Novo Banco vende carteira de 80 milhões com mais-valia

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O projeto Carter é composto por 12 mil créditos, tendo acabado por ser constituído apenas por créditos fora do mecanismo de capital contingente, que determina a injeção de capital por parte do Fundo de Resolução.

O Novo Banco realizou a venda de uma carteira de crédito malparado não abrangido pelo mecanismo de capital contingente de cerca de 80 milhões de euros. Os compradores, confirmou o Negócios de fonte bancária, foram a Arrow e a CRC (Christofferson, Robb & Company), em consórcio, conforme avançou o Eco.

Esta carteira, chamada projeto Carter, tem um valor bruto de 79 milhões de euros, tendo o valor da venda, apurou o Negócios, ascendido a cerca de 37 milhões de euros. Face ao seu valor líquido, o impacto direto nos resultados e no capital do Novo Banco será ligeiramente positivo, não tendo sido possível apurar o número concreto. Esta será, assim, apurou o Negócios, uma venda sem prejuízos.

O projeto Carter é composto por 12 mil créditos, tendo acabado por ser constituído apenas por créditos fora do mecanismo de capital contingente, que determina a injeção de capital por parte do Fundo de Resolução. Com a pressão política e a polémica em volta das vendas com prejuízo das carteiras do Novo Banco – que deu origem a nova comissão de inquérito parlamentar – o banco desistiu de vender um portefólio mais alargado – que iria designar de Nata 3 – e que, segundo o Jornal Económico, seria composto em 75% por créditos em incumprimento cobertos pelo mecanismo.

A concretização de vendas de malparado está, assim, de volta. Segundo o Eco, o Santander Totta vendeu à Arrow dois portefólios (Pool 52 e Pool 53) de 150 milhões de euros e o BCP está a concluir a alienação de duas carteiras. O Ellis, de 170 milhões, irá para a Davidson Kempner, e o Webb, que inicialmente era de 450 milhões, para a Arrow e CRC.

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