Novo Banco: proposta preferida é a do BPI

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Económico

Segundo o Expresso o BPI tem uma das propostas mais apreciadas no Governo, mas a sua concretização depende da desblindagem de estatutos na próxima AG que garante a continuidade da OPA do Caixabank.

O Governo já analisou e devolveu ao Banco de Portugal as propostas para a compra do Novo Banco, avança o Expresso na sua edição de hoje.

O Banco de Portugal, que lidera o processo, terá escolhido como preferida a proposta do BPI, avança o Expresso. O BPI tem uma das propostas mais apreciadas no Governo mas esta depende do que for decidido na próxima Assembleia Geral do BPI sobre a desblindagem dos estatutos que ditará ou não o sucesso da oferta pública de aquisição do CaixaBank sobre o banco.

Na corrida estão também os americanos da Apollo (que detêm a Tranquilidade e a Açoreana) em consórcio com os norte-americanos do Centerbridge e a Loan Star, uma gestora de private equity (detém os centros comerciais Dolce Vita).

As ofertas são diferentes entre si, incluindo aumentos de capital, refere o jornal. Mas o “encaixe” para o Fundo de Resolução está em qualquer caso muito longe dos 4,9 mil milhões injectados em Agosto de 2014 e ao que parece muito longe das propostas oferecidas no ano passado que oscilavam entre os 1,5 e os dois mil milhões de euros.

Segundo o jornal as propostas este ano estão mais perto do valor simbólico, e dão um exemplo dos 40 milhões pelos quais o Estado vendeu o BPN ao angolano BIC em 2012.

Tudo porque ninguém quer assumir o risco de pagar os cerca de dois mil milhões de obrigações seniores que foram transferidos para o BES mau, no fim do ano passado, caso os tribunais assim o determinem. Essa contingência (e outras) ficarão no Fundo de Resolução.

O Novo Banco tem mesmo de ser vendido já porque o prazo dado por Bruxelas acaba em Agosto de 2017, a partir daí o banco entra em liquidação. Esse prazo pode provocar corrida aos depósitos se a venda neste concurso falhar.

O objectivo do Governo é vender a qualquer preço, para estancar o problema Novo Banco, o banco bom do BES.

O Governo tem insistido que o objectivo é não ter de injectar mais dinheiro público no antigo BES, o que aliás implicaria uma nova resolução. Mas fica assim claro que os 4,9 mil milhões ficarão como prejuízo da operação a ser assumido pelo Fundo de Resolução.

O empréstimo transitório do Estado de 3,9 mil milhões feito em 2014 vai ser transformado num empréstimo de muito longo prazo, na ordem das décadas, diz o Expresso. Ao longo dos anos, o Estado vai recebendo dos bancos as contribuições para o fundo, assim reduzindo o empréstimo. No caso de as contingências jurídicas agravarem o custo, o empréstimo poderá ser dilatado em ainda mais anos, diz o jornal.

 

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