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Presidente da comissão de inquérito ao BES diz que contabilista respondeu a “todas as perguntas”

Sexta-feira, Janeiro 9th, 2015

20150109

Contabilista do GES Francisco Machado da Cruz [Lusa]

Uma sessão à porta fechada. Foi assim que Machado da Cruz foi ouvido no inquérito parlamentar ao BES. Mas houve respostas, segundo Fernando Negrão.

TVI24 (c/ Lusa)

O presidente da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES disse hoje que o ex-contabilista da Espírito Santo International (ESI) respondeu a “todas as perguntas” na audição hoje tida à porta fechada.

“Todas as perguntas foram respondidas”, disse Fernando Negrão (PSD) aos jornalistas no final da audição de Francisco Machado da Cruz. Uma posição completamente diferente da que teve no dia anterior, depois da audição ao tesoureiro do GES, José Castella, que se recusou a falar sobre temas sob segredo de justiça.

O ex-contabilista da ESI foi ouvido pelos deputados durante cerca de nove horas, tendo começado a ser escutado cerca das 16:00 de quinta-feira e prolongado a sua presença em sede de comissão até às 01:00 de sexta-feira.

“Foi uma sessão com muitas horas, mas foi uma sessão profícua, com declarações com interesse, obviamente, para a descoberta dos factos”, declarou Fernando Negrão no final da sessão.

Sobre a importância da presença do ex-contabilista da ESI no parlamento, o presidente da comissão realçou que a audição de Machado da Cruz “foi importante como as outras”.

No que refere a uma eventual divulgação pública do conteúdo – ou de partes do mesmo – da reunião, Negrão disse que cabe ao contabilista considerar ou não essa possibilidade.

Já quando questionado sobre se num eventual regresso de nomes como Ricardo Salgado, José Maria Ricciardi ou Carlos Costa ao parlamento seriam utilizados temas hoje referidos, Fernando Negrão lembrou que já houve audições com partes abertas aos órgãos de comunicação social e outras fechadas.

Quando Sikander Sittar, presidente da KPMG Portugal, esteve na comissão parlamentar à gestão do BES e do GES, deu-se esse caso, recorde-se.

“Essa pode ser uma solução” a ser repetida num eventual cenário futuro, reconheceu o presidente da comissão.

Machado da Cruz esteve a ser ouvido numa sessão à porta fechada com o contabilista a alegar segredo de justiça em virtude de processos em curso no Luxemburgo.

De todo o modo, algumas informações sobre a audição foram saindo da sala das comissões parlamentares onde as personalidades requisitadas têm sido ouvidas.

(Fim de citação)

Governo autoriza manutenção da garantia aos empréstimos de 3,5 mil milhões do Novo Banco

Sexta-feira, Dezembro 26th, 2014

Citando

Jornal de Negócios

O Novo Banco pretende estender por um ano a maturidade de um empréstimo obrigacionista, no valor de 3,5 mil milhões de euros.

Num despacho, publicado no dia 26 de dezembro de 2014 , em Diário da República, “é autorizada a manutenção da garantia pessoal do Estado, para cumprimento das obrigações de capital e juros no âmbito da extensão da maturidade do empréstimo obrigacionista do Novo Banco”.

Neste despacho é fixada a taxa de garantia em 96,2 pontos base ao ano.

O Novo Banco, S. A., pretende estender por um ano a maturidade de três empréstimos obrigacionistas, no montante de um total de 3,5 mil milhões de euros, para fazer face à necessidade de manutenção de colaterais para utilização em operações de política monetária do Eurosistema ou de prestação de garantias que se revelem necessárias à prossecução da sua atividade de concessão de crédito.

No mesmo despacho é referido que este empréstimo se reveste de grande interesse nacional ao inserir-se num regime que visa criar condições que permitam a liquidez nos mercados financeiros com vista à manutenção da estabilidade financeira e ao financiamento regular da economia.

O Novo Banco tem obrigações garantidas pelo Estado por mais um ano. O pedido para a extensão destas garantias no valor de 3,5 mil milhões de euros, anunciado pela ministra das Finanças a 19 de Novembro, foi aceite, informou o banco herdeiro do Banco Espírito Santo, a 17 de Dezembro.

No final de 2011 e início de 2012, o Banco Espírito Santo recorreu a garantias do Estado para conseguir financiar-se, tal como fizeram na altura outros bancos. Foram emissões de obrigações no valor de 3,5 mil milhões de euros, que ficaram cobertas sob o risco estatal.

A primeira destas obrigações a chegar à sua maturidade tinha o vencimento a Dezembro de 2014 – agora, será apenas em Dezembro de 2015 (mil milhões de euros). A extensão de um ano é concedida também às emissões de Janeiro (mil milhões) e Fevereiro de 2015 (1,5 mil milhões), que passam a estar seguradas até aos respectivos meses de 2016.

(Fim de citação)