo com o comunicado enviado esta segunda-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Segundo o banco liderado por António Ramalho, o “valor de venda ascendeu a um preço fixo inicial de 123 milhões de euros acrescido de uma componente variável de até 125 milhões de euros indexada a objetivos de distribuição constantes do contrato entre o Novo Banco e a GNB Vida para distribuição de produtos de seguros vida em Portugal por um período de 20 anos”.

Já o “montante fixo da operação comunicado a 12 de setembro de 2018 foi de 190 milhões de euros sendo o valor obtido no fecho da mesma de 168 milhões de euros”. Uma diferença que o banco justifica com a “venda de imóveis da seguradora”, que aconteceu entretanto. O banco que resultou da resolução do Banco Espírito Santo, no verão de 2014, adianta ainda que esta operação permitiu registar uma mais-valia de seis milhões de euros.

Em conjunto com esta operação, os novos donos da seguradora decidiram também lançar uma nova marca, de acordo com um comunicado da Apax. A entidade até agora detida pelo Novo Banco perde o nome de GNB Vida e passa a ser reconhecida por Gama Life.

Venda sem impacto no mecanismo de capital 
Quanto ao Mecanismo de Capital Contingente, no qual se inclui a GNB Vida, o montante não sofre qualquer alteração com esta venda e mais-valia. Isto porque, de acordo com fonte oficial do Novo Banco, os impactos já tinham sido registados anteriormente.

“Esta transação representa mais um importante passo no processo de desinvestimento de ativos não estratégicos do Novo Banco, prosseguindo este a sua estratégia de foco no negócio bancário”, refere, por fim, a instituição.

A entidade tem vindo a apostar na venda de carteira de crédito malparado e imóveis, mas também na alienação de ativos que deixaram de ser considerados estratégicos. Nos primeiros seis meses do ano, o Novo Banco quase duplicou os prejuízos para 400 milhões de euros.

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