Associção AOSPNB quer pertencer a grupo de trabalho dos lesados de BES e Banif

Setembro 9th, 2021

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Observador

Associção AOSPNB quer pertencer a grupo de trabalho dos lesados de BES e Banif

A associação AOSPNB afirma que está a ser discriminada por não fazer parte do grupo nomeado pelo Governo para encontrar soluções aos lesados do BES e Banif.

A AOSPNB – Associação de Obrigacionistas Sénior Particulares Lesados do Novo Banco disse esta terça-feira que está a ser discriminada ao não fazer parte do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para encontrar uma solução para lesados do BES e Banif.

A AOSPNB lamenta nova discriminação ao ser excluída do grupo de trabalho com as associações de lesados do BES e do Banif. (…) A associação ficou assim impedida de se juntar ao grupo de trabalho que tem como objetivo analisar e procurar dar resposta às questões relacionadas com as perdas sofridas por clientes com produtos financeiros, neste caso do BES e do Banif, e em particular, os residentes nas Regiões Autónomas, África do Sul e Venezuela”, lê-se no comunicado esta terça-feira divulgado.

A AOSPNB diz que representa 110 associados, sobretudo famílias e emigrantes portugueses no estrangeiro, com um investimento entre 100 mil euros e um máximo de 200 mil euros. No total, têm a haver 19 milhões de euros, valor que a associação considera “irrisório para o Novo Banco, mas a perda quase total das poupanças de muitas famílias”.

Diz ainda a AOSPNB que se trata de obrigações sénior, dívida em que o investir tem prioridade em ser ressarcido.

O Executivo, os Reguladores e os Supervisores dos Mercados continuam a ignorar a associação, que tem neste momento duas ações a decorrer no Tribunal Administrativo, uma contra o Banco de Portugal para impugnar a decisão de retransmissão de apenas cinco séries de Obrigações Sénior do Novo Banco para o BES, e outra contra o Estado Português por deficiente transposição da diretiva europeia, o que veio permitir ao Banco de Portugal fazer aquela retransmissão, discriminando credores iguais e violando o princípio ‘pari passu’ universalmente aceite”, afirma ainda a AOSPNB no comunicado hoje divulgado.

A Lusa contactou as entidades públicas envolvidas no grupo de trabalho sobre a acusação da AOSPNB, mas até ao momento não obteve resposta.

Em meados de agosto, o Governo promoveu a constituição de um grupo de trabalho com o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para procurar dar resposta às perdas dos lesados do BES e do BANIF, prevendo o seu início dos trabalhos para este mês.

As associações representativas dos clientes do BES e do BANIF também participam nas reuniões em função das matérias que estejam a ser discutidas.

PEDIDO DE AVALIAÇÃO MENTAL A RICARDO SALGADO NEGADO EM TRIBUNAL

Setembro 9th, 2021

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TVI24 com som

No âmbito do processo Operação Marquês, o requerimento de Ricardo Salgado para que o avaliassem mentalmente não foi aceite. Entretanto, soube-se que o antigo banqueiro chamou como testemunha o antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Caso BES. Ricardo Salgado indica Pedro Passos Coelho como testemunha

Setembro 9th, 2021

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SIC com som

Em 2014 Pedro Passos Coelho recusou apoiar uma reestruturação do banco através de empréstimos da Caixa-Geral de Depósitos.

O antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, é uma das 82 testemunhas chamadas por Ricardo Salgado para a fase de instrução do processo universo Espírito Santo.

Pedro Passos Coelho assistiu ao colapso do Banco Espírito Santo e agora é chamado a testemunhar sobre o que sabe enquanto estava no poder.

Ao longo de 800 páginas do requerimento de abertura de instrução a que a SIC teve acesso, a defesa de Ricardo Salgado cita declarações públicas de Pedro Passos Coelho.

Em 2014, ano em que o BES colapsou, Pedro Passos Coeho recusou apoiar uma reestruturação do banco através de empréstimos da Caixa-Geral de Depósitos.

Além de Passos Coelho, são também chamados o antigo ministro das Finanças, Eduardo Catroga e Vitor Bento, agora presidente da Associação Portuguesa de Bancos. Vitor Bento chegou a ser o primeiro líder do Novo Banco, logo após a queda do BES.

A fase de instrução pedida por Ricardo Salgado serve para que o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal decida se o caso tem prova suficiente para chegar a julgamento.

O antigo banqueiro está acusado de 65 crimes de associação criminosa, corrupção, falsificação de documentos, infedilidade, manipulação de mercado, branqueamente de capitais e burla qualificada.

Defesa de Salgado diz que acusação serve para “abafar responsabilidades” do Banco de Portugal

Setembro 9th, 2021

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TSF

No requerimento de abertura de instrução do processo, os advogados escrevem que a decisão do antigo governador Carlos Costa de mandar fechar a porta do Banco Espírito Santo foi uma opção que permitiu disfarçar a culpa do regulador.

A defesa do antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, garante que a acusação é uma “mão cheia de nada” que serviu para “abafar responsabilidades regulatórias”, apontando o papel do Banco de Portugal.

No requerimento de abertura de instrução do processo relativo ao antigo Grupo Espírito Santo (GES), com quase 800 páginas, a que a Lusa teve acesso, a defesa, assinada pelos advogados Francisco Proença de CarvalhoAdriano Squilace e Nair Maurício Cordas, diz que depois de 3 agosto de 2014, “data em que o Dr. Carlos Costa (ex-governador do Banco de Portugal) proferiu a ‘sentença de morte’ do BES através de uma resolução bancária que fez de um banco centenário – afundado em provisões ilegais – cobaia de uma experiência que não se voltou a repetir na Europa, (pelo menos em instituições com as características do BES) o arguido sabia que a culpa de “todos os males” do BES/GES seria expiada na sua pessoa”.

No documento, os advogados de Ricardo Salgado, defendem que este “era o caminho mais fácil e óbvio que permitiria abafar as responsabilidades regulatórias e políticas numa decisão desastrosa e fortemente lesiva dos interesses de Portugal”, garantindo que, enquanto o ex-banqueiro liderou a Comissão Executiva do BES, particulares e empresas “foram sempre protegidas e nunca deixaram de ser reembolsados pelos seus investimentos”.

Para a defesa, a acusação assenta em “imputações genéricas que não assentam em quaisquer factos concretos e circunstanciados, ao contrário do que impõe a lei”, algo que demonstra que o processo “é uma ‘mão cheia de nada’ quanto às imputações formuladas contra o ora arguido”.

“Trata-se de um inequívoco e claro sinal de que, chegado o final do inquérito, se constatou que não existiam ilícitos concretos a imputar ao ora arguido, mas a pressão mediática existente era superior àquela constatação evidente”, salientam.

A “acusação assenta a sua tese numa ideia genérica de que o arguido Ricardo Salgado era uma espécie de ‘Dono’ e ‘Senhor’ de todo o GES e até mesmo de entidades externas, como por exemplo a Eurofin“, lê-se no documento, que acrescenta que mesmo que o ex-banqueiro quisesse não conseguiria “dominar e determinar os destinos de uma realidade societária com esta dimensão e complexidade”.

No documento, os advogados atacam ainda Francisco Machado da Cruz, antigo contabilista da Espírito Santo International (ESI), que dizem ter mudado a sua versão dos acontecimentos em torno da omissão de perdas nesta sociedade por várias vezes.

“Segundo a acusação, estariam reunidos indícios suficientes para demonstrar que, a partir de 2009, o ora arguido teria dado instruções a Francisco Machado da Cruz, também com intervenção de José Castella, para falsificar as contas da ESI relativamente aos exercícios de 2009 a 2012, não só no que diz respeito à ocultação do passivo, mas também com irregularidades pelo lado do ato, nomeadamente no que diz respeito à valorização das ações da ESFG [Espírito Santo Financial Group]”.

“O coarguido Francisco Machado da Cruz tem um interesse próprio e egoístico infindável de apontar o dedo ao ora arguido, não por qualquer interesse em colaborar com a Justiça na descoberta da verdade, mas sim para se ‘safar a todo o custo'”, garantem.

Segundo o requerimento, Francisco Machado da Cruz “já apresentou, ao longo do tempo, diversas versões inconsistentes e contraditórias entre si, o que mina, por completo, a credibilidade das suas declarações contra o ora arguido”.

O requerimento de abertura de instrução do processo GES foi entregue na segunda-feira pelos advogados do ex-banqueiro em resposta à acusação do Ministério Público, que tem quase quatro mil páginas e envolve 25 arguidos (18 pessoas e sete empresas).

BES: Petracchini pede absolvição e considera “infundada” acusação do BdP

Setembro 9th, 2021

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Economia ao Minuto

A defesa de Gherardo Petracchini pediu hoje, ao Tribunal da Concorrência, a absolvição do antigo administrador da Espírito Santo Finantial Group (ESFG), considerando a acusação do Banco de Portugal no âmbito do processo BESA “infundada”.

Nas alegações finais do julgamento dos recursos às coimas aplicadas pelo Banco de Portugal (BdP) nos processos BESA e Eurofin, que decorre no Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão (TCRS), em Santarém, Carlos Almeida Lemos afirmou que Petracchini nunca teve qualquer função ou responsabilidade em matéria de controlo interno, pelo que nunca deveria ter sido condenado.

O BdP condenou Petracchini ao pagamento de uma coima de 150.000 euros, suspensa em três quartos do seu valor por cinco anos, pela prática de duas infrações (não implementação de sistemas de controlo interno e ausência de identificação das deficiências de controlo interno pela ESFG), tendo o Ministério Público, nas suas alegações, pedido a condenação por admoestação por não ter sido provada a sua participação nos factos de que vinha acusado, relacionados com a exposição do BES à carteira de crédito do BESA.

Para Almeida Lemos, “para haver admoestação era preciso haver culpa”, pelo que, no seu entendimento, o Tribunal deve decidir pela absolvição, já que, disse, Petracchini não tinha nem competências diretas nas áreas visadas nem consciência de que tais atos tivessem sido praticados ou suspeita da existência de qualquer irregularidade.

Sobre a alegação do BdP, contrária à admoestação, de que dois outros administradores da ESFG condenados a coimas de 120.000 euros suspensas em três quartos por cinco anos, um deles já falecido (José Castella), não recorreram para o TCRS, tendo sido sancionados, o advogado remeteu essa decisão para o âmbito da estratégia pessoal e financeira de cada um.

Segundo disse, Petracchini, que nunca viveu em Portugal (tem nacionalidade italiana e francesa e trabalhou na praça de Londres) e integrava a comissão executiva da ESFG (com sede no Luxemburgo) por convite de Ricardo Salgado para dinamizar a área comercial e de negócios, ficou “nas ruas da amargura” e com a carreira “completamente estragada”.

Carlos Almeida Lemos afirmou que, depois de ter tido conhecimento do lamento do ex-administrador Rui Silveira, de estar a viver com um terço da sua pensão (6.000 euros), Petracchini comentou que recebe “zero”, estando a viver num “apartamento modesto” e com a ajuda de familiares.

O advogado criticou o “sistema inquinado” que permite a uma mesma entidade administrativa supervisionar e condenar, em processos que demoram anos, arrastando situações em que as pessoas “ficam com o nome na lama”, o que, no caso do seu cliente, significa que não consegue trabalho no mercado europeu na área que domina.

Almeida Lemos sublinhou o facto de Petracchini ser arguido apenas neste processo e não surgir em nenhum outro do universo BES, “nem como testemunha”, estranhando que os diretores que tiveram responsabilidades diretas nas áreas visadas não se tenham sentado no banco dos réus.

Na audiência de hoje, a última antes da decisão, agendada para o próximo dia 30, a juíza Mariana Gomes Machado comunicou duas alterações que implicam a passagem das acusações contra os ex-administradores Rui Silveira e José Manuel Espírito Santo de conduta dolosa para negligente.

Nas suas alegações, Luís Pires de Lima, advogado de Rui Silveira, tinha considerado “infamante” a condenação do ex-administrador do BES a uma coima de 400.000 euros por alegado incumprimento do dever de comunicação da situação da carteira de crédito do BESA ao supervisor, pedindo a sua absolvição.

Também a defesa de José Manuel Espírito Santo pediu a absolvição do ex-administrador do Grupo Espírito Santo da coima de 1,250 milhões de euros aplicada pelo Banco de Portugal pela prática de três infrações no âmbito do processo Eurofin.

Nas suas alegações, Rui Patrício pediu ao tribunal que, caso assim não entendesse, considerasse, então, a admoestação defendida pelo Ministério Público, que considerou o comportamento a imputar a José Manuel Espírito Santo Silva “no máximo negligente” e não doloso, como entendeu o BdP, e apelou a que seja tida em consideração a situação de incapacidade em que se encontra.

No processo BESA/Eurofin estão em causa coimas num total de 17,3 milhões de euros aplicadas pelo Banco de Portugal (BdP).

No primeiro caso, incluem-se infrações como a não implementação de procedimentos que reforçassem ou garantissem o acompanhamento das operações realizadas com o BES Angola, não implementação de processos de análise ao risco de crédito relativamente ao crédito contratado com aquela instituição e “incumprimento dos deveres de comunicação obrigatória” ao BdP dos problemas associados às carteiras de crédito e de imobiliário do BESA.

No processo Eurofin, o BdP imputou a prática de atos dolosos de gestão ruinosa praticados em detrimento de depositantes, investidores e demais credores, desobediência ilegitima a determinações do supervisor e, entre outras infrações, a comercialização, de forma direta ou indireta, de dívida de entidades do ramo não financeiro do GES junto de clientes de retalho.

Caso BES: Ricardo Salgado atrasa prazos para evitar ser julgado pelo juiz Carlos Alexandre

Setembro 7th, 2021

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Multinews

Caso BES: Ricardo Salgado atrasa prazos para evitar ser julgado pelo juiz Carlos Alexandre

O ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, tem vindo a arrastar os prazos das várias fases do caso BES, onde é arguido, de forma a evitar que seja o juiz Carlos Alexandre a analisar o processo em tribunal, avança o ‘Correio da manhã’ (CM).

Segundo a mesma publicação, o responsável quer “ganhar tempo para que o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa seja incorporado no Tribunal Central, de forma a evitar os “50/50” que a existência de apenas dois juízes comporta”.

Salgado não quer que Carlos Alexandre decida se o processo BES deve chegar a julgamento, adianta o jornal, sublinhando que mesmo que seja feito um sorteio a eleger o magistrado, o ex-banqueiro vai avançar com um pedido de recusa de juiz.

O “arrasto” do conhecido “Caso BES” – no qual responde por três crimes de abuso de confiança – tem sido notório, nos últimos anos. A investigação começou em 2014, mas só um ano depois Ricardo Salgado foi presente a tribunal para ser aplicada uma medida de coação.

Depois disso, foram precisos cinco anos até que a acusação fosse deduzida, o que aconteceu apenas em junho de 2020. Ou seja, adianta o ‘CM’, “passaram sete anos para que o processo chegasse à fase de instrução”.

Para além disso, o prazo para requerer essa mesma fase termina esta quarta-feira, mas Salgado ainda não contestou o despacho. Segundo o jornal, o responsável “poderá faze-lo só segunda-feira, pagando uma multa, e deverá depois voltar a apostar no adiamento do início daquela fase processual”.

Defesa de Ricardo Salgado pede abertura de instrução de processo

Setembro 7th, 2021

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Observador

Defesa de Ricardo Salgado pede abertura de instrução de processo

Ricardo Salgado apresentou o requerimento de abertura de instrução já fora do prazo, no terceiro dia útil de multa, tendo suportado os custos correspondentes.

A defesa de Ricardo Salgado apresentou na segunda-feira o requerimento de abertura de instrução (RAI) no âmbito do processo Banco Espírito Santo (BES), avança o Correio da Manhã.

A acusação foi deduzida há mais de um ano e a defesa do ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) entregou o requerimento já fora do prazo no Departamento Central de Investigação e Ação Penal. O requerimento de abertura de instrução foi aceite, depois de ter sido entregue no terceiro dia útil de multa, mediante o pagamento da respetiva coima.

Salgado, um dos 25 arguidos no processo (sete deles empresas), refuta assim a acusação de 65 crimes, entre os quais associação criminosa, corrupção e burla. Paralelamente a este processo, o antigo bancário está a ser julgado no Campus da Justiça no âmbito do processo extraído da Operação Marquês por abuso de confiança. Neste caso, Salgado quer pagar para ser absolvido.

Novo Banco no “top” 10 das perdas mundiais

Setembro 7th, 2021

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Negócios

A revista The Banker já divulgou o seu “top” para os 1.000 maiores bancos mundiais. Há seis instituições nacionais nesta lista, incluindo o Novo Banco. A instituição é, porém, destacada também por ter registado um dos maiores prejuízos antes de impostos em 2020.

O Novo Banco está agora no caminho dos lucros. Mas, antes deste ano, foram muitos os milhões em prejuízos. Resultados que levaram a revista do setor financeiro The Banker a pôr o banco no “top” 10 das perdas entre os bancos mundiais. A instituição é também uma das maiores do mundo, em conjunto com outros cinco bancos nacionais.

As conclusões foram divulgadas no “Top 1000 World Banks de 2021” da revista do grupo do Financial Times, uma lista que inclui os maiores bancos no mundo em termos do capital Tier 1. Os dados usados são referentes ao final do ano passado.

De acordo com a publicação, o banco que resultou da resolução do BES registou um prejuízo antes de impostos que rondou os 1,65 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros, convertidos em dólares pela revista para comparação de todos os bancos), ficando em sexto lugar no “ranking” das maiores perdas a nível mundial.

O Novo Banco inclui-se, assim, na lista de 38 bancos que tiveram resultados negativos no final do ano passado. Destes, 18 situam-se na Europa e as seis entidades com maiores perdas são todas europeias, indica a publicação.

O espanhol BFA Tenedora de Acciones, do Bankia, está em primeiro lugar no “ranking”, com 6,5 mil milhões de dólares, seguindo-se o alemão Commerzbank, com 3,2 mil milhões de dólares, e o italiano UniCredit, com 3 mil milhões. Estes três bancos estão, atualmente, a passar por mudanças profundas. O Bankia está num processo de fusão com o CaixaBank. No Commerzbank está em curso um plano de reestruturação de grandes dimensões. No Unicredit, a grande alteração aconteceu no topo, com a mudança do CEO. Já o Novo Banco concluiu o plano de reestruturação imposto por Bruxelas. Aguarda agora pela aprovação no final de 2021.

Seis entre os grandes

O banco liderado por António Ramalho não se destaca apenas pelas perdas, mas também porque é um dos seis bancos portugueses incluídos no “top” dos maiores do mundo. Está em 347.º lugar, baixando em relação ao ano passado, quando ficou na posição 287.º. Ainda assim, ocupa o terceiro lugar entre as instituições nacionais financeiras que surgem nesta lista.

6.º

POSIÇÃO
O Novo Banco surge em sexto lugar entre os bancos que registaram os maiores prejuízos antes de impostos em 2020.

A CGD está em primeiro. “A Caixa manteve a sua posição de liderança em Portugal, subindo, em apenas um ano e a nível mundial, cinco posições, assegurando agora o 174.º lugar”, referiu o banco num comunicado em julho. Logo a seguir surge o BCP, em 203.º – quando, antes, estava em 211.º. Já o Crédito Agrícola está em quarto lugar, ocupando a 495.º posição, uma melhoria de 38 lugares no “ranking”. Os dois últimos bancos portugueses que aparecem são o Montepio, em 667.º, e o Finantia, em 974.º. Enquanto o primeiro desceu 54 patamares, o segundo não apareceu na edição anterior. A lista não inclui filiais que pertencem a bancos de grande dimensão, como é o caso do BPI e do Santander Portugal.

Portugal em primeiro nas imparidades

O setor nacional destaca-se também pelo montante de imparidades constituídas em percentagem do resultado operacional. Portugal está em primeiro lugar.

“Em termos agregados, os bancos belgas registaram um aumento dos custos com imparidades de 1.603%, seguidos pela Noruega nos 392% e pela Dinamarca nos 334%” em termos homólogos, refere a revista. “Embora estes países tenham registado os aumentos mais acentuados, não são os mais atingidos. Portugal, onde as imparidades agregadas representam 49,9% do resultado operacional, é sem dúvida o país mais penalizado”, acrescenta-se.

Os principais bancos nacionais constituíram perto de três mil milhões de euros em imparidades e provisões ao longo de 2020.

BdP abre a porta a fusões nacionais A banca nacional tem vindo a reduzir custos para melhorar a rentabilidade. Mas este poderá não ser o único caminho. Mário Centeno, governador do Banco de Portugal, abre a porta a fusões e aquisições em território nacional, numa entrevista publicada na edição de julho da revista The Banker. De acordo com Centeno, “os programas de redução de custos são uma forma de melhorar a rentabilidade, mas há um limite de quanto os bancos podem beneficiar. As fusões e aquisições são, por isso, um próximo passo natural para melhorar a rentabilidade através de economias de escala e sinergias”. Além disso, refere que “é, no entanto, importante distinguir consolidação doméstica de consolidação transfronteiriça, uma vez que a primeira gera mais benefícios do que a segunda”, concluindo que “o ambiente é agora mais favorável a consolidações”.

Novo Banco aponta 41 conclusões falsas, incorretas e falaciosas da comissão de inquérito

Setembro 7th, 2021

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Observador

Novo Banco aponta 41 conclusões falsas, incorretas e falaciosas da comissão de inquérito

Novo Banco aponta 41 conclusões falsas, incorretas e falaciosas no relatório final da comissão parlamentar de inquérito..E diz ainda que “algumas conclusões apresentam erros grosseiros.”

O Novo Banco apontou “incorreções e erros grosseiros” ao relatório final da comissão de inquérito sobre aquela instituição e identificou 16 conclusões falsas, 13 incorretas e 12 falaciosas, lamentando as considerações referentes às divergências com o Fundo de Resolução.

Num documento a que a agência Lusa teve acesso, é feita a análise da instituição bancária às conclusões do relatório da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução “na perspetiva factual respeitante a atos e omissões imputados” ao banco e mencionados nas conclusões.

“Acontece, porém, que algumas conclusões do referido relatório apresentam incorreções e nalguns caos erros grosseiros, pelo que é também nosso dever dar nota desse facto à comissão parlamentar de inquérito”, refere a mesma análise, assinada pelo presidente executivo do Novo Banco, António Ramalho.

Justificando a formulação da análise com “questões metodológicas” e para “melhor compreensão de todos”, o Novo Banco decidiu classificar aquilo que considera serem “erros, incorreções ou ausência de fundamentação comprovada” em três categorias: falsas, incorretas e falaciosas.

Contas feitas, a instituição identificou 16 conclusões como sendo falsas (quando “correspondem a uma total ausência de adesão à verdade dos factos”), 13 como incorretas (quando são “parcialmente falsas ou incompletas não permitindo um juízo” adequado da realidade, na perspetiva do Novo Banco) e 12 como sendo falaciosas (quando são “induzidas sem qualquer prova ou exigindo prova negativa, a qual é sabido que não é passível de poder ser produzida pelo destinatário”).

Depois de identificação e fundamentação de cada um dos casos, António Ramalho deixa ainda uma nota final, na qual lamenta as conclusões referentes às divergências entre o Fundo de Resolução e o Novo Banco uma vez que podem ser consideradas “uma tentativa de influenciar o mecanismo de decisão jurisdicional que as partes acordaram entre si”.

Na opinião do Novo Banco, se este facto não contende com as regras de separação de poderes, pelo menos afeta a imparcialidade esperada dos poderes públicos que, sem pejo e sustentação, proferem declarações sobre o mérito de situações que, precisamente por se encontrarem em fase de litígio ou pré-litígio, em relação às quais o Novo Banco não pode, sequer, exercer o seu contraditório, nem tal seria adequado face à natureza e ao objeto da comissão parlamentar de inquérito”, condena.

O relatório final da comissão de inquérito ao Novo Banco foi aprovado em 27 de julho pelos deputados apenas com o voto contra do PS e a abstenção do CDS-PP.

A votação final seguiu-se à renúncia, por parte, do deputado do PS Fernando Anastácio à função de relator por não se rever no documento final, resultado da votação de várias dezenas de propostas de alteração apresentadas pelos partidos.

Lone Star e Fundo de Resolução preparam-se para entrada do Estado no Novo Banco

Setembro 7th, 2021

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Expresso

Ministério das Finanças tem de tomar uma decisão até ao final deste ano sobre posse de quase 6% do Novo Banco. Participação pode até subir aos 17%

ALone Star, o Fundo de Resolução e o Novo Banco estão a preparar-se para a eventual entrada do Estado como acionista da instituição financeira. Essa possibilidade, a concretizar-se, terá de ser posta em prática pelo ministro das Finanças, João Leão, até ao final do ano.

O ponto de partida é um: o Tesouro português tem direito a entrar, até ao fim deste ano, no capital do Novo Banco, inicialmente com uma participação de 5,69%. Essa posição vai “comer” parte dos 25% que estão na posse do Fundo de Resolução, sem nunca beliscar os 75% da Lone Star.