Novo Banco: Marcelo considera solução “importante” dentro das “menos más”

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Público

Marcelo Rebelo de Sousa defende que “já não havia boas soluções”. O Governo garante que a venda de 75% do Novo Banco não terá impacto directo ou indirecto nas contas públicas.

O Presidente da República considerou, neste sábado, que a solução de venda do Novo Banco ao grupo norte-americano Lone Star é “importante”, num quadro em que já só existiam “soluções menos más”.

“É importante para os mercados e para o sistema financeiro português, é estabilizador. É importante que seja o Fundo de Resolução e não o Estado, portanto incluindo os outros bancos, ir acompanhando os chamados activos problemáticos, as eventuais perdas”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, à margem de uma homenagem às actrizes Laura Soveral e Adelaide João, na Casa do Artista, em Lisboa.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “neste quadro, é bom que tenha havido solução, que essa solução, na parte mais complicada, recaia sobre os bancos, como vinha do Governo PSD/CDS, e não sobre o Estado, através de uma garantia que não existe”.

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu na sexta-feira que foi estudada a hipótese de o Novo Banco ser nacionalizado, mas advogou que essa opção, a ser implementada, implicaria encargos para os contribuintes de até 4700 milhões de euros.

O grupo norte-americano de fundos de investimento Lone Star vai realizar injecções de capital no Novo Banco no montante total de mil milhões de euros, dos quais 750 milhões de euros logo no fecho da operação e 250 milhões de euros até 2020, anunciou o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, na sexta-feira, confirmando a venda e assinatura dos documentos contratuais por parte do Fundo de Resolução.

 

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