PS defende que é preciso “desfazer o mal que foi feito”

Citamos

Jornal de Notícias

O líder parlamentar do PS, Carlos César, afirmou que “é preciso desfazer o que foi mal feito e refazer o que foi destruído” pelo anterior governo, que acusou de ter deixado o país “socialmente destroçado”.

“Assumimos com transparência e lealdade junto dos portugueses compromissos que queremos cumprir, que implicam desfazer o que foi mal feito, refazer o que foi danificado ou fragilizado”, afirmou Carlos César, numa intervenção no debate quinzenal no parlamento.

Carlos César acusou o PSD e o CDS-PP de terem deixado, enquanto governo, “um país socialmente destroçado, economicamente depauperado, financeiramente bloqueado e atolado na banca, com um governador do Banco de Portugal nomeado à socapa”.

Na resposta, o primeiro-ministro António Costa prosseguiu na defesa da ideia de que “ninguém está a mudar por mudar” mas sim “em nome da visão que se tem” e para “cumprir os compromissos eleitorais” e os que foram firmados com os partidos que apoiam o governo no parlamento.

“Nós prometemos com prioridade a reposição de rendimentos, a atualização do Salário Mínimo Nacional. Estamos a cumprir ou não estamos a cumprir? Estamos a cumprir”, disse António Costa, que se referiu também à reposição dos feriados e do horário de trabalho de 35 horas semanais na função pública.

António Costa acusou o anterior governo de ter tido como prioridade “matar marcas da anterior governação” PS, (de José Sócrates) que considerou essenciais, como por exemplo o programa de simplificação administrativa Simplex e o programa de formação de adultos Novas Oportunidades.

O líder parlamentar do PS já se tinha referido àqueles dois programas na sua intervenção, afirmando que o anterior governo PSD/CDS-PP os “desfez, por revanchismo”, o que resultou, no caso do Novas Oportunidades, “numa quebra de 85% na oferta de formação para adultos”.

António Costa justificou as medidas do Governo no primeiro mês e meio afirmando que a questão que se coloca é saber se o Executivo está a cumprir as promessas eleitorais e se as mudanças estão a ser feitas “para melhor e em nome de uma visão para o futuro do país”.

“Ninguém tem dúvidas sobre a essencialidade de melhorar o paradigma energético apostando nas energias renováveis, pois o primeiro objetivo do governo foi eliminar essa prioridade”, afirmou o primeiro-ministro.

“Nós iremos mudar o que nos comprometemos a mudar, o que for necessário mudar, porque o que consideramos fundamental é recuperar a nossa economia, relançar a criação de emprego e retomar a confiança”, disse.

 

 

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.