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PSD e CDS querem ouvir mais responsáveis da Eurofin

Quinta-feira, Janeiro 8th, 2015

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Citado pelo Jornal de Negócios  online, o presidente da CPI sobre o caso BES, o deputado do PSD, Fernando Negrão, disse que a Eurofin é um veículo central nas operações que causaram perdas ao BES no primeiro semestre de 2014.

Os partidos da maioria querem chamar à comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES mais nomes ligados à Eurofin, o veículo suíço com estreita ligação ao grupo.

Michel Creton, administrador, Valérie Cholvy, directora, e Nicolo di San Germano, accionista maioritário, são os nomes ligados à Eurofin que os deputados sociais-democratas e centristas pediram para serem ouvidos, segundo um requerimento datado de 8 de Janeiro.

A Eurofin é um veículo financeiro criado por um ex-colaborador do Grupo Espírito Santo e que esteve envolvido em várias operações em torno do universo Espírito Santo. A Eurofin esteve, aliás, ligada ao esquema de financiamento que envolveu perdas ao Banco Espírito Santo, já que teve um papel de recompra de obrigações com prejuízos para o banco.

Alexandre Cadosch era o presidente da Eurofin, que deu uma entrevista ao Público defendendo que não tinha acesso a toda a arquitectura das operações, pelo que não sabia para que é que o dinheiro que por aí passava era utilizado. Este era o nome ligado à sociedade suíça que já tinha sido chamado à comissão, neste caso, pelo Partido Socialista.

Ainda não há datas para chamar nenhuma destas personalidades. Da lista inicial de mais de 100 nomes da comissão de inquérito, já foram ouvidos mais de 20 envolvidos no caso do BES/GES.

(Fim de citação)

Riscos de exposição do BES ao Grupo Espírito Santo foram denunciados em 2001

Sábado, Dezembro 13th, 2014

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Relatório elaborado em 2001 pela auditora PwC alertava para a exposição do Banco Espírito Santo às empresas do Grupo e denunciou a existência de empréstimos a seis sociedades offshore, revela a edição do jornal eletrónico Observador.

Citação

Observador

“Há um risco enorme na concessão e extensão de créditos inapropriados” celebrados entre o Banco Espírito Santo (BES) e o Grupo Espírito Santo (GES). A denuncia foi agora conhecida, através de uma notícia avançada pela RTP, mas foi feita em 2001 pela PwC, num documento realizado a pedido da instituição financeira que entrou em colapso e foi objeto de resolução no início de agosto passado.

Há 13 anos, a PwC já alertava para problemas graves que afetavam o banco e aholding Espírito Santo Resources, que representava “o maior risco de exposição efectiva do grupo BES”. Na época, afirmava que a exposição do banco atingia “800 milhões de euros, a 31 de dezembro de 2000″. O documento, de maio de 2001, também adiantava a existência de empréstimos realizados a “seis empresas offshore”, no valor total de 785 milhões de euros, dinheiro que terá sido utilizado para facilitar a compra de ações do próprio BES, de unidades do GES e de outras empresas portuguesas.

O relatório continha um conjunto de recomendações, de acordo com a RTP, e propunha que, perante a dimensão da exposição a empresas do Grupo, a administração do BES deveria ter “em séria e urgente consideração a necessidade de criar um comité de auditoria formal”, que atuaria na fiscalização e controlo de empresas do GES, incluindo a Espírito Santo International e as empresas da área não fnanceira do Grupo. A opacidade também não escapou à PwC. “Há uma tendência dos altos quadros executivos para restringirem o fluxo de informação aos membros da administração ao essencial”. E a auditora lamenta, igualmente, as dificuldades que diz ter enfrentado na “disponibilidade de registos contabilísticos, ficheiros e documentos necessários às equipas de auditoria independente”.

A PwC foi substituída como auditora do BES em 2002, após a elaboração do documento em causa, mas a instituição financeira que foi liderada por Ricardo Salgado desde 1991 contratou dois dos quadros que o fizeram: João Martins Pereira e Nelson Pita. Os deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito ao BES querem chamar ambos para audição.