Novo Banco inicia venda de imóveis por 700 milhões de euros

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O Novo Banco arrancou com o processo de venda de um portefólio de 9.000 activos imobiliários. O banco convidou a Anchorage Capital Partners, o Bain Capital Credit e o Arrow Global a apresentarem ofertas até ao início de Outubro.

O Novo Banco deu início ao processo de venda de um portefólio de mais de 700 milhões de euros em imobiliário, avançou a Debtwire. A agência de notícias financeiras, que cita duas fontes próximas da operação, detalha tratar-se do Project Viriato, que agrega cerca de nove mil imóveis.

O banco convidou a Anchorage Capital Partners, o Bain Capital Credit e o Arrow Global Group, onde a ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque é administradora não executiva, a apresentarem ofertas, numa operação assessorada pela Alantra.

A Debtwire refere que as ofertas vinculativas para estes activos imobiliários não estratégicos terão de ser apresentadas até ao início de Outubro. Em causa estão nove mil imóveis, a maioria dos quais situados em Lisboa e no Porto, dos quais cerca de metade são residenciais, um quarto são imóveis comerciais e os restantes 25% são terrenos. Contas feitas, o valor médio por cada um dos activos em imobiliário é de 77.778 euros.

Aquando da apresentação das contas semestrais, foi divulgado que os imóveis não estratégicos do Novo Banco valem, em termos líquidos (portanto, já após imparidades), 2.361 milhões de euros. Assim, a operação de alienação de imóveis agora em curso representa cerca de  30% do total de imóveis que a instituição presidida por António Ramalho pretende vender.

Ainda na apresentação dos resultados do primeiro semestre, o banco presidido por António Ramalho tinha adiantado que iria realizar duas operações de venda até ao final do ano, no âmbito da limpeza de carteira. Uma de crédito malparado, denominada Project Nata, e outra de imóveis, o Project Viriato.

Na semana passada a Debtwire avançou que o Novo Banco estava a arrancar com a venda de 1,75 mil milhões de euros em crédito malparado. Estes constituem aproximadamente 19,8% do total de malparado do banco. Segundo a agência, o banco conta com a assessoria da Alantra, da KPMG e do Morgan Stanley nessa operação. Este processo divide-se em duas parcelas: uma, no valor de 550 milhões de euros, relativa a grandes créditos, concentrados em 54 devedores;  e outra, no montante de 1,2 mil milhões de euros, relativa a 62.600 devedores.

O Novo Banco encerrou a primeira metade do ano com prejuízos de 231,2 milhões de euros, uma melhoria de 20,4% face aos 290,3 milhões de perdas  registados no primeiro semestre de 2017. Contudo, a instituição financeira colocou 199,2 milhões de euros de parte nos primeiros seis meses do ano para fazer face a imparidades, um valor que quase duplica o resultado operacional do Novo Banco no período, que se cifrou em 101,6 milhões.

“A reestruturação do banco ainda vai exigir tempo e dinheiro”, assumiu António Ramalho ao apresentar as contas semestrais.

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